Dust N Bones

7 Embaralhada


Notas iniciais
Na boa, preciso parar com essa de sumir G-G
Não tive motivos bons pra essa demora... me perdoem U.U

–Hey seu veado, eu to na porra da faixa de pedestre caralho! –berrei mostrando o bom e velho dedo médio quando um filho da puta quase passou com o carro por cima de mim.

Consultei o relógio, e vi que o mesmo marcava 10:30, é isso ai, não to tão atrasado assim, afinal de contas ninguém marcou um horário mesmo.

O dia tinha sido realmente interessante, descobri que tenho uma banda, que escrever musica é uma coisa difícil pra caralho, que criei uma estranha fixação por uma garota com uma vida quase tão fodida quanto a minha, e que Mary me acha a sedução em pessoa.

A rua estava como sempre, casais se agarrando recostados em arvores, drogados e bêbados caídos nas esquinas, algumas vadias a rodar a bolsa e fazer nojentas bolas com seus chicletes tutti futti, nada de mais.

Não demorou muito até que eu avistasse uma figura cabeluda em cima do muro mandando ver numa garrafa de qualquer coisa.

–Aê! –berrou o maluco ao me avistar –Pensei que a Miss Simpatia de Los Angeles não ia aparecer! Por que demorou tanto desgraça?!

–Nada de mais, pensei em trepar antes de vir –respondi dando de ombros

–Urgh! Muito obrigado, agora a imagem de um ruivo magrelo,feio e NU está na minha cabeça, senhor me ajude estou cego –dramatizou Slash pressionando a palma da mão contra os olhos.

–Vá se foder Hudson!

O maluco desceu do muro e esticou a garrafa em minha direção, tomei um gole e descobri que era whisky.

–Entra aqui, o resto ta lá dentro er... Sei lá que droga estão fazendo.

Assim que entramos dentro da casa, o cheiro forte de cigarro e álcool chegou as minhas narinas, a sala estava completamente atulhada de revistas, a maioria delas pornográficas, tocos de cigarro, garrafas vazias e embalagens de salgadinho.

No centro havia uma pequena mesa onde três marmanjos estavam jogando qualquer coisa com o baralho.

–Damas e Cavalheiros, larguem as drogas e a bebida por alguns segundos e vejam: A noiva chegou! –berrou Slash imitando um apresentador de circo.

–Aaah! Você é o... O... Porra Jeffrey qual é mesmo o nome dele? –perguntou o mais alto dando uma cotovelada no branquelo

–Axl – respondi esperando pacientemente aquela piada horrível aparecer.

–Esse nome é uma merda sabia? – comentou o outro com um sorriso besta.

–Cruzes, eu ia chutar algo como Bruce ou Patrick, mas foda-se, eu sou Michael,e esse outro com um sorriso idiota também é Michael, e os pais estão cada vez mais perdendo a criatividade pra nomes...

–Muito nome igual... Er, você fica Michael mesmo e o sorriso ali é Steven – disse dando de ombros.

–Por que eu sou Steven?

–Se tem alguém que tem um sorriso de tamanho igual ao do Steven Tyler é você amigo – falou Jeffrey embaralhando as cartas.

O fato é que quando eu falei Steven, pensei na coisa feia peluda e babona de mesmo nome, que Michelle insistia em dizer que era um cachorro...

— Faz sentido Steven... –concordou Michael — Ah, já ia me esquecendo, SLAAAAASH!

–Eu to aqui do seu lado caralho, pra que gritar?!

–Uuuh, foi mal, cara, acabou a cerveja – falou Michael virando uma lata de cerveja barata de ponta cabeça.

–Foda-se, levante essa bunda daí e vá pegar mais caralho.

–Que tal falarmos de negócios? –resmungou Jeffrey arrumando seus óculos imaginários – Viemos até aqui por um motivo certo?

–Não era só o rango grátis? –cochichou Steven com Michael de uma maneira que até surdos escutariam.

–O negocio é o seguinte –começou Slash se sentando no braço do sofá – Hoje a tarde, Jeffrey, a ruiva e eu, conhecemos um velhote o dono do... Sheb’s, eu acho, e o cara queria uma banda, eu modifiquei ligeiramente a verdade e disse que nós tínhamos uma banda e que nós iríamos tocar no bar dele...

