Notas iniciais
Obrigada por abrirem a minha história e começar a ler o capítulo. Muito obrigada mesmo. Sabemos o quanto é difícil começar uma história, mas aqui está e eu espero que vocês gostem.
Boa Leitura.

Duas meninas de cabelos loiros e olhos verdes brincavam no jardim. Elas tinham o cabelo do pai e os olhos da mãe. Eram, de longe, as princesas mais lindas de todo o ocidente. Balançando com os cabelos ao vento estava Amber, cujo nome foi dado em homenagem a avó, a rainha Amberly. E gargalhando deitada na grama verde estava Serena, cujo nome foi dado pela tranqüilidade que sua avó possuía. Seus pais, Maxon e America, caminham de mãos dadas pelo mesmo jardim que suas filhas brincavam. Eles eram uma família feliz e unida.

O tempo foi passando e as meninas crescendo (e também aprontando). Sempre curiosas e divertidas, traziam vida para o castelo. O sol entrava pela janela e logo se ouvia as risadas pelos corredores. Cada dia descobrindo coisas diversas e totalmente diferentes; coisas inimagináveis.

O tempo foi passando e Amber desenvolveu o habito de leitura, Serena o musical. Elas eram diferentes, como água e o vinho. Mas sempre andavam juntas. Nunca vamos deixar nada nos separar, prometeram. E assim se foi cumprida a promessa. Elas raramente brigavam e se importavam uma com a outra. Era impressionante ver irmãs tão achegadas.

Era por volta do meio-dia. A luz do sol raiava sobre a janela na sala de jantar. A família real terminava sua refeição animadamente. Amber contava a sua ultima aventura, dentro dos livros é claro, e Serena tentava descobrir uma trilha sonora perfeita para quando a corte italiana chegasse. Maxon olhava fixamente para as meninas e depois para Meri. Ele estava orgulhoso das lindas mulheres que suas filhas se tornaram.

- Vai ficar perfeito, Serena. – Meri disse docilmente. Ela fitou Maxon que concordou com a cabeça. Era o sinal de que deveriam começar o assunto.

- Meninas, como vocês sabem é uma tradição de Illéa realizar uma pequena competição para definir quem será o próximo herdeiro do trono, denominada a Seleção. – Ele fez uma breve pausa. – Pois bem, essa Seleção é realizada perante um príncipe, que procura sua esposa.

- Entre 35 garotas, o príncipe deverá escolher somente uma. – Serena interveio. – Perdão, pai. Mas nós sabemos desta história. Foi assim que vocês se conheceram.

- Exatamente, Serena. Mas o detalhe é que é realizado somente para um príncipe em Illéa. E pela primeira vez, tivemos não apenas uma, mas duas princesas.

- Então conversamos entre nós – America fez uma pausa -, e decidimos que pela primeira vez na história de Illéa teremos uma seleção para duas princesas.

As duas princesas se entreolharam. Estavam espantadas, não esperavam essa decisão. Ora, ninguém nunca havia pensando em amor, príncipes ou competições. Como poderiam elas, competirem entre si para conquistar o coração de alguém e a coroa?

- Eu sei que não é o que vocês esperavam; sei que deve ser confuso, mas acreditem é um bom modo de voltarmos com as antigas tradições de Illéa e nos adaptarmos para o nosso século.

- Parece ser ótimo pai... – Amber disse receosa.

- Como vamos saber se o cara gosta mesmo da gente ou só quer a coroa? – completou Serena.

As gêmeas adoravam completar a frase uma da outra, como se soubessem exatamente o que a outra pensava ou queria dizer.

- É difícil, eu sei. Foi difícil para mim e vai ser para vocês. Mas logo vão saber o quão vai ser legal conhecer alguém que se importa de verdade com você. – Maxon pegou na mão de sua esposa e depositou um beijo que fez com que a mesma suspirasse de amor.

- E se nós duas nos apaixonarmos pelo mesmo cara?

- Se isso realmente acontecer, veremos o que vamos fazer. – America respondeu. – Mas precisamos saber se vocês estão realmente de acordo com isso.

Elas se entreolharam. Estavam apavoradas, mas parecia tão interessante e tão desejável. Elas concordaram com a cabeça. Seja o que Deus quiser, pensaram.

- Ótimo. Temos que começar a preparar os formulários de inscrição. Cuidarei disto enquanto vocês cuidam da recepção da corte italiana. – Maxon se pronunciou animadamente.

