E Falando de Mudanças Repentinas da Vida
3 3°Como assim você também se casou?
Notas iniciais
Ino pOv’s.
Minha cabeça pesava e doía como se fosse explodir a qualquer momento. Nem ousei abrir os olhos com medo de que se eu o fizesse eles saltassem para fora. Coloquei as mãos na cabeça e sentei na cama devagar, era nessas horas que eu queria um analgésico mais que qualquer coisa na vida, eu havia bebido e agora sofria as conseqüências, mas pelo menos não tinha ficado sozinha à noite, não que eu me lembrasse então era bom não era? Eu podia suportar a dor por isso. Abri os olhos lentamente encarando as minhas mãos, ei desde quando eu tinha um anel? Não me lembrava de usar nenhum um esses dias. De repente eu tive um lampejo de lembrança duas mãos nas quais uma era minha e alguém colocava uma aliança, ah não! Não era um anel era uma aliança. Fechei os olhos de novo e os abri na esperança de que a aliança sumisse, mas não sumiu foi só ai que se passou pela minha cabeça de que eu não deveria ser a única pessoa naquele quarto, naquela cama. Olhei para mim primeiro com medo, eu estava completamente vestida com a roupa da noite anterior apesar dela estar bem amarrotada, o que siguinificava que pelo menos eu não tinha feito nada de errado. Não tinha feito nada errado? Eu estava maluca. Eu tinha feito tudo errado! Eu tinha me casado. Olhei para o lado agora irritada e qual não foi o meu susto ao ver cabelos ruivos, havia realmente alguém mais ali, e adivinhem só. Sim era o meu perseguidor de cabelos ruivos, afinal ele só podia estar me perseguindo não é?!
Gritei, foi isso mesmo gritei bem alto, não de susto mais de raiva, estava realmente com raiva. Como foi que eu acabei me casando com ele alguém pode me dizer? Eu não sei.
Ele acordou muito assustado com meu grito dando um pulo na cama e ficando sentado, e quando olhou para mim ficou ainda mais assustado. Ele me olhava chocado enquanto eu olhava-o irritada, e ainda por cima minha cabeça parecia que ia explodir.
Ele abriu a boca para dizer algo, mas logo a fechou como se estivesse reformulando o que iria dizer. Eu me levantei irritada gritei algum chingamento para ele que eu nem prestei atenção ao que era e fui para o banheiro deixando ele na cama com uma expressão muito chocada no rosto.
Ao chegar ao banheiro notei que não havia nada meu, apesar de ter alguns pertences pessoais. Opa! Eu havia gritado e chingado ele e nem estava no meu quarto, o meu instinto feminino me avisava que eu estava muito ferrada nesse momento. Abaixei a tampa da privada e me sentei em cima dela pensando, “homens! Nem abaixar a tampa da privada eles conseguem.” É claro que eu tinha coisas mais importantes para pensar, mas como eu ia deixar de criticar?! Fiquei ali sentada um bom tempo pensando em o que eu ia fazer, mas nada me vinha em mente, e Sakura ainda ia ficar louca se passasse no meu quarto e eu não estivesse lá, ela ia pensar que eu tinha me suicidado ou algo do tipo. Precisava falar com ela, olhei nos meus bolsos e nada do meu celular, foi quando me lembrei que tinha achado a cidade muito suspeita e tinha guardado o celular no sutiã para não roubarem ele. Peguei o celular e disquei o numero da Sakura, mas ela não me atendeu o celular devia estar desligado. Pensei mais um pouco, ela com certeza devia estar com Sasuke néah?! Liguei no celular dele e chamou até a ligação cair. Eles deviam estar dormindo devia ter passado a noite acordados se divertindo. Droga eu precisa desesperadamente de ajuda e um analista! Ouvi uma batida na porta, e entrei em desespero, não estava preparada pra encarar ele, pra dizer alguma coisa, ou saber o que ele ia dizer. Apoiei os cotovelos na coxa e o rosto nas mãos e falei baixo, mas o suficiente para ele ouvir.
-só um minuto, por favor! – eu disse tentando me recompor o mais rápido possível.
Ele não disse nada só parou de bater na porta e eu pude o ouvir-lo deslizar as costas na porta se sentando no chão. Mordi o lábio, estava nervosa. Esperei dar quase um minuto então abri a porta devagar e ele estava sentado ali, só ergueu o rosto para me olhar e passei por ele parando no meio do quarto então me virei para ele, ainda sem saber o que dizer. Quando ele decidiu falar, me surpreendi com a pergunta.
