E Se...?
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Aqui é IsabelaCrist, a jujuba de Marina. Aquela desnaturada tá passando a semana na casa da avó onde não tem PC, então, escreveu o capítulo a mão e pediu pra eu postar!
- Esse capítulo pode estar curto, pois longe do PC, a Máh não tem noção de palavras.
- Finalmente a Carla parou de ser vela. Agora tem um namoradinho(ou não).
- Um capítulo ToLice cheio de amor para vocês.
- O próximo tem DiRo e PeLice(que tantos pediram). Sim, Alice e o Pedro vão se falar *---*
Fazia uma hora e meia desde que Laura liberara Alice, Tomás e Carla. Enquanto Roberta, Diego e Pedro, continuavam a espera da delegada. Tomás e Alice desceram ao porão e Carla decidiu procurar alguma sala vazia, em que pudesse dançar livremente.
Tudo estava confuso para a morena. Perguntas e mais perguntas. Carla sempre fora a típica garota inocente que acredita na paz mundial e carrega o lema "O amor é a salvação do mundo". Ela nunca tinha visto tão de perto a maldade do mundo e agora, a morte de Maria, uma simples adolescente de 17 anos que vivia de festas e fofocas, foi um choque de realidade para a jovem. A realidade de que não vivemos em um conto de fadas com finais felizes. Ela sempre fechou os olhos para os abusos infantis, violência com o idoso e com o animal, assassinatos, tragédias etc, e agora ao abrir os olhos, a luz que adentrou fora forte demais para que ela pudesse suportar sem se abalar.
Carla estava tão perdida em seus pensamentos, reflexões e medos, que não percebeu que fora levada ao chão ao tombar com alguém. Rapidamente ajeitou as vestes para nada que não deveria, fosse visto, e levantou o olhar para o seu agressor.
Os minutos se passaram, os ponteiros do relógio se movimentaram, mas Carla tinha a sensação que o mundo parara. Tudo que existia no momento eram as órbitas azuis que a fitavam com curiosidade. O dono dos olhos azuis era um menino alto e forte, com cabelos pretos e sedutoramente bagunçados que vestia uma camisa azul clara, um tanto justa, que deixa visível seus músculos. O garoto era lindo.
–Te machuquei?-perguntou o garoto fazendo Carla despertar de seu transe.
–O-oque?-perguntou Carla meio distante -Ah, não. Eu estou bem.
–Deixe-me ajudar.
O garoto estendeu a mão para Carla e esta aceitou a ajuda hesitante. Nunca fora boa com os garotos. Sempre suava, gagueja e errava a ordem das palavras. E o fato do menino a sua frente ser absurdamente lindo, não ajudava em nada. Os únicos meninos que Carla falava sem problemas eram Téo, Tomás, Diego e Pedro. Toda vez que algum menino aparecia sua barriga revirava, como sintoma do nervosismo.
–Obrigada.
Carla reparou na roupa do dono dos lindos olhos azuis. Ele não vestia a farda do Elite Way e pensando bem, Carla nunca vira o garoto nos corredores do colégio de Jonas Araripe. Ele vestia azul, sim, mas não o azul da farda. Era um azul claro, quase cinza, que além de ser o tom de azul favorito da morena, combinava muito com seus olhos. Vendo que ele não falaria mais nada, a morena perguntou:
–Quem é você?
–Daniel Gomes
–Gomes? — perguntou intrigada. Parece que o assassinato da Maria não a deixava em paz tão cedo. -Você tem algum grau de parentesco com a Maria?
–Minha prima -ele respondeu dando os ombros e Carla se perguntou como ele conseguia falar nela sem se abalar. -E não me olhe com essa cara! A Maria gostaria que eu continuasse minha vida. E eu tenho um lema "rir para não chorar". Mas...E você? Quem é?
–Carla Ferrer.
–Então, Carla, o que faz uma menina tão bonita andando por esses corredores, tão perdida nos próprios pensamentos? — ele perguntou e ela corou pouco desconfortável.
–Dançar? Sabe dançar?
–Sei...
–Pode até saber — ele respondeu sorrindo — Mas eu sempre serei melhor.Vamos, deixe-me te acompanhar? Faremos assim: Eu te faço uma charada. Se você acertar, te deixarei em paz. Se errar, sinto muito, mas terá que me acompanhar em uma dança, pode ser?
