Dupla Identidade Vol. 1

16 Se livrando de mais uma bronca.


Notas iniciais
Hey, mais um capitulo, espero que gostem.

No dia seguinte...

Elena

Acordo com a claridade que adentrava o quarto, me mexo um pouco espreguiçando levemente, me ajeito na cama ficando um pouco sentada, olho em volta, percebo que a porta está aberta, do lado de fora estava Diego, que não estava sendo novidade já que todos os lados que eu olho, lá está ele, vejo Dylan , reconheço aqueles cabelos levemente bagunçados para cima, as bochechas rosadas e os lindos e hipnotizantes olhos azuis, o mesmo quando percebe que eu já estava acordada, quase deu um pulo por cima de Diego, eu tive que rir desse ato.

— Leny! Finalmente acordou. — Ele diz com uma animação contagiante, o mesmo me dá um beijo na testa e seguido de um abraço.

— Também senti sua falta pirralho! — Eu disse sorrindo meiga.

Percebo Tyler entrando no quarto com Miguel "pronto, agora ferrou de vez"

— Eu preciso dizer alguma coisa? — Miguel diz sério e eu engoli seco.

— Eu já sei o que você vai dizer. — Eu disse sem jeito.

— Meninos? Será que podem nos dar um minuto á sós? Quero conversar com a minha prima. — Ele disse formal sabia que ele iria brigar comigo.

— Ah não! Eu cheguei quase agora! — Dylan respondeu um pouco manhoso.

— Vai lá meu lindo! Depois eu fico com você o tempo que quiser, até você enjoar de mim. — Eu disse sorrindo para ele, o mesmo sorriu de lado com um biquinho fofo, em seguida Diego, Tyler e Dylan saíram. — Eu já sei o que você vai dizer. — Eu repeti fitando Miguel que tinha caminhado para fechar a porta.

— Eu não vou dizer nada! Estou sem cabeça para isso. — Ele disse baixo, porém grave e bem audível.

— Sé.. Sério? — Eu gaguejei não acreditando que tinha me livrado de mais uma bronca.

— Porém... Você sabe que seus pais vão ter que ficar sabendo disso... Não sabe? — Ele me olhava sério.

— Não! Eles não precisam saber! Você não precisa contar! Eles nem se importam. — Eu disse revirando os olhos.

— É claro que eles se importam Elena! Eles são seus pais e amam você! — Ele dizia me olhando.

— Me amam? Os haters me amam mais do que tudo que o Robert já amou na vida miserável que ele tem. — Eu disse irritada, falar desse assunto me deixa irritada de uma forma inexplicável.

— Elena, tio Robert teve uma educação rígida. Ele te ama sim, do jeito dele, mas ama. — Ele disse defendendo Robert cegamente.

— Qual é Miguel?! Quanto ele te pagou para você virar defensor dele? — Eu disse ficando sem paciência.

— Você meça suas palavras para me acusar de algo assim. — Ele disse aumentando o tom de voz. Ele ficou mais sério que o normal, provavelmente estava bravo.

— Desculpa. — Eu disse baixo quase em um sussurro, desviei o olhar dele e abaixando a cabeça de leve. Miguel tinha uma liderança que me deixava intimidada. Com o Robert era assim só que eu tinha medo dele. Com Miguel era respeito. — Não conta para eles, por favor. — Eu disse sem jeito.

— Está bom, mais dá próxima vez que você sair da linha, eu vou contar sem aviso prévio. — Ele disse com um suspiro em desistência.

— Obrigada e não vai ter próxima vez. — Eu disse sorrindo de leve.

— Acho bom. — Ele deu um mini sorriso de lado, quase imperceptível. Miguel não era igual Diego, Dylan, Enzo, Tyler ou o resto dos meninos, que demonstrava seus sentimentos. Ele era mais fechado, não demonstrava muito afeto pelas pessoas, e quando demonstrava era no mínimo um sorrisinho meigo, completamente raro.

Miguel era completamente gato, incrivelmente lindo. Eu sempre tive uma quedinha por ele, afinal tem como não ficar apaixonada por uma perfeição daquelas?! Eu espero que pelo menos uma vez na minha vida eu beije ele, nem que seja uma única vez, mas tenho que levar em consideração o fato de que ele é meu primo. "Um misero selinho não mata ninguém" , melhor eu parar com esse meus pensamentos, por que não é legal. Mas não é minha culpa, é culpa dessa voz irritantemente pervertida dentro da minha cabeça, nem sempre controlo elas.

— Não gosto de hospitais, está na hora de ir embora, não acha? — Miguel pergunta.

— Não sei se você sabe, mas eu preciso das minhas roupas para poder sair daqui. — Eu disse irônica, estava com um tipo de roupão de pano fino, na cor azul claro.

— Claro! Acho que Tyler trouxe algumas roupas para você e eu já aproveito e assino os papeis da sua saída. — Ele falou indo abrir a porta e saindo em seguida saiu pela mesma. Acho que menos de dois minutos depois Tyler entrou no quarto com uma mochila em um ombro só.

— Pediu para me chamar? — Tyler sorriu galante.

— Na verdade não! Eu só quero colocar uma roupa decente. — Eu ri fraco fitando ele.

— Ah claro! — Ele riu sem jeito entregando a mochila. — Eu vim aqui ontem, mas não pude ficar, e nem deixar as suas roupas. — Ele explicou enquanto eu abria a bolsa e olhava as roupas.

— Mais alguém veio me visitar? — Eu perguntei na esperança que Jorge tivesse vindo.

— Não... Ninguém. — Ele disse sério, mais dava para perceber a hesitação em sua voz.

É realmente ele não veio, significa que ele não se importa. Tirar uma casquinha, tudo que ele queria, não sei porque me sinto tão afetada por isso, ele só é mais um garoto idiota pela qual eu tive uma paixonite platônica, coisa que vai passar logo " assim eu espero".

Notas finais
Gostaram? Comentem, favoritem, recomendem, divulgue com amigos. Beijos, Lyns