Duas Espadas, Três Palavras

4 Capítulo 4 - O passado dos gêmeos


Notas iniciais
Sinceramente, acho que esse é um dos capítulos mais tristes da história e o mais importante, fundamental para o entendimento de algumas situações futuras. o

~17 anos atrás~

Em uma noite obscura, uma tempestade caía. Duas crianças estavam para nascer, com seus destinos desafortunados.

~choro de dois bebês recém-nascidos~

-Médico: São gêmeos, uma menina e um menino.

-Noriaki: Meus filhos.. Quem nasceu primeiro? Diga-me, quem nasceu primeiro? ~desespero nos olhos de Noriaki~

-Médico: Bom.. A menina veio primeiro.

-Noriaki: A MENINA?? ~Noriaki se desespera, mas logo se acalma~ Está bem. E minha esposa?

-Médico: A situação dela é crítica.. Ela viverá no máximo 10 anos.

-Noriaki: Bom.. Agora vou ver meus filhos. ~Noriaki vai em direção ao quarto. Chegando lá, olha os dois dormindo~

-Segurança: Noriaki-sama, a família Yasuharu está lhe convocando. Vá ao final deste corredor e entre numa porta à direita, eles estão te esperando lá.

-Noriaki: Certo, obrigado. ~Noriaki vai em direção à sala, abre a porta~ Com licença. ~fecha a porta~

-Junichi: Noriaki, você como meu filho e, portanto, herdeiro da família Yasuharu, me desonrou. Além de seus filhos serem gêmeos, o que já é uma desgraça, a menina nasceu primeiro. Noriaki, estivemos discutindo e decidimos algo. Você sabe o que acontece com quem têm gêmeos ou quando nasce uma menina primeiro não é?

-Noriaki: O pai, no caso eu, devo ser morto. Estou pronto para arcar com as conseqüências.

-Junichi: Bom, somos umas das famílias mais antigas e a principal. Devemos seguir como as regras dizem. Mas, abrimos uma exceção para você.

-Noriaki: Exceção? ~Noriaki olha para o pai em dúvida~

-Junichi: Sim. Uma vida ainda terá que ser sacrificada, mas não precisa ser a sua. Noriaki, mate um dos seus filhos. Nesse caso você poderá escolher tanto a menina quanto o menino, mas se eu estivesse no seu lugar, escolheria a menina.

-Noriaki: Matar.. Um dos meus filhos?? ~Noriaki fica espantado~

-Junichi: Sim. Você tem até 10 anos para matar um deles. Estou lhe dando um grande prazo, não me decepcione.

-Noriaki: Certo. ~Noriaki abre a porta e sai, chegando ao quarto onde está seus filhos, começa a chorar, mas toma forças e vai até o quarto onde sua esposa estava~

-Mai: Noriaki... O que.. Aconteceu? ~voz fraca~

-Noriaki: Mai.. Não se esforce, você acabou de dar a luz a duas crianças, não gaste sua energia.

-Mai: Noriaki.. O que falaram para.. Você?

-Noriaki: Melhor deixar para depois.

-Mai: Não.. Quero saber, me fale Noriaki.

-Noriaki: Eu.. Terei que matar um deles. ~Mai olha espantado para ele~

-Mai: NÃO, VOCÊ NÃO VAI FAZER ISSO!!

-Noriaki: Mai, não se esforce!

-Mai: NÃO, SÃO MEUS FILHOS, VOCÊ NÃO TEM ESSE DIREITO. ~chegam vários médicos que começam a acalmá-la~

-Médico: Acho melhor o senhor esperar lá fora, ela está em uma situação crítica, qualquer coisa pode acabar agravando o quadro dela.

~Noriaki sai da sala e começa a chorar. Vai até o quarto onde estavam seus filhos, e beija-os~

-Noriaki: Pode ser mais doloroso assim, mas vou esperar 10 anos para escolher qual deles deverá morrer. ~vai até a porta~ Durmam bem meus filhos, Yuufa e Kohaku.

~9 anos depois~

-Mai: Yuufa, acorde o Kohaku, está quase na hora do café da manhã. ~tosse~

-Yuufa: Estou indo. ~Yuufa vai até o quarto de Kohaku, e abre a porta sem fazer barulho. Aproxima-se da cama e dá um sorriso maléfico.~ ACOOORDA HAKU!!!

