Durante A Lua
6 I don't want to miss you.
Escuto um uivo vindo do norte, levanto do sofá e corro até o quarto, Oscar já estava de pé e estava se vestindo, esse uivo não significava coisa boa, havia um intruso na região.
– Proteja as meninas e eu prometo que volto para você. — Ele estava parado na porta, o sol começava a nascer, ele foi andando em direção a neblina e sumiu.
Quando cheguei em casa escutei o choro de Olívia, sai correndo e a o peguei no colo, eu tentava acalma-la mas era difícil, eu não conseguia ficar calma com essa situação, e então Emma e Ellie apareceram na porta do quarto, elas sempre andavam juntas e não se separavam por nada.
– Mamãe o que está acontecendo? — A voz de Ellie soava como de quem estava com sono.
– Nada meus pequenos amores, tudo vai ficar bem. — Abri um sorriso falso.
Ellie e Emma deitaram na minha cama e logo em seguida Conde apareceu, ele deitou na porta e ficou olhando as duas pequenas, logo em seguida coloquei Olívia de novo no berço e fui ver Annabel, ela estava sentada no sofá e parecia estar com os pensamentos longe.
– Bom dia! — Sentei ao seu lado e abri um pequeno sorriso.
– Desculpa ter sido grossa com você, fui injusta e eu espero mesmo que você não me abandone, espero que cumpra sua palavra. — Ela deixa uma lágrima cair.
– Você é uma princesa agora, nunca deixe sua coroa cair.
Fico andando de um lado para o outro da sala, as meninas tinham voltado a dormir e tudo estava silencioso lá fora, Oscar não havia voltado ainda e eu não sabia o que estava acontecendo.
Sai de casa e fiquei andando pelo jardim, eu procurava o em todas as direções, mas ele não aparecia, meu coração sentia um aperto, voltei até a casa e peguei meu celular na bolsa, mandei uma mensagem para os quinze e avisei para se protegerem.
Estava no final da tarde e as meninas corriam pela casa, Annabel estava trancada em seu quarto e Olívia tentava andar, mas a cada tentativa sempre caia, e então escutei o barulho da porta abrindo e sai correndo, avistei Oscar parado na sala com sangue na blusa, estava todo sujo, estava acabado.
Fique parada olhando pra ele, não sabia o que fazer ou o que falar, ele passou direto por mim e se trancou no quarto, não saia de lá para nada.
– Fale comigo, me diga o que aconteceu. — Eu batia na porta, mas parecia que eu estava falando com o nada.
Abaixei-me e fiquei encostada na parede, ele não queria falar comigo, estava tudo silencioso e então Annabel apareceu e se sentou ao meu lado.
– Mãe, tem um tal de Chuck Black lá a porta e ele pede para falar com você. — Ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e sorriu.
Sai correndo e senti um alívio ao ver que Chuck estava bem, o empurrei pra forage casa e fiquei andando pelo jardim com ele.
– O que aconteceu? Por que ele está assim? — Deixo um suspiro escapar.
– Nicholas o salvou, estávamos sendo atacados por uma vampira e teve uma hora que Oscar estava cara a cara com ela. — Ele parou por um segundo e suspirou. — Nicholas saiu de trás de uma árvore e a matou.
– Ele poderia estar morto agora? — Tento controlar minhas lágrimas.
– Sim, mas ele tem um irmão que no fundo o ama.
– Eu admiti Nicholas no Clã, ele me salvou várias vezes, ele é quase meu anjo protetor. — Solto um pequeno sorriso.
– Eu tenho que ir, minha namorada me espera em casa.
Assim que entrei em casa, vi Oscar segurando Olívia, ele ria e parecia estar bem melhor, mas quando me viu ali parada colocou-a no chão e foi em direção ao quarto.
– Annabel cuide de suas irmãs, que eu já volto.
Entro no quarto e fecho a porta, Oscar estava sentado na cama e me olhava atentamente.
