Duas faces da mesma moeda
28 Capítulo 25
Notas iniciais
Havia se passado um mês desde que Edward tinha sido preso e as coisas não andavam muito bem. Durante esse tempo, Bella tinha "ganhado" o direito de sair do quarto e andar pelo apartamento , mas Anthony ainda fazia de sua vida um inferno. Riley chegou a invadir a Ap e esmurrar a cara do cunhado, mas não conseguiu tirar sua irmã de la.
Tinha chegado o momento que todos aguardavam com o coração na mão — menos Anthony -, o julgamento. Alice e Jasper estavam no carro em direção ao tribunal.
– Ainda não acredito nisso — suspirou irritada a caçula dos Cullen.
Quando Alice descobriu que Anthony tinha denunciado o irmão entrou em em choque e queria correr em direção ao irmão mal — como ela anda chamando Anthony — e esfaqueá-lo. Dentro de sua cabecinha inteligente e um tanto criativa, a menina havia formado varias cenas em que matava o irmão dolorosamente — ela não era agressiva , mas Thony havia lhe tirado do sério — e sorria com isso. Depois do que ele fez com seu amado Jasper, Alice so guardou mais rancor dentro de seu peito e após saber que ele denunciou Edward por algo que ELE tinha sugerido...Ahh isso a revoltou mais ainda.
– Eu sei, amor. Mas tenho certeza que Edward vai sair livre disso. — Jasper olhou para ela por um segundo antes de desviar sua atenção para a estrada novamente.
– Como ele pôde ? Ele armou essa bagunça toda e agora quer que o Edward pague ? Como se ele tivesse armado tudo e obrigado o santo — desdenhou na minha palavra e soltou uma risadinha — e ..oh meu Deus, pobrezinho do Anthony! — ironizou
– Olha, Anthony sabe jogar , mas existem provas de que ele roubava a empresa e advogada do Edward pode usar isso contra ele, não é ? Pense pelo lado positivo, linda, Anthony é o errado nessa história e ele vai pagar...- suspirou — de uma forma ou de outra...
– O que quer dizer com isso ? — Alice olhou para o amado. Sua cabecinha ja pensava mil coisas a respeito disso.
– Anthony mexe com pessoas de baixo nível Alice, não me admiraria se...- ele olhou para ela, mas desviou em seguida.
– Se ele ...- ela olhou pela janela por um segundo, pensando — se devesse para essas pessoas e fosse morto ? Creio que não, Jazz. Anthony pode ser um mentiroso hipócrita mas duvido que ele correria riscos...
– Talvez você tenha razão. Mas, Alice...- Jazz ponderou por uns segundos antes de falar.
– Sim ?
– Ele é seu irmão. Não sente nada por ele ? Nenhum tipo de ...
– Medo ? — interrompeu — Jazz...- suspirou — querido, amo os meus irmãos. Não da mesma forma, é claro... Mas por mais que eu ame, eu não posso aceitar toda a sujeira que Anthony fez e sim, eu tenho medo por ele porque sei que algum dia ele vai pagar, como você disse. Tenho muito medo disso...
O casal parou no sinal vermelho e Jasper olhou o rosto bonito de sua amada. Ele a amava tanto que chegava a doer e odiava ver os olhinhos dela tão tristes.
– De alguma forma, tudo vai dar certo..- ele segurou a mão dela e apertou tentando lhe passar força. Ela maneou a cabeça positivamente e forçou um sorriso.
Era o que ela esperava. Que tudo desse certo.
~~~
A tensão era palpável no tribunal de Nova York tanto no lado de fora quanto no de dentro. Havia uma quantidade significante de pessoas do lado fora que queriam um gostinho do drama da família Cullen.
Todos se levantaram ao mesmo tempo quando o Juiz Salvattore entrou na sala.
– Que seja aberta a causa — ele disse.
Bella estava sentada entre Alice e Esme. Sua expressão, que antes era de uma mulher jovial, estava agora abatida e com profundas olheiras. Não estava sendo fácil para ela e nem para ninguém, mas Bella carregava o filho do homem que ela amava e que poderia ser condenado naquele tribunal.
– Edward Cullen, processado pelos crimes de usurpação de personalidade com ameaças de morte e tentativa de homicídio contra a pessoa de seu irmão gêmeo, Anthony Cullen.
