Dupla Identidade Vol. 1
22 Planejando a Surpresa Perfeita (Parte II)
Notas iniciais
"Volto para a sala e levo um pequeno susto. "
—Demorei? Estava fazendo o que? — Bella já estava pronta, a mesma estava em pé, em frente á televisão.
—Pensei que ia demorar mais, eu... eu... estava pegando o suco. — Eu mostro o copo para ela e em seguida bebo um gole. Vou até o sofá e sento. "Essa foi quase!".
—Ah, entendi. — Ela sorri enquanto penteava seus cabelos.
—Você está tão... — Eu fui interrompido por um gritinho eufórico dela acompanhado por alguns pulinhos de animação. "Okay então, nem queria te elogia e dizer que você está tão linda que meus olhos não consegue desgrudar da sua imagem, e muito menos dizer que o sorriso estampado em meu rosto é porque a sua beleza estonteante me deixa tão apaixonado que até esqueço quem eu sou, eu nãoqueria falar nada disso", o pensamento irônico invadia minha mente.
—Não acredito, bem que eu poderia ir, pena que acabou os ingressos. — Ela se joga no sofá ao meu lado com os olhos vidrados na televisão. "Agora fiquei curioso!".
Olho para a televisão e está anunciando um show da Elizabeth Queen, "ela é fã da Elena? Que mundo maluco!"
—Você é fã da Queen? — Eu pergunto meio que já sabendo a resposta apenas pela reação e pelos olhos dela que brilhavam tanto.
—Fã? Eu adoro ela!! Ela foi uma influência muito importante durante um período da minha vida. — Ela vira me fitando com um sorriso simples e apaixonante. — Você também gosta dela? — A mesma me pergunta sem mudar sua expressão.
—Pode se dizer que sim... — Eu falo meio sem jeito. "Bom, ela é basicamente minha irmã transformada em uma pop star famosa, então pode ter certeza que eu gosto dela. "
Queria saber a reação de Bella, se ela descobrisse que o irmão dela esta saindo com a garota que teve influencia na vida da mesma, mas não vou descobrir essa reação por tão cedo! Assim espero.
—Não precisa se envergonhar, ela é incrível. -Ela sorria enquanto coloca a mão por cima da minha. Eu sorri pegando sua mão e dando um beijinho de leve.
Isso fez eu ter uma ideia genial, os ingressos haviam acabado, mas acho que ser um melhor amigo quase irmão da garota que vai fazer o show tem seus benefícios. Só precisava fazer algumas ligações.
—Está pronta? — Eu pergunto fitando a mesma.
—Estou sim, só vou por uma rasteirinha. — Ela sorri largando minha mão e indo rápido até seu quarto e voltando já calçando a rasteirinha. Ela estava usando uma regata branca com uma blusa com estampa jeans aberta por cima e uma legue preta. Ela pega um amarrador e coloca no pulso, pega seu celular que estava jogado na poltrona e sua chave, ela desliga a televisão e eu bebo rápido o suco. — Vamos? — Ela pergunta me fitando.
—Vamos sim, só vou levar o copo na cozinha. — Eu disse enquanto levantava.
—Não precisa. — Ela sorria meiga enquanto pegava o copo da minha mão e colocava na mesinha de centro. — Vem, vamos. — Ela ainda sorria, pega minha mão e ia me puxando para fora.
Entramos no carro e fomos a caminho do parque que particularmente eu achava mais bonito, calmo e que eu gostava mais... Tantos parques e eu fui gostar logo desse... Acho que era porque meus pais me levavam para brincar com meus primos.
O caminho era um pouco longo e fomos ouvindo musica todo o caminho, percebia Bella querer cantar e agir como maluca, facilito seu trabalho fazendo ela se soltar um pouco mais. Como? Agindo como maluco, doido, pirado, com um parafuso á menos. Ela ria de mim enquanto eu cantava acompanhando a musica aleatória que passava no radio, me chacoalhava no carro, porém atento ao caminho, percebo ela acompanhar cantando baixinho e se mexendo levemente no ritmo da musica, o cinto de segurança impedia ela de fazer grandes movimentos assim como eu. "Cinto de segurança para nós deixarmos seguros", lembrei de Dora Aventureira e acabei rindo com meus pensamentos desnecessários.
Eu passo em um mercado no caminho e compro algumas coisas com o cartão de crédito da Elena, afinal não trabalhava e ela que me bancava, minha nanica é um amor de pessoa. Bella me ajuda escolher algumas guloseimas, basicamente era a compra do mês, se eu não fizesse Elena iria arrancar meus órgãos com uma faquinha de serra.
