Notas iniciais
Oi gente!!
Tudo bem com vcs??? Espero que sim... rs
Então, mais um capítulo para vocês... esse ficou bem grande, espero que não tenha ficado cansativo, assim como eu espero ter atingido a expectativa de todos... pra variar, não ficou como eu queria, mas ao mesmo tempo, eu também não queria nada muito pesado, sei lá, eles são irmãos e eu não gosto de brigas entre irmãos, apesa de eu brigar com os meus irmãos de vez em quando... ç.ç
Mais uma vez eu gostaria de agradecer a todos que deixaram reviews, muito obrigada, vcs são uns amores... e vocês, vocês mesmo, leitores fantasmas, se possível, deixem reviews, poxa a fic está acabando e eu mereço pelo menos um reviewzinho dizendo o que estão achando da fic né... ç.ç
Gostaria de dedicar esse capítulo especialmente a xGoldenFairy pela recomendação... muito muito muito obrigada mesmo... eu quase surtei qdo vi que vc tinha recomendado... vcs não tem noção do quanto eu fico feliz quando recebo alguma recomendação e principalmente, o quanto é gratificante saber que apesar da maioria dos leitores, serem leitores fantasmas... rs... muitos gostam a ponto de recomendar. Muito obrigada mesmo, não só a xGoldenFairy, mas a todos que recomendaram e a todos que tem acompanhado e deixado reviews. o___________o
Espero que gostem do capítulo e caso haja algum erro ortográfico, por favor me avisem, pois eu fiquei com preguiça de revisar todo o texto antes de postar... o_O kkkkk
Boa leitura...

No dia seguinte Ian acordou cedo e após tomar um banho e se vestir foi até a cozinha tomar o seu café da manhã. Ao chegar à cozinha encontrou apenas a empregada, nem sinal do Lucas.

– Bom dia Maria.

– Bom dia Ian.

– O Lucas ainda não acordou?

– Não. Eu já o chamei, mas ele continuou dormindo.

– Hum... Eu vou chamá-lo.

– Juízo.

– Mais do que eu já tenho?

– Não me faça rir Ian.

– É melhor eu ir acordá-lo ou ele vai acabar chegando atrasado. – Disse antes que ela resolvesse perguntar se ele já havia conversado com o irmão.

Abriu a porta do quarto e avistou o seu namorado dormindo feito um anjo. Sorriu ao se aproximar da cama, sentou-se e beijou suavemente os lábios do menor, o mesmo sorriu com o toque, ainda de olhos fechados, abrindo-os em seguida.

– Bom dia meu amor. – Ian o cumprimentou, enquanto dava selinhos nos lábios do menor.

– Bom dia. Do que você me chamou mesmo? – Perguntou radiante, os olhos verdes jade brilhando de felicidade.

– Meu amor... – Ian respondeu com um pequeno sorriso no rosto.

– Acho que eu não ouvi direito. Pode repetir? – Pediu com um largo sorriso no rosto. Fazendo o maior sorrir ainda mais.

– Meu amor, meu amor, meu amor...

Dizia enquanto enchia o rosto do sobrinho de beijos, deixando os lábios por último. Beijou-o de maneira doce e demorada, mas como sempre acontece quando se beijam, rapidamente aprofundaram o beijo. Lucas enlaçou os dedos no pescoço e cabelos do tio, puxando-o para mais perto de si, enquanto deitava-se de volta na cama, trazendo o tio consigo. Ian por sua vez, tentou diminuir ainda mais a distância entre os dois abraçando ainda mais forte o garoto entre os seus braços.

Alguns minutos depois separaram-se quando o ar se fez necessário... Lucas até tentou continuar de onde haviam parado, mas Ian o afastou.

– O que foi?

– É melhor você ir se arrumar ou vai acabar chegando atrasado à escola.

– Eu não me importo... Agora me dá mais um beijo e faz amor comigo. – Pediu com olhos de gato abandonado.

– Nem adianta olhar pra mim com esses olhos do “gato de botas” porque estamos atrasados... Além do mais, a Maria já chegou e está de olho na gente.

– Argh! Ela bem que poderia dar um tempo hein?! Fala sério, eu não sou mais um bebê e sei muito bem o que é bom ou ruim pra mim, e nesse caso, você é a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida.

– Own... Vem cá meu amor... vou ser bonzinho e te dar mais um beijo antes de voltar para a sala. – Disse rindo, enquanto puxava o menor para mais um beijo caliente.

