E Se...
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Algumas semanas se passaram e Zé Alfredo cumpriu com o combinado. Sempre visitava Marta no hospital.
Maria Marta
Finalmente sairei desse hospital, não aguento mais ficar nessa cama. Quero ir para casa, ficar com meus filhos curtir meus netos.
–- Como está minha paciente? -- perguntou-me o dr.
–- Estou bem, só quero ir embora. --respondi.
–- É seu dia de sorte, estou dando sua alta hoje. Seus resultados estão bons, a gravidez está estabilizada. Só precisa de alguém para vim lhe buscar. -- falou ele.
–- Que bom não aguentava mais ficar aqui. -- falei.
–- Quer que liguemos? -- perguntou.
–- não precisa eu mesma ligo. -- falei. O médico logo saiu. Já sabia para quem ligar. Peguei meu celular disquei o número atendeu no primeiro toque:
–- Estou de alta precisa vir me buscar agora. -- falei e desliguei. Nem me preocupei de ouvir a resposta.
Esperei por mais ou menos 40 minutos, Josué bateu em minha porta e disse que já podíamos ir embora. Saí do hospital em uma cadeira de rodas, ainda bem que não havia jornalistas na porta. O carro que me esperava não era o que eu estava habituada. O carro no qual paramos era todo preto os vidros eram pretos como a noite e pareciam ser a prova de balas. Josué abriu a porta traseira do carro colocou minha mala lá dentro já havia uma mala lá fiquei olhando para cara dele a pessoa que eu queria ver não estava lá. Ele abriu outra porta dessa vez a do acompanhante do motorista fez um sinal para que eu entrasse, assim que eu entrei Josué pôs o sinto em mim e fechou a porta o carro começou a se mover olhei para o lado e lá estava ele. Meu marido, o homem de preto, José Alfredo. ele olhou para mim, deu-me um sorriso, pegou minha mão e continuou dirigindo em silêncio com uma cara de bobo.
–- Para onde vamos? -- perguntei.
–- Para um lugar seguro, onde possamos ficar juntos só você, eu e nossa Maria Fernanda. -- falou sorrindo.
–- Maria Fernanda? -- perguntei rindo.
–- Você não gostou? -- perguntou triste.
–- Maria Fernanda Medeiros de Mendonça e Albuquerque. Gostei. -- falei sorrindo.
Conversamos sobre muitas coisas durante o caminho, estava curiosa para saber onde era que Zé iria me levar. A viagem de carro foi longa, mas, quando chegamos ao local compensou a distância percorrida. Era lindo e afastado das pessoas era uma casinha linda, com primeiro andar e de madeira, era simples, mas linda.
Quando entramos vi que ali havia fotos minhas e nossa família. Como se morássemos lá.
–- De quem é essa casa? -- perguntei curiosa.
–- Sua está no seu nome. -- respondeu-me.
–- O que? A casa está no meu nome? Como eu nunca soube disso? -- perguntei curiosa.
–- Era para ser um presente de casamento. À alguns anos comprei-a mais nos distanciamos... -- calei-o com um beijo cheio de amor.
–- Marta não podemos. -- parou-me ele.
–- Por que? -- perguntei fazendo beicinho.
–- Pode machucar nossa bacurim. -- falou ele colocou sua mão em minha barriga e acariciou.
Eu olhei em seu rosto. -- Tudo bem. Você tem razão. -- falei caindo em mim.
–- Agora você precisa descansar. -- falou-me me puxando em direção a escada. Fomos para o quarto ele me ajudou a deitar na cama me cobriu e deitou ao meu lado. Dormimos logo abraçados. Sem certezas, somente incertezas de que amanhã seria um novo dia, um novo dia melhor.
Fale com o autor