Dust Angels

20 Capítulo 20 - Fucking ready!


Notas iniciais
Você leu o título do capítulo na voz do Mikey que eu sei -q
Então, oi.
Chegou a hora T-T
Achei que não ficaria triste dessa vez, já que é a segunda fic que eu termino aqui. Porra nenhuma, tô triste do mesmo jeito.
A música é Vampire Money, mas tentem não pensar em Crepúsculo, por favor -q
Além de VM também tem referência à outras duas, acho, uma que nem é do MCR. Eu não consigo me conter quando vejo que combina com a cena xD
E tem mais uma coisa...
ADRENALINE MOTIVATION. Você é perfeita ♥ Obrigado pela recomendação ♥ Adoro você ♥
Como se não bastasse eu estar postando o último capítulo quando a fic chegou aos 100 reviews, você ainda me vem com essa recomendação fofuresca (?) *-* Não tem jeito melhor pra terminar. Valeu mesmo, significa bastante pra mim, e como não posso te abraçar, vou te dar uma linha de corações:
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ -ah, cansei. Enfim. -q
Até lá embaixo. Enjoy!

Com um grito ensurdecedor, todos se dispersaram.

A adrenalina corria pelo grupo como se fossem um organismo único. Eles chegaram pelos dois lados do primeiro andar e atiraram nos Exterminators que tentavam correr para cima, procurando reforço. Em alguns minutos já estavam subindo para o segundo andar, e logo a energia do prédio foi cortada e todos mergulharam no escuro. Por um momento pensaram que isso fora uma coisa estúpida a se fazer, mas Party Poison sabia o que aconteceria.

Luzes de emergência se acenderam, abastecidas por algum gerador que com certeza a BLI tinha em qualquer de seus domínios, e iluminaram somente o necessário. Sem a principal fonte de energia no prédio, porém, os elevadores não funcionariam e os Exterminators não poderiam fugir sem passar por eles. Entendendo isso automaticamente, os killjoys prosseguiram.

No terceiro andar, a luta de verdade começou. Os Exterminators estavam reunidos estrategicamente, mas não conseguiram conter a violência barulhenta que os killjoys semeavam. Com gritos de guerra e tiros de raygun para todo lado, o lugar virou uma completa desordem, com pessoas caindo a cada segundo. Um grupo de killjoys ficou nas escadas, acabando com os Exterminators dos andares acima que tentassem vir ajudar.

Party Poison e Fun Ghoul trabalhavam em conjunto, recusando-se a se afastarem um do outro. Quando um Exterminator conseguiu encostar o cano de sua arma bem na cabeça de Fun Ghoul, Party Poison gritou desesperado e o empurrou antes que ele conseguisse atirar; ele caiu, batendo a cabeça e reclamando.

— Vocês têm que ser tão escandalosos assim? — ele falou, desistindo de lutar, já que sua raygun voara para longe durante a queda.

— Silêncio é o inimigo — Fun Ghoul respondeu, sorrindo e disparando contra ele imediatamente.

O incrível sobre combates é que, não importa quantas coisas aconteçam ou sejam ditas, ou quantas pessoas morrem, ou quantos pensamentos voam pelas mentes dos soldados; tudo termina muito rápido. Para quem está lá dentro, a luta demora um ano, mas para quem vê de fora, é até difícil perceber quando acabou.

Quando todos os Exterminators estavam no chão — acompanhados de pelo menos treze killjoys — todos se apressaram para continuar a subir. Party Poison e Fun Ghoul, porém, ficaram para trás por alguns momentos, e Remote Heart e Show Pony acharam melhor esperá-los.

Aproximaram-se de uma das killjoys mortas. Era a mulher que os reconheceu no térreo.

— Fizemos certo, Fun? — Party Poison perguntou, a testa franzida. — Será que ela não estaria melhor se nunca tivesse nos escutado?

— Eu... não sei.

