E Se...?

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Ontem foi meu aniversário, haha *--* Bom, aproveitem o capítulo!

Ah, eu ainda não respondi os reviews, desculpem... Passei o dia no shopping com os amigos e assisti João e Maria... Cês já viram? É massa, né?!

Minha mãe. Não acredito! Ela não morreu aqui? Meus olhos marejavam enquanto caminhava até a sala do diretor. Como será ela? Só vi fotos, meu pai nunca quis que eu me aproximasse muito das lembranças da minha mãe.

Finalmente abro a porta e uma mulher com pele muito branca, cabelos loiros e olhos azuis está parada em pé de forma ansiosa na sala do doutor Jonas. É ela. É minha mãe. Sem esperar alguma atitude dela corri para abraça-la. Eu não acredito. Lágrimas escorriam na minha face sem parar enquanto eu estava ali abraçada com minha mãe. Eu esperei tanto por esse momento. Mesmo sabendo que ele nunca chegaria, eu sonhava com meu pai dizendo que minha mãe estava viajando. Sonhava no dia que ela me abraçasse e sorrisse. Sonhei tanto com esse momento.

– Alice, minha filha! O que houve? – ela perguntou. Sua voz era doce.

– Nada, mamãe – respondi, chorando mais ainda por chama-la de mãe. – Só me abraça!

– Quanto amor! – ela falou se afastando de mim, limpando minhas lágrimas.

– Eu te amo, mãe. Amo muito. Por favor, seja o que for que tenha vindo fazer aqui, deixa pra outra hora. Só fica aqui comigo.

Pedi e ela assentiu. Sentamos no sofá e pus minha cabeça em seu colo derramando as lágrimas, sem me conter. Minha mãe estava ali. E ela era real. Não é um sonho. Chorei até dormir.

–--X---

Fui despertando e ao retomar os sentidos percebi que estou segurando a mão de alguém contra meu rosto. Mãos quentes e fortes. É bom ter elas ali, sinto-me protegida. Conheço esse cheiro, mas no momento não quero saber a quem pertence. O cheiro me faz bem, assim como o toque da pessoa. Abri os olhos e a medida que fui focando o meu quarto, percebi que alguém tinha me carregado até lá. Virei o rosto e dei de cara com Tomás sentado na beira da minha cama, me observando, mas logo virou o rosto. Soltei sua mão e sentei na cama.

– O que está fazendo aqui, Tomás? – perguntei.

– Você demorou a voltar da sala do Jonas, então fiquei preocupado e fui ver o que aconteceu. Encontrei você dormindo no colo da sua mãe com o nariz vermelho. Ela me pediu para carrega-la até aqui e eu te trouxe.

– E porque tá aqui até agora? Tava me olhando dormir, Tomás? – perguntei.

– Não! – ele respondeu desviando o olhar. – Quando eu te coloquei na cama, você simplesmente se agarrou ao meu braço, então sentei na cama esperando você soltar.

– Ah... – respondi constrangida – Obrigada.

– De nada, Alice. Quer descer pra Sala Principal?

– Vai descendo que eu vou tomar um banho – respondi.

Tomei meu banho, me lembrando da minha mãe. Cada detalhe de seu rosto, da sua voz, do seu carinho. Senti falta do amor materno. Alguém para me apoiar pro que der e vier independente se estou certa ou errada. Ao sair do banho, coloquei um vestido rosa, um laço na cabeça da mesma cor e me dirigi até a Sala Principal.

No caminho a cena mais triste da minha vida aconteceu. Pedro e Lucy se beijando na porta do dormitório dela. Ele não tem culpa de nada, mas não é nada legal ver isso. Saí correndo, mudando minha rota. Fui para o porão.

Ao chegar lá, tirei meus sapatos e me encolhi no sofá. Minhas esperanças foram embora, não vou mais voltar ao meu mundo. Nesse mundo Pedro nunca vai virar meu amigo, muito menos meu namorado. Eu desisto.

– Alice? – chamou Tomás, se sentando do meu lado.

– Como sabia que eu estava aqui? – perguntei.

– Vi você correndo pela Sala Principal. O que aconteceu?

