E Agora Tudo Quebrado No Chão
1 Capítulo Único
Notas iniciais
espero que gostem, é minha primeira Thuke, mas eu prometo que ela tá boa ;p eu me esfocei bastante e ela saiu bem triste '¬¬
enfim eu ouviria P!nk - Just Give Me A Reason mas ela nao tem tudoo haver
Um olhar.
Um olhar com dor.
Ele sabia o que iria acontecer se ela resolvesse distrair os monstros sozinha.
Ela também.
Um beijo.
Um beijo rápido, curto, antes que a pequena Annabeth apareça perguntando por que Thalia estava segurando as lágrimas.
Mas um beijo perfeito.
Olhos azuis cobertos pelos cabelos loiros.
Foi a ultima vez que ela pode olhar nos olhos azuis dele.
E ela viu lágrimas.
Thalia se sentou no chão da barraca, esfregando o rosto.
Ela tinha que tirar as memórias da cabeça dela.
Ela era uma caçadora de Artemis (a líder da caçada), ela não podia se dar ao luxo de estar apaixonada.
Ainda mais por um psicopata que está tentando acabar com o Olimpo.
Seu coração, não se importando com as suplicas do cérebro, ainda está acelerado, só de lembrar-se do seu primeiro (e último) beijo.
Jogando a cabeça para trás respirando fundo, segurando as lágrimas que teimavam em querer fugir. Seus olhos piscam numa cor elétrica, e ela levanta num salto, saindo da barraca. Suspirou, respirando o ar puro da noite. Em cima dela, as estrelas brilhavam como nunca. Era uma das únicas vezes que as caçadoras acampavam a noite, estando acostumadas a dormir de dia, para caçar enquanto a lua estava no céu. Então não foi uma surpresa encontrar algumas caçadoras fora de suas barracas, em silencio.
Elas olharam e sorriram para Thalia, que sorriu de volta, pensando em ir se sentar com as meninas, mas algo a fez mudar de idéia. Algo a impelia para dentro da floresta. Ela andou para fora da clareira, afagando a cabeça de um dos lobos que faziam guarda.
Ela andou alguns metros, e se sentou no pé de uma arvore. Estava completamente escuro, a luz que a lua refletia não conseguia penetrar na grossa camada de folhas que cobriam todo o topo da floresta, mas ela gostava do escuro.
Ali, ela se permitiu deixar as memórias vagarem naquele beijo, e logo ela podia quase sentir os lábios de Luke nos dela novamente. De olhos fechados no escuro completo, ela sorriu melancolicamente.
Ela pensou que conhecia Luke, ela crescerá com ele, ela se matara por ele, Annabeth e Grover! Eles haviam fugido juntos, enfrentado deuses e monstros (literalmente), e as memórias rodavam a cabeça da filha de Zeus.
Um sorriso
Uma risada
As noites sob as estrelas.
As conversas
Luke foi o único com quem ela já se abrira completamente, o único que ela permitiu ver sob a amadura que ela usava, aquela que sempre mostrava uma menina forte e nunca, nunca, machucada.
Sentiu uma lágrima lhe queimar a face, e ela a deixou escorrer, sentindo a garganta apertar.
De olhos fechados no escuro ela podia se sentir de volta naquele quarteto fantástico que era a anos atrás.
As conversas com Luke enquanto Grover cuidava da pequena Annabeth.
As piadas internas que aquele grupo havia feito.
Tudo estava agora quebrado no chão, mas por aquele momento, ela se permitiu esquecer.
Esquecer que Annabeth e Grover agora tinham outro melhor amigo. Outro grupo. O trio maravilha. E droga, ela nem ao menos podia odiar Percy por roubarem seus amigos, por que ele se tornara um grande amigo para ela mesma. Um grande herói.
Esquecer que Luke agora estava planejando unir seu corpo com a alma de Cronos, para atacar o Olimpo. Atacar seu pai, sua família. E merda, ela não podia o culpá-lo por ter tanta raiva, ela sabia melhor que ninguém a história dele.
E naquela floresta, no escuro, de olhos fechados no escuro, ela ouvia as risadas, as conversas, as discussões, as brigas idiotas, que agora a fizeram abrir um sorriso que machucou-a mais do que as lágrimas, as aventuras, os milhares de monstros, os sentimentos. Maldição os sentimentos.
Outra lágrima queimou no rosto de Thalia.
—Você fica mais bonita quando está sorrindo.
Thalia abriu os olhos em um instante, seu arco e flecha apareceram magicamente nas suas costas e ela rolou para trás, levantando e preparando o arco. Ela reconheceria aquela voz como se sua vida dependesse disso, e talvez dependesse. Mas droga seu coração estava batendo mais rápido.
—Luke. — ela murmurou, a boca seca, tentando segurar a lágrima.
No escuro, a única coisa que ela via eram os olhos azuis que ela conhecia tão bem.
—Eu não estou aqui para te machucar.
Ela sentiu outra lágrima escorrer pelo seu rosto.
—Você sempre está aqui para me machucar.
Mesmo no escuro era pode notar que o brilho dos olhos azuis havia ficado menor. Ela ouviu passos se aproximando. Agora os olhos estavam mais próximos, Ela segurou o arco com mais firmeza, mas não atirou a flecha quando sentiu uma mão suavemente secando sua lágrima.
—Eu te odeio — ela murmurou, a voz melancólica.
Ele lambeu os lábios antes de responder.
—Eu sei.
Então ela sentiu seus lábios serem tomados pelos dele, e ela largou o arco imediatamente, e permitiu o beijo se aprofundar.
Para o tártaro com a promessa de caçadora. Para o tártaro com a guerra.
Depois de algum tempo, ele se separou devagar. Thalia abriu os olhos e tirou uma faca do cinto da calça, fazendo um movimento rápido, sentindo o sangue dele escorrer quente por sua mão.
—Eu não vou parar — ele murmurou antes de desaparecer na escuridão.
Dessa vez, Thalia sentou e se deixou chorar. A faca ainda em sua mão, o beijo ainda pulsando em seus lábios.
Uma piada interna
Um sorriso
Um brilho no olho
Estratégias para batalhas
Sonhos cantados em voz alta
Comida feito na fogueira, no meio da floresta.
Grover tocando sua flauta de bambu
Uma dança.
Uma família.
Tudo que ela nunca teve
Tudo que nenhum deles jamais teve.
E por um momento
Eles tinham.
Irmão. Irmã. Amante.
Amigos.
E agora tudo quebrado no chão. Os cacos cortando sua pele, penetrando fundo, deixando ela sangrando sem lugar para cair.
Por que ele era tudo que ela queria.
Tudo que um dia ela já desejara, enquanto preparava sua trouxa para fugir de casa.
Tudo que ele dizia que queria, com seus olhos refletindo o fogo dançante.
As palavras machucadas que todos murmuram durante os sonhos.
Os pesadelos revelados.
A realidade parecendo, por uma vez, melhor.
Ela se lembrava das esperanças que eles diziam ter. Das juras de ser família, por que eles não podiam se dar ao luxo de perder mais alguém.
Das juras de proteger um ao outro.
Das juras de sempre estarem juntos.
Tudo quebrado no chão.
Thalia levantou, tremendo, e limpou a faca na barra das calças. Suspirou e engoliu as lágrimas com as forças que sobraram, assumindo a sua postura de sempre ela disse para o nada.
—Eu também não.
E saiu andando em direção ao acampamento, agradecendo a Zeus novamente que ela escolhera não ser a semi-deusa da profecia.
Notas finais
deem suas criticas e eu prometo tentar melhorar ;)
beijoos :3
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