— Eu não consigo enjoar do som… — comentou ele, no meu apartamento, após mais uma sessão de piano terminada. De onde ele tirava forças para isso depois de um dia de proletário, realmente não sei — Tu gosta?

— Quase um mês ouvindo, né? Uma hora ia me acostumar — brinquei. Mas foi só ele sorrir de volta que quis arranjar um vicário para meu lugar.

— Eu já vou indo, então…

— Espera! — exclamei igual uma adolescente — Tá a fim… de uma noite de pizza?

Me encarou.

— Nós dois?

— E minha cadeira e pensamentos intrusivos — precisei brincar para relaxar os ombros.

Ele riu.

— Beleza então!