E Se... Eu e você... 2
21 Capítulo 21
Notas iniciais
O capítulo não ficou lá grande coisa, pois estou cansada, estressada, com sono e sem tempo, mas eu juro que dei o meu melhor... ç.ç
Gostaria de agradecer a todos pelos lindos reviews, eu amei todos, de verdade... Mais uma vez me desculpem por não estar respondendo. ç.ç
Gostaria de dedicar esse capítulo especialmente para 'Kalisto Amell' por ter recomendado a primeira e a segunda temporada dessa fic... muito, muito obrigada mesmo... eu amei. =D
Boa leitura... espero que gostem, pois fiz com muito carinho.
– Ficar deitado na cama todo deprimido não vai resolver o seu problema. – Falou a Maria enquanto entrava no quarto para limpá-lo.
– Me deixa Maria, não estou com ânimo para os seus sarcasmos. – respondeu com a voz baixa.
– Ah, qual é Ian. Acha mesmo que ficar deitado, sentindo pena de si mesmo vai trazer o Lucas de volta? – Falou com a voz exasperada, levantando os braços em um claro sinal de impaciência. – Se você ainda o quer, se ainda o ama e eu sei que ama. Então lute por ele, lute por esse amor. Corra atrás do homem que ama. Prove a ele que você é a pessoa certa pra ele, que você percebeu o seu erro e está arrependido. Reconquiste-o.
– É fácil na teoria, o difícil é na prática. – falou ainda com a voz depressiva.
– Cadê aquele homem forte e decidido que eu conheci dois anos atrás, capaz de enfrentar qualquer coisa para viver a sua história de amor? – Agora quem falou foi a Jane, ela estava passando pelo corredor e resolveu entrar na conversa ao ouvir a conversa dos dois.
– Ele deve estar preso no que restou do meu carro. – Ian respondeu sem um pingo de ânimo.
– Para Ian. Você é um cara jovem, bonito, bem de vida e com uma carreira brilhante pela frente. Um cara batalhador e que sempre lutou pelos seus objetivos, vai desistir justo agora? Justo quando se trata da sua felicidade, do seu futuro e do futuro da pessoa que você ama.
– Eu perdi tudo, perdi as minhas lembranças, perdi o movimento das minhas pernas, perdi o meu namorado e por minha culpa, porque sou um babaca... Perdi o amor do Lucas, o respeito... Perdi a minha única chance de voltar a ser feliz, mesmo que eu não volte a andar. Será que é tão difícil para vocês perceberem isso?
– Sim. – Responderam em uníssono, a Maria e a Jane.
Ian deu um suspiro pesado e olhou para o teto, tentando fingir que as duas mulheres mais teimosas que já havia conhecido, não estavam ali.
– E pare de fingir que não estamos aqui. – brigou a Jane.
– Eu apenas quero ficar sozinho no meu canto, será que é pedir muito?
– Sim, é pedir muito. – Disse a Maria. – Ian, olhe para mim. – Pediu a amiga enquanto segurava o seu rosto, levantando-o. – Lute por esse amor Ian. O Lucas apesar de ser bem mais novo que você, lutou até onde pode e, você pode ter certeza de uma coisa, se ele não tivesse pego você na cama com aquela vagabunda da Fernanda... – Ian ia abrir a boca para falar, mas foi interrompido pela mulher. – Me deixe terminar. – Falou com tom de autoridade na voz. – Se ele não tivesse visto aquela cena nojenta, você pode ter certeza que ele ainda estaria aqui, lutando pelo amor de vocês. Agora o jogo inverteu e quem terá que correr atrás do prejuízo é você.
– Eu já perdi. É óbvio que ele está com aquele loiro de farmácia. – Falou com desprezo na voz.
– Ele e o Pedro são apenas amigos, mas se você não reconquistá-lo logo, pode ter certeza que o Pedro vai acabar conseguindo o que tanto quer. O amor do Lucas. – Respondeu a Jane.
– Eu não sei o que fazer... Eu... Apenas quero a minha vida de volta, quero o meu namorado de volta. Ajudem-me, por favor. Eu só quero ser feliz novamente. Só quero voltar a sorrir verdadeiramente.
– Reconquiste-o, vá atrás dele, insista. Faça coisas românticas. Sejam felizes, os dois, juntos. – Aconselhou a Maria.
– Que tipo de coisas românticas? Mandar flores e bombons? Fazer uma serenata em baixo da janela dele? – Perguntou ainda desanimado. — Eu simplesmente não sei o que fazer.
– Já sei, embora ele seja homem e talvez não goste das mesmas coisas que as mulheres, eu acho que você poderia fazer algo que toda mulher gosta e que por mais que ele seja homem e talvez não goste desse tipo de coisa, eu duvido que ele não vá dar nenhuma importância quando receber dúzias e mais dúzias de flores, do tipo, umas cinqüenta dúzias de rosas vermelhas. O que acha?
– Eu acho que seria muito gay. Esse tipo de coisa os homens fazem para as mulheres e não para os homens.
