Dual-Miraculos 1: A historia de um Sacrificio
2 Capitulo1-1:Um esbarrão
Notas iniciais
Marinete estava atrasada, não era a primeira vez que uma luta contra um Akumatizado a noite atrapalhava seu dia a dia, principalmente a do dia anterior que ocorreu à meia noite e só conseguiram resolver às 3 horas da manhã. Ela amava a vida de super-heroína e isso a tinha mudado positivamente, a tornando mais confiante, porém em momentos como esse mostrava para ela que essa vida dupla não era moleza.
—Marinete calma, se correr você vai conseguir chegar sem atrasos— Dizia a fofa e responsável Tikki, sua pequena amiga e companheira constante desde que Marinete foi escolhida para ser a portadora do Miraculos. – Me desculpe por não ter conseguido acordar você mais cedo.
—Relaxe Tikki, a culpa não e sua, você já ajudou me acordando — Dizia a portadora, já mais desperta e arrumando sua própria mochila.- O bom que moro meio perto da Escola, dá para chegar a tempo mesmo estando meio atrasada.
Por mais que falasse isso calmamente para sua amiguinha Tikki, Marinete estava nervosa. Ela sempre gostava de chegar meio cedo para poder ter uma chance de conversar com Adrien, mesmo sabendo que quase sempre ou gaguejava ou não chegava a ter coragem nem de falar direito com ele, e isso a frustrava, pois mesmo com toda a confiança que ela ganhou com sua vida de heroína ainda nem conseguia se declarar ao seu mais secreto amor.
Então Marinete termina de arrumar sua mochila colocando a Tikki em sua bolsa, e enquanto saia de casa, se despedia de seus pais, pegava uma maçã e saia correndo.
Marinete não foi muito longe, pois ao virar na esquina de casa ela esbarra em alguém e ambos caiam no chão ao mesmo tempo e junto da queda um barulho de algo quebrando acontecia. Marinete ficou nervosa, ela estava com presa e acabou esbarando em alguém, então intuitivamente ela olha para direção do barulho do objeto que se espatifou no chão. Ela fica atônita, parecia um aparelho extremamente caro e tecnológico, ela começou a ficar desesperada e começou a imaginar quanto aquilo devia valer e isso só contribuía para seu desespero, então de seu devaneio de pânico ela escuta uma voz calma.
— Você se machucou Bella Ragazza? —Dizia uma voz masculina gentilmente.
Então a atenção da Marinete se direciona para um homem, por um momento curiosa de onde vinha o jeito peculiar italiano de falar, então ela via um adolescente dois anos mais velho que ela limpando os óculos. Ele era até que bonito para uma pessoa um pouco acima do peso, mas que contribuía para aparência cheinha dele era o fato de estar usando um casaco de inverno no outono e sua boca está coberta pelo cachecol. Além disso ele cobria seu curto cabelo loiro com uma toca de frio, que esse cobria até o ouvido dele.
Ele estendeu a mão para Marinete para ajudar a levantar ela, ela sem graça estende a mão para aceitar ajuda, então ela fala envergonhada:
—Desculpe pelo seu aparelho, aí que vergonha- Dizia ela nervosa enquanto levantava.
—Relaxe, era apenas um protótipo de medidor de energia, posso concertar ela fácil, Il falsetto è il suo cavallo di battaglia- Dizia o estranho em um tom orgulhoso, porem ele logo põe a mão atrás da cabeça então continuava a afalar- Apesar de estar encrencado pelo o aparelho ter sido quebrado.
Ao escutar mais atento a sua fala percebia que ele falava algumas coisas em italiano e de maneira rápida, Marinete tinha quase certeza que ele era italiano, porem ele aparentava estar nervoso, e isso deixou a Marinete com sentimento de culpa, então ela fala:
—Me desculpe por essa situação incomoda, se tiver alguma coisa que possa ajudar ficarei feliz- Dizia sem pensar muito e com sentimento de culpa.
—Tudo bem... mas por que você estava com pressa? — Dizia o estranho curioso.
