E Se...
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Zé Alfredo
Eu estava nervoso, apreensivo não sabia como Marta iria reagir ao descobri que e estou vivo. Assim que entrei em seu quarto a olhei, seu rosto mostrava vário tipos de emoção, neles haviam alívio, dor, felicidade, raiva, desconfiança, tristeza, incerteza, todos eles misturados.
Minha mulher me olhava com aqueles olhos azuis que me hipnotizavam.
–- Vou deixar vocês a sós. -- falou Cristina antes de sair do quarto.
Ficamos em silêncio só nos encarando, sem falar nada apenas encarando. Marta foi a primeira a falar.
–- Eu sofri durante meses por sua morte. -- falou chorando.
–- Eu também sofri longe de você. -- falei chorando.
–- Você me deixou. -- falou ela.
–- Foi necessário. Eu iria ser preso por um crime que não cometi, e toda a família iria pagar junto. -- falei.
–- Você podia ter me contado, me alertado da situação da empresa. Eu poderia ter lhe ajudado. -- falou em meio ao choro.
–- Eu não podia. Você tinha que ficar segura, eu não me perdoaria se acontecer-se alguma coisa com você ou com nossos filhos. Eu tinha que lhe proteger. -- falei me aproximando dela. Sentei na cama ao seu lado e a abracei.
–- Eu senti sua falta.-- falou ela retornando o abraço. Olhei para seu rosto admirando sua beleza, aproximei-me mais e lhe beijei. No inicio delicadamente, e em seguida vorazmente.
Maria Marta
Quando ele me beijou me senti em paz novamente. Me senti completa, amada. Nos beijamos por um longo tempo até precisarmos do ar novamente. Eu não podia acreditar que ele estava ali em minha frente vivo. Era como um sonho do qual eu não queria acordar. Nos olhamos por alguns minutos em silencio até que ao mesmo tempo dissemos:
–- Eu te amo. -- sorri.
–- I love you. -- falou-me ele.
–- I love you too. -- respondi sorrindo. Lhe dei outro beijo dessa vez com menos intensidade mas com o mesmo significado.
–- Eu fiquei tão preocupado quando fiquei sabendo que estava aqui. -- falou ele. Fiquei calada, não sabia o que dizer a ele. -- O que você teve? -- perguntou-me.
–- Eu... Eu... Eu... -- fiquei nervosa não consegui dizer nada.
–- Marta por favor me diga. Não tenha medo. Seja o que for eu estarei ao seu lado.
–- Eutiveuminíciodeaborto. -- falei rapidamente.
–- O que? -- perguntou sem entender.
–- Eu tive um início de aborto. -- falei agora pausadamente.
–- Você teve um aborto? -- peguntou aflito. Zé sempre teve medo que eu passasse por esse tipo de coisa.
–- NÃO. -- gritei. -- Nosso bebê está bem. Está tudo bem agora. só tenho que tomar cuidado. Está tudo bem. Nossa bebê está segura dentro de mim. -- falei chorando.
–- É uma garotinha? -- perguntou chorando também e colocando a mão em minha barriga.
–- Sim, acabei de descobrir. -- falei sorrindo.
–- Mais uma princesinha para nosso império. -- falou sorrindo.
–- Sim. Nunca pensei que nessa altura da vida iria engravidar. Ainda mas depois do que aconteceu no parto do Lucas. -- falei.
–- Eu fiquei tão assustado quando recebi a ligação. Eu não estava com você e a gravidez era de risco eu fiquei com medo de perder os dois. Foi por isso que me afastei de você. A partir daquele momento você era frágil demais para mim, tinha medo de lhe machucar com meu jeito selvagem de ser. -- falou ele.
–- Você devia ter conversado comigo, eu não sou uma boneca de porcelana, eu sou sua esposa, sua mulher, devia ter conversado comigo, dividido seus medos. -- falei.
–- Agora eu vejo o que devia ter feito. Teria evitado muitas brigas entre nós, muitos problemas. Muito tempo que passamos separados. -- falou triste.
–- Vamos esquecer isso, temos que seguir em frente pelos nossos filhos. -- falei sorrindo. Ambos sorrimos em concordância. Você vai voltar para casa? -- perguntei.
–- Não posso voltar agora. Tenho que descobri quem roubou nosso dinheiro. Agora mais do que nunca. -- falou sério. -- Mas sempre lhe verei e lhe protegerei, você e nossos filhos.
–- E se.... -- Zé me interrompeu.
–- Deixe as dúvidas para depois vamos viver apenas o agora. -- pediu-me sorrindo antes de me beijar.
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