E Se...?
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Cara...
Se você for fã de Crepusculo, provavelmente quer me ver nas mãos dos Volturi.
Se você for fã de Harry Potter, provavelmente quer me mandar um Crucio ou Avada Kedavra.
Se você for fã de Jogos Vorazes, provavelmente quer que eu coma amoras-cadeados.
Tudo bem, eu realmente entendo. TODOS querem me matar. Tudo bem.
Eu tenho uma explicação, porém estou com preguiça. Então pulemos, isso, sim? Aproveitem o capítulo. Ah, e "allforLuar" e Débora Alves? Obrigada pelas recomendações, sim? Fiquei muito feliz quando as li.
CAAPÍTULO DEDICADO A VOCÊS!
A cada movimento que a morena fazia, mais Daniel se encantava. Carla dançava extremamente bem e na visão do moreno, parecia um anjo. Era delicada, mas ao mesmo tempo selvagem. Doce, porém perigosa. Ingênua, mas muito esperta. Tudo isso era confuso para ele, jamais encontrara alguém tão... Tão... Tão diferente, especial, única. Era difícil achar um adjetivo que se encaixasse nela. Talvez perfeita, fosse o certo.
Enquanto isso, Carla dançava sem se preocupar se estava sendo vista. Isso nunca acontecia, mas algo naqueles olhos azuis fazia a morena perder a vergonha. Aqueles olhos azuis tão penetrantes e envolventes. Ela tentava ao máximo olhar em qualquer lugar, menos nos olhos do moreno. Seria extremamente constrangedor ficar minutos em silencio apenas hipnotizada pelas órbitas azuis. Porém, Daniel causava certo efeito na morena, então, num momento de deslize ela olhou.
E novamente sentiu o tempo parar e um frio na barriga surgir. Era como se fossem imãs e ambos quiseram acabar a distancia que existia entre eles. Necessitavam sentir o calor um do outro, a sensação do toque do outro contra sua pele... Ambos queriam se provar. Carla parou abruptamente a dança e desligou a musica ao perceber aonde seus pensamentos estavam a levando. Ela mal conhecia o garoto, como poderia desejar aquilo?
– Porque parou? – ele perguntou.
– Po-porque... – ela gaguejou com o olhar pregado no chão.
Daniel ligou novamente a musica, mudando para algo lento. Logo estendeu a mão para a morena e em questão de minutos ambos dançavam despreocupadamente. E quando a musica parou, eles não queriam se separar, de modo que continuaram abraçados, um encarando o outro nos olhos.
Do lado de fora da sala treze, Tomás e Alice procuravam a morena. Depois de uma tarde... Digamos... Divertida, lembraram-se da amiga e que talvez ela estivesse precisando de apoio. Afinal, conheciam a amiga. Ela não estaria nada bem ao saber que uma aluna foi morta e que não sabem o culpado. Ainda mais depois da conversa que tiveram com Laura. A delegada parecia ter vocação para assustar pessoas como se todos fossem criminosos.
A porta da sala em que Carla e Daniel estavam foi aberta bruscamente, revelando as figuras preocupadas de Alice e Tomás. Como um reflexo, o casal que antes se fitava, com um milhão de pensamentos passando em suas cabeças, se separou. Tomás e Alice trocaram olhares maliciosos e ao mesmo tempo confusos por causa do que viram. Quem era o rapaz, afinal? O rapaz com os olhos tão azuis quanto os de Alice?
Ninguém tinha nada para falar naquela sala. Daniel se perguntava quem eram aqueles. A língua de Tomás formigava para fazer piada da situação. Alice pensava em se desculpar por interromper e Carla estava corada feito um pimentão, pensando como explicaria para os amigos o que acontecia ali.
Na verdade, nem ela saberia explicar. Era algo como mágica. Algo que prendia ela no olhar daquele garoto. Não apenas por serem azuis como o céu, ou pelo garoto ser bonito. Era algo mais que isso, e talvez seja por esse motivo que ela tanto encarava: gostaria de saber o que a prendia no garoto.
Alice pigarreou visto que ninguém falaria nada.
– Então... Quem é você?
– Direta você, em? – Daniel falou. – Meu nome é Daniel Gomes. E antes que pergunte, sim, sou parente da Maria.
– O que faz aqui? – perguntou Tomás.
– Vim acompanhando minha prima. A irmã da Maria. E vocês, quem são?
– Alice Albuquerque e Tomás Campos Sales.
– Bom, Carlinha... – começou Alice. – Estávamos preocupados com você. Mas vi que está em boas mãos. Nos vemos depois.
Alice puxou a mão de Tomás e saiu da sala, deixando morena e moreno constrangidos. Ao saírem da sala, se encararam por alguns segundos e a loira pulou nos braços do moreno o beijando com urgência.
Tomás não entendia aquele beijo. Foi repentino e de um jeito que Alice nunca o havia beijado. De um jeito que nenhuma garota havia o beijado, aliás. E foi naquele beijo que Tomás percebeu que não tinha mais volta. Ele estava completamente apaixonado pela loira.
Ao se separarem viu um brilho no olhar azul. Provavelmente os mesmos pensamentos passavam na cabeça da loira. Provavelmente os olhos castanhos do moreno estivessem com o mesmo brilho. Provavelmente isso poderia dar errado futuramente. Provavelmente ambos se machucariam. Porém, em meio a tantas suposições, a tantas coisas prováveis de se acontecer, ele tinha uma certeza, assim como ela. Eles nunca se esqueceriam um do outro, não importa o que aconteça.
E pensando isso, Alice sentiu um aperto no coração, quase como um aviso; e um nó se formou na sua garganta. Esse foi o real motivo do beijo repentino e diferente. Algo em Alice gritava para que ela fizesse aquilo. Não sabia o que poderia acontecer. Mas sabia que algo aconteceria.
Notas finais
Gente, gente, gente! MANDEM REVIEWS, sim? Pleeaaase! Imagina, que sonho, TODOS meus leitores mandarem reviews?!
Fale com o autor