Notas iniciais
Mais um capitulo para vocês, espero que gostem.

Atualmente

Elena

Finalmente depois de longos minutos que pareceram horas, despertei conseguindo abrir os meus olhos, me sentia fraca, cansada. Olho em volta e percebo dois panos longos do meu lado esquerdo e direito, pareciam cortinas brancas, percebia uma mulher se aproximar, parecia que eu estava em um tipo de sala dividida. Não estava mais com o colar cervical fazia tempo que sentia um certo "vazio", e isso deixava meu pescoço mole e difícil de controlar. Uma mulher de cabelos longos pretos veio até a cama que eu estava deitada com um lençol branco gelado por cima de mim, até a altura da cintura. Ela usava uma roupa toda branca, até os sapatos da criatura eram brancos. Percebia também um nome no crachá que estava pendurado na roupa na região do busto, no meu lado direito e esquerdo dela.

— Vejo que a mocinha acordou. — Ela disse sorrindo e olhando uma ficha. Eu queria perguntar quem ela era, mas estava tentando processar tudo que estava acontecendo. — Você lembra qual é o seu nome? — Ela olhou para a ficha e em seguida para mim.

"É obvio que eu lembro meu nome, sou Elena Queen Collins, e Elizabeth Queen nas horas que não estou sendo apenas eu mesma"

— Ahh... — Eu tentei falar, mas sem muito sucesso, não conseguia formar frases, tentei mais uma vez e falhei de novo. Isso me fez entrar em desespero. "Como assim? Por que eu não estou conseguindo falar? Por que não sai nenhum som? O que aconteceu comigo?"

— Calma, não precisa ficar eufórica... Você se lembra o que aconteceu? — Ela perguntou tocando de leve minha mão, acho que tentando me acalmar de alguma forma que não estava ajudando muito. "Moça? É impressão minha ou você está dando em cima de mim?"

Tentei falar de novo, mas só resmunguei. Estava me sentindo catatônica, não controlava nem minha voz. "Ah que saco! Que droga viu? Ai nossa, será que eu fiquei muda? Para de besteira Elena, deve ser só os analgésicos, anestesia ou seja lá o que! Pensamento positivo"

— Só afirma ou nega com a cabeça. — Ela diz compreensiva, enquanto olhava a ficha colocando em um tipo de mesinha de alumínio ao lado da cama, somente seguia os movimentos dela com os olhos. — Você lembra o que aconteceu? — Ela repetiu com a voz calma e suave.

Eu tentei me recordar do que tinha acontecido e não lembro de muita coisa, somente de ter saído da boate muito brava pelo que Jorge disse. Ótimo, agora lembrei as idiotices que ele me falou. Que saco, preferia não ter lembrado essa parte. Lembro de estar dirigindo, ou pelo menos tentando, lembro também de uma luz na minha direção e minha cabeça começou a doer por fazer muito esforço para tentar lembrar. Odeio estar tão fraca, impossibilitada de me mexer, falar e até de tentar lembrar de acontecimentos recentes. "Espera! Que horas são? Tomará que eu consiga chegar em casa antes de O.O.S.A começar!", acho que perdi completamente a noção do tempo. Tantas coisas para me preocupar naquele momento e eu estou me preocupando em perder minha série favorita que passa aos sábados de madrugada, na verdade de sábado para domingo. "Hoje seria o primeiro beijo de Amber com Derek. Eles finalmente vão se beijar, e eu vou perder!". Eu sabia o que iria acontecer porque eu assistia na internet, mas agora que está passando na televisão vou assistir pela terceira vez. A primeira vez foi legendado, a segunda vez dublado, e agora na televisão. Não tenho culpa em ser viciada em Os opostos se atraem. A série roda em torno de dois casais completamente diferentes, Amber é a patricinha mimada, "dona" do colégio, líder das animadoras de torcida, e que tem a família mais rica da cidade. Ela finge ser aquela garota fria que não se importa com ninguém, mais no fundo é uma boa garota, porém, influenciada por sua amiga invejosa, Safira. Derek é um garoto de bom coração que não suporta pessoas que fingem ser superiores só por causa de suas contas bancarias. Ele sempre vai ao centro comunitário. Um dia seu amigo lhe dá um conselho para voltar a estudar e ele resolve tentar uma bolsa de estudos em um dos melhores colégios da cidade, e assim ele conhece Amber, ou melhor, o lado bom dessa patricinha, quando ela é "obrigada" a fazer serviço comunitário no mesmo centro que ele frequenta. Já o outro casal é um pouco mais ao contrário de Amber e Derek. Bryan é o capitão do time de Lacrosse[1], o segundo na lista de "dono" do colégio, ele é o típico garanhão, destinado á ficar com Amber, mas ambos não se suportam. Lyla começa a estudar no mesmo colégio que seu amigo Derek, e lá ela conhece Bryan, fazendo ele demonstrar sentimentos que ele pensava que não poderia sentir um dia.[2]

Olhava para a médica, ela parecia esperar uma resposta, eu lembrava do que aconteceu, mas não entendia o porque estava em um hospital. Balancei a cabeça negativamente.

— Você sofreu um acidente de carro... Tem sorte por ainda estar viva. — Ela sorriu.

