Dupla de Três

13 Quatro pequenos problemas


Notas iniciais
Eu não sei se esse capítulo tá bom ou não, fiz o máximo que eu pude, eu sou realmente péssima em escrever trechos de luta.

– O que são aquelas criaturas?! – pergunta Dustin, correndo para perto de mim e de Tom.

– Ciclopes – digo, ainda trêmula.

– E é agora que morremos – diz Dustin, dramático. – Foi bom conhecer você, Emma. Se você sobreviver, Tom, finja que sou eu, porque--

– Vão buscar seus arcos AGORA! – berro.

Eu checo a faca na bainha e penso em arrancar Chalinitis do pescoço, mas aí lembro que ciclopes são meio lerdos e decido usá-la como um golpe surpresa. Tom e Dustin correm e pegam seus arcos na mala do carro. Felizmente, eles já estavam com suas espadas embainhadas.

Correndo de volta para perto de mim, Dustin berra:

– Aula rápida sobre ciclopes!

– São imunes a fogo, extremamente fortes, porém não são rápidos em raciocínio. Tentem enganá-los! Isso é tudo. Agora atirem!

Contando com a mira incrível de dois arqueiros de Apolo, dois ciclopes são eliminados antes mesmo de chegar até nós. Isso faz com que os outros dois acelerem um pouco.

Dustin corre na direção do Ciclope 1 e desce a espada nele. Surpreendentemente, o ciclope segura a mão de Dustin no ar.

– Ei, isso está errado! – grita Dustin, lutando com o ciclope. – Eles não deveriam ser lerdos?

– Eles não são surdos, Dustin – grito, atacando o Ciclope 2 junto com Tom. Felizmente, esse é bem mais burrinho que o outro. No primeiro golpe eu abro um corte no braço gordo do ciclope.

– Vai ajudar seu irmão, eu cuido desse sozinha! – digo para Tom.

– Vai cuidar de mim sozinha, garotinha? – diz o ciclope.

– Cala a boca, animal – resmungo, cortando ele de novo e fazendo-o gemer de dor. – Vai, Tom!

Ele finalmente resolve fazer o que eu digo e corre para ajudar Dustin. Tom pega seu arco no chão e atira uma flecha na barriga do ciclope. Infelizmente, o monstro a arranca rapidamente e só reclama de dor, mas não se desintegra.

Eu faço um terceiro corte no Ciclope 2, e resmungo porque ainda não é suficiente para desintegrá-lo. Infelizmente, ele também está ansioso para me matar. O monstro perde a paciência comigo, e me dá um tapa na lateral da coluna estilo matador-de-barata, que me joga no chão a uns três metros de distância dele. Digamos apenas que doeu o suficiente para me deixar no chão gemendo por aproximadamente quatro segundos.

– Você ainda não morreu! – o Ciclope 2 reclama.

Ele vem atrás de mim de novo. Haja paciência!

– Morra, garotinha! – ele diz, levantando a mão para enfiá-la na minha cara.

Pena que ele não sabia que minha espada é renovável. Eu rolo para o lado rápido, arranco o pingente do cordão, Chalinitis surge e eu decepo a mão dele.

– Aaaghhhh! – ele grita. – Garotinha má!

– Cala. A. Boca – digo, pegando a faca na minha bainha e lançando-a feito um dardo no peito do ciclope.

Ele finalmente se desintegra e eu aprecio o som da minha faca caindo no asfalto, junto com os restos mortais nojentos do monstro.

Eu me levanto rápido, pego a faca e coloco na bainha, e vou direto atrás do Ciclope 1 ajudar Tom e Dustin. Ao me ver chegando perto, o ciclope foge. Isso mesmo, ele simplesmente foge.

– Uau – digo, ofegante. – Não sabia que eu era tão assustadora assim.

Tom respira fundo, aliviado. Dustin vai buscar seu arco, que foi jogado na beira da estrada, enquanto Tom cata as flechas no chão, e eu observo o ciclope ir embora correndo.

De repente, tudo passa a fazer sentido.

É óbvio que não poderia ser tão fácil, afinal, somos semideuses. Vida de semideus não é fácil.

Tudo a seguir acontece em câmera lenta.

– Tom! – eu berro, fazendo-o levantar num pulo.

O ciclope não estava fugindo. Quer dizer, à princípio ele até poderia estar... mas aí viu o carro. Ele pegou o carro, estacionado na beira da estrada, e o levantou como se fosse uma bolinha de espuma.

Tom arqueja. Eu nem sequer tenho tempo de sair do lugar quando o ciclope joga o carro em nossa direção com toda a força dele. Eu me preparo psicologicamente para encontrar Hades do pior jeito durante os milésimos de segundo que o carro leva para chegar.

Você deve estar pensando "por que você não saiu do caminho, Emma?". Pois bem: você nunca teve um carro jogado em você por um ciclope. Eu fiquei paralisada, simples assim. Congelei e esperei a morte chegar.

Felizmente, ela não chegou. Porque no último segundo, Tom se jogou em mim, como um escudo, e nós dois voamos para o lado quando o carro atingiu o local onde estávamos e deslizou até se chocar contra o tronco de árvore na estrada.

Notas finais
"ciclopes são meio lerdos" isso não foi de forma alguma bullying com o Tyson ok? Ok.
"Eu fiquei paralisada" desculpa, esse foi o único jeito que eu arranjei de fazer o Tom salvá-la de forma heroica e fofa ♥
Enfim, deixem reviews por favor porque eu estou ficando desmotivada, e estou começando a escrever outra fanfic.