Dust Angels
15 Cap. 15 - Heartbreak, heartbeats
Notas iniciais
Então, a música agora é Zero Percent, como eu disse ontem. E acho que esse capítulo tá bem no estilo "I... hate... you, kill everybody!", UAHSUASHUAH Adoro essa parte *-*
E... PÁRA TUDO (q), que eu acabei de ver que ganhei uma recomendação @______@ Adrenaline Earthquake, obrigaaaado ♥ Ficou linda e me deu um puta susto quando eu vi, não estava esperando. Valeu mesmo, fico muito feliz que a fic tenha te agradado assim :D *abraça*
Ok, espero que gostem ;)
Eles pararam em frente à casa de Dr. Death e tentaram agir normalmente.
— Ah, oi, vocês — Dr. Death os cumprimentou, ligeiramente surpreso. — Tá tudo bem?
— Tá, só viemos fazer uma visita — Fun Ghoul assegurou, dando um sorriso e o desmanchando assim que Dr. Death virou o rosto.
Eles fizeram algumas perguntas e comentários cordiais, até que Party Poison perguntou onde Stardust Rose e Invisible Star estavam, para ir cumprimentá-las. Todos, exceto Grace, foram para os fundos.
Viram a van imediatamente, e Show Pony surrupiou a chave sem demora. Assim que deram partida, porém, viram Dr. Death ir em direção à garagem. Party Poison não hesitou em acelerar e sair logo dali, deixando para trás um Dr. Death atônito.
— Poxa, era pra Grace distrair ele — o ruivo resmungou.
— Eu não a vi ali... — comentou Show Pony. — Mas ela deve ter tentado. Enganar o Dr. D. não é muito fácil.
Os outros assentiram e não disseram mais nada. A perspectiva do que estava por vir enchia suas mentes.
Conforme foram se aproximando de Battery City, a adrenalina em seus corpos aumentava. Show Pony desligou o rádio e o celular para não ser incomodado por Dr. Death, que tentava falar — ou, mais provavelmente, gritar — com eles o tempo todo.
Assim que adentraram a região da BL/ind, o clima agitado se apoderou de todos, parecendo que eles pulariam do veículo a qualquer momento e começariam a atirar. Esperaram, porém, e seguiram com o plano. Pararam em frente à base e Party Poison desceu, de frente para uma câmera; no mesmo local que Remote Heart destruíra da última vez, mas agora totalmente nova e funcional.
Party Poison deu um sorrisinho de escárnio para a câmera antes de atirar nela. Ele sabia que isso chegaria à Korse em um minuto.
Os outros desceram também e atiraram contra os Draculoids que guardavam a entrada; o que não esperavam era ver um Exterminator aparecer entre eles. De certa forma, o choque pela descoberta foi bom; entraram em um pânico momentâneo que os fez disparar desesperadamente, e um dos tiros acabou acertando o Exterminator em cheio.
Entreolharam-se e deram de ombros.
— Então tá, né — Fun Ghoul falou, e eles prosseguiram.
— Acho que depois da nossa última passada aqui ele decidiram reforçar a segurança — Show Pony disse. — Ainda não foi o bastante.
Entraram no salão onde, da outra vez, os Dust Angels foram atingidos e colocados para dormir. Fun Ghoul e Party Poison estremeceram levemente, mas continuaram firmes.
Eles se encostaram em um parede, podendo observar todos os lugares onde existiam portas ou corredores, inclusive a entrada de vidro por onde vieram e por onde podiam observar a van estacionada.
Aos poucos, Draculoids foram aparecendo, e eles passaram a lutar, sem sair do lugar. Não queriam se aprofundar na base; era só esperar que Korse aparecesse e se livrar dele ali mesmo antes de voltar para a van. Qualquer coisa além disso seria perigoso demais.
E a espera não estava sendo problema algum. Em meio aos Draculoids, os killjoys estavam aproveitando para destruir o local o máximo que pudessem.
Acabaram com as paredes, o piso, as luminárias, as câmeras, os vidros. Quase se esqueceram do porque estavam ali; a situação toda estava muito divertida.