-o que se lembra da noite passada? – ele perguntou me olhando e depois para a aliança na própria mão sério e ao mesmo tempo descrente no que acontecia.
Eu cheguei a pensar em dizer que aquilo não tinha acontecido que eu nem existia e que era mente dele pregando uma peça nele abrir a porta e sair correndo para o meu quarto, mas eu fiz isso? Claro que não... Simplesmente olhei para ele e respondi.
-não muita coisa e o que me lembro esta confuso... Lembro de ter ido para o bar e tudo antes de beber, mas depois esta tudo embaralhado, lembro vagamente de ter chorado e você ter tentando me embebedar. Depois eu me lembro de estar dentro de um carro e então de uma mão por uma aliança na minha e mais nada! E ai eu acordei com uma baita dor de cabeça. – eu disse meio irritada ao lembrar que ele havia tentado me embebedar!
-eu não tentei te embebedar. Só tentei fazer você parar de chorar como uma maluca. – ele disse me fuzilando por eu tê-lo acusado.
-OH! Foi mal então, mas o que eu poderia pensar eu me lembro de você ter me dado vários copos de bebida!
Agora ele estava olhando para aliança com raiva muita raiva e aposto que ele estava com raiva de mim. Ele respirou fundo tentando se acalmar e levantou vindo na minha direção e é claro que eu me assustei e dei vários passos para trás, e se ele fosse um psicopata e quisesse me matar agora para resolver o problema? Ele bem que tinha uma cara de psicopata. Pronto agora eu estava com medo, muito medo!
pOv’s Gaara.
Eu me levantei indo na direção dela ficar sentado ali não ia resolver a situação devia ter uma certidão em qualquer lugar e nós íamos precisar dela para providenciar uma anulação não é mesmo? Quando olhei para a garota de novo ela estava se afastando de mim e parecia estar com medo. A idéia me parecia meio cômica, sabe por que ela estaria com medo de mim?! Será que ela pensava que eu poderia ser algum tipo de pervertido ou psicopata? Devia ser. Parei de ir na direção dela e coloquei a mão no queixo tentando pensar numa solução rápida para aquilo. Como advogado eu sabia que podia levar algum tempo para a anulação mais não mais que um mês nós não devíamos ter com que nos preocupar desde que ela parasse de correr de mim e conversasse afinal tudo podia ser resolvido na conversa. Sentei na beirada da cama e resolvi falar com ela que agora me olhava meio curiosa.
-sabe tem uma solução para isso, mas primeiro preciso da sua ajuda!- eu disse num tom calmo para que ela notasse que era algo simples.
- tudo bem! Mas ajuda em que? – ela disse meio desconfiada.
-se nós realmente nos casamos. – eu disse a contragosto. – deve haver uma certidão por aqui, nós precisamos achá-la para então poder anular esse casamento, entendeu?
-mas isso não vai levar muito tempo não é?! A anulação? – ela começou a procurar pela certidão imediatamente.
-não. Vai levar no Maximo um mês. Eu acho. – era impressão minha ou ela tinha suspirado de alivio.
Eu me levantei da cama e comecei a procurar pela certidão, ela estava se enfiando em baixo da cama para ver se tinha caído lá?! Ela era mesmo estranha. Eu procurei nas gavetas dentro do guarda-roupa nos meus bolsos, em cima da cama que por sinal estava uma bagunça e nada ela também olhou em vários lugares e acreditem se quiser ela procurou até dentro do banheiro.
- de uma olhada nos seus bolsos você pode ter guardado neles.
-não esta no meu bolso. – ela disse meio irritada.
-como você pode ter certeza se nem olhou. – ela enfiou as mãos nos bolsos e me olhou com uma cara de “eu não te disse!”
Voltamos a procurar, mas não estava em nenhum lugar eu comecei a procurar em lugares que já tinha olhado agora com mais atenção e nada! Ela já tinha entrado em desespero e chutou os cobertores que agora estavam no chão por que eu havia os tirado da cama procurando pela certidão. Ela bufou irritada e olhou para mim.
-e agora? O que a gente vai fazer? – ela ergueu as mãos para cima exasperada e eu achei graça no gesto dela e ri. – isso não tem nenhuma graça!
