Dαяk αиgєl
7 Cαρiŧułø 7
Notas iniciais
Uma palavra para me descrever agora? Ela não existia, pois eu estava assustada, em choque, desesperada e com muito medo, meu peito subia e descia mais rápido do que eu podia me dar conta, meu coração estava na boca. Eu fiquei lá encarando o bilhete, por segundos, por minutos, eu não sei... O tempo parou quando eu li aquela ameaça, não me entenda mal eu não sou medrosa, quer dizer eu não tenho medo do que eu sei o que é, como aquela vadia do Gil, mais de algo que eu não sei de onde vem isso sim me assusta. Pensando nela, será que ela que me enviou o bilhete, para me aterrorizar?
– Querida? — minha mãe surgiu no topo da escada, eu estava de costas para ela, ainda encarando a porta. — O quê esta fazendo?
– Nada. — eu disse enfiando rapidamente o bilhete no bolso, não queria preocupa-lá.
– Porquê esta encarando a porta? — ela disse descendo alguns degrais.
– Estava tendo algumas lembranças... — eu disse me virando enfim e a encarando. — Esta tudo bem?
– Esta sim, descansei bastante, dormir evita que eu sinta vontade de beber! — disse depois de um longo suspiro e se dirgiu a cozinha.
– Que bom, temos que marcar médico para você fazer acompanhamento. — eu disse a seguindo.
Depois disso, pela primeira vez em anos ela preparou o jantar, normalmente era sempre eu quem fazia, mas por sua situação ela não fez tudo sozinha, eu fiz questão de ajuda-lá.
Depois de cozinharmos juntas e comemos o que preparamos, eu a fiz ir se deitar e limpei toda a cozinha antes de ir para o meu quarto, lá eu começei a encarar aquele maldito bilhete, porque alguem faria isso? Foi quando me dei conta, eu tinha uma certa pessoa que devia cumprir uma promessa feita a mim, isso mesmo, Greg. Ele disse que se eu não fosse na floresta, ele me diria o que aconteceu com ele e Hodges... Peguei meu celular e disquei o seu número, torci para que ele não o tenha mudado.
– Alô?– uma voz feminina atendeu do outro lado, e não era a senhora Sanders.
– Morgan? — eu indagei esperando uma respostas, mais tudo que ouvi foi um longo suspiro, e depois de alguns instantes veio a resposta.
– Sim, o quê você quer?– ela definitivamente não gostava mim, era até compreensivél já que quando o Greg começou a namorar com ela, foi na época que eu dei um fora nele, na noite em que nossa amizade quase morreu, ou seja, as más linguas dizem que ela foi só a segunda opção e que ele ainda sente algo por mim.
– Eu queria falar com o Greg, ele esta?
– Ele esta dormindo, liga amanhã! - disse ela mais uma vez grossa.
– Esta bem obrigada, tchau! — disse eu tentando ser o mais delicada possivél, mais não ouvi mais nada, ela tinha desligado na minha cara.
Depois disso me ajeitei e fui dormir, mais acabei passando a noite em claro mais uma vez, pois apesar do cansaso de ficar ao lado da minha mãe no hospital, naquela cadeira desconfortavél, meus problemas eram maiores que meu cansaço.
Porque aquelas pessoas estavam sumindo? Porquê Hodges e Greg haviam se machucado tão gravemente? O quê os tinha machucado? Quem me enviava os bilhetes? Como meu irmão ia nascer se minha mãe não aguentasse a tentação? afinal dois dias são fáceis mais e nove meses?
Problemas não paravam de surgir, mais o que mais me intrigava era... O que tinha na floresta? Quem falou comigo naquela noite?
Ouvi pedrinhas na minha janela, foi quando me levantei e a abri...
– Gil?
– Você precisa me escutar.
– Sabe quantas horas são? — eu disse tentando sussurrar, mais quase gritando.
– Eu sei, mas eu preciso que você me escute, não me deixou falar hoje no corredor.
– Você quer dizer quando enfiou a lingua na minha garganta?
– Só me deixa falar por favor.
– Vai embora, e diga para a sua NAMORADA, que eu não tenho medo dela. — eu disse fechando a janela e voltando a deitar, mais algo dentro de mim ficou me dizendo que eu devia ter escutado.
Mais felizmente a noite passou rápida, e finalmente os fracos raios de sol invadiram meu quarto, eu nem precisei de despertador para acordar, me pus de pé e ajeitei o que ia vestir, e logo em seguida me dirigir ao banheiro para tomar um longo banho quente, depois disso troquei de roupa, preparei o café para a minha mãe, deixei um bilhete para ela dizendo que tinha um trabalho e tinha que ir mais cedo para escola, peguei as chaves do carro e saí.
Foi quando eu o vi novamente, e foi como se o mundo ficasse em camêra lenta, eu pude reparar em cada ponto de seu rosto, em cada traço... Porque Gil mexia tanto comigo? Ele me olhou de volta, parecia triste... Foi quando o carro daquela tal de Megan chegou, e eu pisei fundo no acelerador.
Cheguei a escola e reparei que ainda não havia muitas pessoas, vi Cameron andando em minha direção.
– Oi. — eu disse arqueando uma sombraselha, afinal ele nunca havia falado comigo antes que não fosse para me mandar ir para a aula.
– Me pediram pra te entregar isso. — era mais um envelope, admito que um frio subiu pela minha espinha.
– Obrigada. — eu disse pegando o envelope de suas mãos e o vendo ir para longe, talvez ele soubesse quem os estava mandando, mais descobria isso outra hora.
Abri com pressa e foi quando li mais um bilhete:
É engraçado como as coisas acontecem, não é Sara?
Um dia estamos ao lado de quem amamos, e no outro estamos catando os restos que sobraram do nosso coração... Uma peninha, certo?
Mais não se esqueça, e se prepare porque o pior parte da sua vida esta para chegar.
– Um amigo.
– Sara? — uma voz masculina atrás de mim me assustou.
– O quê? — eu disse me virando bruscamente e vendo Greg com uma expressão séria.
– Acho que esta na hora de termos aquela conversa, você precisa saber a verdade. — ele estava sereno, e sério como eu nunca vi antes.
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