–Espera ai... É um convite pra gente formar uma banda? –perguntou Michael procurando a felicidade no fundo da lata de cerveja.

–Basicamente...

Todos nós trocamos olhares rápidos e um tanto nervosos, por fim Steven quebrou o silencio.

–Na boa, é uma ótima idéia, eu não faço porra nenhuma com a minha vida, e o que temos a perder se tentar? Não é como se o velho nos marcasse se ferrássemos com tudo... Né?

–Você tem razão meu amigo, eu concordo, não temos nada a perder, Slash e Jeffrey na guitarra, Steven finge que toca bateria, eu sou o baixo, e a ruiva.... Canta? –perguntou Michael.

–É isso ai –falou Jeffrey me encarando – Certo ruiva?

–Ruiva é o cacete, mas foda se, pior do que ta não fica, eu canto –dei de ombros e peguei o ultimo pacote de salgadinho.

–É isso ai, a gente se vê amanhã na casa do Michael, e tentamos tocar pra ver o que vira. –falou Steven sorrindo e batucando na lateral das pernas.

–Eu já me sinto uma estrela, posso sentir o cheiro da fama! – riu Michael olhando pro céu – Sinceramente, eu só sinto cheiro de álcool e tabaco...

–Um anjo passou agora por nós e disse AMEM meu amigo ! –profetizou Slash rindo e praticamente enforcando Jeffrey em um abraço de morte.

–É isso ai gente, to indo pra casa, alguém aceita uma carona?! –perguntou Michael parando em frente a um plymouth fury branco.

–Onde diabos você conseguiu um carro? –perguntou Slash tirando o cabelo dos olhos pra poder ver melhor.

–Ah, sabe como é, um velhote que mora próximo de casa me emprestou – respondeu Michael polidamente.

–Seu ladrão filho da puta, essa merda não vai pifar no meio do caminho vai?! –berrou Steven abrindo a porta e se esparramando no banco de traz.

–Tá achando que eu rou.. pego emprestado porcaria?! –brincou Michael tentando parecer ofendido – E ai ruivinha, quer ir também?!

–Valeu, mas acho que vou andando mesmo, moro aqui perto – menti

Eles eram realmente legais, mas não sei se queria contar pro mundo que sou mais fodido do que pareço e tenho que morar num puteiro.

–Você provavelmente é o mais normal, entrar num carro pilotado pelo Michael sinceramente parece suicídio... –suspirou Jeffrey apaticamente sentando no banco da frente – A gente volta amanhã e...

–Amanhã é o caralho a gente volta hoje, já passou da meia noite! – falou Michael fazendo aquela piada ridícula sobre horários.

O maluco ligou o carro e saiu acelerado apertando incansavelmente aquela maldita e irritante buzina.

–É isso ai – falei me virando de costas pra Slash – A gente se vê mais tarde depois que eu conseguir acordar

–Tá certo então, vê se não atrasa amanhã filho da puta!

Não respondi, só me virei de costas e acenei.

O movimento nas ruas era praticamente o mesmo, com exceção de que agora havia um pouco mais de bêbados que antes(sim, me inclui no meio deles). De repente meus pensamentos voltaram alguns minutos no tempo e me vi novamente na sala de Slash, rindo, e planejando um “ensaio com a banda”, parando pra analisar parece até um capitulo de um livro: “Um bando de garotos bêbados decidem se unir pra formar uma banda, nenhum deles sabe o que vai acontecer, mas aquela estranha sensação de que será uma coisa realmente grande está dentro de cada um deles.” Isso soa incrível e ingênuo ao mesmo tempo, mas quem sou eu pra fazer uma previsão de sucesso ou fracasso? Vou dar o melhor de mim pra que as coisas saiam boas, ou que ao menos não saiam horríveis, e por alguma razão sinto que aqueles malucos farão o mesmo.

–Bom... Vamos esperar pra ver o que acontece – disse pra mim mesmo olhando pra todos os lados pra ver se nenhum outro idiota sobre rodas estava próximo.

Mudei o rumo de meus pensamentos, levando os até Christine. Diabos eu até agora não entendi por que faço tanta questão dessa garota! Pedi a Mary dinheiro pra comprá-la dizendo que não queria tocá-la... Mas eu fui sincero? Claro que não, eu simplesmente não me reconheceria se isso fosse verdade, eu quero tocá-la, quero saber como ela é, tentar entender se o motivo pelo qual me importo com ela é atração ou... Ou qualquer outra coisa.

