Duelo de reis
7 Reunião de segredos
A noite surgiu na dimensão e Victor se preparava para ir até o castelo, Set não aprovava isso, nem um pouco, mas Victor queria falar pessoalmente com o rei, sem Regan por perto.
Victor pegou seu casaco na sua cadeira e o vestiu, Set estava sentado no sofá de couro da sala de Victor, eles não falavam nada, só trocavam olhares.
Uma desaprovação de Set.
Victor abriu a porta da sala e saiu, Set foi atrás do pai.
Katy via o movimento dos vampiros, ela se perguntava onde eles iriam agora, ela tinha acabado de colocar Jasmim para dormir.
Katy já estava com seu pijama no corpo, ela viu Set passar.
Mais uma duvida para ela.
Ela chamou Set que se virou, Victor não se virou, continuou a andar.
Katy foi até Set e perguntou o que eles estavam indo, Set suspirou e respondeu.
–Vamos até o castelo.
Katy sorriu.
–Posso ir junto. -Pediu ela animada.
–Não.
o sorriso se desfez.
–Por que?
–Aquele lugar não é bom, Não gosto daquele rei.
–Por que você o odeia tanto, você por acaso já ficou de frente com ele?
Set deu de ombros.
–Não. -Sussurrou ele.
Katy colocou as mãos na cintura.
–Então! -Disse. -Me deixa ir junto.
–Não. -Set se virou. -Não confio muito naquele lugar para te levar. E se algo acontecer com você.
–Não vai acontecer nada.
Set a puxou e a abraçou forte.
Katy deixou, e ficou nos braços dele.
–Mesmo assim, me preocupo. -Sussurrou ele no ouvido dela.
Ele depositou um beijo no seu pescoço e depois nos seus labios e foi atrás de Victor.
Katy ficou parada no corredor. Ela queria ver o castelo, seu pai contou muitas historias sobre o castelo, e um pouco do rei, ele dizia que o castelo era enorme, e tinha varias torrers, jardins lindos, varios soldados, e vampiros trabalhadores, e um muro de mais de 10 metros que era composto por magia que era ligada ao rei vampiro.
Katy adorava quando seu pai chegava em casa e contava isso a ela, Katy ficava anima cada dia mais, para ser uma Salaved treinada e pronta para lutar e conhecer o mundo que vivia.
Mas a tragedia aconteceu, e ela nunca acabou seu treinamento, como nunca mais iria ver os pais. Os vampiros tinham assassinados eles.
Katy fechou os olhos e suspirou.
Ela não ia ficar parada, Katy em cinco minutos se arrumou e saiu correndo, ela viu os vampiros pegando os carros e saindo pelo portão.
Katy viu Neff, um vampiro que sempre fazia piadas nas horas que todos se reunião, ele era um vampiro brincalhão e idiota. Sempre as mulheres davam fora nele, e suas cantadas eram ruins.
Katy se aproximou dele.
–Neff posso ir com você até o castelo?
Neff sorriu envergonhado, ele ficaria ao lado de uma garota.
–C-Claro. -Disse ele deixando o pneu encher muito.
Katy riu.
Ele arrumou o pneu e entrou no carro. Katy entrou junto.
–N-Não sabia que você viria junto para o castelo.
–Eu posso ser uma garota, mas sou durona, agora vamos.
Ele assentiu e sorriu envergonhado.
A poucos metros do castelo, Katy viu a imensa obra, ela ficou feliz em ver com seus próprios olhos.
Os portões se abriram, e todos os carros entraram, os de Neff foi o ultimo, Katy gostou disso, assim Set só a veria dentro do castelo quando os portões estivessem fechados.
Todos sairam de seus carros perto do palacio do rei, Victor estava na frente, Set ao seu lado, Neff e Katy eram os de trás.
Um vampiro loiro com mais dois outros vampiros surgiram, um dos vampiros ao lado do loiro era muito lindo, ele estava com os braços cruzados e não tinha bom-humor.
–Sou Fallen. -Se apresentou para os novatos.
Victor já conhecia Fallen, ele e mais um vampiro eram os unicos.
–O rei esta se preparando, mas levarei vocês até a sala do trono onde a reunião sera feita. -Disse ele. -Se quiser deixar seus vampiros espalhados cuidando, fique a vontade, só diga para eles não sair daqueles cercados nem ir para o subsolo.
Katy se perguntou o que teria no subsolo e além daquelas cercas, ela ouviu dois vampiros a frente deles cochicharem.
