Notas iniciais
desculpem a demora... desculpem mesmo!

Hinata pOv’s.

Lembrei do que ocorrera a tarde e suspirei cansada. Afinal o que fora aquilo? Foi falar nele que ele apareceu.

Por um momento eu achei que ele vinha se declarar para mim, mas isso era querer demais dele. Esfreguei a perna onde havia um enorme roxo, por te caído da cama quando Hanabi dissera que ele estava aqui.

No final ela só tinha vindo me perguntar coisas referentes à faculdade e conversar um pouco mesmo. Eu e Naruto estamos na mesma turma de engenharia civil. Eu sou mais nova, mas ele repetiu alguns semestres...

Agora eu estava sentada na cama sem nenhum sono e cheia de pensamentos preocupantes sobre o que eu deveria fazer. Se fosse esperar Naruto poderia passar a vida inteira sem ele perceber. Eu devia me declarar, mas faltava coragem. Eu poderia não ter problemas para falar com garotos e meus amigos agora para falar a verdade eu havia superado até falar com Naruto. Mas havia uma enorme diferença entre poder conversar normalmente com ele e conseguir me declarar. Eu precisaria de muita coragem.

- Hinata-san vá dormir, por favor. Seu pai não esta gostando da luz acesa. – ouvi Neji dizer do outro lado da porta e quase cai da cama pelo susto.

- estou sem sono Neji-nii-san.

- quer ajuda para dormir? – ele perguntou como não respondi nada ele continuou. – como quando éramos crianças.

Como eu não neguei, ele entrou no quarto apagando a luz e deitando na cama ao meu lado, deitei a cabeça sobre seu ombro e ele fez carinho em meus cabelos e então docemente começou a sussurrar uma canção de ninar para mim.

Pouco depois eu dormi.

Quando acordei pela manhã ele não estava mais lá. Era sempre assim, Neji se preocupava demais comigo. Às vezes eu imaginava por que. Suspirei. Era como se ele fosse meu irmão mais velho ou algo assim. Ele tentou ser super protetor com Hanabi, mas ela não aceitou e nem precisava na verdade. Ela era dona do próprio nariz aos dezesseis anos coisa que eu não consegui ainda aos 20. Ela saia quando bem entendia com quem queria e voltava quando lhe desse vontade. Eu ainda pedia permissão e tinha hora para voltar. Mas alguém que não tinha coragem nem para se declarar nunca conseguiria enfrentar meu pai como Hanabi fazia. Suspirei.

Ino pOv’s.

Carol acabou dormindo comigo na cama de Gaara que ficou com o sofá novamente. Ela pediu mil desculpas pelo incomodo, mas eu assegurei de que não era nada.

- vou procurar um hotel hoje mesmo. – Carol repetiu pela décima vez desde que acordamos.

- eu já disse que não precisa. Qualquer coisa nós vamos para minha casa.

- mas você não vai se sentir bem lá. Não ainda. – ela abaixou a cabeça.

- vamos ligar para Hinata. Você ainda não a viu. – ignorei o comentário dela.

- Ah! Você esta usando ele. – ela segurou o pequeno pingente entre o polegar e o indicador.

- claro que estou. – ela sorriu para mim. – agora vamos ligar para Hinata.

Peguei o celular e disquei o numero que eu havia decorado há muito tempo. Demorou apenas uns instantes para ela atender.

- alo? – ouvi a voz meiga.

- Hinata esteja no café perto da Akatsuki em 30 minutos.

- Ino-chan aconteceu alguma coisa?

- sim uma coisa maravilhosa.

Desligamos e eu e Carol corremos para tomar banho. O Box do banheiro ficou um pouco apertado, mas pudemos banhar sem problemas. Saímos do banheiro enroladas nas toalhas e demos de cara com Gaara. Eu corei quase instantaneamente, mas claro que Carol se quer se importou. Ela era assim mesmo não se importava de ser pega desprevenida. Olhei para ela que agora perguntava o que havia nas sacolas que Gaara segurava.

- o café da manhã. – ele deu de ombros.

- que pena nós vamos tomá-lo com a Hina-chii!

- Ah! Por isso você não estava! Quando nós acordamos quero dizer. – comentei.