Após o término do beijo, ficaram alguns segundos de testas coladas, olhando nos olhos um do outro, com um sorriso bobo no rosto de ambos.

Ian deu mais um selinho no menor e em seguida saiu do quarto, deixando-o com um sorriso de orelha a orelha.

Ao chegar à cozinha foi interrogado pela empregada que o olhava de maneira severa, exatamente do jeito que as mães costumam olhar para os filhos quando pretendem repreendê-los.

– O que foi?

– Posso saber por que demorou tanto?

– Eu estava acordando o Lucas.

– E precisa gastar mais de dez minutos para acordá-lo?

– Maria, dá um tempo... Vai ficar marcando até o tempo que eu passo sozinho com ele agora? Nós dois passamos a noite inteira sozinhos, na mesma casa... Não acha q se fôssemos fazer alguma coisa inapropriada, já não teríamos feito enquanto estávamos sozinhos? – “E fizemos, mas ela não precisa saber desse detalhe.” Pensou Ian.

– Talvez. Você já conversou com o Daniel?

– Não. Vou falar com ele no fim de semana. – Recebeu um olhar de reprovação da amiga. – Sem falta. – Completou.

– Acho bom.

A semana passou mais rápido do que Ian e Lucas gostariam, pra dizer a verdade, a impressão que eles tinham era que a semana passou mais rápida que a velocidade da luz.

Lucas sempre foi fã do fim de semana, mas agora, nesse momento, tudo que ele mais queria era que o fim de semana não chegasse nunca, mas ele chegou, é claro que ele chegou, e com ele chegou também o momento de contar toda a verdade para os seus tios, não tinha idéia de como iriam reagir, mas alguma coisa lhe dizia que Carla teria melhor receptividade a tal notícia do que o seu tio Daniel.

– Está pronto? – Perguntou Ian, antes de tocar a campainha da casa do irmão.

– Pra dizer a verdade, não, mas já que não temos escolha, então seja lá o que Deus quiser.

Os dois estavam nervosos, era óbvio que estavam, mas não tinha mais volta, o negócio agora era encarar o problema de frente. Ian tocou a campainha e os dois aguardaram alguém atender a porta.

– Ei, entrem... Já estávamos achando que vocês não viriam mais, as meninas esperaram por vocês, mas acabaram sendo vencidas pelo sono e pelo cansaço. – Disse Daniel, após abrir a porta e dar espaço para os dois passarem.

– Hum... Acabamos nos atrasando e ainda pegamos um trânsito infernal. – Respondeu Ian. Daniel apenas assentiu.

– Como você está Lucas? – Perguntou Daniel, olhando na direção do garoto, a constante preocupação com o sobrinho já tinha se tornado algo normal.

– Eu estou bem tio, pra dizer a verdade eu estou ótimo, muito feliz.

– É mesmo? Isso é ótimo. E a gente pode saber o motivo de tanta felicidade?

– Na verdade a gente veio aqui para conversar sobre isso. – Disse Ian, que nesse momento já estava suando frio. Alguma coisa lhe dizia que o Daniel não iria gostar nem um pouco da notícia que ele iria dar.

– Hum... Então fala. O que foi que aconteceu de tão maravilhoso assim para o Lucas estar com essa cara de quem viu o passarinho verde? Não vai me dizer que a sua namorada vai vir morar no Rio de janeiro? – Daniel perguntou ao Lucas.

– Não... Eu... Hum... Eu vou terminar com a Luana.

– É mesmo, e por quê? Eu achei que gostasse dela.

– E eu gosto, ela é muito legal, mas... – Olhou o seu atual namorado e em seguida voltou o olhar para o Daniel. – Eu estou apaixonado por outra pessoa e não acho legal ficar enganando a Luana.

– Nesse caso, você está mais do que certo Lucas, não é bom fazer com ninguém o que não gostaríamos que fizessem com a gente. – Disse Carla, séria, ela era totalmente contra qualquer tipo de traição e sempre que possível demonstrava tal sentimento.

– Mas até agora vocês não disseram o motivo de toda a sua felicidade e posso saber por que vocês dois parecem estar tão nervosos, principalmente você Ian? O que foi que aconteceu? O que vocês tinham de tão importante para conversar comigo.

Ian engoliu em seco e abriu a boca para falar, mas a voz parecia não querer sair da sua boca, era como se as suas cordas vocais estivessem paralisadas, sem estímulos nervosos.

– Ian? Fala homem, já está começando a nos deixar nervosos com esse suspense. É tão grave assim.

