Défi Nouti
10 Prisão
Notas iniciais
Após o encontro na faculdade, o “casal Kira” foi para a casa da Misa onde tomaram banho (separados, para a decepção da garota) e se arrumaram para a festa que iriam de noite.
– É hoje que aquele detetive maligno será eliminado e enfim me tornarei o deus de um mundo mais justo.
– É claro que sim, e farei o meu melhor para descobrir o nome dele. Coloquei minha melhor roupa, meu perfume mais cheiroso e minha lingerie mais sedutora para esse momento.
– Eu sei que você conseguirá.
Os dois ficaram conversando sobre seus planos sobre o futuro sem o L e sem criminosos até ficar escuro, quando então voltaram para a universidade. Chegaram ao centro acadêmico, e dali, partiram para um pequeno ginásio de esportes, onde vários jovens conversavam, dançavam ao som de um DJ e alguns bebiam, quando então, viram o L chegando, que logo se aproximou do casal.
– Olá amigos, fico feliz que vieram – saudou o detetive.
– Nós que agradecemos pelo convite. Eu estou com a perna machucada e a Misa quer dançar, faz esse favor para mim? – pediu Raito.
– Será uma honra.
L estendeu a mão para a garota e a levou para a pista de dança. Dançaram uma música eletrônica rápida, mas em seguida, o DJ trocou por uma música lenta e romântica, quando os dois ficaram bem juntos e também puderam conversar melhor.
– Se não for muita indiscrição minha, como você e o Yagami começaram a namorar?
– Nós estudamos juntos o colegial todo, mas só no último ano começamos a ter mas amizade e então ele me pediu em namoro.
– Normal. Mas como está a relação de vocês, soube que você está bastante ocupada como modelo e atriz e o seu namorado está começando como membro de um grupo de pesquisa aqui da faculdade, vocês tem tempo um para o outro ou só trocam nomes, quer dizer, mensagens pelo celular?
– Bom, eu amo o Raito, mas as vezes ele é muito frio...
– Seja paciente, gênios são assim mesmo.
– Às vezes tenho vontade de uma relação mais quente, se é que me entende.
Ao falar, ela encosta mais no L, seus seios tocando o tronco do detetive assim como os seus quadris, fazendo com que o detetive sentisse o seu intenso calor, apesar de suas peles estarem separadas pelas roupas que usavam. Porém, esse momento foi interrompido por um som que vinha de perto do bar.
– VIRA VIRA VIRA – um coro de estudantes gritava.
– Caramba, estão virando! – surpreende-se L, que corre em direção à aglomeração de jovens e deixa Misa sozinha.
Os jovens universitários estavam brincando de beber rapidamente canecas e garrafas com uma bebida vermelha e misteriosa.
– O que vocês estão bebendo? – perguntou L.
– Calda de morango. Estamos apostando quem bebe mais em menos de um minuto – respondeu um dos estudantes.
– Amadores. Vejam o que um profissional faz – Lawliet estalou os dedos, e rapidamente, Watari trouxe uma mala, que foi prontamente aberta pelo L, onde todos puderam ver várias garrafas.
– Xarope de glicose, amido de milho, calda de chocolate, melado, leite condensado e mel. – L anunciava os ingredientes enquanto misturava tudo em uma caneca de um litro.
– VIRA VIRA VIRA – a plateia vibrava.
O detetive bebeu todo o líquido rapidamente, sob o aplauso de todos. Ele nem quis saber qual seria a recompensa, voltou à companhia da Misa.
– Nossa, você ficou muito sexy bebendo aquelas coisas açucaradas em segundos e quase se engasgando.
– Obrigado. Nossa, estou tonto.
– Tadinho – a loira acariciou os cabelos do rapaz – você pode descansar na minha casa, é bem pertinho daqui, dá até pra ir andando.
– Não precisa, meu mordomo me leva pra casa.
– Que pena, tenho uma lata de chantilly, mas como eu não como doces, acho que vai acabar estragando...
– Tá bom, vamos lá.
Eles saíram do ginásio, enquanto Raito os olhava maliciosamente, tendo certeza de que nessa noite, finalmente descobriria o nome verdadeiro do agente L e vence-lo de uma vez por todas.
– Finalmente tudo vai acabar!
– É hoje que a jiripoca vai piar há há há.
O casal caminhou por cerca de meia hora até chegar à casa da Misa. No caminho, L fez várias perguntas sobre o relacionamento dela com o Raito, procurando saber se ela tinha conhecimento de que o seu namorado era o Kira, e se a mesma tinha alguma participação nos assassinatos.
– Chegamos. Pode entrar e fique a vontade – falou Misa enquanto abria a porta da sua casa.
– Obrigado – L entrou e sentou de cócoras no sofá.
Misa foi até a cozinha e voltou com uma lata de chantilly.
– Me dá me dá me dá – pedia L desesperado.
– Vem pegar.
A loirinha tirou seu vestido, ficando apenas uma calcinha preta minúscula e rendada da Vitória’s Secret e espalhou o chantilly por todo o seu corpo. O detetive não resistiu e começou a lambê-la.
– Isso, continua, tá tão gostoso – sussurrava a loirinha.
– Tem razão, esse é o melhor chantilly que já provei.
– Vai, me lambe todinha...desculpe, não sei o seu nome.
– Leo Leonard.
– Isso Leonard, me lambe todinha.
O L continuou seu serviço. Sempre que acabava o chantilly em seu corpo, a garota passava mais, até que a lata chegou ao fim.