–Que charada? — perguntou curiosa como uma criancinha.
–Isso é um sim?
–É. Agora fala qual é a charada!
–Quem veio primeiro: O ovo ou galinha? — perguntou Daniel
Carla gargalhou com a charada ridícula que foi colocada para sua reflexão. Daniel observava cada detalhe feliz e seu rosto e escutando a risada gostosa da morena. A risada que só ela sabia dar.
–Já vi que você não quer minha companhia! — falou Carla.
–Por que?
– Olha a charada que você fez. É claro que vou acertar.
–Você pode até acertar, me fazendo perder a chance de passar a tarde com você, mas valeu a pena. Te fiz rir!
–É verdade.
A morena não sabia de onde arranjara coragem para falar tão abertamente com um menino, mas a presença dele a acalmava e a deixava leve. Carla se virou indo em direção a sala 13, que provavelmente estaria vazia. Antes de ir totalmente, se virou e silibou para Daniel:
–Você não vem? — ele apressou o passo para acompanha-la — Daniel, sem querer me meter, mas como você consegue não penar na Maria?
–Eu não sei, eu só...Eu sinto a falta dela, mas...
–Tudo bem, não precisa responder.
–Obrigado — ele respondeu sorrindo aliviado.
Ao chegarem na sala 13, que como previsto estava vazia, Carla e Daniel se apressaram para afastar as mesas e começarem logo a dançar. Com o local livre, ligaram os celulares em uma música qualquer e começaram a dançar. Logo Daniel se cansou e decidiu observar Carla dançar no ritmo de I knew you were trouble.
E mais uma vez, Daniel se pegou observando a bela morena. Dessa vez admirando cada passo que ela dava, graciosamente, como se estivesse flutuando. Sua cintura mexia no ritmo e para o garoto, tudo se passava em câmera lenta. Ela é perfeita, pensou. E ele estava certo . Só ela que não sabia disso.
–-X—
–Isso é estranho, né? — comentou Alice enquanto Tomás fazia carinho em seus cabelos.
–Muito.
–Eu, a malvada do colégio, fico boazinha. Você, o pegador do colégio, assume um compromisso.
–Mas você não é má de verdade.
–Eu sei — ela respondeu e eles entraram em um silêncio profundo.
Cada um perdido nos próprios pensamentos e reflexões. Como Alice se certificaria que Tomás falava a verdade? O Tomás do mundo antigo jamais brincaria com algo assim. Mas será que o Tomás desse mundo fingiria estar apaixonado só para ficar com ela? Isso ela não sabia, e a dúvida estava acabando com ela.
–Tomás, o que você sente por mim? — ela se perguntou levantando.
–Ui, nossa primeira DR — ele brincou, mas ao ver a cara séria da namorada continuou: -Acho que amor.
–Acha? Que amor é esse?
–Ah, Alice, eu não sou bom com palavras — ele deu os ombros.
–Eu não pedi palavras. Quando a gente ama alguém, nós demonstramos.
–E eu não demostrei? — ele se irritou — Esse tempo todo eu sequei suas lágrimas, te apoiei e te protegi. Te ouvi chorar por 1 outro, mas continuei lá. Não fiquei com ninguém esse tempo todo e quando fiquei com a Maria me senti péssimo, como se eu tivesse te traindo.
–É que Tomás...
–Eu te amo Alice Albuquerque. Se isso não for amor, os livros que eu li me enganaram — ele não mentia. Realmente a loira dos olhos azuis fisgou seu coração. — O que preciso fazer para que você acredite em mim, minha loira?
Ela pensou. Tomás parecia realmente falar a verdade. Mas ela tinha medo de se machucar. Era apenas uma adolescente descobrindo o amor. E quantas vezes não vira a Carlinha chorando pelo Tomás? Mas parecia tão certo ficar com ele...
Finalmente decidida se inclinou e sussurrou seu pedido no ouvido de Tomás que sorriu e assentiu. Este, a beijou ferozmente enquanto a deitava no sofá do porão. As cenas que se passam a seguir fica a critério de quem observa. A única coisa que pode ser dita é que aquela tarde foi inesquecível para ambos.
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