Dupla Identidade Vol. 1

20 Agora o "finalmente".


Notas iniciais
Heeeey, mais um capitulo fresquinho para vocês...

—O que você quer que eu diga? Que eu aceito suas desculpas? Okay então... Eu aceito o seu pedido de desculpas... — Eu havia ficado frustrada. Percebi que o mesmo estava me olhando, com cara de pena. Pena? PENA? "Eu não preciso que ele sinta pena de mim".

—E.... — Jorge começou falando e eu interrompi o mesmo.

—Você poderia ter no mínimo ter dado as caras no hospital, sabe? Só para saber se eu estava viva. — Eu havia ficado chateada.

—Mas eu fui te ver... — Ele levanta da mesa e eu faço o mesmo.

—Me ver? — Eu olhei para ele indignada. — Não venha mentir para mim, vamos ser sinceros um com o outro agora... Você nem se importou comigo, afinal você só estava interessado no meu corpinho. — Eu me viro de costas para ele e vou andando pela sala, fazendo gestos frenéticos com as mãos, como se minha angustia que estava guardada estivesse saindo por esses mesmos gestos. — Estava interessado em tirar uma "casquinha"... Não foi isso que você disse pra mim? — Eu disse com aspas virando para olhar para ele.

—Eu não me orgulho do que eu disse Elena, eu sinto muito por isso... Sinto muito pelo seu acidente... Sinto muito por ter feito você achar que eu era um babaca... — Ele disse tentando se redimir. — Mas eu fui no hospital te ver... E ver você deitada naquela cama, toda machucada me fez sentir pior do que eu já estava... Eu fui me despedir de você, antes de viajar... Até deixei recado. — Ele disse se aproximando de mim lentamente e sem movimentos bruscos.

—Deixou recado? Com quem? — Eu cruzo os braços abaixando meu tom de voz.

—Com aquele seu amigo lá... Taylor... — Ele erra e me fez dar um leve sorrisinho achando fofamente engraçado.

—Tyler. — Eu corrijo ele.

—Esse mesmo... Mais Elena... Eu me importo com você... Eu gosto de você. — Ele disse se aproximando mais um pouco.

—Gosta? — Eu já estava ficando meio boba. "Garoto, esse seu joguinho pode estar funcionando agora, mas não mais pra frente". — Então me fala a verdade... Por que você tanto brinca comigo? — Eu pergunto suspirando.

—Brincando? Com você? — Ele me olhava com serenidade.

—É, você não me leva a serio... — Eu acabo fazendo um pausa. — Hoje, quando estávamos quase... Nos beijando, você simplesmente saiu andando sem falar nada, sem nem dar um desculpa esfarrapada, sem nem falar um tchau. — Eu estava falando baixo, porém audível.

—Eu estava confuso... Não quero te magoar, mas também não quero ficar longe de você. — Ele deu um lindo sorriso, tocando em meu rosto. — Eu não vou ficar muito tempo aqui Elena, não quero que você sofra, ou fique chateado, ou qualquer coisa do gênero, quando eu for embora. — Ele dizia sereno, com calma e tranquilidade em sua voz, seus dedos gélidos faziam leves movimentos de vai e vem em meu rosto em forma de caricia. — Me partiria o coração saber que eu te magoei... De novo. — Ele sorri leve me fazendo olhar para aqueles lindos olhos, uma imensidão esverdeada. Não sei se era porque eu estava gostando dele, ou ele é realmente muito lindo.

—Então você não precisa ir... Fica... Por mim. — Eu sorri boba, enquanto sussurrava.

—Bem que eu queria tampinha... Bem que eu queria. — Ele suspira.

E por ali acabou o assunto, ficamos em silêncio, ele me puxa para um abraço apertado, ouvia seu coração, palavras não eram necessárias naquele momento, ele apoiava a sua bochecha no topo da minha cabeça enquanto fazia leves cafunes, isso era para ter sido cinco minutos, mas acho que virou quase uma hora, não me importava mais com o tempo.

Isso me era familiar, espero que nada estrague o momento novamente. Ele vai me soltando levemente, eu apoio em seu quadril, o mesmo segura em meu rosto com as duas mãos e me puxa levemente mais para perto. Eu fico na ponta dos pés e vou me aproximando conforme suas mãos vão puxando meu rosto lentamente para perto do seu. Finalmente consigo sentir nossos lábios se tocarem, estava torcendo para ninguém abrir a porta.

Seus lábios eram macios, discretamente carnudos, havia um enorme buraco negro em meu estomago "pessoas normais tem borboletas no estomago, comigo é diferente! Existe um buraco negro", estava arrepiando frio, me dava vontade de rir, de felicidade obvio, mas não queria quebrar o clima.

Começamos um beijo suave e romântico, sua boca se encaixava perfeitamente com a minha, eu conseguia acompanhar o ritmo dele. Depois de leves segundos, minutos, sei lá quanto tempo, isso era a ultima coisa que eu queria prestar atenção, ele se afasta e sorri para mim, o mesmo passa a mão em volta dos meus lábios e eu já imaginava que estava tudo borrado. Finalmente havia beijado ele, mas uma coisa eu tenho certeza, valeu a pena esperar, "apesar de que poderia ter dado uma apressadinha né? ".

Não queria que aquele momento acabasse, estava torcendo loucamente para que tivesse mais um segundo, terceiro, quarto e muitos outros 'rounds', eu não sabia o que esperar dele. O sinal toca, anunciando o final da aula, o bom é que eu não estava interessada mesmo, sei que posso repetir por causa disso, mas naquele exato momento, não estava ligando para nada disso.

— Quer sair daqui? — Jorge pergunta ainda com as mãos em meu rosto.

—Você quem decide. — Eu sorri boba. Estava me sentindo toda bobinha.

—É melhor irmos, se quiser eu te levo na sua sala... — Ele se oferece todo meigo. — Qual é a sua aula agora? — Ele sorri me soltando devagar.

—Para falar a verdade, não lembro.- Eu comentei enquanto fitava o chão. Estava desnorteada, boba, em êxtase , ainda não acreditava no que havia acontecido. Ele ri e me puxa suavemente colocando o braço em volta do meu pescoço. Ele abre a porta e saímos da sala. "Oh my God, nem acredito, beijei ele!".

Notas finais
Demorou mais aconteceu. O que acharam? Espero que tenham gostado. Comentem, favoritem, compartilhe com amigos, recomendem, que ajuda muito na divulgação da historia. Beijos, Lyns.