- Gaara poderia nos dar licença, nós vamos nos vestir. Não que eu me importe. Mas acho que a sua mulher não ia gostar. – Carol disse rindo.

- vou tomar meu café da manhã. – ele simplesmente saiu em direção a cozinha ignorando o comentário dela.

Começamos a nos arrumar uma dando palpites para a outra, sobre o que deveria vestir maquiagem e sandálias. Quando já estávamos atrasadas fomos até a cozinha e pedimos o carro emprestado e nos despedimos dele. Carol me olhou desconfiada assim que entramos no elevador.

- por que no café próximo a Akatsuki?

- porque é perto e você adora o cappuccino de lá. – respondi risonha.

- mas não fica longe para Hinata? – Carol insistiu.

- ela gosta da torta de amora que é servida lá, não vai se importar. – dei de ombros.

Entramos no carro em silencio me concentrei em dirigir já que eu sabia que Carol estava imersa em seus pensamentos. Para ser sincera eu tinha esperanças de que Sasori estivesse lá já que era o café preferido dele. Afinal Carol e Sasori estiveram lá muitas vezes. Eu sabia que ele se arrependia do que tinha falado para ela. Não que ele tivesse me contado ou algo assim, mas por que ele sempre me perguntava por noticias?

Mas Sasori não estava lá.

Quando chegamos olhei todos os lugares em volta, mas nem um fio de cabelo ruivo por ali.

- o que esta procurando Ino?

- Hinata. – dei de ombros.

- ela não tem como ter chegado primeiro a casa dela é mais longe. – Carol ainda parecia desconfiada.

- nós estamos atrasadas e ela nunca se atrasa.

- tudo bem vamos esperá-la.

Sentamos em uma mesa com visão ampla da porta, eu escolhi estrategicamente para notar caso Sasori aparecesse. Sim eu tinha mania de cupido.

Eu e Carol pedimos dois cappuccinos, enquanto não chegava ela me contou sobre os lugares lindos que conhecera. Falava principalmente sobre a Grécia me contando sobre lugares que tinham passado as historias incríveis. Hinata chegou após já termos tomado nossos cappuccinos. Pediu um pedaço de torta de amora.

Ela olhava sem acreditar para Carol e perguntava muitas coisas sobre como ela estava, como foram os passeios pelo mundo.

- você devia passar um tempo longe desse turbilhão. – disse Hinata calma. – deve ser bom, mas você deveria descansar pelo menos uns meses. – Hinata tinha aquele tom materno na voz.

- também pensei nisso vou passar dois meses aqui no Japão e mais dois no Brasil e ai volto às viagens. – Carol sorriu para nós. – mas vou precisar da ajuda de vocês.

- com o que? – perguntei.

- preciso de um lugar para ficar e – deu de ombros. – um emprego por um tempo. Tenho que juntar mais um dinheiro para as viagens. Vou trabalhar no Brasil também.

- vamos ver algumas possibilidades. – Hinata disse.

- você sabe que pode ficar comigo. – eu disse indignada pelo “lugar para ficar”.

- mas você esta com Gaara. – Hinata me cortou.

- se for preciso eu posso ir para casa. – retruquei.

- isso atrapalharia as coisas entre vocês. Não quero isso. – Carol disse séria.

- você pode ficar lá em casa. – Hinata ofereceu.

- mas e o seu pai? – Carol pareceu preocupada.

- com ele eu me entendo! Esta mais que na hora de ter voz.

- falando em ter voz. – comentei. – o que vai fazer em relação ao Naruto?

- não sei uma coisa de cada vez. – Hinata olhou para o lado e eu ri.

De repente Carol arregalou os olhos surpresa e eu segui seu olhar. Primeiro vi Deidara tirando sarro de alguém e logo depois ouvi a risada de Itachi e logo vi o ruivo que parecia irritado. Carol e Hinata disfarçaram, mas eu sorri na direção deles e Deidara quase correu até onde nós estávamos e abraçou Carol bem apertado.

Logo os outros estavam puxando cadeiras para sentar em nossa mesa.

- devia ter avisado que vinha e teríamos feito uma festa para comemorar sua vinda. – disse Deidara sorrindo provavelmente nem tinha notado o clima tenso.