— Dra.Singer... Paciente na sala 17, precisamos urgentemente da senhora. — Uma mulher apareceu perto da cama. Eu demorei um pouco até conseguir virar a cabeça e olhar para ela.

— Estou indo. Bom, descanse um pouco. — Ela disse se virando e saindo do meu campo de visão. Estava cansada, dolorida e com muito sono, parecia que eu tinha brigado com um dinossauro e perdido a luta. O que é um pouco óbvio. "Quem é o idiota que iria brigar com um dinossauro? E ainda mais, os dinossauros foram extintos há aproximadamente 65 milhões de anos atrás", mas isso foi apenas uma suposição.

Eu sofri um acidente de carro... Certo? Certo!

Eu poderia estar morrendo... Certo? Certo!

E se eu estivesse morrendo e a médica queria me acalmar para que eu não entrasse em desespero nas minhas ultimas horas de vida, ou minutos de vida... Agora não sei o que pensar.

Acabei me permitindo fechar os olhos novamente tentando não acreditar que aquela visão de uma sala de hospital seria o meu ultimo lugar visto.

Uma hora depois.

Acordo novamente, uma das cortinas estava aberta dando para ver outro paciente deitado na cama ao lado. Ele tinha um enorme corte na testa, o rosto dele estava coberto de sangue. Percebi que minha cama estava em movimento, me deparei com um enfermeiro empurrando a maca que eu estava. Olhava pra cima, vendo aquelas luzes passando, nem tão rápido e nem tão devagar, mas me fazia imaginar aquele momento que a vida passa "diante dos olhos" que só acontecem em cenas de filmes que a pessoa está morrendo e começa a pensar em todos os momentos que teve com os amigos, parentes, etc. Aquelas luzes passando me deixavam um pouco vesga e com a visão desfocada. Logo em seguida eles me levam para uma sala, meus olhos estavam cansados, EU estava cansada, exausta para ser mais exata, então meus olhos ficavam mais fechados do que abertos. Um médico fica ao meu lado colocando uma luz em um dos meus olhos, aquela luz me incomoda.

— Senhorita Queen? — Ele diz e eu abro os olhos sentindo uma claridade diferente no olho que ele colocou a luz. — a senhorita acordou, preciso que fique acordada. — Ele disse e saiu do meu campo de visão. Ele vira minha cabeça para o lado, ouço a porta se abrindo novamente. Alguém colocou um tipo de pano que cobria minha cabeça e um pouco do meu rosto. As mãos da pessoa eram delicadas e seus toques suaves, eu palpitei mentalmente que era uma mulher, sinto ela mexendo no meu cabelo, uma única mecha para ser mais especifica, depois de um tempo o médico repetiu que eu deveria permanecer de acordada, sinto uma agulha entrando na minha cabeça mas sem dor, e em seguida um liquido gelado se espalhando pela região, sentia leves puxões, parecia que ele estava costurando minha cabeça, mas... Por que? Por que ninguém está me contando nada? Eu mereço saber.

Poucos minutos se passaram, e ele fez o mesmo procedimento em uma região aproximada de meu rosto, e depois em meu braço. Acho que agora eu estava começando a entender o que estava acontecendo. Eu estava levando pontos, em seguida ele falou comigo, avisou que eu tinha levado quatro pontos na parte esquerda na cabeça, três na cabeça perto da testa e quatro no braço, ele explicou que eu teria que fazer tomografia para saber se eu quebrei algum osso do meu corpo.

Notas finais
[1] Lacrosse é um esporte de equipe de origem nativa americana jogado com uma bola de metal pequena e sólida e um bastão de cabo longo chamado 'crosse' ou 'taco de lacrosse', jogado principalmente na costa leste dos Estados Unidos e Canadá. A cabeça do taco de Lacrosse é amarrada com malhas soltas, projetado para capturar e segurar a bola de lacrosse. Os tacos assemelham-se a raquetes, porém com uma cabo comprido e rede um tanto pequena. Ofensivamente, o objetivo do jogo é marcar, atirando a bola na baliza do adversário, utilizando o bastão de lacrosse para capturar, transportar e passar a bola para "fazer". Defensivamente, o objetivo é manter a equipe adversária "longe" de marcar e despojá-los da bola através do uso de verificação de pau e contato corporal ou posicionamento. É jogado entre duas equipes em campo longo e retangular, com um gol em cada extremidade. Cada time tem um goleiro, o único jogador que pode pegar a bola com as mãos.. Os gols são constituídos por uma rede afixada em uma armação alta. Nas equipes masculinas, o time é formado por dez jogadores. Cada jogador usa um capacete com proteção para o rosto, ombreiras, protetores para as costelas e luvas. Os tênis tem pequenas travas na sola, como as chuteiras, para prevenir escorregões no campo. [2] Os opostos se atraem, é uma história de minha autoria, que possivelmente posso postá-la, se vocês quiserem. (O.O.S.A é uma abreviação de "Os opostos se atraem" ) Capitulo baseado em fatos reais. .................................................................................................. Favoritem, Acompanhem, comentem a opinião de vocês, compartilhem com amigos, ajudem a divulgar á história. O que acharam da possibilidade de ler Os opostos se atraem ? Me digam o que acham :) Até o próximo capitulo. Beijos, Lyns.