– Porque você não me contou? — Ele falava como se tivesse com raiva.
– Eu não devo satisfações a ninguém sobre minhas decisões, ele me salvou, ele te salvou, ele faz parte desse clã. — Começo a andar pelo quarto.
– ELE É MEU IRMÃO. — Ele estava furioso. — ELE NÃO É UM DE NÓS, ELE É UM RENEGADO.
– ELE ME SALVOU, ELE É O ÚNICO CAPAZ DE PROTEGER ESSE CLÃ DE VERDADE. — Começo a chorar, a única coisa que eu queria agora era brigar com Oscar.
– MEU IRMÃO É UM MONSTRO, NÃO VOU DIEXAR ELE ACABAR COM SEU IMPÉRIO, ELE ESTÁ BANIDO DAS MINHAS TERRAS E SE VOCÊ DISCORDAR DISSO EU CONVOCAREI OS QUINZE E FAREMOS UMA VOTAÇÃO.
– Faça o que você quiser, mas lembre-se de quem lhe salvou. — Saio do quarto furiosa e vou para o quarto de Annabel.
Fico ali quieta até queda aparece e se senta ao meu lado, ela parecia comigo quando mais nova, um espírito independente e indomável.
– Por que Vimmy teve que vir ficar com você?
– Você não sabe da minha história? — Abro um pequeno sorriso.
– Não. — Ela começa a rir.
– Quando era bem nova, na idade de Ellie e Emma, fui atacada com a minha mãe, ela faleceu e eu sobrevivi, tenho cicatrizes nas costas, eu simplesmente parei de falar, não me transformava mais, não fazia nada. — Deixo uma lagrima escapar.
– Eu vi meus pais serem assassinados, eu cuidei das minhas irmãs mais novas e quando Vimmy chegou, eu simplesmente a ignorava.
– Temos que esquecer o passado e pensar no futuro, e se você tiver escutado, eu briguei com Oscar.
– A vida é um infortuno para os vivos e uma saudade para os mortos.
Passei quase a noite toda com ela, estava de madrugada quando a deixei dormindo, passei no meu quarto e Oscar estava deitado na cama e Olívia dormindo, ele me olhou e suspirou, nosso relacionamento estava confuso e eu não queria perdê-lo.
– Desculpe por ter sido cruel, não foi minha intenção. — Ele levanta da cama e se aproxima de mim.
– Esta tudo bem, mal perdi meu pai e agora perdi Vimmy, eu não quero perder você. — O abraço com força.
– Vamos esquecer essa briga idiota e nos concentrar em nós e na nossa família. — Ele me da um beijo na testa. — Esta na hora de termos nossas próprias filhas e mais essas agregadas.
– Annabel me chamou de mãe hoje e Emma e Ellie também, eu acho que já temos uma família grande. — Começo a rir.
– Seu lobo mal esta com fome, eu acho bom você correr. – Ele coloca os caninos para fora.
– Quero ver me pegar. – Saio correndo pelo corredor e vou direto aos jardins, me escondi atrás de uma arvore e então ouvi um barulho, quando olhei para cima ele estava em um dos galhos da arvore.
Sai correndo, mas parei ao avistar um homem de cabelo morenos e alto, ele usava um sobre tudo preto e um cachecol, senti a presença de Oscar e então o abracei, ele era um vampiro, aquele cheiro horrível estava no ar.
– Nico Crockford, o que você faz aqui? – Oscar para na minha frente.
– Velho amigo, vim lhe dar noticias do norte. – Ele abriu um sorriso. – Minha querida irmã esta atrás de você, ela quer vingança.
– Ruby nunca foi fácil, mas eu estou casado, tenho uma família e se mais alguém da turma dela for pega andando por aqui, não vou hesitar e vou matar. – Oscar parecia estar furioso.
– Por mim você pode mata-la, ela só trás desgraça a minha família. – Ele deixa uma risada debochada escapar. – E quem seria essa atrás de você? Uma das suas filhas?