Mas tem um problema... Eu simplesmente não me sinto bem com isso tudo, e parte da culpa, não, a culpa toda é da minha irmã. Seria odioso eu começar a ver na mulher que paguei exclusivamente pra sexo, o rosto da minha irmã. Mary é uma prostituta, mas transou comigo por vontade própria, então não tive esse problema.

Eu quero Christine, mas não assim...

Sem que me desse conta, já havia chegado em “casa”, pra falar a verdade até andei um pouco mais do que devia,tendo que voltar alguns passos pra poder ficar de frente com a porta, isso tudo foi devido ao meu mergulho profundo em pensamentos am... Desprezíveis.

E aqui estou eu mais uma vez passando de cabeça baixa até a escada, sentindo minhas tripas serem apertadas por um tipo arame só de pensar por poucos segundos em encontrar minha irmã er... Bem num momento delicado a “céu aberto”.

–Bill? Onde você esteve?! –perguntou Amy no topo da escada, e para meu espanto, completamente vestida.

–Desculpe mãe – respondi rindo e levantando os braços em sinal de paz – Estava brincando com os meus amiguinhos e perdi a hora da soneca.

–Rá-rá, primeiro sem sarcasmo, segundo, desde quando você tem amigos?! – o tom de voz dela indicava que ela realmente estava surpresa por causa dos “amigos”. Puta que pariu sou tão ruim assim?!

–Pois é, ainda existe gente maluca o suficiente pra me aturar, mas isso não importa, você ainda vai usar o quarto?

–Er... Não, acabei, por quê?

–Por nada, é só que vou conversar um pouco com Christine e ver como ela está, depois vou me afundar em algum travesseiro e sair de cena.

Dito isso comecei a caminhar em direção ao quarto de Christine, porem acabei parando no meio do caminho por que Amy me segurou pelo ombro.

–Irmãozinho, não é uma boa idéia você ir lá agora, tem gente pesada lá com ela

–O que... Eu não entendi – realmente eu não entendi porra nenhuma.

–Ué, Peter vendeu ela e parece que foi um cara bem importante que pegou – falou ela esfregando varias vezes o polegar contra o indicador como se quisesse dizer que o cara limpava a bunda com uma nota de cem.

Sem pensar, sem mesmo saber o que é que eu estava fazendo, me virei nos calcanhares e mudei minha rota para o quarto de Mary, abri a porta e encontrei-a sentada de maneira indiana na cama com um livro aberto nas mãos.

–Oi! Voltou rápido – Mary sorriu e me encarou, mas aos poucos o sorriso foi sumindo dando lugar a uma expressão que não pude decifrar bem o que queria dizer.

–Eu pensei que tínhamos um trato... –comecei falando calmamente – Pensei que se eu resolvesse o problema de você estar mal comida você ia me dar o dinheiro, porra Mary se não ia fazer isso por que diabos não disse logo de uma vez caralho?!

–WILLIAN! –gritou Amy aparecendo no quarto e fechando a porta – O que você quer dizer com isso, o que está acontecendo aqui?!

Uma sensação estranha começou a rastejar dentro de mim, me fazendo andar de um lado pro outro.

–Willian, o por que raios você entrou aqui?! Por que gritou aquelas coisas pra Mary?! Por que...

–Eu fiz o que prometi – sussurrou Mary levantando o rosto e me encarando com os olhos um pouco marejados – Eu fiz o que disse que faria, eu dei o dinheiro pro escroto, e ele fechou negocio comigo!

–Dinheiro? Do que vocês estão falan...

–É MENTIRA! Se fosse verdade não teria ninguém com ela agora! –gritei, sem entender por que, mesmo assim gritei, e senti a garganta começar a formigar por ter sido obrigada a isso tão de repente.

–Mas ela está falando a verdade...

Que maravilha, estou na porra do quarto da mãe Joana! Entrem curiosos do caralho, venham meter o nariz no assunto alheio. Okay, certo que o curioso se tratava do dono da espelunca, e isso dava a ele poder pra entrar e sair de onde e quando bem entender, mas...

–Peter, o que faz aqui e... Santo Deus, pra que essa arma! –disse Amy massageando as têmporas, numa tentativa frustrada de obrigar o cérebro a digerir tudo que estava acontecendo.