- como se fosse grande coisa. – Carol retrucou.

- mas claro que é. – eu intervim.

- mas nós podemos remediar isso. – Deidara sorriu.

- como? – foi Hinata quem perguntou.

- fazendo uma festa agora. – Deidara se manteve abraçado com Carol até agora.

- ei não precisam se incomodar por minha causa.

- Carol-chan deixa! Eles só querem um motivo para fazer festa. – Hinata falou.

- por que vocês não vão a Akatsuki hoje a noite. – Itachi falou pela primeira vez desde que chegou.

- mas assim você e Pain me colocaram para trabalhar. – Deidara fez bico emburrado.

- mas essa é a idéia. – Itachi sorriu.

- não, não é! – Deidara finalmente soltara Carol e sentou. – a idéia é comemorar a chegada dela.

- sem problemas! Ela ganha tratamento vip e você trabalha.

Todos nós rimos enquanto Deidara retrucava e Itachi rebatia. Por fim ficou decidido que nós teríamos a área reservada da Akatsuki, era no segundo andar da boate que era usada para festas particulares.

Olhei pelo canto de olho para Sasori que ainda estava calado desde que chegara. Ele estava observando minha amiga brasileira com um olhar triste. Fiquei imaginando o que ele estava pensando, mas olhar para o ruivo me lembrara do outro homem de cabelos rubros. Gaara, o que ele estaria fazendo? Talvez assistindo TV ou quem sabe tenha saído com Matsuri. Sentia vontade de vê-lo, mas não podia simplesmente me levantar da mesa e ir embora como queria.

Suspirei e voltei a realidade. Todos me encaravam e Hinata balançava a mão na minha frente.

- o que estão fazendo? – perguntei.

- tentando trazê-la da lua. – falou Deidara.

- é nos falamos com você e não tivemos resposta. – disse Itachi.

- e porque você estava suspirando? – Carol perguntou.

- parem. – reclamei. – o que vocês queriam?

- estávamos tentando achar um lugar para Carol.

- Ah! – tive uma idéia repentina. – Deidara-nii o quarto da sua irmã não esta vago?

-não.

- ela voltou para casa?

- não Sasori esta lá. O apartamento dele vai entrar em reforma.

- Ah! E o quarto de visitas?

- nesse não tem ninguém.

- ótimo! – exclamei.

- mas... – Carol começou a reclamar, mas Deidara a impediu.

- não será nenhum problema. Vou adorar ter você como hospede. – Deidara disse sorrindo e Carol não pode negar.

- tudo bem.

- viu como tudo se resolve. Agora só falta uma coisa. – Hinata disse.

- que coisa? – Itachi perguntou.

- um emprego.

- Hinata! – Carol exclamou indignada.

- não vai mais viajar o mundo? – era a primeira vez que Sasori falava e tinha um tom de desdém.

- vou só estou reabastecendo o caixa e tirando umas férias. – Carol respondeu de forma seca.

- vai ficar quanto tempo? – Itachi quis saber.

- dois meses. – dessa vez a voz era amável.

- mas só esse tempo não vai te dar muito dinheiro. – Deidara fez a observação indiscreta.

- vou ficar um tempo no Brasil também. E só quero o suficiente para o início da viagem. Como você acha que me sustentei esse tempo todo?

- sei lá. – ele deu de ombros.

- eu trabalhei em todos os lugares menos na Grécia, por isso estou sem dinheiro.

- nós vamos te ajudar. – disse Hinata.

- obrigada garotas.

- vamos agora? – eu perguntei.

- já? – Itachi questionou.

- eu quero fazer umas coisas. – respondi, eu queria mesmo ver Gaara.

- tudo bem a gente passa lá e pega a Carol mais tarde. Não é mesmo Sasori? – Deidara disse. – então é bom estar com tudo arrumado.

- pode deixar. – Carol disse um pouco tensa.

- mas a Hinatinha vai ficar aqui comigo né?! – Itachi brincou.

- como?! – Hinata ficou escarlate.

Itachi começou a rir, eu e Carol nos levantamos e saímos do café. Hinata ficou lá, não conseguiu negar aos pedidos dos garotos. Quando entramos no carro Carol ligou o som e ficou olhando as ruas.