-foi mal. – eu disse prendendo o riso, mas o que eu podia fazer nada se ela ficava engraçada quando estava irritada.
-ei! – ela disse como se só agora tivesse se tocado de alguma coisa. – qual o seu nome?
-Gaara. – eu disse percebendo que eu também nem sabia o nome dela. – Sabaku no Gaara e você?
-Yamanaka Ino. – ela disse e de repente chutou os cobertores de novo irritada. – que droga eu não tenho nem idéia do que a gente vai fazer agora.
-eu não quero nem ouvir o meu pai, “Gaara eu pensei que você fosse o mais responsável dos meus filhos o que deu em você para se casar sem nem conhecer a garota?!” ele vai dizer. Aposto que seus pais também não vão ficar nada contentes com isso, e ainda vão colocar a culpa em mim. – de repente ela me olhou com raiva.
-você não devia reclamar por seu pai brigar com você. Pelo menos ele ainda pode brigar com você. O que eu não daria pros meus pais poderem brigar comigo por isso? Apesar de saber que eles nunca teriam brigado comigo por isso, no máximo a minha mãe diria “Ino as coisas não funcionam assim! Já ouviu falar em noivado?!” – ela imitou a mãe dela e de repente começou a chorar.
Sério qual era o problema com essa garota? Eu não entendi nada do que ela disse. Ao ver que ela não parava de chorar tentei acalmá-la, perguntava o que era, por que ela estava chorando e nada, ela simplesmente ficava ali chorando. Aproximei-me dela puxei-a pela mão e a abracei, não sei por que fiz isso foi por impulso, eu já até conseguia imaginar ela se afastando e dizendo que eu estava me aproveitando dela, mas tudo que ela fez foi passar os braços em volta da minha cintura e ficar chorando. Deixei-a chorar até se cansar e se afastar de mim envergonhada, não a entendia mesmo! para mim ela parecia cada vez mais um mistério.
-desculpe sua camisa agora esta encharcada. – ela disse tentando diminuir a tensão no ambiente.
-tudo bem! Eu tenho outras. – e fui em direção do armário trocar de blusa, notei que enquanto eu fazia isso ela ficou olhando para o outro lado.
-mas e então... O que nós vamos fazer agora? – ela disse.
-agora nós precisamos lembrar aonde era o local para poder pegar outra certidão.
-O QUE? – ela me olhou abismada. – você eu não sei, mas eu não me lembro de nada daquela hora a não ser a aliança.
-eu me lembro de algumas coisas, mas também não lembro onde era. – ela me olhou incrédula. – tudo bem! Só precisamos fazer um esforço para lembrar e qualquer coisa nós podemos passar em todas elas para saber qual era.
-AH claro vai ser fácil achar são tão poucas capelas nesse lugar. –ela me olhou irritada e falando em um tom irônico.
-então o que você prefere não fazer nada?! – eu quase gritei já estava ficando irritado.
-desculpa eu ter nascido então. – ela disse ironicamente de novo.
Eu a olhei irritado e ignorei o comentário, precisava falar com Kankuro não sabia onde ele estava e o que estava fazendo, e apesar de ser o irmão mais novo era mais responsável. Ele podia estar no cassino jogando até agora ou em algum quarto de hotel com alguma mulher, ou quem sabe ele não tinha ficado bêbado e casado também?! Pensei ironicamente me repreendendo, afinal qualquer coisa que ele fizesse foi mais responsável do que o que eu havia feito. Podia pedir ajuda para ele, quem sabe ele não me desse uma idéia afinal ele era melhor em corrigir problemas causados por inconseqüência do que eu afinal, eu não tinha ações inconseqüentes até ontem à noite. A garota se sentou na cama mordendo o lábio inferior, parecia muito preocupada, e devia mesmo estar quem não estaria? Eu estava uma pilha de nervos. Vi ela enfiando a mão na blusa e tirando o celular de lá provavelmente do sutiã. Perai ela tirou o celular da onde? Qual era o problema dessa garota? E ainda por cima ela ficou lá olhando para ele, será que estava esperando alguma ligação? Família, amiga ou do namorado?
Senti uma pontada de irritação ao pensar que podia ser um namorado e nem entendi por que.
Ino pOv’s.