Fun Ghoul se ajoelhou e acariciou de leve os cabelos da killjoy. Uma lágrima solitária desceu por seu rosto e caiu no braço da mulher, o que o fez perceber uma tatuagem antiga ali. Fun Ghoul levantou a manga da camiseta que ela usava para poder ver melhor e sorriu. Afastou-se um pouco e mostrou a tatuagem para Party Poison.

— “MCR salvou minha vida” — Party Poison murmurou, antes de sorrir também.

— Sim — Fun Ghoul disse, levantando-se. — Fizemos certo.

Eles se olharam por um segundo, então deram as mãos e foram para as escadas, com Remote Heart e Show Pony em seu encalço.

Acima, as luzes de rayguns já corriam soltas, e em pouco tempo eles limparam aquele andar também. Os Exterminators não estavam preparados para o ataque; teriam tido chances muitos melhores se ficassem todos em um lugar só, ao invés de cada grupo em um andar. Mas como poderiam adivinhar?

Por fim, eles haviam conseguido. Tiveram grandes perdas, mas ainda assim era uma vitória para se orgulhar.

Voltaram todos para o térreo, em silêncio, vários chorando baixinho pela perda de seus companheiros. Dr. Death falou com muitos deles, consolando-os e parecendo também muito tocado. Party Poison, então, foi para frente do grupo novamente.

— Eu sei que está doendo — ele falou, atraindo a atenção total. — Perdi um irmão, um amigo e uma família para a BLI. É por isso que não podemos parar, estão ouvindo? Vamos caçar os Exterminators que sobraram nessa merda de cidade e vamos fazê-los nos devolver o que é nosso!

Todos concordaram, tristes, mas com a raiva renovando suas forças.

— Viemos pra foder com eles! — Party Poison continuou a gritar. — Nós temos a bomba! Coloquem seus dedos no gatilho e tampem o cano da arma, porque nós explodir esse maldito lugar!

Com um coro de “é!”, todos saíram da unidade SCARECROW. Haviam pegado as informações de onde estavam os Exterminators restantes; um grupo de killjoys foi para um lado e o resto marchou até a base central, onde a maior parte dos Exterminators estavam. Mas não seria nada difícil derrubá-los; eles derrubaram o quartel inteiro, não foi?

Ao chegarem, viram que a multidão na frente da base só aumentara, e estava a ponto de invadir. Assim que eles se aproximaram, os Draculoids começaram a atirar, e os killjoys fizeram frente aos habitantes da Battery City, protegendo-os. Então entraram, com a multidão a segui-los, e gritaram uns para os outros que todos deveriam destruir tudo que vissem.

A base foi completamente tomada em pouco tempo. O grupo de killjoys que fora para outro lugar chegou e, junto com os outros, entraram fundo no local, arrombando todas as portas e destruindo todos os equipamentos. Dr. Death, felizmente, havia se lembrado de trazer sua arma de choque, e com isso conseguiu trazer de volta à realidade todos os que estavam “guardados” na sala onde os Dust Angels foram aprisionados. Com isso, mais killjoys entraram para o bando, e eles foram de cima à baixo na base, atirando, gritando e comemorando.

Foi Remote Heart que percebeu algo diferente. Andando muito próximo de Show Pony, ele notou um local na parede se mexer. Primeiramente achou que havia sido uma ilusão pela luz ou algo assim, mas achou melhor checar. Chamou os outros de seu grupo e foi até a parede, tateando à procura de algo que evidenciasse uma passagem secreta. Até que Show Pony pediu para ele se afastar e chutou o lugar com toda sua força, fazendo-o abrir forçadamente.

Remote Heart o olhou com um sorriso abismado.

— Que foi? — Show Pony perguntou. — Você tinha tanta certeza assim de que seria o homem da relação, é?

Todos eles riram e entraram no espaço que se revelou. Era apertado e escuro, e eles logo perceberam que continha uma escada para cima.

