Ao invés de fazer um sintagma de perguntas intermináveis, foi até a cozinha e trouxe de lá uma xícara com um café recém passado. Tinha nos lábios um sorriso tão verdadeiro que me lembrou uma criança trazendo uma obra de arte para o pai ver.

— Pros dias ruins, nada melhor, né? — comentou.

Acabei sorrindo de volta.

— É… acho que sim — desviei a conversa — Espero que esteja inspirado hoje. Quero ouvir o que esses dedos mágicos fazendo milagres naquele piano hoje!

— E… tu não te animaria em tocar comigo? — a pergunta realmente me pegou de sopetão — Assim, tu também fará milagres.