Dαяk αиgєl

2 Cαρiŧułø 2


Notas iniciais
Obrigada a quem esta acompanhando e comentando, e quem esta sem comentar obrigada também, mas se quiserem comentar "Que lixo você não dá pra isso vai lavar vasilha" também serão aceitos... kkkk... Espero que gostem Beijos.

"Cada um é protagonista e sua própria história."

– Oh meu deus. — eu disse me levantando e indo em direção ao garoto. — Greg o que aconteceu?

– Ontem... Ontem... Monstro... Na floresta. — ele começou a chorar, parecia em choque, a floresta era bem próxima a escola, já tivemos até casos de animais andando nos corredores.

– Calma, fica calmo. — disse Cath o abraçando, enquanto vários alunos formavam um circulo ao nosso redor.

– O que esta acontecendo? — disse Sr. Smith o diretor se aproximando.

Ele era jovem, parecia ter cerca de 40 anos apenas, era muito compreensivo e sempre se importava com todos da escola, praticamente sabia o nome de cada um.

– Precisa chamar a policia. — eu disse por fim, atraindo vários olhares.

– Farei isso. Venha Greg, vamos para a minha sala. — disse fazendo Greg se apoiar em si e o levando junto com dezenas de olhares em direção ao seu escritório.

Em poucas horas o circo estava formado, de alguma forma a impresa ficou sabendo do estranho acontecido e já estavam cercando a delegacia e o hospital onde Greg tinha sido internado, em uma cidade grande provavelmente não seria grande coisa, mas tudo que acontece em uma cidade pequena é grande, a sua situação ainda não havia sido divulgada e eu precisava saber como ele estava.

– Charlie... — eu disse me aproximando do xerife, que era um dos melhores amigos do meu pai.

– Como conseguiu entrar aqui? Achei que aqueles urubus tinham cercado tudo.

– Eu tenho meus meios. — quis me fazer de misteriosa, mas a verdade era que Ben outro policial amigo do meu pai havia me ajudado a entrar na delegacia.

– Não importa agora, não tenho tempo para nada...

– Só quero saber o estado do Greg, ele é meu amigo e estou preocupada. — Greg e eu sempre fomos amigos,desde crianças e antes mesmo de eu conhecer Cath, nos afastamos um pouco com o passar da idade, com interreses diferentes e amigos diferentes.

– Ele esta em choque, e tem vários ferimentos leves, quebrou uma costela e deslocou o ombro. — ele disse aina encarando uma prancheta a qual prestava muita atenção.

– Eu posso vê-lo?

– Infelizmente não, além de ainda estar na UTI devido a possibilidade de a costela ter perfurado algum orgão, lá também esta infestado de jornalistas.

– Meu deus, e se já sabem o que ele tem porque não fala pros jornalistas? Sei lá talvez eles vão embora. — como eu fui inocente.

– A moreninha. — ele me chamava assim desde que eu era pequena, agora ele deixara prancheta de lado e me encarava com um pequeno sorriso. — Você não sabe como isso funciona mesmo, não é?

– Acha que se disser eles podem ficar ainda mais ouriçados, né?

– Exatamente, se eu disser que o garoto esta mesmo machucado, aí sim eu terei muito mais dor de cabeça.

– Porque não tenta minimizar a estória, dizendo que sei lá, ele se perdeu na floresta.

– Dezenas de alunos o viram em choque e coberto de sangue, acha mesmo que vou convencer alguém?

– Tem razão, mas ele vai ficar bem?

– Aparentemente sim.

– Eu vou indo, se souber de algo me ligue esta bem? — eu disse já dando costas.

– Espera, e sua mãe esta bem?

– Na mesma. — eu disse rápido antes de deixar o local.

E como uma tola eu saí pela porta da frente, vários jornalistas voaram em mim, perguntas como: "Você é amiga de Gregory?" "Também estava na floresta" "Sabe como é o seu quadro?" . Eu estava cercada, não conseguia e nem sabia pra onde ir, tudo que eu via eram microfones e flashs, foi quando um braço me puxou, logo vi quem era.

– Gil? — eu disse confusa, enquanto ele ainda me puxava com uma expressão séria.

Ele abriu a porta de seu carro e praticamnete me jogou lá dentro, logo ele já estava no banco do motorista e arrancando com o carro.

– Você esta bem? — ele disse ainda muito sério, o que era estranho já que estava me acostumando com seu ar de deboche.

– Estou, como você sabia que eu estava lá? Porque me ajudou?

– Meu pai é investigador, foi por isso que nos mudamos, ele é chefe de um novo centro de investigação da cidade.

– Investigação? Esse deve ser o primeiro caso sério em anos. — aquilo não fazia sentido.

– Deve ser por isso que ele só tem uma pequena sala na delegacia e não manda em ninguém. — e o ar de deboche voltou.

– Sei... E você estava lá por?

– Fui ver o meu pai, queria saber o que aconteceu!