Dr. Death foi na frente. Foi estranho subir por ali; o som da algazarra que estava na base desapareceu, e eles só ouviam seus próprios passos. Logo, porém, uma luz começou a invadir o lugar, e Dr. Death desapareceu por uma abertura clara.

— Droga! — ouviram-no gritar, e correram para sair também.

Viram, para sua surpresa, que se encontravam no teto da base. E um helicóptero estava começando a sair de lá, com uma passageira conhecida olhando para eles da porta.

— Ela! — Party Poison rosnou, vendo a japonesa que tentou enganá-los com a festa e que brigou repetidamente com Korse.

Todos levantaram as rayguns e atiraram, mas ela entrou e se trancou, e logo o helicóptero subia até sumir de vista.

— Merda, ela escapou — Remote Heart resmungou.

— Bom, talvez isso não seja tão ruim — Dr. Death disse. — Ela vai pra alguma outra base da BL/ind, com certeza, e vai poder contar o que aconteceu aqui.

— Você acha que ela está indo para outro país ou só outro estado?

— Não sei, mas não importa. Todo mundo sabe que a base da Califórnia é um dos pilares da BLI. Foi uma das primeiras a ser fundadas. Quando descobrirem que os killjoys se apoderaram daqui, vão perceber que...

— Podemos nos apoderar do mundo — Show Pony completou. — Ótimo. É bom que saibam.

— Agora vamos voltar lá pra baixo? — Fun Ghoul sugeriu, e assim fizeram.

Passaram mais uma hora destruindo o lugar e matando ou rendendo os Draculoids restantes. Muitos deles desistiram de lutar e prometeram mudar de lado. Nem todos os killjoys foram misericordiosos, mas um número razoável de Draculoids sobreviveu; ou, melhor, de pessoas. Sem as máscaras, eles eram somente pessoas normais e chatas.

Ao terminarem, eles foram para frente da base, com a multidão de jovens de Battery City gritando “vivas” freneticamente. Mad Gear, então, adiantou-se para frente de todos e esperou até que fizessem silêncio.

— Eu só tenho uma coisa a falar — ele gritou. — Essa aqui não é, e nunca mais será, Battery City. Essa será a cidade da sua geração, de vocês todos, que provaram que tudo é possível. Qual será o novo nome?

Todos ficaram em silêncio, pensativos, até que Show Pony deu um passo à frente, com um sorriso enigmático nos lábios.

— Eu tenho uma ideia — ele gritou para todos. — Algo que mostra que somos perigosos... e que, como Mad Gear disse, provamos que tudo é possível. Chemical City!

Remote Heart ouviu Fun Ghoul e Party Poison xingarem baixinho ao seu lado, surpresos, mas felizes. Murmúrios rondaram todas as pessoas; os que conheceram o My Chemical Romance aprovaram imediatamente, e os outros foram sendo convencidos pela sonoridade e beleza simplória do nome.

Em alguns minutos, a decisão foi tomada. Estavam, agora, em Chemical City.

Com tudo resolvido, o melhor a se fazer era, é claro, uma festa. Muitos trataram de arrumar o parque central da cidade, e os Dust Angels, junto com alguns outros killjoys, foram buscar as crianças que haviam deixado em segurança.

Chegando lá, surpreenderam-se ao ouvir risadas vindas da sala. Party Poison e Remote Heart entraram primeiro, e não acreditaram no que viram.

— Ah, oi, vocês! — Missile Kid os cumprimentou. — Olha quem decidiu entrar aqui.

Um homem estava deitado no chão, tentando se levantar, mas não conseguindo, com todas as crianças a segurá-lo contra o chão. Os killjoys só entenderam o que estava acontecendo quando viram uma garotinha de uns quatro anos brincando com uma máscara de Draculoid.

— Nem precisei atirar — Missile Kid falou, entregando a raygun que carregava para Remote Heart. — Eles pegaram o cara em cheio e estão brincando até agora.

Show Pony gargalhou com a visão; um adulto — mais ainda, um Draculoid — sendo mantido refém por um bando de crianças.