" A promotora do Ministério Público : Christina Kinsella. O advogado de defesa George Tucker e advogado de acusação Aro Volterra.
Que entre o acusado."
Edward Cullen entra na sala acompanhado de um policial. Seus olhos são atraídos para os olhos da mulher que mudou tudo. Bella estava lá, por ele, pelo amor deles e por acreditar que ele era inocente e que a amava e o jovem quae sorriu com o pensamento. Sentou-se do lado de seu advogado e suspirou. Era o inicio de algo que mudaria sua vida. A meses atrás não poderia imaginar que estaria sendo julgado, a meses atrás ele pensava que nunca mais veria sua família e permaneceria na doce Londres .
– Senhor Anthony Cullen, pode se aproximar para seu depoimento — disse o Juiz.
Anthony levantou-se do lado de seu advogado não sem antes olhar para Edward e em seguida para Bella. Em seus pensamentos, a luta ja havia sido ganha e o ganhador tinha sido unicamente ele. Ele sentou para declarar e fazer o juramento.
– Jura dizer somente a verdade nada menos do que a verdade ? — o secretário lhe perguntou — levante a mão direita e jure.
– Juro. — respondeu.
– A representante do ministério público, por favor, pode se aproximar — o juiz declarou.
Christina Kinsella se levantou com classe da cadeira na qual estava sentada próxima ao advogado de acusação. Vestia um terninho bege e tinha os cabelos loiros presos em um coque alto. Andou até Anthony e deu início.
– Senhor Cullen, o que tem a nos dizer sobre seu irmão ?
– Eu nunca pensei que ele iria por este caminho. Nunca pensei que ... — uma pausa — que ele faria uma coisas dessas. Certo que Edward e eu nunca fomos aqueles irmão gêmeos que tem um tipo ...de ligação, sabe ? Sempre fomos ...diferentes — ele olha para Edward.
– Como tudo isso começou ? — Christina pergunta
– Foi quando eu fui para Londres, a negócios. Numa noite, decidi ir a um restaurante e lá o encontrei. Edward se aproximou da mesa e eu fiquei tão surpreso...pois não o via a anos.
FLASHBACK
Entrei na PUB e logo tratei de me acomodar e fazer meu pedido. Peguei o celular e ia ligar para Bella a fim de saber como ela estava. Alguém pigarreou e levantei meus olhos e parecia que eu estava olhando um espelho.
– Ola, irmão. — ele disse e engoli em seco antes de responder.
– Edward...
– Muito tempo,não é ? Não vai dar nem um abraço no seu irmão ? — Eu sentia a falta dele, mesmo ele não sendo um bom irmão...as vezes.
– Claro! — Me levantei e sorri. O abracei.
– Então, como você esta ? — perguntou quando voltei a me sentar.
– Estou bem e você ?
– Eu...ah, não tanto quanto, imagine. Vai ficar quanto tempo ? — perguntou-me
– Uma semana...ou mais, não sei ao certo. Por que ?
– Poderíamos conversar amanhã ? No seu hotel .
– Claro!! — Respondi de imediato, mas o que ele gostaria de conversar ?
– Ótimo. — sorriu. Seu olhar era frio, sem emoção, mas eu via algo la no fundo deles. Algo grande e inteligente. Não sabia o que poderia ser
– Aqui esta o nome do hotel — entreguei-lhe o papel — vou esperar.
– E eu estarei lá. Vou ...- apontei para trás — voltar para os meus amigos. Nos vemos amanhã.
– Nos vemos amanhã, irmão. — apertamos as mãos e ele se foi.
Voltei a me sentar e o observei se afastar. As pessoas ao nosso redor nos olhavam, claro ,e eu me perguntava o que ele poderia querer com esse jantar. Não tinha guardado magoas de Edward por ele ter roubado a empresa do nosso pai, mas la no fundo a desconfiança ainda era viva.
~~~
Esperei ele no dia seguinte no hotel, como combinamos. Confesso que estava mais curioso do que antes, mas talvez eu esteja imaginando coisas e ele só queira conversar sobre nossa mãe e irmã. Pedi um uísque enquanto o aguardava.
– Bom dia, irmão! — Ele disse ao se aproximar.
– Bom dia, Edward. — levantei o copo para ele, comprimento-o. Ele se sentou — Então, vamos conversar sobre..?
– Senhor ? Um Uísque também ? — o garçom perguntou.
