Notas iniciais
Oieee!!!!
Por favor, não me matem... eu realmente não tive tempo de escrever antes... Estou cheia de trabalhos da faculdade para fazer para ser entregue semana que vem (detalhe: não consegui fazer nem metade) e por isso tenho entrado aqui bem rápido... Também quero pedir desculpas para os leitores que eu ainda não respondi os reviews, desculpe gente, eu não tive tempo mesmo... sempre entro bem rápido, mas prometo que vou responder todos...
Vou ser sincera com vcs... Eu odiei esse capítulo, achei que ficou uma M****... Por isso peço desculpas... Vocês merecem algo melhor que isso... ç.ç
Obrigada a todos que deixaram reviews e mais uma vez desculpe a demora em postar capítulo novo.
Boa leitura.

Carla já estava inquieta em casa com o atraso do Lucas, ele não costuma se atrasar tanto, geralmente chegava da escola no mesmo horário, e esse atraso a estava deixando muito preocupada.


– Daniel?! Graças a Deus você atendeu...

– Aconteceu alguma coisa?

– Aconteceu... O Lucas... Ele já deveria ter chegado da escola a pelo menos uma hora. Eu já liguei para o celular dele, mas ninguém atende. Eu estou preocupada Dan.

– Você tentou falar com algum amigo dele?

– Ele não tem amigos Daniel... Esqueceu que ele isolou-se, afastou-se de todos, desde que o Ian foi morar nos Estados Unidos?


Daniel respirou fundo, estava cansado e se sentia a pior pessoa do mundo cada vez que falava com o irmão ou olhava para o sobrinho e percebia a tristeza que ambos nutriam.


– Você não sabe de nenhum lugar que ele possa ter ido, algum lugar que ele goste muito? Vocês são amigos, ele deve te falado sobre algum lugar que ele tenha ido sozinho ou com o Ian... Talvez algum lugar que o faça lembrar-se de quando estavam juntos.

– Eles quase não saiam e o único lugar que lhe traria mais lembranças do Ian, seria o apartamento deles, mas eu não acho que ele tenha ido pra lá... Isso só iria fazê-lo sofrer ainda mais.

– Ele está no apartamento do Ian, eu tenho certeza... Eu vou até lá verificar.

– Ok! Eu vou ficar aguardando o seu retorno.


Quarenta minutos depois, Daniel ligou preocupado para a esposa.


– Ele não está lá... Eu toquei a campainha, chamei, bati na porta e por último eu perguntei ao porteiro e o mesmo não o viu.


– Senhor. Para onde ele pode ter ido?

– Eu não sei Carla, não faço a mínima idéia.

– Acho melhor ligarmos para o Ian e perguntar se ele sabe para onde ele possa ter ido.

– Não. Deixa o Ian quieto... Ele não precisa ficar sabendo de nada, pelo menos não por enquanto.

– É claro que ele precisa ficar sabendo e eu vou ligar agora mesmo para avisá-lo, você querendo ou não.


Dizendo isso ela simplesmente desligou o telefone na cara no Daniel e discou o número do cunhado.


– Alô!

– Carla?

– Que bom que você atendeu.

– Aconteceu alguma coisa? O Lucas está bem?

– O Lucas... Ele... Ele sumiu Ian... Ele deveria ter voltado para casa depois da escola, mas até agora nada... Eu estou morrendo de preocupação.

– Como assim ele sumiu? – Ian praticamente gritou.

– Sumiu, sumindo... O Daniel está tentando encontrá-lo... Já foi até o seu apartamento, mas não o encontrou. Eu estou preocupada... Ele nunca havia feito isso antes.

– Se alguma coisa tiver acontecido ao Lucas, eu juro que nunca vou perdoar o Daniel.

– Calma Ian, nós vamos encontrá-lo, mas não conhecemos muitos lugares para onde ele poderia ter ido... Você sabe de algum lugar?

– Não, eu não sei, mas eu estarei aí em algumas horas... Irei no primeiro vôo com destino ao Brasil.

– Ian, espera... Nos vamos encontrá-lo, confie em mim... Eu só preciso saber onde ele poderia estar.

– Eu não sei Carla. O meu apartamento seria o primeiro lugar para onde ele poderia ter ido, mas você disse que ele não está lá.

– A menos que ele estivesse lá e tivesse ignorado o chamado do Daniel.

– Isso é bem provável...

– Mas e porque o porteiro não o viu?

–Ele pode ter chegado antes da troca de turno.

– Então você acha que ele pode estar lá? – Perguntou a mulher.

– Sim, eu acho. Vou pedir para a Maria verificar, ela tem as chaves e pode entrar e verificar se ele está lá ou não.

– Faça isso, por favor, e, qualquer novidade, me avise.

– Está bem.



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Após receber a ligação do Ian, a Maria correu até o apartamento do mesmo. Era possível perceber a aflição do homem, mesmo através do telefone.


Ao chegar ao apartamento, foi direto ao antigo quarto do Lucas, na esperança de encontrá-lo, mas o quarto estava vazio... Saiu do quarto do menor e foi até o quarto do Ian, encontrando o garoto dormindo na cama do amigo, fazendo-a respirar aliviada.


O garoto estava dormindo em posição fetal, abraçado ao travesseiro do namorado e segurando uma fotos dos dois... Ao ver tal imagem, Maria sentiu um aperto no peito, o sentimento de culpa invadindo-lhe o coração. “É tudo minha culpa. Se eu não tivesse obrigado o Ian a contar toda a verdade para o Daniel, nada disso estaria acontecendo.” Disse para si mesma ao sair do quarto.


– Ian! Eu o encontrei...