– Acabou o chantilly. Espero que tenha gostado – disse Misa.
– Adorei. Agora tenho que voltar pra festa, já devem estar sentindo minha falta.
– Você estava com tonteira, está melhor agora?
– Um pouco, mas estou com muita sede.
– Quer um copo d’água?
– Não obrigado, vou tomar um refrigerante no caminho.
Eles se despediram e o rapaz foi embora. Misa parou por uns instantes pra pensar no que havia acontecido. Ela tinha relutado em aceitar participar do plano do seu namorado de seduzir o detetive, mas tinha que admitir que o que aconteceu foi bastante prazeroso, e que estava devendo isso a si mesma. Se recompôs e foi procurar o seu celular porém não o encontrou.
– Droga, onde foi parar o meu celular? Preciso ligar pro Raito e contar o nome verdadeiro do L, o que vou fazer agora?
Misa fica inquieta. Pensou em voltar para a festa, mas não tinha certeza se ele ainda estava lá ou se já havia voltado pra casa. Também existia a opção de esperar o dia seguinte para encontrar com ele, mas ela sabia que o L estava caçando o Kira, e talvez uma noite fosse tempo suficiente para ele ser preso.
A modelo resolveu ir até a casa do seu namorado. Chamou por ele, porém sua cunhada informou que ele ainda não havia chegado da festa, então ela simplesmente sentou na calçada e pôs-se a esperar.
Raito estava na festa, ansioso esperando uma ligação da Misa dizendo se conseguiu ou não descobrir o nome do L. Quando ele viu o detetive chegar, foi logo ao seu encontro.
– Oi, onde está a Misa?
– Eu estava passando mal, então ela me ofereceu sua casa para descansar. Depois que eu me recuperei, voltei para cá mas ela preferiu ficar em casa.
– Ela deve ter ficado muito cansada.
– Obrigado!
O Kira saiu correndo até chegar à casa da sua namorada. Entrou pelo portão e chegou até a varanda, mas percebeu que a porta da sala se encontrava trancada e com todas as luzes apagadas.
– Droga, ela não está em casa, e também não atende o celular.
– O que vai fazer agora?
– Vou correr muito até chegar em casa, lá eu consigo pensar melhor no que fazer.
Raito tirou o paletó que usava, e sem perceber, deixou cair o Death Note. Correu como o vento, e para sua surpresa, encontrou a Misa sentada na calçada em frente á sua casa.
– Oi amor! – a loirinha o abraçou.
– Oi. E aí, conseguiu o nome do L?
– Consegui. O nome dele é Leo Leonard.
– Ótimo. Agora vou entrar, e amanhã você terá a notícia da morte daquele ser maligno – Raito correu para dentro do seu quarto, enquanto Misa pegou um táxi para voltar pra casa.
Ao entrar em casa, Yagami foi pegar o seu caderno, entretanto não o encontrou.
– Que droga, perdi o Défi Nouti, será onde ele está?
– Eu é que vou saber?
– Vou refazer todos os caminhos que fiz hoje. Vamos ver, casa, faculdade, casa da Misa, faculdade de novo, casa da Misa novamente e casa.
– São tantos lugares, vai ser difícil.
– Tenho que começar por algum lugar, então acho que vou para a faculdade.
Raito correu para voltar à universidade, mas quando havia acabado se sair pela porta da sua casa, foi rendido por vários policiais.
– Parado, você está preso – anunciou um dos policiais.
– Preso? Como assim? – surpreendeu-se Raito.
– Você tem direito de ficar calado, de dar um telefonema e a um biscoito no café da manhã.
Os policiais o colocaram na viatura e então, o levaram para uma carceragem. Ele foi colocado em uma sela onde ficou sozinho por cerca de duas horas, até que recebeu a visita da equipe de investigação do caso Kira.
– Me soltem, eu não sou o Kira – dizia Raito.
– Mas nós não falamos nada sobre o Kira – exclamou L.
– Ah...é que eu to vendo o meu pai ali, e é o único caso que ele está investigando no momento – pensou rápido o detento.
– Filho, eu pessoalmente não acredito que você seja o Kira, mas tenho que admitir que muitas evidências apontam para você. Estou fazendo o meu papel como policial mantendo-o preso, e quando você for a julgamento, a verdade será revelada. – discursou Yagami com tristeza.
– Bom Raito, tenho noventa e nove vírgula novecentos e setenta e dois por cento de certeza de que você é o Kira. Porém, se você confessar, sua pena poderá ser reduzida. – propôs L.
– Eu nunca vou confessar que sou o Kira – falou Raito.
– Fico curioso em saber como o Kira consegue matar mesmo à distância, você poderia me dizer como faz?
– Eu não sei.
Sem obter respostas mais conclusivas, todos deixaram o local e foram à sala de reuniões para concluir o inquérito e manda-lo à justiça. Todos ficaram analisando e discutindo documentos, porém L estava vidrado olhando para o monitor que mostrava o que estava acontecendo na cela em que Raito estava preso, buscando alguma coisa que pudesse revelar como o Kira agia. E quanto à suspeita de que Misa Amane sabia e participava dos assassinatos, L não tinha ainda uma conclusão, era possível que participasse, mas não tinha evidencias suficientes para uma prisão preventiva, então, se concentraria na prisão do Raito naquele momento. Decidiu então que, se quisesse mais informações, pediria mais chantilly a ela, mas isso fica pra outro dia.
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