-Kohaku: AAAAH!! ~Kohaku pula da cama~ Yuufa, quantas vezes eu tenho que te dizer pra não gritar pra me acordar??

-Yuufa: Mesmo que você diga milhares de vezes, eu não vou parar. ~risos. Yuufa pula em cima de Kohaku~ Hey Haku, amanhã nós vamos fazer 10 anos não é mesmo?

-Kohaku: Hum.. É verdade. Ouvi dizer que várias pessoas da família vão vir. Parece que vai ter uma graaaande comemoração.

-Yuufa: É... Não vejo a hora. ~sorriso sarcástico~

-Kohaku: Pra que? Pra ficar mais velha? ~Kohaku começa a fazer cócegas em Yuufa~

-Noriaki: Bom dia Kohaku. ~entra no quarto~

-Kohaku: Bom dia pai. ~olhar sério~

-Yuufa: Bom dia papai!! ~Yuufa fica alegre ao vê-lo~

-Noriaki: Kohaku, vá logo se trocar. ~sai do quarto e Yuufa fica triste~

-Kohaku: Yuufa... Não ligue para ele, ignore-o também!

-Yuufa: Aaah, acho que ele só não escutou né? ~dá um sorriso forçado~ Kohaku, melhor você se arrumar mesmo, vou te esperar lá fora. ~sai do quarto~

-Kohaku: Yuufa..~se troca e vai para fora~

-Mai: Ah Kohaku, bom dia.

-Kohaku: Bom dia mãe. Onde está a Yuufa? ~olha para os lados procurando-a~

-Mai: Ela está lá no jardim... Kohaku, você e a Yuufa estão sempre juntos não é mesmo?

-Kohaku: Hum... Acho que na maioria das vezes sim. Há algum problema nisso?

-Mai: Não, nenhum... Vá lá Kohaku, ela está te esperando.

-Kohaku: Ok. Até mais mãe. ~Kohaku beija o rosto de Mai, que fica o vendo correr até o jardim~ YUUFA? CADÊ VOCÊ?

-Yuufa: Haku!! ~Yuufa aparece por trás e pula em cima de Kohaku, abraçando-o~ Venha, vamos ver o lago. Tem muitos pássaros lá. ~Yuufa segura a mão de Kohaku e o leva até o lago~

-Kohaku: Não me puxe tão forte Yuufa.

-Yuufa: Ah, desculpa. Chegamos, olha! ~aponta para os pássaros do outro lado do lago~

-Kohaku: Hum, tem mais do que o habitual hoje. ~Kohaku olha para Yuufa~ Eu queria te perguntar algo... Yuufa, você acha que existe algum problema de nós dois sempre estarmos juntos?

-Yuufa: E por que teria? ~Yuufa olha para Kohaku espantada~ De fato, tem muitas pessoas que acham estranho, mas eu não entendo o porquê.

-Kohaku: É... ~olha de novo para o lago~

-Yuufa: Hey, Haku... Posso te perguntar algo também?

-Kohaku: Pode perguntar. ~olha para Yuufa~

-Yuufa: Haku... Você me ama?

-Kohaku: AHN? Por que essa pergunta agora?? ~Kohaku fica vermelho~

-Yuufa: Ah, é só uma pergunta. Vamos, responda.

-Kohaku: Mas... Mas é claro que amo!! Que pergunta idiota.

-Yuufa: Não é idiota. ~Yuufa abraça Kohaku~ Eu também te amo muito Haku. Ah, já sei! ~Yuufa solta Kohaku e tira do braço uma pulseira~ Toma, quero que você use sempre.

-Kohaku: Mas, isso é coisa de menina.

-Yuufa: Não é não, anda, coloca. ~Yuufa fica insistindo, até que Kohaku cede~

-Kohaku: Ah, acho que não tenho escolha. ~coloca a pulseira~ Ainda acho coisa de menina.

-Yuufa: É meu presente de aniversário. Não reclama. ~Yuufa olha brava para Kohaku~

-Kohaku: Hum, nesse caso... ~Kohaku tira um anel da mão direita~ Fica com isso.

-Yuufa: Ah, mas é muito masculino.

-Kohaku: Você está me fazendo usar uma pulseira, não reclame do anel. Além do mais, também é meu presente de aniversário.