– Um pouco, mas antes que você faça qualquer coisa, eu peço que me escute, por favor.

– Ian, o que você andou aprontando? Fala logo. – Daniel nesse momento já demonstrava certa irritação, ele nunca teve paciência para enrolação, se alguém tivesse que falar algo para ele, que falasse logo.

– É que... Daniel, antes de mais nada, eu juro, não foi de propósito, quando eu percebi já tinha acontecido, eu tentei não pensar no assunto, tentei me afastar, mas eu não consegui.

– Ian? Chega! Fala logo e para de enrolar.

– Ok! Eu vou falar... -- Respirou fundo, tomando coragem, sentiu a sua mão ser fortemente segurada pelo sobrinho que já se encontrava tão nervoso quanto ele.

O momento carinhoso entre os dois não passou despercebido pelo casal parado à frente deles, esperando por uma explicação.

– O Lucas e eu... Nós... Nós estamos...

– Não, por favor me diga que não é o que eu estou pensando.

Falou, olhando em direção as mãos dos dois, os dedos entrelaçados, exatamente como fazem os casais apaixonados.

– Não foi de propósito Dan, eu juro, quando percebemos já estávamos apaixonados, eu tentei arrancar esse sentimento de dentro de mim, mas não deu certo, nem mesmo a Fernanda conseguiu tirá-lo dos meus pensamentos...

Ian iria continuar a sua justificativa, mas o soco que levou do irmão foi tão forte e rápido que quando se deu conta, já estava caindo no chão, levando consigo o sobrinho que permanecia segurando a sua mão esquerda.

– Você enlouqueceu Daniel? – Falou praticamente gritando, tentou manter a calma, afinal, ele merecia o soco, mas estava realmente com dor e junto com a dor veio à raiva.

– Eu enlouqueci? Você vem até aqui me dizer que está tendo um caso com seu “sobrinho” que ainda por cima é “menor de idade” e eu que estou louco? – Disse, dando ênfase nas palavras “sobrinho” e “menor de idade”. – Como você teve coragem Ian? Como? Ele é só uma criança.

– Eu não sou mais criança. – Lucas revidou, irritado.

– Você não tinha o direito de seduzi-lo? – Disse, ignorando o que o garoto havia dito. – Você não deveria ter feito isso, ele é o filho da Bia Ian, filho da nossa querida irmã, da mulher que o criou como se fosse seu próprio filho, da mulher que abriu mão de tantas coisas para poder transformar você no homem que é hoje. – Praticamente cuspia as palavras em cima do irmão mais novo, que no momento se encontrava com o rosto banhado em sangue, devido a um corte perto do olho direito, causado pelo soco que recebeu.

– Eu não o seduzi, pelo contrário, foi ele quem me seduziu. – Tentou defender-se, mesmo sabendo que seria em vão.

– Agora você vai ter a coragem de jogar a culpa em cima dele? Por favor, eu até cairia nessa conversa se eu não te conhecesse muito bem.

– Ele não está mentindo tio, e para de me tratar como se eu fosse um garoto ingênuo e indefeso, eu sei me cuidar e sei muito bem o que é bom ou ruim pra mim, assim como eu sei quando eu quero ficar com alguém e eu quero ficar com o Ian, eu quero muito.

– Nunca pensei que você fosse tão baixo a ponto de mandá-lo assumir a culpa. – Disse enquanto partia novamente para cima do irmão, mas dessa vez não foi rápido o bastante, pois duas figuras menores entraram na sua frente, o seu sobrinho e a sua esposa, que até então encontrava-se calada, tentando digerir toda aquela história.

– Chega de violência Daniel, o Ian é seu irmão e sei que amanhã quando você estiver mais calmo vai ficar se remoendo em culpa por ter batido nele. O soco que você deu já está de bom tamanho... Não vê como ele está sangrando?

Carla simplesmente não conseguia reconhecer o marido, em nada lembrava o homem calmo, brincalhão e amoroso com quem ela havia se casado. Tudo que ela viu nos seu rosto e nos seus olhos era raiva... Uma fúria que chegava a deformar o belo rosto.

– Esse moleque merece levar uma surra.

– Eu não sou moleque, então por favor, me respeite.

– Te respeitar? Primeiro se dê ao respeito. Você errou e deveria reconhecer o seu erro.