- senti saudades desse lugar. – ela disse.

- imagino que sim. Eu não conseguiria ficar muito tempo longe. – sorri para ela. – mas sei do que sentiu mais falta aqui.

- o que? – ela corou.

- dos amigos. – olhei para o som do carro e o abaixei depois. – tenho algo para lhe dar.

- o que? – ela perguntou surpresa.

- vai ver.

Fui em direção a minha casa e ela me olhou cautelosa enquanto descíamos do carro, mas eu não desabaria. Não de novo. Entramos na casa e fomos para o meu quarto, ela não dizia nada só esperava por minhas reações. Abri uma gaveta do meu guarda-roupa e lá estava o que eu queria.

- reconhece? – perguntei elevando a caixinha de musica na altura do meu rosto.

- claro. – ela respondeu com a voz embargada e os olhos marejados. Ainda lembro-me do som e de como eu me apaixonei pela peça.

- é sua. – entreguei para ela.

- não posso isso foi da sua avó. – ela se recusou a pegar.

- claro que pode. Esse vai ser o símbolo de que você sempre vai ter para onde voltar e com quem contar.

- tem certeza? – ela perguntou ansiosa.

- claro.

Ela pegou a caixinha de musica que era menos que a sua mão. Eu girei a chave em algumas voltas e então a conhecida musica de ninar suave começou a tocar e nós nos entreolhamos sorrindo. Descemos as escadas e saímos da casa pegando a correspondência no caminho, fechamos tudo e entramos no carro.

-Ah! Olhe uma carta dos seus tios. – Carol disse.

- abra. – disse.

- não vou abrir você tem que fazer isso.

- como se eu me importasse o que pensam aquelas mentes antiquadas.

- Ino! Ainda esta brigada com a família do seu pai?

- sempre. Eles são uns tolos só porque meu pai quis fazer moda. E daí?! Eles não precisavam dificultar a vida dele daquele jeito.

- mas eles pediram desculpas.

- só depois que ele fez sucesso. Floristas mesquinhos! Quero mais que nunca apareçam na minha frente.

O olhar de Carol era desaprovador, mas a ignorei. Os meus pais podem ter perdoado, mas eu não vou. Senti os olhos arderem e lagrimas querendo sair. Carol afagou meu ombro tentando me consolar, mas nem era preciso nem cheguei a chorar eles não mereciam.

Parei o carro em frente ao prédio e nós descemos, quando entramos no apartamento Gaara estava deitado no sofá assistindo o canal de esportes.

- adivinha quem apareceu lá? – falei para Gaara.

- o Barney? – disse debochado.

- não. – olhei irritada. – seu primo, Deidara e Itachi.

- e qual a parte interessante? – ele perguntou ainda de olho na TV.

- Carol vai ficar na casa do Deidara.

- você é primo do Sasori? – caro, parecia surpresa.

- sou.

- Ah! É por isso que achei que já tinha ouvido falar em você.

- eu não tinha contado essa parte para você. – constatei.

- é você não disse. Alias que armação foi aquela? – Carol me olhou irritada. – não posso ficar na casa do Deidara.

- por que não? – eu quis saber.

- porque Sasori esta lá!

- meu primo na casa do Deidara? – Gaara quis saber.

- é o apartamento dele esta em reforma. – respondi.

- Ino não fuja do assunto. – Carol chamou minha atenção.

- não foi uma armação foi por acaso.

- você acha que vou conseguir ficar dois meses na mesma casa que o Sasori? Vou acabar indo para o Brasil mais cedo.

- ou mais tarde. – disse para provocá-la e recebi um olhar acusador.

Gaara pOv’s.

Fazia algumas horas que Deidara e Sasori tinham vindo buscar a amiga de Ino. Eu notei é claro que era dela que eles falavam ontem.

De repente senti algo bater na minha cabeça e uma bola de papel cair no meu colo. Olhei intrigado por uns instantes antes de pegar a bola de papel e me virar na direção de Ino.

- o que foi?

- desculpa não era para acertar em você. – ela parecia irritada.

- tudo bem. Mas o que é isso? – desfiz a bola de papel.

- leia e veja como é ridículo.