– Esta é Holly Van Der Dux, minha mulher. – Ele me puxa e me abraça por trás.
– Filha de Rose Van Der Dux? — Ele parecia estar surpreso.
– Sim, sou filha da Rose. – Deixo um suspiro escapar. – Você a conhecia?
– Uma mulher encantadora, forte, e maravilhosa. – Ele sorria como se lembrasse de algo. – Ela foi o grande amor do meu irmão.
– Minha mãe e um vampiro? – Começo a rir.
– Eu tenho que ir, volto logo para lhe trazer mais noticias Oscar. Ate logo. – Ele some no meio de uma neblina que se formava.
Começo a andar de um lado para o outro no jardim, não podia acreditar que a minha mãe dormia com um vampiro e o que mais me doai era pensar que Vimmy pode ter sido morta por uma vampira.
– QUEM É RUBY? — Eu estava em ponto de explodir de raiva.
– Irma mais nova de Nico, dormi com ela umas duas ou três vezes, e a deixei para casar com você. – Ele solta um suspiro. – Eu não sinto e nunca senti nada por ela, mas eu amo você.
– Foi ela quem matou Vimmy? — Me controlo para não chorar.
– Foi à mulher que Nicholas matou hoje, ela matou Vimmy a mandado de Ruby. – Ele soltou um suspiro. – Eu não sei por que ela esta fazendo isso, mas tudo vai se ajeitar. – Holly, por favor, entenda.
– Eu quero ficar sozinha, me deixe em paz. – Saio correndo e me transformo, vou correndo entre as arvores pensando em como aquilo era possível e então eu não consigo parar de pensar em Vimmy, na promessa a Annabel.
Estava amanhecendo e eu estava sentada perto de um lago, eu não queria voltar para casa e ter que enfrentar Oscar mais uma vez, eu teria que fingir que estava tudo bem mais uma vez, mas então ouvi um barulho e quando olhei para trás lá estava Annabel.
– Ele mentiu não foi? – Ela retirou o capuz que escondia seus longos cabelos negros.
– Sim, ele mentiu, sua irmã morreu por causa de uma vingança de uma vampira. – Eu sentia nojo só de lembrar aquelas palavras. – Minha melhor amiga esta morta por que ele dormiu duas ou três vezes com uma vampira.
– Ele ama você, mas algo que me diz que essa vampira vai continuar a matar ate tê-lo de volta. – Ela deu um longo suspiro.
– Como você sabe disso? – Fico a encarando.
– Eu vi em meus sonhos, meus sonhos são presságios. – Ela se sentou ao meu lado e deixou uma lagrima cair. – Eu sabia o que ia acontecer com Vimmy, eu vi, mas não consegui mudar.
– Não se preocupe meu anjo, tudo se ajeitara. – Dou um beijo na testa dela.
Estava tudo silencioso e então do outro lado do lago, havia uma mulher de pele branca e cabelos cor de fogo e olhos verdes, seu cheiro era tão ruim quanto o do amigo de Oscar e algo me dizia que essa era Ruby.
– Annabel, corra daqui e me prometa que não olhara par trás. – Eu estava com medo por ela, mas eu acabaria com essa vampira.
– Mas Holly, eu quero ficar. – Ela se levanta e parecia estar a ponto de chorar.
– Va para casa e eu prometo que vou voltar, prometo que não vou lhe deixar.
Ela some entre as arvores e agora só restava eu e a estranha mulher, num passe de magica ela estava a menos de um metro e meio de mim, seu cheiro era mais insuportável ainda de perto, mas ela tinha mexido com a loba errada e hoje eu jantaria carne de vampiro.
– Ora Ora, olha quem saiu da toca. – Ela cospe um chiclete no chão e começa a rir. – Precisei matar seu pai, sua melhor amiga e só agora você resolve aparecer?
– O que você quer comigo? Por que matar minha família e meus amigos? – Tento me controlar para não em transformar e arrancar aquela cabeça fora.