— O que estão fazendo? — Fun Ghoul perguntou ao ver um menino tentar enfiar algo na boca do homem.

— Digamos que eu dei uma pequena aulinha do que as pílulas da BL/ind fazem — Missile Kid explicou, orgulhosa. — E eles ficaram curiosos em testar em alguém.

Os killjoys riram mais e se aproximaram. Muitas das crianças, ao verem seus pais ou protetores, se afastaram do homem e correram para um abraço. O menino das pílulas, porém, continuou tentando forçá-las goela abaixo do Draculoid.

— Me solta, infeliz! — o homem gritou, tentando empurrá-lo, mas Remote Heart o impediu. — Você vai deixar esses pirralhos fazerem isso comigo? Eu já me rendi, não sou mais da BLI, eu... AH, ME LARGA!

— As crianças não se importam se você está bem, querido — Remote Heart falou.

— Isso eu já percebi... mas só tira esse moleque daqui! Se eu tomar essas coisas eu vou virar um zumbi!

— E você era o que? — Party Poison perguntou. — Um zumbi da BLI do mesmo jeito, só que consciente. As pílulas não vão mudar muita coisa.

— É — Fun Ghoul concordou, aproximando-se também. — Pílulas não ajudam... mas com certeza são divertidas.

— É bom que agora você tá aprendendo o quão suja a BLI é por ganhar dinheiro com essas coisas — Show Pony disse. — Dinheiro de vampiro.

— Mas acho que você já teve o bastante por hoje — Party Poison afirmou e olhou para o menino. — Ei, acho que sua mãe tá te esperando.

Ele olhou para Party Poison e então para um ponto atrás dele, e deixou as pílulas caírem no chão ao ir embora. Show Pony pisou sobre elas; o movimento não permitiu que o Draculoid se levantasse, e ainda o fez bater o queixo no joelho de Show Pony.

— Ops, desculpa — ele sorriu, sarcástico.

Dois killjoys se ofereceram para levar o homem aos outros Draculoids rendidos na base, e os Dust Angels se sentaram, aliviados, mas ainda sem conseguir absorver completamente a ideia de que estavam livres.

— Gente... vocês perceberam que acabou? — Fun Ghoul falou em certo momento. — A luta, a corrida para nos manter salvos... tudo acabou.

Party Poison iria responder, mas Dr. Death o cortou:

— Da onde você tirou isso? É claro que não acabou. Estamos em paz agora, mas a BL/ind ainda tem milhares de bases ao redor do mundo. A guerra não acabou, nós só vencemos essa batalha.

— É, mas nossa vida aqui na Califórnia... na nossa linda Chemical City — Fun Ghoul sorriu. —, vai ser pacífica agora. Na verdade, eu estava pensando... nós vamos morar aqui, né?

Ele olhou para Party Poison, preocupado.

— Se você quiser, Fun, eu moro até na lua — o ruivo assegurou, fazendo Fun Ghoul suspirar.

— OWN. Que lindo — Remote Heart zombou.

— Tá falando do quê? — Show Pony disse. — Eu também quero uma resposta fofa dessas, tá? Então... onde vamos morar?

Remote Heart pensou por alguns segundos e sorriu.

— Não sei do que você está falando, você já tem um lugar definitivo.

— É? Onde?

— No meu coração.

— AWWWN! — Fun Ghoul exclamou, rindo, e Remote Heart achou uma almofada próxima para jogar nele.

— Mas, gente... — Missile Kid falou, parecendo hesitante. — Nós ainda vamos morar juntos, né? Quer dizer... nós todos?

Os killjoys se entreolharam. Os dois casais com certeza haviam pensado em morar cada um em sua própria casa, mas sendo assim, quem ficaria com Missile Kid?

— Acho... que sim — Remote Heart falou, incerto, procurando a confirmação dos outros.

— É, não vai ser ruim — Party Poison concordou. — Até porque, todos os killjoys vão querer vir pra cá, e não vão ter casas o bastante. Mas cada um com seu quarto!