Então contei tudo que aconteceu para Tomás, chorando ainda mais. Eu preciso do meu Pedro de volta. Da Roberta de volta. Da musica de volta. Da minha vida de volta. Eu não estou suportando. Tomás passou seus braços no meu ombro e encostei minha cabeça em seu peito. Ele disse que eu ia conseguir superar e me acostumar nesse mundo. Disse que ele e Carla estão do meu lado agora e não vão me deixar.

– Para de chorar, Alice. Já passou – ele disse depois de quase meia hora de choro.

– Não dá, Tomás. Tá doendo!

– Eu sei. Anda, pensa em uma coisa boa! Pensa na primeira vez que você falou comigo no seu mundo. Como foi?

– Ah... – funguei tentando me lembrar – Eu tava na piscina com a Vitória, só de calcinha e sutiã e você chegou...

–... Falando que não sabia que a piscina tava liberada – ele respondeu. – Parece que nos conhecemos do mesmo jeito nos dois mundos. Viu? Destino! – ele falou rindo.

– Você não vai me fazer rir hoje! – falei tristonha, quando me lembrei: — Espera, essa cena já aconteceu antes!

– Como assim?

– No meu mundo – respondi – Eu tava chorando na cantina e você apareceu, pegou na minha mão e me fez sentar. Você fez exatamente o que fez hoje: me mandou pensar em outra coisa.

– E funcionou? – ele perguntou.

– Não – eu ri pelo nariz – Eu disse que tava difícil e pedi sua ajuda. Você mandou eu pensar em uma musica, mas só vinha musica triste na minha cabeça. Ai você contou uma piada e eu falei exatamente o que falei hoje: que não ia rir.

– E eu disse...? – ele me estimulou a continuar.

– Que eu não precisava. Que sou maior que isso. Eu falei que era difícil ser eu e você riu falando de forma óbvia uma coisa. Na hora eu chorei mais ainda, mas me lembrando depois, me fez me sentir bem.

– Que coisa?

– “Ser modelo pra todas as garotas, disputada a tábua pelos garotos...”. Levantou minha autoestima. Você beijou minha cabeça e eu fiquei chorando no seu ombro por um bom tempo.

– Viu? Te fiz esquecer o Pedro agora! – ele falou feliz – Ops... Foi mal, Alice! Tá, me conta outra coisa. Você já me consolou?

– Não sei... – respondi tentando lembrar – Acho que sim... Bom, não sei se foi um consolo. Tinha um blog na escola, que estava falando mal de todo mundo e a Vitória, a Duda e a Maria te culparam como dono. Na hora eu cheguei e dei um bom fora nelas.

– Depois eu te agradeci, né?

– Claro! – eu respondi – Mas você ficou bem pra baixo achando que elas iam pegar no seu pé. E eu te coloquei pra cima, assim como você fez comigo outra vez.

– Você falou o que? – ele perguntou rindo.

– Falei que isso não fazia o seu tipo. Você era do tipo amigo, do tipo que nunca deixa ninguém pra baixo, do tipo desligado, mega simpático... Tipo VIVA E DEIXE VIVER! – eu gritei entusiasmada a última frase e ele começou a rir.

– Mas nesse mundo eu sou assim também! Eu sigo uma filosofia de liberdade que tinha...

– Na parede do quarto da sua mãe – completei – Você me disse no dia. Depois a gente começou um papo sobre ciúmes... Eu perguntei se você já se apaixonou de verdade e você... – parei.

– Eu?

– CARAMBA! – gritei – Você era apaixonado por mim, não era?

– E eu é que vou saber, Alice? Isso é em outro mundo, esqueceu?

– Ah, é – respondi me acalmando. – Cara, foi por isso que você mal falou comigo quando a gente se beijou.

– A gente se beijou? – ele arregalou os olhos.

– De mentirinha. Pra fazer ciúmes em você-sabe-quem!

– Voldemort? – ele perguntou maroto.

– Não, seu bobo! Enfim, eu botei a mão na frente, claro. Eu não beijaria você!

– Porque não? – ele me perguntou, quase com raiva.

– Porque você é meu amigo, né?!

Então continuamos conversando. Tomás me contou sobre nossa amizade no mundo dele e assim a noite passou e nós nem vimos. Quando me dei conte, nem Pedro, nem Lucy tomavam conta dos meus pensamentos. Apenas Tomás e suas palhaçadas.

Notas finais
Reviews?