– Você tirou o meu homem de mim, seu pai tirou a mulher do meu irmão e o meu irmão de mim, eu vou acabar com todos que você ama, vou fazer você sofrer o que eu sofri. – Sua voz era de ódio.
– Eu não tirei seu homem, ele nunca sentiu nada por você, você era a outra, o caso e eu sou a oficial, a mulher com que ele se deita todas as noites, a mulher que ele ama e que vai dar a ele uma família. – Começo a rir.
– Eu vou matar você. – Ela estava vermelha de raiva.
– Quero ver me pegar. – Transformo-me e sumo entre a escuridão.
Sai correndo entre as arvores, eu escutava a respiração ofegante dela, não era ela quem estava me caçando e sim eu quem estava caçando ela. Parei sobre uma montanha de pedras e fiquei a observando, ela estava confusa e com raiva, seus sentidos estavam desnorteados.
– Não adianta se esconder lobinha, eu vou lhe achar.
Eu a rodeava, brincava com ela, estava esperando o momento certo para acabar com ela, eu iria fazer sofrer lentamente, iria vingar meu pai, Vimmy, iria vingar a todos.
– Eu acho que seu marido não lhe contou que eu tenho uma filha, uma filha que é dele. – Ela começou a rir.
Saltei das pedras e a joguei no chão, eu rosnava, mas ela somente ria da minha cara, aquelas palavras me deixaram consumidas pelo ódio, já era duro aceitar que ele tinha dormido com ela, mas eles tinham uma filha, e isso eu não aceitaria. Voltei a minha forma normal e a bati ate a minha raiva aliviar, mas ela continuava a rir, ela não ligava se apanhasse.
– Pode bater lobinha, mas quem deu uma filha a ele fui eu. – Ela cospe um pouco de sangue e volta a rir. – Ele não te contou do outro lado dele ou contou?
– Do que você esta falando?
– Ele é um hibrido, o pecado dos dois mundos, não é filho de Jake Brooks, e sim filho de Michael Brooks, ou melhor dizendo o primeiro Brooks. – Ela ria. – Ele esta vivo desde 1864, eu durmo com ele desde de 1896.
Saio de perto dela e tento não chorar na frente daquele ser nojento, e então ela retira uma velha fotografia onde dava para ver os dois e a data era dos Anos 30, por mais que eu não quisesse acreditar era verdade.
– Pode ficar com ele, mas suma daqui antes que eu mude de ideia e lhe mate.
Ela some num passe de magica, mas deixa a foto dos dois para trás, eu fiquei olhando a foto e pensando no que fazer, eu iria me separar dele, voltar para casa e cuidar das meninas.
Quando entrei em casa Oscar estava sentado no sofá, eu não sabia por onde começar e então somente dei a foto a ele.
– Eu não queria que você descobrisse assim. – Ele se levanta e chega perto de mim, mas eu me afasto.
– O problema não é você ser um hibrido, o problema é você nunca ter me contado, e ter uma filha com ela. – Começo a chorar. – Eu vou embora e não vou lhe entregar aos quinze, mas fique com ela, a transforme em hibrido, mas deixe minha família em paz.
– Não vou discutir, se é isso que você quer.
Quando o dia amanheceu, coloquei as malas no carro e as meninas, Oscar somente olhava e não falava nada, estava tudo para ir embora e eu cheguei perto dele e senti que ele estava sofrendo.
– Eu espero que você cumpra sua parte, a transforme e fique com ela, ou eu lhe entregarei. – Deixo um longo suspiro escapar.
– Esta bem. – Ele me segura pelo braço e olha diretamente nos meus olhos. – Mas saiba que eu lhe amo e muito.
Quando parei o carro enfrente de casa senti um alivio e uma tristeza grande, levei as meninas para dentro e me tranquei no meu quarto, eu não conseguia parar de chorar e de pensar nele e então quando olhei para o lado Nicholas estava lá.
Ficamos em silencio ate que...
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