Déjà vécu
1 Capitulo Único
Notas iniciais
Eu amo a Minha mulher... eu amo, a minha mulher, e nunca mais me deixem esquecer isso... nunca mais. Eu nunca imaginaria, que ficar sem ela seria tão insuportável, tão fora de ar, com um ar tão irrespirável.como falar?... nunca fui aquele cara grudento, nem sou de demonstrar meus sentimentos na frente dos outros, talvez por vergonha ou preguiça... até mesmo por querer evitar "diz que me disse", Mais eu nunca deixei de amar minha mulher, sim nós brigamos, e é disso que tenho medo, apesar dela achar que é besteira, é um trauma meu...
Um trauma...
Foi a três ano atrás, em uma das semanas de Março. Eu e ela estávamos brigado ah alguns dias, era cedo, olhei no relógiotinha acabo de da13:30. Ah quantidadede tempo da nossa convivência, eu teria mal acostumado ela a sair da cama tarde. Mais ao contrário de mim ela não estava dormindo, não, ela estava terminando de ler uns dos meus livros -aqueles que eu tenho e nem sequer sei a História- e ela, quando lê tem o habito de ler mexendo os lábios e acabar por emitir sons, aquilo geralmente não me irritava, na verdade eu até admirava mais naquela hora me irritou e bastante. Eu nem sequer fiz questão de levantar minha cabeça, simplesmente tava pronto para agredi-la
Shikamaru: Temari, cala a boa- falei irritado
Temari: não estou falando nada- retrucou para mim de maneira passiva
Shikamaru: mais tá fazendo esse barulho chato com a boca- eu virei para olha-la
Temari: ultimamente você tem achado tudo chato em mim, então uma coisa a mais, uma a menos... — disse ela folheando outra pagina do livro, eu me calei, e a olhei lendo o livro, dessa vez cochichando as palavras, parecendo que só para me irritar, eu me virei para o lado e coloquei o travesseiro na minha cabeça. Um provável minuto passou, e o telefone tocou, estava realmente irritado, peguei o telefone e o joguei na parede, e depois de alguns segundo eu olhei a linda porcaria que acabara de ter feito
Temari: Troglodita, poderia se importante — olhou nervosa para mim
Shikamaru: também poderia ser alguém que lesse em silêncio- retruquei o mesmo ton
Temari: sério? sério mesmo?- agora eu realmente havia cutucado Temari com vara curta- Você vai morrer falando isso agora? Não tem nada mais importante da vida? não né. eu esqueci- gritou comigo
Shikamaru: ah desculpa. Eu esqueci que trabalhar que nem uma mula não é nada!- gritei com ela ao mesmo modo — eu que deveria estar falando isso para aquela que estoura os cartões de credito
Temari: eu não faço nada agora? você acha que o que eu fico brincando o dia todo naquela joça de escritório?- ela já me olhava pesado
Shikamaru: não, você tem uma utilidade, estourar meus cartões — disse passivo, só para irrita-la, ela chegou bem pertinho de mim e falou
Temari: não esquece que as 17:00 nós vamos sair... espero que até lá você esteja vivo- ela levantou com o livro na mão e chegou na porta, parou por um momento e olhou para mim — BOM DIA PRA VOCÊ TAMBÉM SHIKAMARU!!- gritou realmente, realmente nervosa depois disso jogou o livro que estava em sua mão em mim, e realmente por muito pouco meu nariz saiu vivo dessa
Shikamaru: Obrigado... problemática- falei sozinho em um tonirônico, olhando para a Grossura do livro — Poeta da noite? mais que merda é essa?... isso é meu?
