Retornei para casa pensativo aquela tarde. Do meu lado, o guri que, a primeira vez que vi, parecia coberto por um sacaputo, estava radiante. O escuro de seus dentes começavam a sumir, seu cabelo até o ombro não parecia mais um ninho de rato, mas seu sorriso, como se a vida fosse um grande girassol, esse não mudava nunca.

As palavras da minha tia bateram fundo, mas não podia dar o braço a torcer. Tanto que, ao nos despedirmos, senti que ele esperou por um convite para ficar… E eu não o fiz.

Só para, segundos depois, chorar feito bebê.