Eu havia ligado no celular dos dois então por que nenhum deles retornava? Será que nem deram moral ao celular? Ainda não tinham acordado? Mas era hora do almoço quase. Sakura não iria me mandar almoçar? Não foi no quarto? O que estava acontecendo? Eu estava ficando preocupada com eles, mas já estava desesperada pela minha situação. O que eu ia fazer? Sair por ai de capela em capela perguntando “eu casei aqui ontem?” ele era o que maluco? Olhei para o celular estava irritada, eu estava irritada com o Sabaku não com o meu celular, mas nós já tínhamos discutido e eu estava com fome para brigar de novo. Disquei o numero da Sakura e pus o aparelho na orelha e esperei que ela atendesse e novamente o celular parecia desligado, bufei. Vi de canto de olho ele me observando e ignorei. Tentei ligar para Sasuke então chamou, chamou e chamou e adivinha só não atendeu. “filho da mãe” eu disse baixinho, e o Sabaku me olhou irritado, será que ele achou que era com ele? o.o’
Disquei o numero de Sasuke de novo chamou varias vezes e caiu, se eles estivem dormindo eu ia fazer o celular tocar até eles acordarem. Fiquei ligando para o celular do Sasuke até que na quinta tentativa ele atendeu.
-Sasuke! O que você estava fazendo? Por que demorou a atender? E por que o celular da Sakura esta desligado? — eu falava mal-humorada no celular.
-o que foi Ino? Para que toda essa irritação de manhã? Acordou-nos sabia? – ele disse com a voz sonolenta.
-ficou louco! De manhã uma pinóia! Já esta quase na hora do almoço. Deixe-me falar com Sakura. – eu disse mandona.
-não da ela esta no banho! O que aconteceu Ino? – ele perguntou agora mais acordado notando que eu devia estar com problemas. – em qual problema você se meteu agora? – ele disse rindo.
-não te interessa Sasuke! Diga para Sakura que assim que ela terminar o banho é pra ela descer para o restaurante. Entendeu-me Uchiha?
-claro, claro! Senhora dona do mundo. Vou dizer para ela sim!
-é bom dizer mesmo. Até mais! – disse desligando o telefone.
Sabaku me olhava espantado, ele devia achar que eu era algum tipo de louca! E quem sabe eu não era mesmo? Afinal me casar por que estava bêbada. Virei-me para ele dizendo.
-olha preciso falar com uma amiga! Vou descer para o restaurante para falar com ela. Onde posso te encontrar depois para resolver o nosso “pequeno problema.” – eu disse fazendo sinal de aspas com as mãos.
-eu quero descer para almoçar mesmo, podemos tentar resolver depois do almoço?
-hum... Por mim tudo bem!
Coloquei o celular no sutiã novamente e fui em direção a porta saindo, ele me seguiu e descemos o elevador juntos, calados, e tremendamente irritados. Saímos juntos do elevador e fomos para o restaurante, olhei em volta e nada da Sakura ela provavelmente ia levar um bom tempo no banho. E adivinhe só?! Acabei me sentando na mesma mesa que o Sabaku. Ele foi se servir e me perguntou se eu queria algo, mais por educação que qualquer coisa, eu disse que queria um suco. Encostei a testa na mesa e fiquei esperando, em menos de dois minutos Sakura se sentou na cadeira que ele estava. Olhei para ela surpresa.
- você já chegou? – falei surpresa ainda nem tinha pensado em o que dizer para ela.
-sim Ino e é bom que seja algo preocupante para me tirar do banho naquela pressa toda. – ela parecia meio irritada e preocupada.
-mas eu disse para Sasuke que você podia terminar de banhar.
-ele ficou preocupado disse que você parecia bem irritada e preocupada. – ela riu.
-ele é idiota.
-não fale assim dele Ino. E então o que era? – agora ela parecia bem preocupada.
-nem sei como te dizer, mas o fato é que eu bebi e acredite se quiser estou casada! – tirei a mão de debaixo da mesa e apontei meu anelar esquerdo para ela.
-como assim você também se casou?
Nesse momento Gaara se aproximou da mesa, pude o ver hesitando se sentaria ali ou não. Eu fiz sinal para que ele se aproximasse e então ele parou ao meu lado depositando o suco na mesa a minha frente e se sentou na cadeira ao meu lado. Sakura só ficou observando.
-Sakura este é Gaara.
Notas finais
beijos
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