— Claro, não quero pegar vocês dois em situações constrangedoras — Show Pony falou.

— Sério? — Missile Kid quase gritou, feliz da vida. — Vamos continuar morando juntos?

— É, Missile, vamos sim.

Ela se jogou para frente e abraçou Remote Heart e Show Pony, logo alternando para Party Poison e Fun Ghoul.

— Eu sou tão sortuda de ter vocês — ela disse, parecendo se controlar para não ficar emocionada. Deu uma risadinha antes de continuar: — Quer dizer, tem gente que tem dois pais, eu vou ter quatro!

Todos riram, sentindo uma calma que não sentiam há tempos.

Um pouco mais tarde, foram para a festa no parque central da cidade, que já estava entupida, com comida e música alta em todo canto. Eles dançaram e conversaram muito, até que Remote Heart notou Stardust Rose sozinha em um canto e decidiu ir falar com ela.

— Tá tudo bem?

— Sim, sim, é que eu não sou muito de festas.

— Ah, entendo... mas não tem ninguém que você conhece aqui que também não gosta de festas?

— Não, acho que não...

— STARDUST? — ouviram um grito vindo de trás de Remote Heart e se viraram para lá.

Stardust Rose pareceu chocada.

— Ghost? — ela perguntou, aproximando-se da mulher que andava até ela. — É você mesmo?

— Ah, meu Deus, eu achei... achei que você estivesse...

— Morta, eu sei. Não consegui encontrar vocês depois que a BLI me levou...

— Vem, você tem que vir ver a Smile... ah, eu não acredito, Stardust, você tá viva!

Com um breve aceno e um sorriso magnífico estampado no rosto, Stardust Rose foi levada para longe de Remote Heart.

— Onde ela foi? — Show Pony perguntou, aproximando-se.

— Foi ser feliz — Remote Heart respondeu. — Encontrou as amigas perdidas.

— Ah, que bom! Que ótimo, vou falar pro Dr. Death...

— Fala depois. Fica comigo aqui antes.

Ele não precisou pedir duas vezes. Show Pony jogou os braços ao redor do pescoço de Remote Heart, mas teve que manter a cabeça afastada por causa do capacete.

— Não dá pra tirar mais uma vezinha? — Remote Heart pediu, fazendo bico, e Show Pony riu.

Afastou-se um pouco e, devagar, tirou o capacete, balançando os cabelos. Colocou-o cuidadosamente aos seus pés e chegou perto de Remote Heart novamente.

— Melhor agora?

— Muito melhor — Remote Heart murmurou, analisando o rosto do outro apaixonadamente antes de se aproximar para beijá-lo.

Eles poderiam ter ficado daquele jeito para sempre, se não fosse a falta de ar e, o mais irritante, Fun Ghoul chegando e os atrapalhando.

— Essa é a segunda vez que você faz isso, Fun — Remote Heart resmungou, sem tirar os braços de Show Pony.

— Eu sei, mas vocês vão querer ver isso. Acharam fogos de artifício na casa de alguém e vão soltar.

Party Poison estava abraçado carinhosamente com Fun Ghoul, e Dr. Death e Invisible Star estavam vindo também.

— Eu falei com Mad Gear — Dr. Death anunciou. — Ele disse que as outras bases já sabem o que aconteceu. Talvez tentem tomar o poder aqui de novo, mas provavelmente não. De qualquer jeito, ainda somos killjoys, não se esqueçam disso. Vamos continuar ajudando no que pudermos, e quando precisarem de nós para acabar com a BLI em outros lugares, nós vamos, entendido? Ainda somos guerreiros e...

— Nós sabemos, pai — Show Pony o cortou. Um momento de silêncio se seguiu ao fato de ele ter usado a palavra “pai” pela primeira vez, mas ele não pareceu se importar. — Vamos só aproveitar a noite agora, tá? Vamos só ver os fogos e...

— E não ter medo de continuar vivendo — Remote Heart completou.