É. Nós iríamos sair, iríamos nós encontrar com alguns amigos. Só aqueles que conhecemos a vários anos, Lá estava um lugar bem agradável todo mundo conversando jogando conversa fora, assunto vem assunto vai e eis que ouço um jovem amigo muito desgraçado comentado
Naruto: [...]Certo, mais foi logo no mesmo quem que o Shikamaru quebrou o piano da Temari, não foi? — eu o olhei da forma mais assustadora o possível eu queria matar o Naruto, mas eu garanto que todo aquele ódio que estava sentido não foi maior que o ódio que Temari sentiu por mim, ela me olhava horripilante mente
Temari: quebrou... o meu piano?- ela falou pausadamente com o olhar cínico
Shikamaru: coisa pouco- tentei não olha-la nos olhos — quase nada
Temari: ah claro — disse irônica — pouco quanto?
Shikamaru: uma, ou duas cordas... — não quis olha-la nos olhos
Temari: Quantas cordas Shikamaru?- ela aumentou o ton da voz
Shiakamru: sete... — disse baixo não a olhando
Temari: sete?- perguntou escandalosa
Hinata: pa-parem! vamos pedir sobremesa, em? que tal — disse a nossa amiga Hinata, já estava corada com a situação
Gaara: ela tá certa, vamos parem vocês dois- disse calmo e passivo
Ino: isso mesmo! -disse já empolgada- Afinal, vocês já estão quites! lembra quando quebrou o farol do carro do Shika-kun, lembra Tema-chan?
Eu não estava certo em quebrar 7 cordas do piano de Temari, mais quebrar o farol do meu bebê tava certo?
Temari: Ino você vai perder sua vida — sussurrou
Shikamaru: e ainda se acha no direito de brigar comigo?
Temari: mais é óbvio, olha a comparação, um carro e um piano!
Shikamaru: é mesmo, qual é mais caro?- disse irônico
Temari: vem com essa não que o concerto ficaria a mesma coisa! -falou irritada!
Shikamaru: olha... eu não vou brigar com você aqui ok? então peça logo a sobremesa — disse tentando ficar calmo
Temari: não! capaz que eu rasgue ocardápio- sorriu elairônicapra mim — afinal eu acabo com tudo mesmo né?
Depois disso, voltamos ao "normal" comemos conversamos e depois voltamos para o carro para ir para casa.
Eu não queria nada, soltei o meu cabelo, pelo visto aquela briga duraria mais alguns meses, eu liguei o carro, o caminho para casa demoraria um pouco. Nós estávamos em silencio, deixaríamos para gritar um com o outro em casa, E foi assim que aconteceu, Eu havia me esquecido totalmente da Gasolina, já estava na reserva, mais eu queria deixar para encher depois, porém eu só conseguir encostar o carro, e ficamos sem gasolina.
Shikamaru:problemático...- passei a mão no cabelo
Temari: Sério? — ele colocou a mão na testa- sério mesmo? sem gasolina?- ele me encarava, como dizia: você é estúpido?- você é estúpido?
Shikamaru: Ai, Ai, Ai eu esqueci, Tá legal?!- eu não tinha esquecido de fato
Temari: Você provavelmente lembrou sim! Só achou problemático colocar gasolina antes
Shikamaru: e se achei?- gritei com ela irritado- qual seria o problema?
Temari: o problema é que estamos parados aqui agora!- gritou comigo- você acha que o que Gasolina nasce magicamente no tanque?- ela me encarou séria, eu não respondi... ela tava certa... eu deveria ter colocado a gasolina- tá certo eu vou lá buscar- ela destravou as portas
Shikamaru: Tá louca?- travei as portas- vai assim? a esse horário? tá afim de ser estuprada?- a encarei com razão
Temari: ao menos alguém tentaria algo comigo- ela encarou a janela com o canto do olho dizendo aquelas palavras com Ironia,
Eu teria respondido aquilo, aquela, aquela, aquela tarada é quem tava me evitando! Mas fui cortado pelo som de uma Buzina, e som do asfalto sendo cortado pela borracha de 8 pneus de um caminhão, ele estava na contra mão e vindo em nossa direção. Temari pegou a minha mão e eu a respondi do mesmo modo, ela me olhou assustada, e eu me encontrava na mesma situação, depois disso fechamos os olhos lentamente e sentimos o impacto
Não doeu...