– E descobriu algo? — não consegui disfarçar a minha empolgação.

– Nada, parece que o cara ainda não consegue nem falar...

– Pobre Greg, queria tanto vê-lo! — com os últimos acontecimentos como a morte do meu pai e o nosso afastamento eu tinha até me esquecido o quanto ele era importante para mim.

– Tenho certeza de que ele vai ficar bem. — disse Gil me tirando de meus devaneios.

– Eu também. — disse soltando um longo suspiro.

– Chegamos. — ele disse parando em frente a minha casa.

– Como sabe onde eu moro? — eu disse um pouco assustada demais.

– Porque eu sou o seu vizinho? — ele disse com uma sobrancelha arqueada demonstrando estranheza pelo meu susto.

– Claro Cath havia me dito isso.. — eu disse sem graça.

– Bom, esta entregue.

– Obrigada pela ajuda e pela carona. — eu disse saindo de seu carro.

Quando passei pela porta de casa vi que minha mãe não estava mais no sofá, me dirigi até a cozinha e ela também não estava lá, então logo pensei que provavelmente estava na rua procurando algum bar em que ainda pudesse entrar, pois fez vexame e foi expulsa de quase todos da cidade, por ficar muito agressiva quando bebe.

Foi quando ouvi alguem vomitando, e logo me dirigi para o banheiro.

– Tudo bem? — eu disse abrindo a porta e vendo minha mãe de joelhos jogando tudo que tinha que no estomago no vazo, aquilo causaria nojo em alguns, mas eu infelizmente estava acostumada.

– Oi querida, não estou me sentindo bem. — ela disse levatando a cabeça, mais sem olhar em minha direção.

– Eu estou vendo, quer que eu te leve ao médico? — era a nossa primeira conversa em semanas, e estávamos falando de ir ao médico, era meio deprimente.

– Não, estou bem. — ela disse fechando o vazo se levantando e dando descarga. — Fiquei sabendo do Greg, ele vai ficar bem?

– Aparentemente sim. — eu disse dando costas e voltando para cozinha, onde minha mãe surgiu logo em seguida.

– O que aconteceu?

– É isso que a policia tem que descobrir.

– Que estranho, fiquei sabendo que ele estava coberto de sangue, é verdade?

– Como você pode saber disso se nem saiu de casa?

– Esta em praticamente todos os canais. — ela disse jogando um antiácido na água e bebendo logo em seguida.

– Espero que seja a unica bebida além de água que você coloque na boca hoje. — eu disse séria, enquanto me retirava.

– Você tem sempre que ser cruel, não é? — até a sua voz parecia fraca.

– Cruel? — eu disse me virando para ela. — Dizer que você não devia nunca mais pegar em uma bebida porque foi isso que matou a única pessoa nesse planeta que amava você, isso é cruel. — eu disse ainda a encarando.

– Não diga isso, eu tenho um problema.

– Não me venha com essa, você teve todas as chances de se tratar, meu pai nunca desistiu de você, mas quer saber? — eu já estava gritando. — Você até que se deu bem, vai receber uma boa quantia de pensão, aproveita que eu não tem mais ninguem no sue pé e se mata e tanto beber. — eu disse indo em direção a porta.

– Aonde você vai? — ela disse me seguindo. — Já esta escurecendo e pode ter um louco a solta.

– Talvez morrer não seja uma má idéia. — sussurrei andando mais rápido em direção a rua.

Era estranho como tudo estava estremamente calmo, ainda devia ser cerca de 7 da noite e normalmente a rua ainda estava cheia de crianças, acho que a estória do louco havia saído na televisão também.
Continuei andando e tudo que ouvia era meus próprios passos. Estava muito longe de casa quando me dei conta, estava muito próxima da floresta.

– Monstro! — eu pensei alto, me lembrando das palavras de Greg.
O que será que o machucou?

Fui tirada dos meus devaneios por um barulho vindo do meio das árvores, o barulho só ficava maior. E de repente, parou.

– Olá? — eu disse dando um passo á frente.

E o silêncio continuou, e por algum motivo eu decido ver de perto o que era. Nunca entrei naquela floresta sem o meu pai, ou sem ser a luz do dia, mas com certeza parecia mais sombria. As árvores pareciam mais altas do que nunca, e eu sentia um cheiro doce, como de perfume.

Sara.– eu conhecia aquela voz, é claro que sim, mas não poderia ser.

– Pai? — eu estava assustada, mas grande parte do meu coração queria ele de volta, então estava mais animada do que com medo.

Vá embora, corra!– a voz parecia apavorada, realmente apavorada.

– Porque? O que tem de errado com essa floresta?

Não é a floresta Sara, mas precisa ir agora!– foi quando comecei a ouvir um barulho vindo do meio das arvores, e algo saltou sobre mim.

Notas finais
Espero que tenham gostado, prometo o próximo capitulo em breve e espero comentários... Beijos!