Dynamo - Abrigo na Floresta
7 Capítulo 7 - Convivência
Notas iniciais
Não choveu naquele dia, fazia menos de dois meses que estava ali, o outono se aproximava, ela precisava , de alguma forma, conseguir comida para o inverno, e para Basilisco também.
Ela abriu a porta do porão, se aproximou de Basilisco que dormia... Ela pegou uma capa no velho armário abandonado e colocou sobre a roupa cinza que ela estava vestindo.
Ela sabia que no outono, no reino, haviam feiras... e ela tinha o que vender e trocar, ela tinha algumas coisas um tanto preciosas deixadas pelos antigos donos daquela velha casa, trocaria por galinhas ou sementes, seria perfeito, ela se sentiu mal por deixar Basilisco , sabia que não ia voltar a tempo dele acordar mas... Ele poderia entender...
A feira estava agitada e ... BATATAS!
Elas cresciam bem no outono, e com sorte, sobreviveriam ao inverno. Não eram caras, trocou duas colheres de cobre puro por um saco médio delas, mas como as levaria de volta? de qualquer forma, pagaria uma caroça para a deixar ali perto da velha cabana, continuou andando, comprou uma galinha , de a cordo com o vendedor estava esperando ovos férteis, ela assim esperava pois trocou um pequeno brinco de ouro por ela.
Ela olhou um garoto estranho .. Desde dos cabelos à roupa ele estava de preto.
Depois de algumas horas ela decidiu não encomendar nenhuma carroça, ela arrastou o saco de batatas junto com ela enquanto as galinhas com as pernas atadas eram levadas pela outra mão, o esforço não importava, ela estava feliz que não voltaria com mãos vazias.
Entrou apressada na casa e jogou aa batatas de um lado, correu para o pequeno galinheiro que tinha logo atrás da casa, era velho e empoeirado, mas iria servir, ela levou tempos para conseguir soltar as galinhas ali e depois sair, pois ela estava com medo de sair bicada, depois disso ela entrou na casa e se jogou no sofá duro de madeira e suspirou.
Mas ela ouviu Basilisco que estava com uma voz irritada:
— EU ESTOU TE OUVINDO AÍ EM CIMA! — Ele gritou, havia algo na sua voz...Não era só irritação. Ela desceu, apressada, e preocupada, com a lanterna em mãos, Basilisco tentou virar o rosto quando a viu, Capella se aproximou, o rosto dele parecia inchado.
— Estava chorando? — Ela perguntou rindo , mas ele se irritou.
—NÃO ! Por que eu estaria? — Ele virou de costas -Ela colocou o lampião em uma estante um tanto alta, o porão ficou muito mais iluminado. Ela sorriu.
Basilisco estava incomodado, imaginar que ficaria sozinho de novo era algo que o pertubava muito mais que a fome.
—Então ...Por que estava chorando? — Ela murmurou de forma séria.Ele viu que não adiantava mentir , ele demorou para responder, mas começou a ceder e a chorar de novo.
Capella estranhava aquela cena, nunca tinha visto um homem chorar...Muito menos um da estatura de Basilisco... Ela tocou suas costas mesmo imaginando que talvez ele a batesse.
— E-eu a-acho que não aguentaria ficar sozinho de novo...E-eu não quero ficar de novo no escuro... — Capella hesitou várias vezes antes de abraça-lo, nunca tinha sentido a solidão por ser da nobreza...Mas ao mesmo , sabia que era algo sério, por fazer alguém tão forte quanto Basilisco chorar... Deve ser algo tão ruim quanto a morte...
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