-Yuufa: Ta bom, ta bom. ~Yuufa coloca o anel no dedo do meio~ Agora só falta esperar amanhã!

-Kohaku: É... Vamos apostar uma corrida em volta do lago!! ~Kohaku sai correndo~

-Yuufa: HEY!! VOCÊ SAIU ANTES!! ~começa a correr~

~Dentro da casa, Noriaki olhava os dois brincando pela janela~

-Servente: Noriaki-sama... Sua esposa não está se sentindo bem. ~Noriaki não fala nada e vai correndo para o lado de fora da casa, onde Mai estava~

-Noriaki: Mai? O que foi?

-Mai: Noriaki... Parece que já fiquei muito tempo por aqui... ~coloca a mão no rosto de Noriaki~ Cuide das crianças, por favor.

-Noriaki: Não diga asneiras. CHAMEM UM MÉDICO, RÁPIDO!!

-Mai: De nada vai adiantar... Não deixe que sua família te pressione... Você é um grande homem... ~Mai fecha os olhos~

~Jardim~

-Yuufa: Haku, quem são as pessoas que você mais ama?

-Kohaku: Esse assunto ainda não acabou?

-Yuufa: Ah, pára de ser chato e responde!

-Kohaku: Eu respondo se você prometer que esse assunto vai acabar

-Yuufa: Ta bom. ~Yuufa da um sorriso sarcástico~

-Kohaku: Hum... Você e a mamãe. ~Kohaku fica corado~ E você?

-Yuufa: O papai, você e a mamãe também.

-Kohaku: Papai... Por que você gosta tanto dele? Pra mim, ele não passa de um inútil.

-Yuufa: Não fale isso Haku!! O papai nos ama muito e sempre nos ajuda.

-Kohaku: Bom, se você diz... Mas eu discordo. ~Kohaku fica bravo~

-Yuufa: Haku, você está com ciúmes por acaso?? ~Yuufa começa a rir e Kohaku fica vermelho novamente~

-Kohaku: MAS É CLARO QUE NÃO!! Não sei de onde você tira essas idéias.

-Yuufa: Haku, vamos apostar uma corrida até onde a mamãe está! ~Yuufa sai na frente~

-Kohaku: Hey, assim não vale! ~Kohaku sai correndo atrás~

~Entrada do jardim~

-Yuufa: Haku, você vai perder!! ~risos~

-Kohaku: Não vou não!! ~Kohaku puxa Yuufa, e os dois caem e começam a rir~

-Yuufa: Será que a mamãe ainda está sentada lá na mesa? ~Yuufa olha para a mesa e vê sua mãe com os olhos fechados, o pai ajoelhado e vários empregados ao lado da cadeira~ Haku, o que aconteceu?

-Kohaku: Não sei... Vamos até lá. ~se levantam e se aproximam do lugar onde todos estavam reunidos. Gotas de água começam a cair, e logo uma tempestade chegara~ Pai, o que aconteceu? Por que a mamãe está dormindo aqui?

-Noriaki: Bom... A doença de sua mãe acabou ficando mais forte e... Bom, ela está num lugar melhor agora. ~Noriaki não levantou o rosto para olhar a cara dos filhos~

-Yuufa: Ma..mãe... ~Yuufa e Kohaku começam a chorar, e a tempestade começava a ficar cada vez mais forte, o céu estava negro~

-Noriaki: O enterro será pela manhã. Vou me retirar agora, tenho assuntos para resolver. ~Noriaki vai para dentro da casa~

-Kohaku: Mamãe... Por que nos deixou? ~o corpo de Mai foi levado para um quarto para que pudesse ser preparada para o dia seguinte, e Kohaku sentou-se juntamente com Yuufa no chão da entrada do jardim, e ficaram lá até o anoitecer, sem que a tempestade parasse~

-Yuufa: Haku.. Já são quase 11 e meia da noite, eu vou para o quarto. Boa noite... ~Yuufa se levanta~

-Kohaku: Eu já vou indo também. Boa noite. ~Yuufa vai para o quarto, e Kohaku continua sentado no meio da chuva. Então percebe que a luz de um lugar um pouco longe do jardim, onde se eram guardadas as armas, estava acesa. Kohaku estranhou e foi até lá~ Hey, por que vocês estão aqui? ~pergunta para os empregados, que se entre olham e começam a rir~

-Empregado: Kohaku-sama, amanhã, na verdade, daqui meia hora, você e a Yuufa-sama estarão com 10 anos não é mesmo?