– Sim, claro. — o garçom saiu novamente, nos deixando sozinhos. — Então, fale-me sobre sua vida . — indagou — me parece muito bem.
– Estou sim — respondi — me casei com uma adorável mulher, Isabella, e a empresa.. huh..esta ótima! Sou o presidente agora.
Ele balançou a cabeça positivamente e com a face obscura, sem expressão alguma que eu pudesse ler e tentar adivinhar seus pensamentos.
– E a sua vida, como anda ? — perguntei.
– Bom — ele riu sarcasticamente — Tenho que trabalhar numa biblioteca e entrego...pizza nos fins de semana.
– Um Cullen entregando pizza ? — franzi o cenho.
– Não sou mais um Cullen...só Edward.
– Oh pare com isso! Você é um Cullen e ainda. Se nossa mãe ouvisse você falar assim..- neguei com a cabeça . Você de fato roubou ? !
Ele sorriu
– Anthony, eu precisava do dinheiro — Edward disse — e ... sim.
– Ah Edward, droga!
– E ainda preciso de dinheiro..- continuou.
– Eu posso te ajudar... — sugeri verdadeiramente — posso te emprestar dinheiro, irmão.
– Você vai me ajudar, Anthony. Mas de outra forma..- ele se encostou na cadeira e sorriu.
– Outra...forma ?
– Por que você não me deixa desfrutar da sua maravilhosa vida, hein ? — desdenhou- Por..um tempinho. O que me diz ? Quero sentir o gostinho da sua plena felicidade, irmão.
Não estava acreditando na proposta que ele estava fazendo. Ele queria trocar de lugar comigo ? Voltar pra NY como se fosse eu e assumir a empresa e permanecer na minha casa para enganar a minha esposa ?
– O que...- ri de nervoso — você esta louco ? ! É claro que não vou aceitar uma estupidez dessa!
– Ah não ? Bom — ele se apoiou na mesa com os cotovelos e juntou as mãos, olhando diretamente para mim. — Sento lhe dizer, mas vou sim usurpar o seu lugar na sua casa e na empresa, e você ira pra longe, entendeu ? Ou você aceita isso definitivamente ou eu mato você e sua ...Isabella, não é ? — riu — sua adorável esposa.
Estava em estado de choque e meu coração batia acelerado. Minha mente trabalhava nas palavras dele sem conseguir processar direto o que ele tinha acabado de falar. Eu não tinha escolha ? Sim, eu tinha!
– Não! Não vou deixar você...você esta louco! — ia me levantar, mas ele me impediu.
– Mato sua esposa e você também, irmão. Não me venha com esta cara de santo pois ja trocamos muitas vezes de lugar e você não reclamou nem um pouco. Eu vou para sua casa e se você pensar em me denunciar...ah... eu ocupo seu lugar para sempre, entendeu ? Ficarei com Isabella, com a empresa e Deus, faço sua morte parecer um acidente..."
FIM DO FLASHBACK
– Eu pedi para voltar para casa — Anthony disse — eu implorei. Sentia tanta falta de Bella...que doía...doía demais saber que ele poderia ..fazer algo de mal para ela — olhou para Bella, que tinha a repulsa nos olhos. Ela queria gritar, dizer que todas as coisas que saiam da boca daquele homem eram mentira...mas ela não podia. Ele era mais forte, ele tinha mais poder e ele poderia acabar com tudo em um estalar de dedos.
A promotora Cristina tinha total atenção nas palavras do homem e absorvia cada detalhe do depoimento.
– Então quer dizer que o senhor manteve contato com o réu ?! — ela caminhou diante do jurados.
– Sim.
– Estão vendo ? — ela falou para os jurados — Este homem sofreu a dor de ter sua mulher nas mãos se outro. Sua empresa nas mãos de outro. O que nos faz pensar que ele — virou-se para Edward, que tinha lágrimas de ódio em seus belos olhos verdes — é inocente ?
– Protesto! A promotora esta indagando opiniões sem ouvirmos as testemunhas do meu cliente.
– Protesto aceito! Senhorita Kinsella, por favor, espere que as testemunhas de defesa entrem para que dirija-se ao juri.
Cristina suspirou.
– É tudo o que eu tenho a pergunta, senhor juiz. — disse e voltou calmamente ao seu lugar.
– Com a palavra, o advogado de defesa.
