Lógico que, em algum momento, a velha temida da humanidade, a tia Vera iria dar as caras até conseguir arrancar de mim alguma verdade. E conseguiu.

A coisa realmente veio à tona quando, após dias vendo o sorriso no rosto dele murchar, tomei coragem e fui até ele perguntando se poderíamos tomar um café lá em casa. Ele negou, a princípio, alegando ter compromisso. Acabei insistindo. perguntando o que seria mais importante que tomar um café e tocar o amado piano dele.

A resposta veio simples e direta:

— Poder viver feliz, sem que isso assuste as pessoas à minha volta.