– Eu sei que eu errei, sei que eu não deveria amar o meu próprio sobrinho dessa maneira, mas o que você quer que eu faça? Que arranque esse sentimento que cresce mais e mais a cada dia que passa? Se for isso, me diga, mas também me ensine como fazer tal feito, pois eu não sei como. Eu juro que não sei.

Daniel apenas o olhava, a sua vontade era partir pra cima do irmão mais novo e bater nele até o mesmo aprender a lição de manter as mãos e a boca bem longe do sobrinho. Respirava profundamente, tentando se acalmar, mas a cada vez que olhava para o irmão a raiva voltava com a mesma intensidade.

Carla foi até o cunhado olhar o seu ferimento, que por sinal estava bem feio, pois já estava inchando, assim como tinha muito sangue escorrendo pelo rosto, provavelmente teria que dar uns alguns pontos, não muitos, mas no mínimo uns três pontos.

– O que você tem na mão, ferro? – Perguntou ao marido, dando-lhe um olhar duro. – Lucas, vá até a cozinha e coloque um pouco de gelo no pano vermelho pendurado no varal.

O menor fez o que a tia mandou, voltando o mais rápido possível com o gelo, colocando-o no olho do tio.

– Ai... – Resmungou Ian.

– Desculpe. – Lucas tentou ser gentil, mas o corte era um pouco grande e profundo, além de estar muito dolorido. Ian pegou o pano com gelo e encostou suavemente no local do ferimento.

– Eu juro que não foi de propósito Daniel... Se está sendo difícil pra você essa situação, imagine como foi pra mim, como eu me senti quando percebi que estava apaixonado por um homem, que por sinal é menor de idade e ainda por cima meu sobrinho. Faz idéia do quão perdido eu fiquei? Parecia que eu tinha perdido o meu chão sabe, era como se eu estivesse andando em uma corda, sobre um precipício.

– Eu sempre achei que você fosse hetero Ian, quer dizer, você vivia pegando várias mulheres diferentes e toda vez que eu falava com você estava com uma mulher diferente.

– Eu também sempre achei que fosse hetero Carla, mas ai o Lucas chegou e virou a minha vida e a minha opção sexual de cabeça para baixo.

– E é claro que você não hesitou em seduzir o próprio sobrinho, quando se viu totalmente atraído por ele. – Daniel disse da maneira mais irônica possível.

– Não fale coisas que você não sabe Daniel.

– A partir de hoje, você mora aqui Lucas, amanhã mesmo eu vou com você pegar todas as suas coisas no apartamento do Ian.

– O QUE??? – Gritaram o casal de namorados, não podiam estar ouvindo direito.

– Isso mesmo que vocês ouviram, a partir de hoje o Lucas não mora mais com você, ele vai morar aqui, a casa não é muito grande, mas eu vou procurar uma casa maior, com três quartos, para que possamos ter mais conforto.

– Pelo amor de Deus Daniel, seja razoável. Isso não tem sentido.

– Eu não vou me mudar. Eu gosto de morar com o Ian e é lá que eu vou continuar morando. – Lucas disse firme, ninguém iria afastá-los, nem mesmo o seu tio, ele não tinha esse direito. Pensou o garoto.

– Sim, você vai se mudar, assim como o Ian também vai.

– Como é que é? – Ian perguntou, incrédulo, quem Daniel pensa que é para dizer o que ele deve ou não fazer da sua vida.

– Eu não me importo se você resolveu que a partir de agora você é homossexual, pra mim tanto faz a sua opção sexual, contanto que não tenha um caso com o próprio sobrinho, menor de idade.

– Daniel...

– Eu não acabei de falar Ian... Antes do acidente com a Bia e o Marcos, você disse que assim que terminasse a faculdade iria para os Estados Unidos fazer vários cursos relacionados à Fisioterapia, pois bem, agora que o Lucas não vai mais morar com você, vai finalmente poder viajar e fazer os cursos que tanto queria.

– Eu não vou a lugar algum.

– Sim, você vai... Isso não é uma sugestão ou um pedido Ian, é uma ordem.

– Quem você pensa que é para querer mandar na minha vida dessa maneira? – Ian estava indignado com a audácia do irmão.

– O Lucas tem todo o direito de conhecer outras pessoas e ser feliz ao lado de alguém que não seja o próprio tio, e a única maneira disso acontecer é ficando longe de você. Assim como você também tem o direito de ser feliz com outra pessoa que não seja o seu sobrinho.

– Me afastar do Lucas dessa maneira não vai fazer com que eu deixe de amá-lo, pelo contrário... Você não tem idéia do que eu sinto por ele Dan, não é uma paixão passageira, é amor, amor de verdade.