“ querida Ino,

Nós sentimos muito pela tragédia que foi o falecimento dos seus pais. Mandamos nossos sentimentos.

Gostaria de lhe pedir que venha para nossa casa, não é bom para uma moça como você morar sozinha. Sua avó disse que adoraria rever-lhe. Não precisa lidar com toda essa situação sozinha.

Quanto à universidade não há problemas nem com o que se preocupar nós podemos providenciar a transferência para a universidade da cidade que é tão boa ou melhor que a de Konoha.

Devo lembrar-lhe que não é de bom tom uma moça na sua idade continuar solteira. Vamos providenciar para que você tenha um bom pretendente. Sua avó me informou que ira escolhe-lho pessoalmente. Não é fabuloso?!

Atenciosamente, sua tia Inochiko Yamanaka.”

Era uma carta e apesar de ser entre familiares era bastante formal e não parecia uma carta de pêsames e sim de negócios. E toda essa historia sobre casamento parecia-me ridícula. Ino tinha razão. Eles eram bem antiquados também.

- tenho vontade de mandar uma resposta mal criada com cinco palavras. – a voz de Ino interrompeu meu pensamento. – cuide da sua própria vida!

Não resisti à cara de indignação de Ino e comecei a rir sob seus protestos.

- talvez eu não responda. Quem sabe eles não acham que eu me suicidei e me deixam em paz.

- Ino! – falei reprovando a atitude dela. – ao menos mande um cartão dizendo. “desculpe, mas não vou.” Ou algo assim. São antiquados, mas é sua família.

- são mais que antiquados. – Ino olhou para o chão e a amargura em seu olhar me assustou. – são hipócritas! Mas meus pais não iriam querer que eu agisse assim. Gaara me empresta seu carro?

- por quê?

- não vou me jogar da ponte com ele nem nada do tipo. Só preciso pegar meus livros e cadernos para a faculdade.

- quer que eu vá com você? – perguntei lembrando como ela ficara quando foi lá.

- relaxa não vou bater seu carro.

- não foi por isso que perguntei.

- Ah! Não precisa não.

- tudo bem.

- eu volto antes do almoço. – ela sorriu.

- ah é... Esqueci-me. Temari nos chamou para almoçar com ela.

- que horas? – ela perguntou animada.

- ela disse para nos encontrarmos com ela meio dia no shopping.

- tudo bem já volto!

Ela pegou as chaves do carro e saiu. Decidi tomar um banho. Tirei a roupa e joguei em cima da cama peguei a toalha e entrei no banheiro. Liguei o chuveiro e tentei imaginar o que poderia ter acontecido na família de Ino para ela agir daquela forma, não tinha como ser só pela carta.

Deveria ser algo que a carta lembrava. Casamento? Universidade? Qual era o problema?

Pensando nisso nós nem chegamos a falar em anulação desde que chegamos, já faz mais de uma semana. Não que eu queira separar dela porque eu não quero. Mas nós devíamos decidir o que fazer, conversar sobre o assunto. Nós não podíamos fingir que nada aconteceu e só morarmos juntos.

Depois falaria com ela decidi.

A porta foi aberta com pressa e Ino entrou correndo e jogando os livros em cima da cama. Olhei espantado para ela.

- qual a pressa?

- só tenho uma hora para me arrumar. – ela parecia aflita enquanto corria para o banheiro.

Fui para a cozinha tomar um copo de água. Enquanto eu fechava a geladeira meu celular tocou, peguei-o no bolso e atendi.

-alo.

- Gaara tem como você almoçar comigo hoje? – Matsuri foi direta.

- hoje não.

- por quê? – ela ficou surpresa.

- vou almoçar com Temari e Ino.

- Ah! Tudo bem.

- Matsuri quero te perguntar uma coisa.

- o que? – ela ficou animada. – sobre o que?

- Diana. O que ela queria com você?

- não vou falar pelo telefone.

- pode me encontrar mais tarde?

- claro. Então até mais tarde.

Ela desligou. Fui para o sofá esperar Ino, mas ela ia demorar então liguei a TV. Alguma coisa me dizia que o dia não ia terminar bem.

Notas finais
espero que gostem.. e queria pedir a opinião de vocês sobre o que acham que vai acontecer.. beijos