– Ele estava no meu apartamento? – Perguntou o homem, com um certo alívio na voz.

– Sim. Ele está dormindo na sua cama.


Ao ouvir isso, Ian não pode evitar um sorriso. “Então ele ainda não me esqueceu.”. Pensou. Estava com tanto medo de ter sido esquecido pelo sobrinho depois de passar um ano longe do mesmo, mas depois e ouvir o que a amiga disse, sentiu o seu coração voltar a se aquecer.


– Obrigada Maria. Será que você poderia avisar a Carla que ele está aí?!

– Claro que posso e, não precisa agradecer, afinal, tudo isso só está acontecendo por minha culpa.

– O único culpado aqui, sou eu Maria... Eu devia ter evitado que isso acontecesse, mas eu fui fraco e me deixei seduzir por um adolescente de 16 anos.

– Ian...

– Vamos apenas esquecer esse assunto, por favor, já passou mesmo.

– Ok! Como você preferir.



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Ian viu uma sacola sendo prontamente colocado sobre a mesa à sua frente.


– Come.

– O que é isso? – Ian perguntou... Estava um pouco pálido e bem mais magro.

– Comida.

– Eu não estou com fome.

– Eu não perguntei se está com fome... Eu o mandei comer, é diferente.

– Mas Jane... Eu não quero, estou sem fome...

– Sem mas, e sem essa de que não está com fome... Você nunca está com fome e sempre me enrola dizendo que vai comer mais tarde. Se continuar assim, vai acabar morrendo e eu não acho que a sua morte vá fazer bem ao Lucas, portanto, come logo ou eu juro que enfio essa comida em você garganta abaixo... Você escolhe.


Ian respirou fundo... Estava sem fome, cansado e morrendo de saudades do namorado. “Porque essa ruiva simplesmente não me deixa quieto no meu canto?”. Perguntou-se em pensamentos.


– Você sabe ser bem convincente quando quer... – Respondeu derrotado, estava cansado demais para brigar com a ruiva e ele conhecendo-a como ele conhecia, sabia que ela seria mesmo capaz de enfiar aquela comida na sua boca e fazê-lo engolir a força.


Já havia se passado um ano e seis meses desde que chegou aos Estados Unidos, mas às vezes Ian tinha a sensação que o tempo havia parado, não passava e, a cada dia a sua dor e a saudade do seu menino aumentava com uma intensidade que o deixava ainda mais deprimido. Se não fosse a Jane no seu pé, o obrigando a comer, há essa hora ele já estaria morto.


A única coisa que ainda o motivava a continuar seguindo em frente, era o fato de saber que quando voltasse, iria poder ver o Lucas, iria matar a saudades, a vontade louca de tê-lo nos braços, de beijá-lo e abraçá-lo, de amá-lo a noite inteira.


– Deixa eu ver se comeu tudo... – Disse uma certa ruiva, desconfiada, como sempre.

– Para de me tratar como se eu fosse criança Jane, eu já sou um homem.

– Então para de agir feito criança e come tudo.

– Eu não tenho culpa se não tenho fome o tempo inteiro.

– Você não está se esforçando Ian... Se não quer fazer isso por você, faça pelo Lucas.


Ian não disse mais nada. Apenas desviou o olhar e fingiu que não era com ele que a ruiva falava.



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Daniel estava no trabalho quando recebeu uma ligação da esposa, ela estava totalmente transtornada, não falava coisa com coisa...


– Carla, apenas se acalme... Respire fundo e depois fale.

– É o Ian Daniel... Aconteceu... Aconteceu alguma coisa com ele.

– Como assim? O que aconteceu com o meu irmão? – Perguntou ao mesmo tempo em que levantava da poltrona.

– Eu não sei Dan... Eu estava falando ao telefone com ele e... E de repente eu ouvi um barulho de uma buzina e em seguida um barulho muito alto, como se... Como se fosse um acidente... O telefone ficou mudo do outro lado da linha e desde então eu não estou conseguindo falar com o Ian. Eu já liguei umas dez vezes, mas ninguém atende.

– Calma, está bem?! O Ian está bem... Eu tenho certeza... Ele... Ele é forte e muito inteligente... Fica calma que eu vou ver se consigo falar com ele.


Daniel pedia para a esposa ficar calma, mas ele mesmo estava tendo os piores pensamentos... Desde cedo ele estava com um aperto no peito, um mau pressentimento. Nunca iria se perdoar, caso algo grave acontecesse com o irmão mais novo.


Após passar horas fazendo várias ligações, tentando descobrir alguma notícia do irmão, ele finamente decidiu ir até os Estados Unidos saber o que havia acontecido, pois uma voz bem no fundo do seu cérebro dizia que o irmão estava precisando dele.


Ao chegar em casa pediu ajuda a esposa para arrumar uma mala, pois iria partir no primeiro vôo que iria para o Estados Unidos. Ele não iria agüentar ficar em casa esperando notícias, não quando o seu único irmão ainda vivo, poderia estar correndo algum risco de vida... Precisava ter certeza que ele estava bem.


O consulado brasileiro garantiu que se obtivesse alguma notícia do seu irmão, iria informá-lo, mas ele sempre odiou esperar e naquele momento, se ele tivesse que ficar esperando alguma notícia em casa, sem poder fazer nada, iria enlouquecer.

Notas finais
Ficou horrível né?!?!?! ç.ç
Mais uma vez me deculpem... prometo que tentarei postar um capítulo melhor...
Agora é oficial gente... a fic está mesmo acabando... terá apenas mais dois ou três capítulos. Ç.Ç
Espero o reviews de vocês... se alguém quiser indicar eu ficarei imensamente feliz.
Beijooooooooooooooooooooooooooos