-Kohaku: Sim... Por quê?

-Empregado: Kohaku-sama, acho que agora não tem mais problema lhe falar isso. O senhor aprendeu as leis da família Yasuharu não é mesmo? Qual é a lei fundamental para se ter um herdeiro?

-Kohaku: Sim, aprendi... Bom, aquele que é o chefe, quando for ter seus filhos, o primeiro que nascer deve ser um garoto, e assim ele será o herdeiro, e continua o mesmo ciclo. Mas, se for ao contrário disso e nascer primeiro uma garota, o chefe deve se sacrificar. Não entendo isso, mas foi assim que me ensinaram.

-Empregado: Exatamente. Kohaku-sama, quem nasceu primeiro? Você ou sua irmã?

-Kohaku: Bom, fui eu.

-Empregado: Foi o que te falaram?

-Kohaku: Sim... Por quê?

-Empregado: Ora ora ora... Kohaku-sama, mentiram para o senhor, quem nasceu primeiro foi a Yuufa-sama.

-Kohaku: O QUÊ?? Não, se tivesse sido ela primeiro, meu pai teria que ser morto, e ele está vivo.

-Empregado: Você se esqueceu de um detalhe, você e sua irmã são gêmeos.

-Kohaku: E o que tem isso a ver?

-Empregado: Quando vocês nasceram, Junichi-sama abriu uma exceção. Seu pai não precisaria se matar, mas... Uma vida ainda teria que ser dada... Ele teve um prazo de 10 anos para escolher qual dos dois iria morrer. ~o empregado começa a rir novamente~

-Kohaku: COMO É?

-Empregado: Exatamente isso que você ouviu. Seu pai escolheu a Yuufa-sama para ser o sacrifício, e agora mesmo ele está indo realizar o ato. Bom, não há mais nada que o senhor possa fazer.

~Kohaku se espanta e não consegue acreditar no que acabou de ouvir. Então ele pega uma espada que estava em cima de uma mesa do lado dele, e corre para o quarto da irmã, ouvindo os empregados que continuavam a rir. Já era quase meia noite, e Kohaku chega ao corredor do quarto de sua irmã, onde Noriaki estava parado~

-Kohaku: PAI!! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO??

-Noriaki: Não se intrometa Kohaku. ~continua se dirigindo ao quarto~

-Kohaku: NÃO!! A YUUFA... ELA AMA VOCÊ!! COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO???

-Noriaki: Eu descarto o amor dela. Não há o que se fazer. ~Noriaki começa a abrir a porta e Kohaku corre e enfia a espada nas costas do Noriaki, do lado esquerdo, onde estaria o coração~

~Dentro do quarto, ouve-se um barulho~

-Yuufa: Ahn? Que barulho será esse? Parece ser a voz do Kohaku... ~Yuufa se dirige a porta, e quando chega perto, ela se abre um pouco. Ela hesita, mas termina de abrir a porta. Então, ela se depara com seu pai, que tinha uma espada o perfurando pelas costas. A tempestade havia ficado mais forte, e o relógio começava badalar, o que significava que era meia noite.~ Papai? ~Yuufa estava confusa~

-Noriaki: Yuufa... Eu... Te amo... ~Noriaki cai no chão. Estava morto e Yuufa se ajoelha~

-Yuufa: Pai? Papai? PAI?? ~Yuufa levanta o rosto, e vê que Kohaku estava segurando a espada, no qual o sangue de Noriaki pingava~ Ko... Haku... Por quê... Você está segurando essa espada? ~Kohaku olha para Yuufa e solta a espada~

-Kohaku: Yuufa... Yuufa, ele ia te matar!! ~Kohaku ia abraçar Yuufa, mas ela o empurra~

-Yuufa: NÃO TOQUE EM MIM!! VOCÊ... VOCÊ O MATOU!

-Kohaku: Yuufa... Se eu não fizesse isso, ele iria te matar!!

-Yuufa: ASSASSINO!! ~Yuufa pega a espada que Noriaki segurava, e aponta para Kohaku.~ Eu vou... Eu vou vingar você, papai.

-Kohaku: Yuufa... ~Yuufa se levanta, e se prepara para atingir Kohaku, mas hesita~

-Yuufa: Vá embora.

