Dynamo - Abrigo na Floresta
2 Dynamo - Sussuros no escuro
Notas iniciais
Capella se encontra na pior das situações para uma nobre, mas o que a preocupa não é o fato de que vai tentar sobreviver com poucos recursos , numa casa desconhecida , e longe da família...O que a preocupa é a criatura...
Capella deitou exausta na cama empoeirada, a janela molhada , e o barulho da chuva a deixaram confortável o suficiente para cair no sono ali mesmo...
Sonhou com um corredor enorme , e brilhante, com colunas de ouro, mas vazio... No final do corredor havia uma escada para baixo, imediatamente ao descer...O clima mudou para um corredor escuro, com um homem negro a esperando no final...Capella acordou bruscamente com um barulho de algo sendo derrubado no porão. –(Deve haver mais material lá em baixo...Quem sabe algo para comer...)- Pensou ela antes de tentar abrir a porta...Estava trancada, os barulhos pararam assim que ela encostou na maçaneta da pequena porta de madeira, ela começou a procurar pela chave e acabou encontrando a chave de um pequeno armário, que estava na sala.Depois de abrir o armário e se deparar com um rato enorme, que saiu correndo dali, ela conseguiu encontrar um lampião à querosene, que estava cheio, e a chave do porão. – Talvez isso seja sorte... — Ela disse para si mesma, mas ela particularmente, estava evitando falar consigo mesma, pois imaginava que isso era coisa de loucos!Ela abriu a portinha com muito cuidado, e iluminou o caminho à sua frente, a escada era bem pequena, e o porão não era muito para o fundo, ela imaginou que o barulho fosse causado pelos ratos, e que aquilo era uma dispensa.Ao colocar seus pés no assoalho, que era de madeira escura, ela conseguiu ver uma pequena luz de uma janela superior, mas a janela era muito pequena e não estava coberta, nem por panos e nem por vidro, deixando livre a entrada de animais , mas pelo tamanho, nem uma criança passaria por ali...À medida que avançava, ela via mais e mais objetos pessoais deixados para trás, retratos e pinturas velhas, de uma mulher e um homem, e às vezes uma criança , que mais parecia filha de escravos pela cor da pele, ao fundo. Havia uma pequena bacia para tomar banho, com um pedaço de pano podre que deveria ser a toalha, havia vários panos perto da bacia, ela se aproximou e pegou um...Era uma camisola feminina da época, o outro era um vestido bem moderno para para a época, quase como uma roupa burguesa, mas o tecido era mais resistente e brilhante, uma camisola curta e clara, usada para as noites nupciais de um casal, entre outras roupas femininas. Ela continou andando, pelo caminho ela vou várias garrafas de vinho e barris de bebida, havia também vários caixotes lacrados.Ela chegou à uma parede, e para o lado esquerdo havia uma passagem, era a continuação do corredor, ao virar ela percebeu que a próxima parte do corredor era muito mais escura que a outra, mas havia um armário à sua frente...Então ela resolveu se aproximar para ver o que tinha ali...Ao se aproximar ela sentou um calafrio em seu corpo, algo gelado e escamoso tocou seus braços, e em um rápido movimento ela pareceu que estava presa por fortes braços escamosos, o lampião ainda brilhava. Uma voz masculina e séria, mas não parecia ameaçadora, e era uma voz jovem soou:–Quem é você? ...O que quer por aqui?... — O lampião jogado de lado mostrou a figura de um homem mulato, olhos verdes brilhavam do escuro, e sua expressão séria eram as únicas coisas que ela conseguiu ver.
Notas finais
Desculpem a demora
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