Duplo Sangue

1 A velha Biblioteca


Notas iniciais
É a segunda vez que posto e a primeira ficou bem melhor, masss

"Toma essa Chase" Gritou Nance Flickeman com tamanha agressividade que deixou Chase espantado. O menino com cabelo preto rebelde e olhos verde água odiava queimada, ele não era ágil para esse tipo de coisa. Pelo menos ele achava que não.

O sinal soou quando Nance Flickeman estava preparando para jogar uma bola com toda sua força na direção de Chase. O garoto suspirou aliviado, que fez sua melhor amiga Martina rir. Após os jogos de educação física era obrigatória uma ducha no devido vestiário. Meninas de um lado e meninos do lado oposto. O treinador Hold- um homem de meia idade que deveria se importar em usar shorts mais largos e compridos- ficava encarregado de garatir que cada sexo fique de seu devido lado. Mas, segundo os jogadores do segundo ano eles já deram muitas visitinhas à Samantha Snow.

As aulas seguintes não foram de longe o melhor passatempo. Na aula de física Chase desenhou um dragão com uma bola de queimada. Na aula de ingles Chase repartiu sua borracha em vários pedaços e finalmente na última aula: história, o garoto se interessou. O professor Mrs. Jonathan Boglard explicou parte da mitologia grega e algo como profecias, foi o bastante para o menino se desinteressar.

Chase esperou Martina por vinte minutos até a menina chegar com a mochila quase caindo, os cabelos escuros bagunçados dizendo: vamos estamos atrasados a sra. Inés vai nos matar

A menina não poderia estar mais certa, ela iria mata-los. Quando a respiração de Martina ficou normal, ela se abaixou subtamente pediu para o menino fazer o mesmo. Chase sem nem entender sentou-se ao lado dela.

–Mart, nos vamos nos atrasar — O tom de chase estava entre confusão e raiva. Com a expressão de Martina, o menino se obrigou a aniquilar parte da raiva e completar- desculpa, mas...eu não quero lavar banheiros. Afinal amanha é meu aniversário não quero passa-lo cheirando à água sanitária.

–Como você foi parar no orfanato chay?

A bombo fora atirada. Chase, sem perceber já estava tremendo e ameaçando chorar igual uma criança

–Eu não gosto de falar disso- conseguiu dizer em voz tremula — Não foi a melhor noite da minha vida.

–Eu sei — Chase estava ficando louco, ele jura que viu o olho da menina mudar de castanho quase preto para verde intenso.- Me conta chay, somos melhores amigos lembra?

Uma repentina vontade de falar tudo à Martina atingiu o menino em cheio. Antes memso que o menino tivesse se tocado que estava falando, já estava

– Não me ache louco Martina, estou falando sério — a menina sorriu- Bom, eu lembro que nos fomos à praia para comemorar meu aniversário de cinco anos, eles estavam tensos, falando escondido e tudo mais. Na época achei que era sobre minha "festa surpresa"... quem dera fosse. Foi ótimo os dois dias que passamos lá, meu pai e minha mãe pararam de falar as escondidas e tudo mais. No último dia quando estávamos arrumando nossas coisas pra irmos embora a luz acabou. Mamãe ficou uma fera -Ao dizer o nome mamãe, o que não fazia havia 5 anos seu olho encheu de lágrimas a menina finjiu não notar e o menino finjiu não acontecer — então ela pediu ao meu pai para sair e comprar uma lanterna. Ele fez, quando chegou o farol do carro iluminou a casa dando uma vantagem. Esperamos um tempo e vimos que meu pai não se movia, então minha mãe foi ao seu encontro. Foi a última vez que a vi. Só me lembro de uma luz verde, muito verde e acordei no hospital, e você? Como chegou no orfanto?

–Se eu te contasse você não acreditaria — Martina se levantou tão rapido quanto havia se sentado anteriormente- tenho que ir, avise a sra Inés que eu vou demorar. — Quando terminou de falar já estava virando a esquina, deixando Chase sozinho.

...

OQUE VOCÊ ACHA QUE ESTÁ FAZENDO CHEGANDO A ESSA HORA AQUI?? — A senhora Inés estava roxa de raiva e Chase estava roxo de vergonha.- AQUI NÃO É FESTA PARA VOCÊ PODER CHEGAR A HORA QUE BEM ENTENDER!!! PRA MINHA SALA! AGORA!!!!!!!!

O caminho para a "sala encrenca", assim apelidada pela garotada, era realmente espantosa. Parecia que você estava caminhando para a morte, o que pela criatividade dos castigos dessa velha não seria tão diferente.

–Entre — seu terno roxo combinava com suas bochechas caidas- Está muito encrencado mocinho. E quanto a senhorita Martina, é....bom... verei oque ela foi fazer com tamanha urgencia.

Ela pegou uma velha chave e a entregou para Chase, dizendo "Arrume a Biblioteca, esse é seu castigo"

"É isso arrumar a velha biblioteca? moleza" pensou Chase. O menino então seguiu pelos velhos corredores que levavam à grande biblioteca quase abandonada. As portas da casa de livros eram como esperadas, enormes e cheias de detalhes. Simbolos.

O ar da biblioteca era empoeirado e ao mesmo tempo reconfortante, quase fez o menino não querer sair do lugar, mas ele precisava....

Avistou alguns livros fora do lugar e foi logo ao trabalho. Não era tão fácil quanto parecia. A biblioteca era o que se pode chamar de enorme. Tinha todos os tipos de livros em todas as linguas e símbolos. Após meia hora, só restava cinco livros para serem guardados. Chase suspirou aliviado. Um livro de capa avermelhada que dizia "O mundo de Sophia" era o proximo para ser guardado. Ele abriu o livro e determinava a estante a prateleira (E:300 P:2) e foi coloca-la em tal, quando avistou uma figura sentada pacientilmente na mesa de entrada. Ele chegou mais perto da figura e percebeu que era a menina estranha do orfanato. Ela não falava com ninguém desde que chegara, que aliás, foi duas semanas depois de Chase. Ao perceber a presença do menino, a figura se levantou e disse:

–Olá Chase Hammilton, meu nome é Kailine Count. — Sua voz era rouca, como de alguém que acabara de acordar, ou que não falava fazia tempo. Seu cabelo, loiro por sinal, era extremamente bem cuidado, era notável. Ela tinha olhos claros, bem claros, quase brancos. Ele se perguntou se ela era albina, ela pigarreou trazendo o menino de volta a realidade.- Se pronuncia Kailaine.

–C-como sabe meu nome? — Ao dizer, Chase corou por ter gaguejado.- E-e porque preciso saber o seu?

–Eu sei de coisas que você nem imagina Chase, logo saberá a razão — Ela deve ter percebido o olhar de confusão de Chase pois logo mudou o tom — Serei breve, preciso de um livro.

–Eu não sou o bibliotecário, estou apenas cumprindo meu castigo. Se quiser, vá pega-lo

–Esse livro não pode ser pego por qualquer um, tem que ser pego por um duplo-sangue.

–Um duplo- oque? — Chase quase achou engraçado

–Pelo visto você não sabe de nada não é mesmo? — O tom desafiador dela fez Chase tirar todo pingo de graça da pergunta anterior.- A chama verde voltará a queimar Chase Hammilton, logo.

A surpresa foi grande demais para o menino, ele ficou sem palavras, com medo das lágrimas saírem novamente. Kailine se levantou arrumou seu shorts jeans e seguiu em direção à porta.

– Não se esqueça, precisarei do livro meu amigo Duplo Sangue. — A última frase fora dita deixando -pela segunda vez no dia- Chase sozinho.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.