-Kohaku: Mas, Yuufa...

-Yuufa: VÁ EMBORA!! ~Kohaku corre para fora da casa, chorando e pensando em voltar para que Yuufa possa matá-lo.~

-???: Kohaku? Ah, é você mesmo.

-Kohaku: Tia... Kaede?

-Kaede: Sim... ~Kaede puxa Kohaku~ Venha Kohaku, não temos tempo. ~entram em um carro~

-Kohaku: Mas... Espera....

-Kaede: Sua mãe havia me falado que quando fosse exatamente meia noite do dia em que vocês fossem fazer 10 anos, era para eu estar aqui e pegar aquele que estivesse do lado de fora.

-Kohaku: Espera, e a Yuufa?? Temos que voltar!! Eu... Eu matei o meu pai!!

-Kaede: O que??? ~Kaede fica em choque, mas logo se acalma~ Agora eu entendo, sua mãe falou que provavelmente a Yuufa estaria aqui fora, mas pelo jeito não foi como ela planejou. Yuufa ficará nas mãos de outra pessoa... Seu avô no caso.

-Kohaku: O QUÊ?? NÃO, TEMOS QUE VOLTAR!! ~Kohaku tenta sair do carro, mas Kaede o fala que esse era o pedido de sua mãe~ Mas....

-Kaede: Eu sei que é difícil, mas agora iremos para onde sua mãe foi levada.

-Kohaku: Como assim levada? Ela não está aqui?

-Kaede: Não, ela foi enviada para o cemitério de outra cidade. Descanse um pouco, e pela manhã iremos lá.

-Kohaku: Mas... Certo... ~Kohaku olha para a pulseira que ganhara de sua irmã~ Yuufa...

~Dentro da casa~

-Yuufa: Pa...pai... ~Yuufa chorava deitada em cima de seu pai, então Junichi aparece~

-Junichi: Seu pai... Meu filho... Ele a amava muito. Kohaku tinha inveja e por isso o matou. ~agacha~ Yuufa... Até aonde você iria para vingar seu pai?

-Yuufa: Vin...gar?

-Junichi: Você não quer matar aquele que matou seu amado pai? Não quer matar seu irmão que te traiu?

-Yuufa: Ko... Haku...

-Junichi: Matá-lo com a mesma espada que ele utilizou? Não quer isso? ~Junichi pega a espada que estava no chão, suja de sangue, e entrega para Yuufa, que a pega e olha para a lâmina~

-Yuufa: Pai... ~Yuufa percebe que ainda estava usando o anel que ganhara de Kohaku. Então, de uma cara triste, fica com uma cara de ódio, se levanta, segura a espada com firmeza~ Eu vou vingar meu pai. Nem que eu tenha que sacrificar a minha vida, eu o vingarei.

-Junichi: Muito bem!! ~Junichi dá um sorriso malicioso e se levanta~ Venha comigo, eu treinarei você, e assim sua vingança será feita. ~Yuufa aceita, e Junichi começa a rir descontroladamente~

~Ao amanhecer, Kohaku e Kaede foram até onde Mai estava. Era em uma cidade calma~

-Kaede: Ela já sabia que não iria suportar muito.

-Kohaku: É...

-Kaede: Eu sei que está triste, perdeu praticamente toda a sua família. Mas, não se prenda a isso. ~alguém a chama~ Eu já volto.

-Kohaku: Certo. ~Kohaku se agacha, e fica olhando para a lápide de sua mãe. Começa a chorar, pensando em tudo o que aconteceu, principalmente com sua irmã~

-???: Hey você... ~um garoto se aproxima~ Por que está chorando? Você está aqui porque alguém morreu? ~Kohaku olha para o garoto, e vê algumas lágrimas no rosto dele que estavam se secando~

-Kohaku: Minha mãe... E meu pai. E você?

-???: Nossa, você perdeu bastante gente. Ah, eu perdi meu irmão mais velho... Acidente trágico né. Você parece ser legal. ~o garoto da um sorriso para Kohaku~ Qual o seu nome?

-Kohaku: Meu nome é Kohaku, e o seu? ~enxuga as lágrimas~

-???: Que nome divertido, bom, meu nome é......

~Mas, as lembranças que Kohaku estava tendo do pior dia de sua vida foi interrompido por Yuufa, que ria o mais exageradamente possível do destino~