Ao ouvir tais palavras os olhos do garoto ganharam de volta o brilho que havia perdido com toda a confusão da confissão dos dois.

Daniel ao ouvir tais palavras respirou fundo, fechando os olhos, precisava se acalmar, ele sabia que Ian não estava mentindo, assim como sabia que ele estava falando sério quando disse que a distância só iria aumentar o amor que estava sentindo pelo sobrinho. “Pensa Daniel, pensa.” Dizia para si mesmo.

– Tudo bem Ian, vamos fazer um trato.

– Que trato? – Ian o olhou desconfiado.

– Você viaja, passa os próximos dois anos nos USA e quando você voltar, se o que vocês dizem sentir um pelo outro ainda existir e vocês quiserem ficar juntos, eu não vou me opor, até mesmo porque, quando você voltar, o Lucas já será maior de idade e não terei como evitar que ele vá morar com você, mas eu prometo que não irei implicar com a relação de vocês.

– Você promete?

– Prometo, mas enquanto você estiver fora do Brasil, nesse período de dois anos, eu não quero contato entre vocês, nem por MSN, orkut, facebook, e-mail, twitter, telefone e/ou nenhum outro tipo de contato, nem mesmo por carta ou sinal de fumaça.

– Mas...

– É pegar ou largar, caso contrário, caso vocês dois resolvam me desobedecer e continuar se encontrando as escondidas, podem esquecer que eu e a minha família existimos.

– Dani... – Ian simplesmente não podia acreditar no que estava ouvindo, não podia acreditar que o seu irmão estava fazendo uma chantagem tão barata. – Isso é chantagem Daniel.

– Entenda como quiser, essa é a minha condição.

Ian fechou os olhos e respirou fundo, em seguida andou até onde estava o sobrinho, colocou uma mão em cada lado do rosto do menor e beijou levemente os seus lábios, não queria provocar o irmão, mas precisava se despedir do namorado.

– Desculpe Lucas, mas eu preciso fazer o que ele está mandando, não quero ficar longe de você, mas você, o Daniel, a Carla e as meninas são a minha única família, não agüentaria perder mais nenhum de vocês, quanto mais quatro.

Lucas balançava a cabeça negativamente, não podia acreditar que estava ouvindo aquelas palavras, ele não podia simplesmente desistir sem ao menos lutar, não podia deixá-lo por dois anos. Ele não iria agüentar esperar por dois anos até poder ver novamente o amor da sua vida.

– Não. – Falou em um sussurro, os olhos verdes estavam pálidos e sem vida, as lágrimas desciam insistentemente. – Por favor, não vá Ian, não me deixe, eu imploro.

Ian tentou secar as lágrimas do menor, mais outras desciam em seguida, tornando-se impossível secar totalmente o belo rosto, marcado pela dor.

– Eu vou voltar Lucas, dois anos passam rápido, quando você menos esperar já vai ter passado. E quando eu voltar, se você ainda me quiser, nos vamos poder ficar juntos, sem medo de sermos descobertos e separados.

– Quando você chegar lá, vai me esquecer, eu sei que vai.

– Eu não vou, nunca, jamais. Eu te amo e esse amor só faz crescer ainda mais a cada dia que passa.

– Promete que vai voltar pra mim? – Perguntou entre soluços, os olhos completamente vermelhos e inchados.

– Eu prometo.

Dizendo isso, Ian o abraçou forte e deu um beijo no rosto do garoto, antes de sair da casa do irmão.

Carla o acompanhou até a porta e deu um forte abraço no cunhado, antes do mesmo ir embora. Ela estava de coração partido. Amava o Ian como um irmão e ao Lucas como um filho, tudo que menos queria era ver os dois sofrendo daquele jeito, não era justo, eles já havia sofrido demais, mereciam ser felizes.

Notas finais
Então??? O que acharam??? *Medo das respostas*
Então! Muitas pessoas perguntaram sobre o prazo para enviar o lemon e se eu queria que adicionasse alguma coisa, então, eu estava pensando em escrever um lemon para ocorrer antes do Ian viajar e outro para quando ele voltar... mas vou logo avisando que isso não quer dizer q eles vão ficar juntos, sabem como é né, o destino sabe ser cruel quando quer... u.u kkkkkk
Espero que tenham gostado... prometo postar novo capítulo o mais rápido que puder.
bjo bjo bjo