–Dizem que no subsolo tem um cão de três cabeças.
–Impossível. -Falou o outro vampiro debochando.
–A é? Então por que não podemos ir lá?
–E me diga por que não podemos ir depois daquelas cercas?
–Por que existe dragões que comeriam vocês vivos. -Falou Neff ajeitando seus óculos.
Os dois vampiros ficaram os os olhos arregalados.
Victor deu instruções para eles se dividirem, Katy não ganhou nada, por que nem Victor sabia que ela estava ali.
Ela aproveitou a chance e entrou numa porta, era feito de pedras, e bem antigas, ela passou por alguns guardas que não fizeram nada com ela, só a observaram ela com as presas para fora, Katy se lembrou que ela estava em território inimigo, ela era uma loba e estava no ninho de vampiros.
Ela apertou o passo, sumindo umas escadas também feitas de pedras. Ela ficou aliviada por aquele corredor não ter vampiros.
Katy se escorou na parede e suspirou, ela viu varias estatuas e logo o corredor ficava escuro, ela foi para o outro lado, não queria encontrar um vampiro no escuro, mas parece que algo a encontrou.
Ela viu algo sendo arranhado no escuro, Katy sai correndo, a besta também corre atrás dela.
Katy sobe para o outro andar e vê uma porta grande dourada. Ela abre e fecha rápido, mas a besta bateu na porta, era algum bicho grande, pela força da batida.
Katy se viu dentro de um salão lindo, decorado a ouro, com varias figuras no teto e nos pilares, a sala era branca com algumas coisas de ouro, ela tocou nos pilares e se escorou.
Katy fechou os olhos e acalmou a respiração, a fera começou a bater de novo, até a abrir a porta. Katy se viu na frente de um cão de três cabeças. Eles a olharam e vieram em sua direção, Katy viu um porta, mas não alcançaria a tempo.
Katy corria, mas ela tropeçou caindo no chão. Seu cotovelo sangrou, ela gemeu de dor, a fera vinha mais e mais rápido, Katy gritou e fechou os olhos.
Mas não houve nada.
Ela abriu os olhos, Um vampiro com uma capa negra estava fazendo carrinho na cabeça do meio.
O vampiro sorriu e ordenou o cão a ir embora.
Ele se virou para Katy e estendeu a mão para ajuda-la.
–Ele é o melhor guarda costa do castelo. -Disse o vampiro.
Katy o observava, o vampiro era alto, 1,90, seu corpo era bem definido, seus cabelos iam até a nuca, e alguns fios rebeldes na testa, seus olhos eram azuis esmeraldas, que fascinaram Katy, um azul nunca visto, em sua boca os pares de presa a mostra, dizia dominante.
Ele pegou Katy e a levantou.
–Espero que ele não tenha comido sua lingua. -Brincou ele.
Katy tocou no cotovelo, ele viu o sangue escorrer, o machucado não tinha se cicatrizado ainda, o vampiro viu que ela não se alimentava devidamente.
–Sou Bruce. -Se curvou ele. -E você é a katiana Salaved.
Katy arregalou os olhos.
–Como sabe?
–Você fala. -Brincou ele sorrindo.
Katy xingou ele. Ele riu.
–Sou o rei vampiro, meus estudos são saber os nomes de cada membro importante de famílias. Você é uma Salaved, um membro puro.
–Você é também?
Ele assentiu.
–Sou, mas sou mestiço.
–Mestiço?
–Tenho duas linhagens puras no meu sangue, Waycheming e Wesntey.
–A linhagem caçador e vampiro. -Disse ela.
Ele assentiu.
–Mas o que uma loba com o cheiro tão doce faz no meu castelo? Não me lembro de escravizar lobos.
–Vim com os Mister's.
Bruce não gostou disso.
Katy tocou no cotovelo.
–Você não se regenerou ainda. -Disse ele. Katy viu isso também. -Você não se alimenta devidamente.
–O que devo me alimentar.
–Carne humana, ou sangue, mas se você tirar sangue de algum humano ele morre, um vampiro conseguia se manter vivo.
Ela não queria matar nenhum humano, Katy o olhou.
–Quer que eu cure isso para você? -Ele apontou para o braço dela.
Ela o olhou e assentiu.
Bruce pegou o braço dela e dobrou um pouco, Katy sentiu dor, Bruce passou sua lingua no seu machucado, provando seu sangue bom, e logo o ferimento se cicatrizou.
Ele depositou um beijo ali e olhou para Katy.
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