–Ouvi gritos, do tipo que não são comuns aqui, vocês vivem me criticando, mas eu me preocupo com a mínima segurança de vocês garotas, a arma serve pra algum tarado que tenha um fetiche meio anormal do tipo espancar exageradamente uma de vocês, e o tipo de gritos que escutei eram de discussão, e isso sempre precede uma tragédia –respondeu Peter com pose de salvador do mundo andando até a cômoda onde eu havia parado pra me apoiar, e depois de deixar o 38 em cima da mesma ele se voltou pra mim – Não pude evitar de escutar o que vocês falavam, e ela me deu o dinheiro moleque, ela pagou pela novata, ela estava paga e seria toda sua, porem... Você não estava aqui, fiquei completamente confuso com isso. Uma hora mais tarde, depois que eu já tinha conferido o dinheiro e guardado, um bom senhor bateu na porta do meu quarto, e adivinhe só, ele estava muito interessado na garota, disse que pagava bem, de fato ele dobrou o valor que Mary me deu, e como a mercadoria estava intacta, eu fechei um novo negocio.

Fiquei um minuto parado, olhando os dentes amarelos e tortos de Peter formarem um largo e desprezível sorriso. Minha cabeça latejava, uma única voz berrava em minha mente, ela me mandava acertar um bom soco no meio da boca dele, ela me mandava arrancar todos aqueles dentes amarelos do lugar, e eu não sabia se ia conseguir desobedecê-la.

–Nojento... Desprezível, desonesto, sujo, você não tem nenhum objetivo na vida, nenhum alem de juntar dinheiro, mais e mais, não respeita nem os tratos que faz dentro de seu próprio negocio... – falei fazendo um punho com a mão direita com força o suficiente pra fazer com que minhas unhas ferissem a palma de minha mão.

Peter me encarou ainda com o sorriso nojento no rosto, deu uma sonora risada e caminhou pra perto de Amy.

–Desonesto eu aceito de você, mas sujo, desprezível, e sem ambição nenhuma alem do dinheiro? Veja bem garoto, não sou eu que fico de braços cruzados enquanto a irmã literalmente se fode pra ganhar a vida e sustentar o vagabundo. Você dorme sob o mesmo teto onde sua irmã festeja com diversos cavalheiros, mais de um por vez dependendo da situação. Você come e vagabundeia pela rua, graças ao dinheiro da foda dela e eu sou sujo? Me diga se sua única ambição na vida não é a pilhagem do dinheiro fácil que extrai de sua querida irmãzinha o que é?!

–Já chega Peter! –berrou Amy – você já viu que está tudo em paz aqui, pode dar sair agora!

– Se eu fosse você diminuiria o tom querida... Se bem me lembro, você ainda tem algumas dividas, alguns meses que eu gentilmente aceitei pendurar o aluguel, alguns gastos que o seu querido irmão deu e que você não pode cobrir, os seus próprios gastos... Seu corpo me pertence até que todas essas pendências sejam resolvidas. Dessa vez eu perdôo, mas se você, prostitutazinha de merda dirigir a palavra a mim com o tom minimamente elevado, bem, não quero ser obrigado a responder o que vai acontecer.

As palavras daquele porco chegaram até mim como fortes golpes,me colocando num ponto morto... Acabei despertando quando o velho segurou o rosto de Amy com uma das mãos e vagarosamente começou a puxá-lo pra perto do seu.

A verdade é que eu não despertei por completo, só percebi o que tinha acontecido depois que um filete de sangue começou a escorrer do lado da cabeça de Peter por conta da coronhada que acabei dando nele.

Peter largou minha irmã e cambaleou para se apoiar na parede, seus olhos se arregalaram e sua respiração ficou pesada quando o clique seco do revolver sendo engatilhado se fez ouvir.

–Bill... Willian, não faz isso, não...

–Cala a boca Amy, cale essa maldita boca – disse sem desviar os olhos de Peter.

Como se não pudesse ficar melhor minhas mãos começaram a tremer e um pouco de suor brotou em minha testa.

O olhar espantado e assustado na cara do velho foi substituído por um sorriso amarelo.

–Atira... Pode atirar garoto, atire agora e prometo que seguro a porta de entrada do inferno pra você quando chegar a sua vez...