George se levantou do lado de seu cliente e se pôs a frente de Anthony.
– Então, senhor Cullen,quer dizer que o senhor estava sozinho durante essa viagem ?
– Sim.
– Nunca teve amantes, senhor Cullen ? — Tucker foi direto.
– Protesto! O senhor Tucker esta ofendendo meu cliente — Volterra disse.
– Protesto negado! Continue , por favor- o juiz falou.
– Obrigado. Aguardo sua resposta, senhor Cullen.
– Não. Não tenho amantes. Amo minha esposa.
Anthony podia sentir uma veia preste a estourar em sua cabeça. Ele estava com tanta raiva desse advogado de merda por lhe fazer lembrar de Tanya...
– Senhor Juiz, — sorriu o advogado — é tudo o que eu tenho no momento.
George se afastou e voltou a sentar do lado de Edward.
– Ele mente bem — cochichou no ouvido do cliente.
– Eu sei .- Edward engoliu em seco. — Eu sei.
Anthony se levantou e voltou a sentar do lado de seu advogado. Ele tinha um sorriso brincando nos lábios finos. Estava tudo caminhando bem.
– Que o réu se aproxime. — o secretário disse. Edward se levantou e andou até a cadeira onde deveria sentar. Seus olhos se prenderam nos de sua mãe e ele sentia toda a dor que aquilo estava lhe causando. Ele queria tirar a dor dos olhos dela, de Bella e de Alice.
– Jura dizer somente a verdade nada menos do que a verdade ? Levante a mão direita e jure.
– Juro.
– Com a palavra a promotora. — o Juiz disse.
Cristina tornou a levantar e se aproximar do réu.
– Diga-me, o que sente por seu irmão ?
– Nada. — Edward disse, olhando fundo nos olhos da promotora.
– Nada ? — riu- Era de se esperar já que foi isso que o induziu a fazer tal proposta descabida.
– Eu o amava como um irmão tem de amar o outro. Mas depois que vi o ódio em seus olhos... eu não sinto nada.
– Ele deveria ter ódio , não ? Você o obrigou a trocar de lugar.
– Não. Não obriguei porque não o fiz. Anthony me fez a proposta. Ele chegou até mim no restaurante e me convidou para o hotel. Ele fez a proposta de que trocássemos de lugar.
– Porque o senhor aceitaria ? — ela perguntou.
– Fui acusado de roubo pelo meu pai, fui expulso de casa e sim ...eu trabalhava numa biblioteca e entrega pizzas. E por mais que isso não fosse trabalho de um Cullen, eu tinha orgulho disso porque era honesto. Se aceitei trocar de lugar, se aceitei a proposta DELE foi porque quis provar pra todos que eu não tinha roubado nada e mais, eu sentia a falta da minha mãe e da minha irmã.
"Agora a senhora me pergunta porque não fiz antes ?! Não sei, não sei porque abaixei a cabeça e fui embora sem provar nada. Talvez...talvez eu me sentia sufocado pelo meu pai. Carlisle Cullen sempre quis que eu seguisse os passos dele — ele olhou para o pai — sempre quis que eu assumisse a empresa, mas eu não queria e foi ... fácil para mim desisti de tudo e ir embora... seguir. Errei sim, mas era uma oportunidade e eu acabei agarrando-a. Sei que fui estupido e acabei por confirmar as indagações dele...mas...não se pode mudar o passado."
– Quer dizer então que não roubou ou roubou as empresas ?
– Não.
– E Anthony tinha, supostamente, inveja de você por ser o escolhido ? O que isso nos leva?
– Nos leva a crer que Anthony queria se divertir e me viu em mim uma oportunidade. Ele prometeu que iria me ajudar a provar que era inocente e eu acreditei. Era meu irmão, não ? Porque eu não acreditaria nele ? Pois fui burro de novo e acreditei. E agora estou aqui.
Cristina balançou a cabeça e olhou para o juiz.
– Pode voltar ao seu lugar, senhor Cullen.
Edward suspirou e se levantou. George o parabenizou por seu depoimento. Anthony tinha o rosto fechado numa expressão entra, mas por dentro..ah por dentro ele poderia matar Edward ali mesmo.
– Senhor juiz. — George levantou-se — quero permissão para chamar nossa primeira testemunha.
– Permissão concedida.
– Que entre, por favor, Tanya Denali.
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