Uma porta de elevador se abriu então, e Party Poison mirou automaticamente, esperando ver Korse sair. Os outros também se voltaram para lá, as rayguns preparadas; mas uma avalanche de pessoas desconhecidas se atropelando foi o que saiu do elevador.
Os killjoys olharam para eles, confusos. Eles estavam apavorados, vendo a destruição do lugar e os corpos dos Draculoids no chão.
— Quem são vocês? — Party Poison perguntou, atirando sem nem olhar um Draculoid que tentou pegá-lo de surpresa pelo lado.
— N-nós tra-trabalhamos... — uma mulher falou, ou tentou falar.
— Trabalham para a BLI?
— S-sim...
Os killjoys avaliaram os desconhecidos; roupas sociais, neutras, e crachás da BL/ind em todos.
— Só queremos ir embora, por favor não nos mate — um homem se adiantou, ao mesmo tempo em que a porta do elevador se abria novamente e mais uma leva de pessoas saía. — Não queremos ficar aqui no meio de uma luta, por favor...
— Tá, vão logo — Party Poison exclamou, exasperado.
Eles correram para a saída. Era impossível contar quantos eles eram, ainda mais na agitação em que estavam, mas era um número considerável. Se tivessem rayguns, poderiam fazer um estrago nos killjoys, e eles não puderam deixar de se sentirem apreensivos com a proximidade do grupo ao passarem por eles.
E, por fim, a apreensão não foi em vão. Do nada, uma arma foi disparada e acertou Fun Ghoul no ombro. Então tudo aconteceu muito rápido.
Fun Ghoul gritou de dor e se encostou na parede; Party Poison se jogou para frente dele, atirando contra tudo o que via; o grupo de trabalhadores da BLI entrou em pânico e passou a se empurrar e cotovelar para sair; e um rosto se destacou na multidão.
— O filho da mãe já tá aqui — Show Pony disse entredentes, vendo Korse usar as pessoas como escudo.
Party Poison não estava se importando com quem fosse matar para alcançar Korse. Disparava contra todos que apareciam em sua frente, sem mirar, só fazendo-os caírem como moscas. Quando finalmente faltava só mais um até que Korse fosse totalmente visível, algo o empurrou para o lado e o fez errar o tiro.
— Mas o q... GRACE?
A menina o lançou um olhar de desculpas e logo se pôs ao lado e meio atrás de Fun Ghoul, que a observou com os olhos arregalados. Remote Heart e Show Pony também não entendiam nada, mas ninguém tinha tempo para fazer perguntas agora. Eles deram um passo para frente, protegendo tanto a criança quanto Fun Ghoul, e Party Poison aproveitou o fato daquilo ter sido também um choque para Korse, que acabou deixando o último homem-escudo ir embora.
O ruivo atirou, mas Korse se recuperou rápido do choque e rolou para o lado. Remote Heart e Show Pony também atiravam, mas a velocidade do Exterminator era surpreendente. Enquanto corria, ele se aproximava perigosamente dos killjoys, e eles já começavam a ficar com mais medo do que era saudável em um combate.
Korse parecia prever os movimentos deles; desviava-se dos tiros antes mesmo que eles fossem dados. Ele conhecia as reações primárias dos seres humanos, e sabia qual era a posição em que tinha que ficar para que os killjoys tentassem acertá-lo sempre no mesmo local, e sempre errassem. Eram todos previsíveis, por mais que não percebessem isso.
Mas havia algo que nem Korse esperava. Um pequeno elemento surpresa.
— Grace, o que você...
A voz de Fun Ghoul sumiu com o som e a explosão de luz de uma raygun vinda de um ponto um pouco abaixo dele. Korse cambaleou para trás e caiu, e demorou alguns segundos para perceber o que o atingiu; então viu, junto com os killjoys, Grace empunhando desajeitadamente a arma de Fun Ghoul nas mãos, parecendo tão surpresa com o que fez quanto os outros.
Korse prestava muita atenção aos movimentos de todos, menos nos da menina. Como poderia imaginar que ela faria alguma coisa? Ele olhou para baixo e fitou, descrente, o sangue escorrendo de seu peito. Mas ele não estava morto, ainda não.
Party Poison se adiantou para frente e chutou a arma de Korse para longe. Remote Heart atirou contra um Draculoid que tentou pegá-la e se virou para Show Pony.