–Foda-se... Amy, sai logo desse quarto pega suas coisas e vamos sair daqui –falei ainda sem tirar os olhos do porco, observando minha irmã pelo canto dos olhos.

–Irmão... Não podemos... Se eu sair daqui eu... –respondeu Amy baixando a voz e sem sair do lugar

Peter engasgou tentando sufocar o riso

–Sair daqui?! Moleque você é mais idiota do que eu pensava, olha pra ela, olha pra sua irmãzinha querida... Ela não quer sair! Ela quer ficar, se ela sair, ela perde drogas, dinheiro, sexo, e não vai ser muito bem vinda nos outros lugares, sabe como essas madames ficam ouriçadas quando uma prostituta está por perto...

–Bill, eu...

–Não... Fique quieta mesmo, eu deveria saber que seria assim, não te culpo por isso, a merda fica novamente na minha conta... Só peço que me perdoe certo?

O grito agudo de minha irmã, misturado com a fala incompreensível de Mary foram abafados e silenciados pelo tiro do revolver.

O velhote gritava e apertava o lugar onde uma de suas orelhas costumava ficar. Do lado de fora do quarto, pessoas corriam, alguns homens xingavam enquanto saiam apressados do quarto.

–Achou mesmo que eu ia te matar? Não me sujaria assim... Pelo menos não com algo tão misericordioso como um tiro. A verdade é que esse buraco extra na orelha foi um erro de calculo, realmente não tenho a mira boa. –comentei sarcasticamente olhando pro sangue que escorria na camisa de Peter que cinco minutos antes era branca.

–Ora essa, seu grande... –começou o velho gemendo

–EU ESCOLHERIA MELHOR AS PALAVRAS – gritei de repente fazendo o velhote dar um pequeno pulo com o susto – Se já esqueceu ainda tenho uma arma carregada na mão, eu disse que não queria te matar, não falei nada sobre abrir alguns buracos no seu couro podre. Irmã... No momento não posso fazer nada, tenho que sair por um tempo, quando eu voltar vai ser pra te tirar daqui...

Ninguém abriu a boca para dizer nada, eu também não tinha mais nada a acrescentar, abri o tambor da arma e a descarreguei, em seguida sai do quarto batendo a porta.

Minha irmã não veio atrás de mim, e isso já tinha sido dolorosamente previsto, entrei no “meu quarto” peguei a mochila que já havia me acompanhado em algumas mudanças, coloquei o necessário dentro dela e sai daquele lugar.

–Axl? Que diabos você esta fazendo a... É impressão minha ou você está mais pálido que de costume? –perguntou Slash esfregando os olhos

–Não, eu devo estar meio pálido mesmo, atirar em alguém as vezes faz isso.

O cara deu um passo pra trás como se tivesse levado um soco e me mandou entrar.

Nos sentamos na sala e eu comecei a falar, contei tudo, desde o ultimo dia que passei na casa do Bailey até aquele momento.

–Puta que pariu, você tem uma vida bem animada... Acho que não posso fazer muita coisa alem de te deixar ficar aqui, bom, ao menos até a chefe da casa voltar, mas isso é outra historia –falou ele esticando os braços.

Não sei o que diabos deu em mim, mas simplesmente não consegui barrar as lagrimas que começaram a cair pelo meu rosto.

–Que diabos eu fiz de tão errado pras coisas acontecerem assim, perguntei olhando pro vazio- O que diabos eu...

Acabei me assustando e em seguida chorando mais ainda quando Slash me abraçou repentinamente.

–Hey, qual é, para com esse drama todo, você já ta ferrado até os ossos, pior do que isso não pode ficar, então a gente espera que as coisas melhorem...

Um tempo depois nos soltamos e comecei a secar nervosamente o rosto.

–Obrigado... Eu...

–Pode parar com essa conversa mole ruiva, não me peça pra bancar a terapeuta por que isso não esta no meu contrato, agora vem, vou arrumar um lugar pra você dormir. — interrompeu ele rindo e se apoiando no meu ombro.

Notas finais
É isso ai, não me alegrei muito com esse capitulo, esperei um montão pra poder fazer todos os 5 se encontrarem e queria algo do tipo WOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU, mas acho que saiu uuuuuh G-G (entenderam?Não? Deixa pra lá então)
O fato é que eu fiz um zilhão de versoes desse capitulo e não fiquei felizona com nenhuma delas, maaaaaaaas é isso ai...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.