E Se...?

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Bom... Eu já decidi que não irei abandonar a fic! Odeio quando fics que gosto são excluídas, então... Bola pra frente! Não é porque uma amizade acabou que a fic tem que acabar, não é? A ComoDizerTAmoSo foi retirada da autoria e agora só tem eu. Ah, eu mudei o nome da fic e a capa!

Queria agradecer pelas fofas que mandaram review/mp me incentivando a continuar a escrever e àquelas que me reconfortaram sobre a briga. Obrigada!

Ah, e obrigada também ao grande incentivo, ferreirags, por causa da recomendação linda que você escreveu pra fic!

Bom, então é isso... Curtam o capítulo!

Cá estou eu, desesperada. Tem alguém descendo as escadas do porão e eu não sei onde me esconder. O único lugar decente estava cheio de aranhas e fala sério... Alice Albuquerque não toca em aranhas, né? Alice, foco. Onde se esconder?

Já sei! Deito no sofá e torço pra quem quer que seja vá embora... Tudo bem, não foi uma ideia muito inteligente, porém, foi a única que consegui raciocinar. Os passos acabam e quem quer que seja está no porão nesse exato momento.

– Alice? O que você tá fazendo aqui? – perguntou.

– O que você tá fazendo aqui? – perguntei me levantando e encarando ele.

– Pensei que ninguém soubesse da existência do porão – ele disse.

Meus olhos se encheram de lágrimas. Nesse mundo ninguém conhecia o porão, nós nunca ensaiamos aqui, nunca namoramos aqui, nunca brigamos aqui... Se eu soubesse como os cinco iam me fazer falta... Eu queria que alguém me dissesse “Alice, isso tudo foi uma brincadeira de mal gosto, nada disso aconteceu”, mas ninguém ia falar isso. Quando me dei conta, já estava sentada no sofá soluçando e fungando sem me importar com o que o Tomás vai pensar.

– Ai Tomás... – comecei, mas minha voz falhou.

– O que tá acontecendo com você, Alice? O que você tem, hein, loira?

– Se eu te contar uma loucura muito grande você jura que não ri da minha cara e não conta pra ninguém?

– Juro – Ele respondeu se sentando ao meu lado.

– Há alguns dias atrás eu desejei uma coisa e essa coisa se tornou realidade...

– Que coisa?

– Não me interrompe, Tomás! – disse furiosa – Enfim, eu, você, o Pedro, o Diego, a Carla e a Roberta erámos melhores amigos. Eu e o Pedro erámos namorados, mas a Vitória beijou ele e todos vocês ficaram contra mim e do lado do Pedro. Eu fiquei com raiva e desejei que jamais tivesse virado amiga de vocês.

– O que? – ele perguntou incrédulo.

– Nós tínhamos uma banda. Rebeldes.

– E... A gente era famoso? – ele perguntou com os olhos brilhando.

– Muito. Vivíamos fazendo shows. O porão era o local oficial de ensaios e foi aqui que nossa amizade se formou.

– Alice... Tem certeza que você não...?

– Estou ficando louca? – o interrompi – Bom, no começo pensei que sim. Mas é impossível isso tudo não ter acontecido! Quer dizer... Eu lembro. Roberta e Diego eram namorados, assim como você e a Carla. A Carla não tinha bulimia, a Roberta já não era tão selvagem e o Diego não era tão mauricinho. A Lucy era louca e o Miguel tinha obsessão por mim. Vitória era a fofoqueira e o Téo não sofria bullying. A Marcinha descobriu que era irmão do Diego e...

– Alice, respira.

Então agora percebi... Falei tudo chorando e sem respirar, apenas desejando que alguém acreditasse em mim. Meus olhos encontraram os do Tomás que me fitavam com pena e curiosidade. Algo no olhar dele dizia que ele não me acha louca, porém não acreditava.

– Você não acredita em mim, não é? – ele não respondeu. Então tive uma ideia. Tchau Pra Você! Tomás quem compôs a musica e segundo ele, bem antes de formarmos a banda – Tomás, você conhece alguma musica chamada Tchau Pra Você?

– O-oque? – o moreno gaguejou.

– Tchau Pra Você. Sabe... “Eu vi ela olhar pra mim enquanto estou com você...” – falei, cantando a última parte.

– E-eu... Alice, você guardaria um segredo? – ele perguntou e eu assenti. – Eu quero ser cantor, sabe? Componho musicas e o porão é meu refúgio. Aqui eu fujo do Jonas e ensaio as canções. Tchau Pra Você foi a primeira musica...

– Que você compôs – eu completei. — Eu sei. Você me disse. Disse pra todos nós. Os Rebeldes, sabe? Era uma musica da banda. Acredita em mim agora?

– Tá sendo difícil pra você, né? Você contou isso pra alguém? – ele perguntou.

– Eu contei pra Carla e ela não acreditou em mim. Eu preciso dos meus amigos de volta, Tomás. Eu preciso do Pedro. Eu amo o Pedro. Eu preciso dos conselhos da Roberta e dos carinhos da Carla. Eu não estou aguentando, Tomás... Me ajuda!

Então descansei minha cabeça no colo dele e comecei a chorar feito uma criancinha pequena que acabara de descobrir que papai Noel não existe. Enquanto isso Tomás afagava meus cabelos, desfazendo os nós. Ele não me acha louca. Pelo menos isso, ele está aqui comigo.

– Obrigada, Tomás – respondi abraçando ele e depois voltei para a mesma posição que estava antes.

Era bom está ali, nos braços de um amigo. Um verdadeiro amigo. Tomás podia ser infantil, irritante, um pouco egoísta e irresponsável, mas quando se tratava de amigos... Nunca nos deixava na mão.

Depois de alguns minutos ele parou de alisar minha cabeça, então levantei a cabeça do seu colo para olha-lo. Tomás dormiu, fazendo-me sorrir, afinal, algumas coisas nunca vão mudar. Depois disso, a única coisa que podia fazer era dormir também.

Notas finais
Então? O primeiro capítulo Sophied!! Ops... Tolice! Uma amizade grande vai começar! Mereço reviews? Recomendações? Mp? Follow no twitter @Esquadraao_Rbr? Algum sinal de vida? POOR FAVOOOOR!

Beijos e ah! Agora que eu sou a única escritora da fic... Ela irá ser atualizada mais rápido, já que não preciso da "avaliação" de ninguém pra postar, principalmente de alguém que não gosta de fics!