E Se? — DRAMIONE
4 Capítulo III
Notas iniciais
—Hermione? – Nessa hora Draco já estava parecido com um pimentão, de tão vermelho que estava– V-você escutou o quê e-eu disse?
— Sim.
Saí de fininho para deixar o casal conversar.
*Ponto de vista da Hermione*
Acordei e percebi que nem Cassy nem Malfoy estavam no quarto, então depois de fazer minha higiene, fui para fora do quarto procurar por Cassy ou até quem sabe Malfoy. Quando finalmente achei eles percebi meu nome na conversa e resolvi espiar para ver o que Malfoy ia responder:
— {...} você chamou a Hermione de sangue ruim? – Perguntou Cassy, depois ele abaixou a cabeça e não falou mais nada – Está tudo bem Draco?
Vi Malfoy levantar a cabeça de novo, acho que ele vai responder agora.
—Me arrependo muito do que eu disse para ela, — Espera! Ele se arrepende do que me disse ?–mas eu não tive escolha! Quando Lúcio me ouviu dizer para minha mãe que havia uma nascida-trouxa que tinha as notas mais altas que as minhas, ele me jogou um Crucio e disse que se eu deixasse algum sangue ruim tirar nota mais altas que as minhas, o castigo seria para ela! Então, a única coisa que eu pensei, foi que, se eu tivesse o mesmo preconceito de meu pai, ela nunca ficaria em perigo por causa de mim! MERLIN! Como eu fui burro! Agora você-sabe-quem voltou, ela com certeza está em perigo e agora ela deve me odiar por achar que eu odeio nascidos- trouxas!
Não aguentei mais e me aproximei.
—Draco?
Ele se virou para mim assustado e envergonhado, provavelmente sabe que eu ouvi sua confissão.
—Hermione? – Nessa hora Draco já estava parecido com um pimentão, de tão vermelho que estava– V-você escutou o quê e-eu disse?
— Sim.
Vi Cassiopéia sair de fininho, provavelmente para nos deixar conversar a sós.
— Então, agora você sabe que eu não te odeio... Desculpa por tudo que eu já te fiz.–Ele disse baixinho e com os olhos focados em seus pés.
— Draco, olha para mim por favor. – pedi com os olhos já marejados e vi que os dele também estavam. – Você levou um Crucio! Por minha causa! É claro que eu te desculpo! – Nesse momento ele abriu um sorriso tão lindo e verdadeiro, que eu quase derreti. Ele nunca havia sorriso assim para mim antes, era sempre o mesmo sorriso arrogante de sempre.
Não resisti e o abracei, ele ficou uns segundos sem entender até que me abraçou de volta. Ficamos um tempo assim, não sei quanto, pode ter sido minutos, ou até horas, não sei, porquê eu senti, que naquele abraço, eu estaria segura, estaria em casa.
CONTINUA....
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