Eu coloco as sacolas no porta malas, percebo que Bella fica com cara de "então tá, compramos, mas pra que tudo isso?", só dei uma explicação básica, afinal, não queria que ela ficasse entediada comigo falando os modos inimagináveis que a nanica iria me esquartejar se não comprasse logo. Enfim, tinha tanta coisa em mente, mas queria que todos os meus planos daqui pra frente sejam executados com perfeição.
Voltamos ao trajeto, poucos minutos depois chegamos no parque. Estacionei o carro, começam a andar pelo parque, agora sentia que eu estava meio acanhado, melhor puxar um assunto.
—Então Bella... O que acha da cidade? — Eu perguntei colocando as mãos no bolso.
—Eu acho ela interessante, muito mais populosa do que as cidades que eu já estive, inclusive é bem mais populosa do que minha antiga cidade que o povo parecia que se escondia nos confins do mundo. — Ela olhava pro chão enquanto falava, no final da frase ela dá uma pequena risada.
—Ah, qual é o seu sonho? Você tem um sonho né? — Eu perguntei meio atrapalhado, vai que ela não tem um sonho, mas acho que seria meio impossível, afinal quase todos tem um sonho.
—Meu sonho...? Eu costumo sonhar com elefantes cor de rosas ou unicórnios azuis. Mais acho que não é sobre isso que está falando... — Ela brinca me fazendo rir. — Um sonho... Sonho em poder ajudar as pessoas com a minha arte... Tipo algo que envolva desenhos. — Ela me fita meiga, continuávamos andando até que encontro um banco vazio, guio ela até ele, em seguida ambos sentamos.
—Uma carreira que você pretende exercer? — Eu disse fitando ela.
—Uma carreira? Eu gosto de dançar, isso conta? — Ela acaba dando uma risada gostosa que contagia quem estivesse ouvindo, inclusive eu.
—Vai fazer faculdade? — Eu fitava ela, virando de frente para a mesma.
—Eu quero muito, pretendo tentar uma bolsa integral em web designer ou artes cênicas, não tenho certeza. — Ela sorria o tempo todo, como se estivesse sonhando acordada enquanto conversava.
—Por que você não tenta entrar para uma academia internacional de dança? Nunca te vi dançar, mas tenho certeza absoluta que você dança bem demais. — Eu disse meio bobo e ela riu do meu jeito.
—Fácil falar... Dependendo das condições financeiras... O mundo hoje em dia é movido a dinheiro... Nunca se sabe, mas posso tentar. — Ela sorri e me olha.
Continuo o questionário, estava parecendo mais um interrogatório daqueles seriados policiais...
Nossa tarde foi ótima, andamos pelo parque, comemos , um bom exemplo, comemos sorvete, mas com esse tempo gelado tenho quase certeza que vou ficar com uma dor de garganta insuportável, um cachorro quente e até me sujei um pouco, entre algumas outras coisas que vendia no local, ela me fez deitar na grama e observar as nuvens e também os formatos que elas faziam no céu, cada gesto dela me deixava fascinado, com um brilho nos olhos e sorrindo bobo. Estávamos alimentando os patos na beirada de um lago, com as migalhas que havia sobrado do cachorro quente. Depois de algumas horas passeando pelo parque, Bella recebe uma ligação.
—Oi Gê... Não, eu estou no parque... Já chegou? Ah, já estou indo para casa mesmo... Se vira ai né, sempre eu que tenho que cozinhar... Está bom então, beijo. — Ela desliga.
—Seu irmão? — Eu acabo fazendo uma pergunta estupida, merecia uma patada bem dada depois dessa.
—É sim. Está ficando tarde não acha? — Ela me olha e em seguida para o céu que estava um pouco alaranjado.
—Melhor irmos. — Eu disse fitando o céu. Passei o braço pelo pescoço dela, e a mesma colocou o braço em volta da minha cintura, fomos andando até onde havia estacionado o carro. O caminho até a casa dela foi bem animado. Conversamos e rimos muito.
—Acho que agora é hora de dizer tchau. — Bella disse meiga. Ela tira o cinto, se aproxima de mim e me dá um selinho demorado, que logo é transformado em um beijo carinhoso. Fiquei surpreso, de um jeito maravilhoso. Logo ela para o beijo e dá um leve selinho rápido. — Adorei o passeio. Até depois. — Ela sorri e sai do carro. Estava meio em choque, não consegui dizer nada, ela acena e entra em casa. Fico alguns segundos sorrindo, depois dou a partida.
Chegou a hora de colocar tudo em pratica...
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