— Consegue levá-la pra van?
Show Pony assentiu e segurou Grace com força, deixando que ela devolvesse a arma para Fun Ghoul antes de correr para fora. Ele deu um último olhar preocupado à Remote Heart antes de se virar de vez.
Fun Ghoul ficou ao lado de Party Poison, cuidando para que ninguém se aproximasse, e Remote Heart do outro. O ruivo apontava a raygun diretamente para a cabeça de seu inimigo... seu pior inimigo.
— Pode atirar — Korse falou, tentando não demonstrar a dor que sentia pelo buraco no peito. —, mas isso não vai mudar nada. A BLI vai continuar existindo.
— Eu não me importo.
— Não? Não é contra ela que vocês estão lutando?
— Também. Mas existem algumas coisas mais.... pessoais.
Party Poison se curvou e empurrou a raygun contra o queixo de Korse, lembrando-se de quando ele fizera o mesmo.
— Vingança — o Exterminator disse, com dificuldade. — É claro. Vocês ainda se preocupam com esse tipo de coisa. É por isso que a BLI está aí, pra tirar de vocês essas idiotices.
— E quem disse que eu quero que tirem?
— Por que não? Vocês abominam nossos produtos, mas tudo o que fazemos é trocar um controle por outro. Você já é controlado, só que por seus sentimentos, e não percebe isso. Você é um escravo do seu coração. Isso é muito mais patético do que ser controlado por um vício. Ao menos no nosso sistema isso não acontece...
— Não precisamos desse sistema — Party Poison rosnou.
— Vocês não tem o que fazer contra ele.
— Podemos matá-lo se tentarmos, atirar em tudo que vermos...
— E vamos brigar por tudo isso — Fun Ghoul comentou, e deu um sorriso assustador para Korse. — Espero que você morra.
Party Poison se distraiu por um breve momento, olhando para Fun Ghoul ao seu lado. Felizmente, Remote Heart percebeu o que essa distração poderia custar e apontou sua arma para Korse, ameaçando-o com o olhar a não tentar nenhuma gracinha. Korse viu que não tinha chance contra os três.
— Party — Remote Heart falou, baixo. — Vai logo. Ele está nos atrasando, os Exterminators devem estar chegando.
— Eu sei — o ruivo falou, e voltou a atenção para Korse. — Eu só te dei algo para falar, porque tenho algo pra provar. Se conseguimos acabar com você... vamos conseguir acabar com o resto. Desviar o sistema com nossos braços, exterminar o sonho que vocês vendem. E eu sei que sua amada BLI vai entender a mensagem.
Korse arregalou os olhos, vendo que não teria mais tempo algum agora. Abriu a boca para argumentar, mas Party Poison não queria ouvir mais nada. Puxou o gatilho, e a luz que veio do disparo foi como uma purificação instantânea para sua alma. O alívio que percorreu seu rosto fez Remote Heart perceber que tudo aquilo valeu a pena, e o suspiro de Fun Ghoul só confirmou isso ainda mais.
Depois de uma última olhada para Korse, Party Poison se voltou e passou a ajudar os dois killjoys a abrir caminho para a saída. Fun Ghoul andava com uma mão sobre o ombro, que ainda sangrava, mas se mostrava totalmente eficaz.
Viram a porta do elevador se abrir e dessa vez não esperaram para ver o que aconteceria. Correram feito loucos para a van, onde Show Pony e Grace os esperavam, e escaparam por pouco dos disparos dos Exterminators. Show Pony deu partida imediatamente e, enquanto saíam, eles puderam ver pela janela da frente, com satisfação, dois Exterminators ajoelhados ao corpo de Korse, com uma expressão absolutamente incrédula. Party Poison deu uma risada revigorante e relaxou como se todos os problemas do mundo tivessem se resolvido.
Mas Remote Heart sabia que ainda faltavam algumas coisas. Grace e Fun Ghoul estavam encolhidos na van, felizes, mas claramente nervosos. Remote Heart olhou para os dois por algum tempo, e então sorriu.
Aquilo seria divertido.
Notas finais
Nossa, escrevi pensando na voz do narrador do History Channel. Ignorem.
Beijo -q (e Adrenaline, obrigado de novo *-*)
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