E Ainda Assim, Amor
12 CAPÍTULO 12 – Até ao Ano Novo
Os dias que se seguiram foram preenchidos com beijos, risos e olhares que diziam mais do que qualquer palavra. Harry e Lucy aproveitaram cada momento juntos, descobrindo-se aos poucos, rindo de pequenas trapalhadas e conversando longamente sobre tudo o que a vida os tinha feito atravessar. Entre confidências e gargalhadas, aprenderam mais um sobre o outro do que jamais imaginariam em tão pouco tempo.
Foram visitar Hagrid e Fang, e numa dessas tardes, enquanto exploravam o bosque levemente coberto de neve, Harry descobriu algo que a deixou corar: Lucy adorava cães e sempre sonhara ter um. Ele olhou para ela em tom de brincadeira e disse:
— Se algum dia casarmos, vou oferecer-te um cão.
Hagrid riu com a cena e balançou a cabeça, satisfeito ao ver Harry tão feliz, enquanto o rubor subia às faces de Lucy. Aquele gesto simples aqueceu o coração de ambos, reforçando a cumplicidade que crescia entre eles.
Ao longo dos dias, descobriram pequenos prazeres juntos: chocolate quente à lareira, passeios pelos corredores silenciosos do castelo, risos sobre feitiços falhados e tardes em que simplesmente se sentavam lado a lado, observando a neve cair do lado de fora das janelas. Lucy sentia-se em casa com ele, e Harry aprendia a conhecer cada detalhe do sorriso dela, cada gesto e cada olhar que falava mais do que qualquer feitiço.
Quando se aproximava a passagem de ano, Hogwarts transformou-se num lugar de magia e luz. Corredores e salões brilhavam com feitiços coloridos e velas flutuantes, e a excitação silenciosa dos alunos preenchia cada canto. Harry segurou a mão de Lucy e guiou-a para uma varanda alta, afastados do burburinho da festa, onde podiam ver o céu estrelado e os primeiros fogos de artifício explodirem em cores vivas.
— Lucy… — começou ele, com a voz baixa, quase um sussurro, olhando-a nos olhos. — Quero que saibas que és muito importante para mim. Mais do que alguma vez imaginei…
Ela sorriu, sentindo o coração disparar, e antes que pudesse responder, Harry ajoelhou-se ligeiramente, segurando uma pequena caixa nas mãos.
— Queres ser minha namorada? — perguntou, com a voz trémula, enquanto o céu atrás deles explodia em fogos de artifício.
Lucy sentiu o peito apertar, os olhos brilharem e um sorriso largo escapar-lhe.
— Sim! Claro que sim! — respondeu, sem hesitar, e antes que pudessem perceber, estavam abraçados e a trocar o primeiro beijo oficial, intenso e doce, com a meia-noite a marcar o início de algo novo e perfeito entre eles.
Nos dias que se seguiram, até ao regresso dos alunos depois do Ano Novo, continuaram a aproveitar cada instante: passeios pelo castelo coberto de neve, tardes de estudo lado a lado, pequenas brincadeiras com feitiços e longas conversas à lareira. Cada gesto, cada olhar e cada toque reforçava aquilo que ambos já sentiam: Hogwarts não era apenas uma escola, era o lugar onde tinham descoberto o amor, e cada dia juntos fazia com que esse sentimento crescesse ainda mais, silencioso mas seguro, doce e poderoso, como magia de verdade.
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