Na verdade, doeu tanto... que a dor parecia normal
Sabe quando você sente tanto frio, que nem sente mais frio?
foi.... assim...
Eu abri meu olhos, e procurei a Temari ao meu lado, ela não estava lá, eu não estava numa cama de casal e foi ai que me lembrei do acidente, eu procurei alguém pelo quarto, e encontrei minha mãe olhando pela janela
Shikamaru: mãe...- ela olhou para mim, enxugou as supostas lágrimas que havia em seu rosto se sorriu
Yoshino: meu filho!- saiu correndo e meu abraçou, eu queria abraça-la de volta mais eu não consegui, acho que estava cansado demais
Shikamaru: mãe... tá tudo bem? cadê a Temari?- disse no ouvido dela, minha voz não permitia falar mais alto
Yoshino: Meu filho! Meu filho! fica aqui que eu vou chamar um medico- saiu ela correndo
Shikamaru: Claro que não... pretendo sair correndo daqui — tentei serirônico, mais estava realmente ruim
Depois disso eu fiz alguns exames, eu não conseguia mexer boa parte do meu corpo, mais o que tava me deixando realmente irritado é o fato de ninguém me falar nada sobre a Temari, Queria saber os estado da minha mulher, mais parecia que todo mundo trocava de assunto quando eu perguntava, uma conhecida minha entrou no quarto ao lado da minha mãe, sorriu, afinal eu estava "bem"
Sakura: Hey cara! eu sabia que você era duro na queda!
Shikamaru: na queda? foi na batida!- falei irônico
Sakura: ah doçura bijusinho! para de fazer graça e descanse
Yoshino: Doutora, a situação do meu filho!
Sakura: Dona Yoshino, Shikamaru vocês terão que ser forte... — ela olhava para minha mãe com seriedade, eu já tinha ideia do que tava acontecendo então dei o meu palpite
Shikamaru: ficarei sem as minhas pernas certo?- falei passivo, já esperava isso. Sakura suspirou
Sakura: sim... mais não só sem suas pernas... você Tetraplégico Shikamaru — minha primeira reação foi olhar para os meu braços, tentado os fazer se mexerem a qualquer custo, enquanto ouvia minha mãe entrar em desespero
Yoshino: não é possível Sakura, você é medica! tem que saber algo para ajuda-lo!! — gritava com a Pobre Medica
Sakura: podemos tentar Quimioterapia, mais nada garantido. Por favor Senhorita Nara, acalme-se!
Shikamaru: mãe, fique mais calma por favor — eu que estava nesse estado, estava menos desesperado que ela- como esta a Temari, Sakura? — ele se calou, e isso me deixou ainda mais apreensivo- Sakura... como esta ela?
Yoshino: filho...
Sakura: Shikamaru, eu sinto muito mas...
Shikamaru: mas??- aquela noticia realmente me pegou de surpresa
Sakura: ela... morreu, já faz 2 anos... eu sinto muito
Meu mundo tinhacaído! eu virei minha cabeça para o lado da janela, e dos meu olhos escorreram lágrimas impossíveisde se conter
Shikamaru: a culpa foi minha...
Sakura: não cara!! não se culpe! nenhum dos dois tem culpa- disse ela já em cima de mim tentando me acalmar
Yoshino: Shikamaru, você não tem culpa de nada! a culpa é daquele caminhoneiro maldito! não se culpe querido!- ela estava sentando na cama acariciando meus cabelos soltos
Shikamaru: me deixe sozinho... por favor- assim que meu dito, ela se levantaram Sakura abriu a porta para a minha mãe, assim a mesma saindo
Sakura: não é culpa dela, não é culpa sua, tente por isso na sua cabeça. — falando isso dela deixou a sala
Mas não ia adiantar, eu iria me culpar pelo resto da minhaexistência, afinal, custava eu colocar um pouco de gasolina no carro?
