E Se Ficássemos Juntos?

4 Um beijo inesperado, uma paixão ardente


Notas iniciais
Cada vez mais me aproximo de meu médico Leon Vargas.
Mas por coincidência alguém muito estranho para mim me chantageia para me afastar de Leon.

Pov Leon

Estávamos nos aproximando lentamente. Nossos olhos se fechavam tão devagar que podíamos contar até 10 e mesmo assim ele ainda não estaria fechado.

Ela vinha de encontro ao meu rosto. Minha mão já estava acariciando sua bochecha.

E em um passe de mágica nossos lábios se tocavam.

Nessa mesma hora sentíamos as gotas da chuva caírem lentamente em nossos rostos, ela durou um pouco até começar a chover forte.

Nossos rostos se afastavam lentamente mais devagar de que quando estavam se aproximando.

Nessa hora consegui ver a chuva molhar o rosto completo da Violetta.

Ela olhava para o céu e sorria, notei em seu olhar que ela estava gostando da chuva. Mesmo assim coloquei meu casaco sobre sua cabeça para que ela não se molhasse muito.

Corremos até a cabine mais próxima. E ela estávamos nós: Um olhando para o outro esperando que um tomasse uma atitude inesperada.

Mas nessa hora beijo ela bem rápido:

-O que foi isso Leon? Pergunta sorrindo.

-Foi amor, coisa que tenho de sobra. Respondi.

Nessa hora a chuva parou e Violetta sai correndo em direção ao o Hospital.

Eu vi em seu olhar que ela tinha gostado do beijo, mas também vi medo e sofrimento:

-Violetta! Espere! Gritei correndo atrás dela.

Nessa hora consigo alcançar ela antes que ela atravesse a rua:

-O que foi? Não gostou do beijo? Pergunto preocupado com sua atitude.

-Não, não é isso Leon. Só não quero sofrer outra vez. Diz enquanto baixa sua cabeça.

-Você não vai sofrer Violetta. Eu prometo.

-Não Leon, você é meu médico e por enquanto não vai passar disso. Diz enquanto atravessa a rua.

Pelo que consegui entender ela já sofreu por amor por conta de sua doença.

Mas eu não iria faze-la passar por isso de novo.

Então volto ao Hospital para terminar meu serviço.

Vou direto a minha sala para entregar as papeladas ao meu pai.

Quando passo pelos corredores consigo ouvir alguns médicos comentando algo sobre mim e Violetta, tipo: -Olha, é o médico que está tendo um caso com a sua paciente.

Eu já estava com vontade de encher o idiota de socos. Mas eu não iria brigar por uma mentira, ou história mau contada.

Pov Violetta

Eu passei por todos os corredores correndo para chegar ao meu quarto.

Mas fui surpreendida por um dos médicos me levando direto a uma sala vazia.

Se bem que ele nem parecia um médico. Estava vestindo um terno todo preto com gravata cinza e tinha uma cara muito séria e brava:

-Me solta. Disse tentando tirar meu braço de sua mão firme e forte.

-Primeiro você vai me ouvir. Disse com um olhar de assassino.

-Quem é você? Perguntei assustada.

-Não te interessa. Disse machucando cada vez mais meu braço.

-Eu vou gritar. Disse eu com muito medo do que ele poderia fazer comigo.

-Quero vir. Disse colocando sua mão sobre minha boca me impedindo de falar.

-Agora você vai me escutar sua careca idiota. Me disse escorando minhas costas na parede.

-Meu irmão está gostando muito de você, e preciso que ele fique com uma amiga minha digamos assim, ele vai casar com ela e você não pode estar no caminho. Me disse puxando o pano que escondia minha cabeça feia e sem cabelo.

-Então de um jeito de ficar longe dele ou eu mostro a todos essa sua cabeça ridícula e careca.

Assim me entregou o meu pano e me tirou da sala.

Nessa hora meu medo era tanto que fui direto para meu quarto me esconder debaixo dos lençóis.

Notas finais
Violetta anda muito estranha, não quer falar comigo.
Será que está mau pelo beijo? Ou ela está com medo que eu possa machuca-la.