Dr. Death, com um sorriso enorme no rosto, assentiu e se calou. Todos olharam para o céu, e Remote Heart viu Stardust Rose com suas amigas fazer o mesmo. Em alguns minutos, o céu explodia em luz, com fogos tão coloridos quanto os killjoys lá embaixo.

Remote Heart apertou Show Pony com força junto à si e viu pelo canto do olho Party Poison fazer o mesmo com Fun Ghoul. Dr. Death e Invisible Star estavam perdidos na visão que tinham do céu, assim como todos os outros no parque. Missile Kid, que viera com eles, estava em frente aos dois casais.

— Vocês acham que o Kobra e o Jet estão vendo também? — a menina perguntou.

Eles se entreolharam.

— Não, acho que não — Party Poison respondeu. — Acho que eles estão sentindo.

— Sentindo os fogos? — Missile Kid olhou para o ruivo, confusa.

— Não — Fun Ghoul foi quem falou, confiante de que seu pensamento era o mesmo que o de Party Poison. — Sentindo a gente. Sentindo o que nós sentimos ao ver esses fogos.

Missile Kid assentiu e voltou a se concentrar no céu. Com as palavras de Fun Ghoul, todos pareceram apreciar o espetáculo muito mais, com uma sensação de paz e... companhia. Por mais que estivessem juntos uns aos outros, naquele momento eles sentiam que tinha mais alguém com eles. Eles sabiam, do fundo do coração, que não estavam sozinhos. Tinham a sensação de que era só olhar para o lado e veriam o cabelo armado de Jet Star e o olhar tímido de Kobra Kid. Talvez, também, vissem a mulher e a pequena filha de Party Poison, ou quem sabe, ainda, vissem Black Flower, não controlada por pílulas, mas com um sorriso lindo e verdadeiro, observando tanto o céu quanto a menina que para ela sempre seria Grace.

Tudo estava perfeito. E não importava a dor pela qual eles passaram ou pela qual eles ainda poderiam vir a passar. Não importava que o mundo estava sendo dominado pela BL/ind, nem que a guerra ainda não terminara. Nada importava para os Dust Angels naquele momento.

Eles eram, realmente, anjos da poeira. Ajudaram uma cidade a se reerguer, salvaram centenas de vidas, e continuariam até poder dizer que salvaram o mundo, não importava o quão sujas suas almas ficassem; eles as limpariam e partiriam para a próxima, dia após dia. Anjos não desistem até terem certeza de que fizeram o máximo para ajudar.

Mas, acima de tudo, eles eram anjos uns para os outros. Salvariam o mundo, sim... mas nada seria possível se não tivessem eles mesmos sido salvos, em primeiro lugar. Salvos pela esperança, pela compreensão, pela música.

Salvos pelo amor.

Notas finais
*cry*
That's it, folks.
Eu sei que deu um ar de que pode ter continuação, e realmente pode, mas eu não garanto nada. Minha mente é imprevisível, e a fic que estou escrevendo agora não é killjoy. Mas que é possível, é.
Mas, agora, a fic está se despedindo mesmo.
Foi um prazer escrever, de verdade. Eu me diverti pra caramba, não só fazendo, mas vendo suas reações, conversando sobre, enrolando pra não acabar. Foi demais e me fez me apaixonar por vocês todas mais ainda. Sério meninas, vocês são as melhores leitoras que eu poderia querer. E meninos também, se tiver algum entre os leitores fantasmas -q
Vocês já sabem que eu amo escrever. E vocês continuam sendo a fonte de energia pra esse amor que, de outra forma, iria definhar. Então não tenho mais o que dizer se não: obrigado.
E até a próxima! (que virá mais cedo do que vocês pensam. Ahn, bem mais cedo)
xoxo ♥
(Tenho a sensação de que queria dizer mais um bilhão de coisas, mas já faz meia hora que estou com essa aba aberta e não clico em "Salvar a história", então que seja, vai assim mesmo) ;*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!