Duas garotas, um suspeito e os caçadores espituais

1 Duas garotas, um suspeito e os caçadores espituais


Notas iniciais
Primeiro capítulo falara sobre o começo da amizade de ambas as garotas.

Dia vinte e seis de outubro, oito horas da manhã.

Lee estava se arrumando para ir para a escola e sempre demorava de propósito para chegar atrasada e não conseguir entrar na sala de aula, o lugar de seu sofrimento. Mais um dia que passava lentamente, mais um dia normal e sem novidades na sua vida. Toda vez olhava para o espelho e se perguntava porque ainda estava naquele mundo.

—-- Lee, está pronta? — Pergunta sua mãe, já subindo as escadas, quase abrindo a porta do quarto.

—-- Estou quase. — Responde a garota, rapidamente colocando um casaco de capuz para esconder os cortes no seu braço, algo que ela não fez e sim seus colegas de classe.

Sua mãe abre a porta do quarto e lá estava a garota, terminando de pentear o cabelo e em seguida colocando um arco na cabeça, algo desnecessário já que ela sempre andava de capuz.

—-- Sempre atrasada. Vamos? — Suspira sua mãe, rindo um pouco.

—-- Deve ser de nascença. — Responde a garota, pegando a mochila que estava no chão e em seguida descendo as escadas.

Lee, a garota branca de cabelo castanho e olhos alaranjados chega na cozinha e pega o café da manhã preparado pela sua mãe. Ambas moravam sozinhas depois que a garota foi abandonada pelo pai. Sua mãe trabalhava como escrivã da polícia nesse pequeno interior onde moravam, Stowe o nome.

—-- O almoço estará na geladeira. Só pegar e depois esquentar no microondas. Te amo e tenha um bom dia na escola. — Dizia a mulher, beijando a cabeça de sua filha.

—-- Eu também te amo... — Suspira a garota, indo para a sala e pegando seus patins.

Ao pegar seus patins, Lee se senta na sacada de sua casa e lentamente os calça, pensativa. Era uma garota que sempre era vista com uma expressão triste e pensativa estampada em seu rosto pequeno de pre adolescente. Ao calçar os patins, a garota pula da sacada pequena que seria na frente da sua casa e começa a patinar na rua em direção a escola. Patinava lentamente para não chegar cedo, sendo que infelizmente sempre chegava já que sua mãe a acordava cedo para isso.

Logo ao chegar, ela tira os patins e os coloca na bolsa antes de entrar. Ela respira fundo e logo começa a andar lentamente pelos corredores em direção ao seu armário, aquele que seria todo pintado e arrombado todas as semanas e por isso tinha que toda vez trocar o cadeado. Felizmente ainda não havia sido arrombado essa semana. Suspira fundo, abre o armário e não sabia o motivo daquilo já que ela não deixava os materiais no armário com medo de ser roubada mais uma vez.

O sinal toca e lentamente a garota caminha para a sala de aula e ao chegar se senta no fundo da sala, naquela mesa rabiscada com palavras terríveis para deixá-la com uma auto estima baixa que ficava no canto, ao lado da janela e em um canto um pouco escuro. Lee se senta e antes que algum colega de classe fosse caminhar até ela e falar ou fazer algo, a professora de biologia chega, aquela que todos temiam e Lee gostava. Também tinha medo, porém na aula dela se seria segura já que ninguém iria se atrever a fazer algo com ela justo naquela aula. Para a sua sorte seriam logo duas aulas sem perigo nenhum, porém longas e tediosas. Não achava ruim já que se sentia protegida.

Para dar uma pequena resumida, a aula acaba e antes que pudessem fazer algo com ela, a garota fez o que sempre fazia, pulava a janela, porém uma hora ou outra a pegariam e fariam coisas com ela como agressão ou coisas do tipo. Sempre carregava a bolsa para os colegas não roubarem e estragarem suas coisas e logo foi para a área infantil, aonde tinha que pular o muro para isso já que a escola era dividida entre a área das crianças e a área do ensino médio. Lee seria uma garota do primeiro ano que estava bem adiantada para a sua idade e por isso seria a mais nova da sala. Como ainda não tinha nenhuma criança por perto, sentou-se em um dos balanços, levantou a manga do seu casaco e ficou olhando seu braço todo cortado.

—-- Quantos cortes profundos... Deve ter sido uma dor desgraçada. — Falou uma voz feminina e estranha.

Não sabia de onde vinha aquela voz e Lee logo procurou a autora daquela fala. Não foi fácil procurar já que a voz se tratava de Abby, uma garota de dezessete anos de cabelos vermelhos que estava no balanço ao lado.

—-- Sim, infelizmente. Principalmente porque a autora não foi eu e sim os colegas da minha sala. — Suspira a garota mais nova, começando a se balançar.

—-- Você falou comigo!? — Estranhou a garota de cabelos vermelhos.

—-- Sim, com quem mais estaria falando já que você é a única que está ao meu lado. — Reponde Lee.

—-- E por qual motivo eles fizeram isso? — Pergunta Abby.

—-- Motivo de bullying. O pior é que nem sei porque fazem isso comigo. Isso foi desde que cheguei nessa escola e infelizmente não posso sair porque essa é uma das únicas escolas daqui já que a outra ainda está em construção. Se eu pudesse, nem voltava para a sala hoje e nem todos os dias. — Suspira Lee, ainda se balançando.

—-- Entendo... Não se preocupe, esses miseráveis ainda irão pagar. E em questão de não voltar para a sala de aula, vamos fazer qualquer coisa longe desse lugar, sua bolsa já está aqui mesmo... Vamos! — Diz a Abby, puxando Lee do balanço.

—-- Ok, ok. — Lee topou na hora, pegando a bolsa do chão enquanto era puxada por Abby. Faria de tudo para não voltar para a sala, até mesmo acompanhar uma adolescente estranha que acabou de conhecer.

—-- Como se chama? Me chamo Abby. — Dizia Abby, ainda puxando a garota mais nova.

—-- Me chamo Lee. — Suspira, ainda sendo puxada.

O dia de ambas não foi ruim, talvez tenha sido um dos dias mais divertidos na vida de Lee. Ambas foram ao parque, a um fliperama que tinha no local e em seguida foram para um lago aonde tinha os crocodilos aonde Lee sempre ia para alimentar aquele bichos ferozes e também fazer carinho neles sem medo. Aqueles animais ferozes já tinham se acostumado tanto com ela indo lá e os alimentando que não a estranhavam quando ela se aproximava. No começo estranhou Abby, que ficou com medo de fazer carinho nos animais. Aquele dia de diversão e de matança de aula passou rápido e já seria a hora do almoço.

—-- Você quer ir para a minha casa? — Pergunta Lee para Abby que aceita na hora.

Andando, ambas conversam durante o caminho que não seria tão longo até a casa. Ao chegar Lee pega o almoço deixado pela sua mãe na geladeira, esquenta e coloca metade para Abby. Ambas almoçam na sala enquanto assistem qualquer coisa na televisão. Havia sido um dia legal e início de uma estranha e maravilhosa amizade, sendo que tinham algumas coisas que Lee ainda não sabia.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.