O que custava eu ter feito tal coisa quando ela pediu? o que custava deixar ela ler em paz? o que custava eu ter dito desculpa? O que custava eu dizer que a amo? o que significava aquela briga afinal? Ela morreu, Meu corpo também, e parte da minha vivencia foi com ela. O que é uma pessoa com só meio coração? O que é uma pessoa que não quer mais viver?
...
Yoshino: Bom dia Filho- disse abrindo a janelas do quarto me deixando cego
Shikamaru: que horas são
Yoshino: a não vem seu preguiçoso! hoje já te deixei dormir até tarde- choraminguei- Queisso rapá! um homem desse tamanho choramingando desse jeito? Vou chamar seu pai, ai seis tomam banho beleza?
Shikamaru: prefiro passar o dia na cama, não posso?- olhei com um olha piedoso para ela
Yoshino: não. tá parecendo uma criança — disse ela saindo do meu quarto
eu fui tomar banho com a ajuda do meu pai, sabe isso não é uma coisa muito agradável, você ao auge do seu 26 anos de idade tomando banho com ajuda do seu pai. tudo bem, ele já trocou as minhas fraldas quando menor, eu acho... assim que estava pronto ele me desceu pela as escadas e me colocou na cadeira
Shikamaru: eu quero ir para a piscina.- me pronunciei
Shikaku: mais na piscina é um pouco perigoso- olhou para a mãe
Shikamaru: eu quero ir para a piscina — insisti como uma criança mimada
Yushino: tudo bem, é só trava as rodas — minha mãe me levou para fora, e me colocou a uns 2 metros da piscina e me deixou lá Sozinho
Como de habito, quando eu estava sozinho eu pensava e me culpava pela morte da Temari, mais só para quebrar o "barato" da minha depressão começou a garoar, eu acho que meus pais não haviam percebidos, e como em uma atitude não pensada eu tentei sair de lá sozinho, não tão em vão, porque eu consegui jogar minha mão para o lado, eu estranhei e tentei aquela atitude de novo, mais aquilo acabou por destravar as minhas rodas, eu desci até a beira da piscina caindo na agua, sem poder me mexer, sem poder relutar, sem poder me debater, sem poder respirar, sentindo a agua entrando no meu pulmão buscando por ar em vão, só olhando a minha morte.
Sentindo um movimento no meu ombro eu abri os olhos, era o meu quarto, mais não qualquer quarto, era o de casado, o quarto que antes dividia com a minha mulher, eu olhei norelógio13:31 me virei para o lado, e me deparei com a minha mulher me encarando assustada com um livro na mão
Temari: Tava se mexendo tanto... parecia que estava... morrendo...- eu não pode acreditar, será que é isso que acontece quando morremos? voltamos até o ponto que erramos para poder acertar? será que eu já tinha morrido antes?e se eu vou morrer novamente? não vou deixar que seja da mesma maneira!
Shikamaru: mais eu morri, eu morri sim! — subi em cima da minha mulher ecomeceia beija-la delicadamente- Me desculpe, me desculpe, me desculpe, por favor, não me abandone de novo, eu te amo tanto! te amo tanto! taanto! não me deixe, eu te imploro! Me desculpe por... eu nem lembro mais, mais me desculpe!- dizia a beijando carinhosamente
Temari: mais, porque eu iria te abandonar? que bicho te mordeu?- coloquei meu dedo em cima dos lábios dela
Shikamaru: diga que me perdoa e que jamais me abandonaria- olhei serio para ela, ela me olhouindignada- fala!- persisti
Temari: Tá, tá certo! eu te perdoo, e jamais, jamais te abandonaria — depois disso ela deu um beijinho em meu nariz — agora me diz o que aconteceu com você?- eu sai de cima dela e me sentei na cama aliviado, Dei um suspiro e respondi
Shikamaru:Déjà Vécu
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