Tanto a Jane quanto a Maria reviraram os olhos e tiveram vontade de socar o Ian.
– Ele vai gostar, vai por mim. Ele pode até não demonstrar, mas vai mexer com ele. Eu conheço o Lucas tão bem quanto conheço você. – Respondeu a Maria.
– Tem certeza?
– É claro que sim.
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Lucas simplesmente não acreditou quando chegou da faculdade e encontrou a sala dos seus tios e o seu quarto repleto de rosas vermelhas, eram tantas flores que ele mal conseguia andar, o ar cheirava a rosas, a decoração da sala e do seu quarto sumiram no meio de tantas flores.
– O que aconteceu aqui, a fada das flores passou por aqui e inundou a casa de rosas? – Perguntou para a tia quando a mesma apareceu em seu quarto.
– Esse buquê em cima da sua escrivaninha tem um cartão, porque você não abre e vê de quem são? – A Carla disse com um sorriso nos lábios.
A mulher sabia quem havia mandado as flores, mas queria ver a reação do sobrinho ao ler o cartão e constatar de quem era.
– São todas pra mim? – Lucas perguntou incrédulo.
– Eu tenho certeza absoluta que não são pra mim. O seu tio até tem os seus momentos fofos, mas nunca fez nada tão romântico. – Disse com um brilho nos olhos.
Lucas andou até a sua escrivaninha e pegou o enorme buquê, nele havia um envelope de tamanho mediano. Abriu o envelope branco e dentro havia um cartão com uma dedicatória escrito a mão, com uma caligrafia que ele conhecia muito bem.
“Lucas,
Eu sei que eu pisei na bola, sei que o magoei de todas as formas, sei que fui um idiota insensível e que não teve a menor consideração para com os seus sentimentos, mas ainda assim, eu imploro... Por favor, me dê apenas mais uma chance, pois como a minha irmã querida vivia dizendo, errar é humano e todo mundo merece uma segunda chance, até mesmo os idiotas feito eu.
Eu juro, por tudo que é mais sagrado, eu não sabia que você odiava tanto a Fernanda, o meu cérebro continua trabalhando preguiçosamente e por esse motivo eu ainda não consigo me lembrar de muita coisa e, eu realmente sinto muito. Perdoe-me!?
Eu te amo muito.
Ian"
Assim que terminou de ler o cartão, Lucas ouviu o som da campainha, a Carla saiu do quarto para atender e em menos de dois minutos estava de volta.
– Você tem visitas. – Falou com um sorriso conspirador.
Lucas perguntou quem era, mas bem no fundo, o seu coração sabia quem era e por esse motivo o mesmo começou a bater freneticamente, só de imaginar que iria vê-lo novamente.
– Adivinha. – Respondeu a tia com um sorriso ainda maior.
– Eu não tenho nada para falar com ele.
– Deixa de ser mal agradecido Lucas, acho que você pode pelo menos agradecer pelo presente mais romântico que você já recebeu até hoje.
– Eu não posso falar com ele. – Falou com uma voz triste.
– Não pode, ou não quer ? – Carla pareceu pensar e depois completou. – Não tenha medo de amar, não tenha medo de ser feliz.
– Tia...
– Vai falar com ele... Apenas escute o que ele tem a dizer. Viva o presente e esqueça o passado, já passou mesmo. Apenas pense no presente e no futuro.
Lucas resolveu seguir o conselho da tia e foi até a sala encontrar com o ex-namorado. Quase perdeu o fôlego ao entrar na sala e ver o Ian. O Ian estava ainda mais lindo e sexy do que ele se lembrava e olha que ele se lembrava de cada detalhe daquele corpo e ainda mais daquele rosto másculo.
– Oie! – Ian lhe cumprimentou, o nervosismo estava presente em ambos.
– Oi! – Respondeu o menor. – Obrigado pelas flores, mas não precisava.
– Não precisa agradecer. Foi um prazer. Espero que tenha gostado.
– São lindas.
– Eu... A Jane remarcou a data para eu tentar andar pela primeira vez e, eu... Sei que não tenho o direito de te pedir mais nada, mas... Eu gostaria que você fosse... Eu... Não sei se irei conseguir sem você.
– Eu não vou poder ir.
– Por favor Lucas... Você não tem noção do quão importante a sua presença é para mim.
– Eu n...
– Por favor, apenas para eu poder vê-lo. Eu sinto que não terei força para me levantar, se você não estiver do meu lado, torcendo por mim.
Ian viu a confusão dentro dos olhos do menor. Uma briga interna sobre o que fazer naquele momento. Rezou para que o lado que era a favor do Lucas o perdoar, ganhasse.
– Eu preciso ir para o meu quarto, tenho um monte trabalhos para terminar. – Falou antes de sair e mais uma vez deixar o Ian sozinho no meio da sala.
Notas finais
Quem quiser que eu recomende alguma fic nas notas finais, por favor, deixe o nome da fic no review, ou me envie por MP.
Bjooooooooos e até o próximo capítulo.
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