**

O salão das Mulheres estava agitado. Tecidos, maquiagens e cosméticos eram notáveis. As criadas ajudavam America com seu casamento enquanto as gêmeas se maquiavam como era de costume. Era um hábito e um modo de mantê-las unidas. Mesmo se não passassem um momento do dia juntas, teriam esse intervalo de tempo para se comunicarem.

- Serena. – Amber a chamou.

- Não se mexa Amber. Eu estou terminando de passar o delineador. – Serena respondeu, terminando o fino traço preto na pálpebra de sua irmã. – Pronto; o que você queria me falar?

- É sobre a Seleção. – ela sussurrou – Eu estou com medo e você?

Serena deu um sorriso bobo. Seu rosto estava manchado com um blush muito forte. Sua irmã pegou um pincel e espalhou deixando suas bochechas rosadas e suaves. Serena a olhou devagar;Amber estava com os olhos abertos, aguardando uma resposta.

- Eu estou completamente apavorada.

As duas sorriram e foram para perto de sua mãe. Aguardando o badalar dos sinos da igreja, indicando sete horas e conseqüentemente a chegada da corte italiana.

A corte da Itália sempre ia para Illéa tratar sobre negócios. O ministro estava acostumado a ver Maxon, e eram até amigos. Sua esposa e America se deram super bem, mas o problema era entre Joselina e as gêmeas. Joselina era a única filha do ministro, seu tesouro e a mais arteira de todas as meninas. Nunca se deram bem. Nem mesmo quando brincavam de boneca; Joselina sempre queria acabar com o príncipe e nunca revezá-lo com suas “amigas”. E principalmente agora, quando o assunto principal dela era príncipes.

A família italiana chegou com grande estilo. Todos pareciam felizes de estar ali, até mesmo Joselina.

- Vocês não são acreditar no que aconteceu. – disse a garota enquanto se sentava em uma cadeira. – Eu conheci um garoto incrível.

Elas reviraram os olhos. Elas não se interessavam por isso, mas logo precisariam.

- Seu nome é Dimitri, ele é da família dos franceses. Alto, moreno e principalmente...- ela fez uma breve pausa. – Tem um abdômen lindo!

As gêmeas riram ao se lembrar da situação de sua mãe quando estava na Elite. As meninas olhavam os guardas se exercitando e foi quando souberam que America tinha visto Maxon sem camisa.

- E como você sabe isso? – Amber perguntou, mas não obteve resposta. – Você o viu sem camisa?

- Amber, minha querida ingênua. Nós estamos namorando.

- Como assim, Joselina?

- N-A-M-O-R-A-N-D-O. – ela soletrou. – Por favor, temos 16 anos. Já estamos na hora de namorar alguém. E vocês, ainda não descobriram nada de interessante em Illéa?

Em Illéa não havia muitas regras; apenas uma, que valia no passado e vale até hoje. Qualquer relação fora do casamento deverá ser punida, a menos que seja na seleção entre o príncipe e a selecionada. Era válido desde as ultimas seleções até o dia de hoje. Elas nunca acreditaram que isso seria possível, até que um caso recente provou o contrário. Marlee, melhor amiga de America, sofreu muito quando descobriram seu caso com um dos guardas do castelo. Isso não teria problema nenhum, se ela não fosse uma das selecionadas. Neste caso, ela e seu amante sofreram perante o rei e na frente de toda Illéa. Essa história serviu de aviso, não apenas as selecionadas, mas a todos.

- Não. – pronunciou Serena. – Nós vamos fazer algo melhor, vamos fazer uma seleção.

- Hum... Uma seleção. Parece legal. – disse Joselina, com muita inveja. A seleção é algo próprio de Illéa, então qualquer outra nação não poderia fazê-la. – Ter que escolher um em cada 35 garotos, que podem estar ou não interessados em você. E ainda com sua irmã que pode se apaixonar pela mesma pessoa, uau. Parece ser bem legal.

Sabemos que Joselina queria encomodá-las, tornar a seleção algo horrível, simplesmente pelo fato de não poder ter uma pra si. Ela se retirou e foi ficar com o resto de sua família.

- Serena, ela me deixou ainda mais nervosa.

Elas se aninharam e Serena respondeu docemente:

- Eu também estou com medo, mas se ficarmos juntas nada de ruim vai acontecer.

E novamente mais uma promessa.

Os formulários ficaram prontos, foram mandados para toda Illéa. Agora faltava esperar os resultados. A corte logo se foi embora, junto com Joselina, para a tranqüilidade das meninas.

Notas finais
Sei que devem ter muitas outras histórias com esse roteiro, mas se houver saibam que eu estou com essa história desde Abril, mas só agora eu pude postar. Então se você acham que é plágio, saiba que não é. Espero os comentários...
Beijos