Nesse momento Marinete fica desesperada, ela tinha perdido tempo então ela explica:
— Me desculpe estou atrasada para ir para escola.
—Não se preocupe eu posso levar na minha vespa- Dizia quando ele terminava pegar as peças do aparelho então apontava para uma vespa ali perto.
Era uma vespa prateada elétrica de última geração, porem ela ficava receosa com a proposta de um estranho, mas ela também estava se sentindo culpada devido a quebrar na pressa o aparelho do desconhecido.
Então ela decidiu aceitar a carona devido que pelo menos e um veículo aberto, caso ela ficasse em perigo ela poderia pedir ajuda ou fugir, mas mesmo assim era arriscado então Marinete respira fundo e fala:
—Tudo bem, aceito a carona.- Dizia ela ainda receosa.
—Fico feliz.- Dizia o estranho tirando dois capacetes de baixo do banco da vespa num “porta malas” dela, entregando um para Marinete.- A propósito, me chamo Aurélio e é um prazer em te conhecer, por favor me guia até a sua escola.
Apesar que o cachecol cobria sua boca, dava para perceber o tom alegre de seu sotaque italiano, então Marinete põe um capacete vermelho dado por Aurélio e via o capacete azul escuro na cabeça dele.
— Meu nome e Marinete.- Dizia tímida pelo tom alegre pelo que o estranho havia ficado feliz em ajudar uma pessoa que esbarrou nele e quebrou por engano seu aparelho.
Então os dois sobem na vespa do Aurélio, ele conversava com a Marinete, fazendo ela ficar à vontade, enquanto ela guiava pelo caminho. Mesmo os assuntos banais faziam ficar interessantes pela personalidade alegre dele, então curiosa faltando 5 minutos para chegar na escola ela pergunta:
—Que você veio fazer aqui em Paris? Veio aproveitar nossa bela cidade? — Marinete dizia com um sorriso alegre.
—Quem dera, vim aqui para trabalho com meu Pai, quem sabe você seja minha guia no meu tempo livre. — Essa frase fez ela corar, fazendo ela ficar quieta até chegarem na escola. – Então aqui e sua escola?
—Sim, nós chegamos, obrigado pela carona, graças a isso cheguei com algum tempo de sobra- Dizia Marinete verdadeiramente agradecida.
Então a conversa de ambos foi interrompida por uma menina indignada de cabelos loiros, que era mais conhecida como Chloe Bourgeois. Ela e a Marinete tinha um passado de brigas e desavenças, pois por algum motivo a Marinete era principal alvo das artimanhas e maldades da Chloe.
—Marinete Dupain-Cheng eu sei que está fazendo, vindo de vespa que esse gordo para tentar parecer mais maneira e legal do que eu, você quer tentar roubar minha popularidade mais saiba que não conseguirá, isso terá retorno- Dizia a tempestuosa Chloe antes de seguir para sala.
Marinete ia responder para Chloe, mas é parada pelo Aurélio com a mão no ombro dela e balançando a cabeça dizendo somente para Marinete escutar:
—Deixa isso de lado, não vale a pena, e mais uma coisa, se quiser compensar aquele incidente me encontre no hotel Le Grande Paris. Estarei trabalhando com meu pai lá, mas a decisão é sua, espero que isso seja um até logo –Ele dizia essas palavras enquanto abaixava seu cachecol para demostrar um lindo sorriso e o resto do rosto que ela não tinha visto.
Ao ver o rosto completo ela compreendia que apesar está um pouco acima do peso ou de se vestir para o inverno, ele era muito bonito e gentil, e isso fez ela corar, mas seu coração ainda era do Adrien então ela se despede e começa a ir para sala enquanto o Aurélio ia embora na vespa dando um último aceno de despedida.
Lá na sala ela percebe que as meninas estavam indo para falar com ela e que o Adrien ainda não tinha chegado.
—Louca, quem era aquele gato da vespa?— Dizia Alya, sua melhor amiga que era energética.
—Não vê, ela encontrou um príncipe encantado que trouxe ela para escola.- Dizia Rose a mais ingênua e romântica das amigas da Marinete
—Não e nada disso.- Dizia a Marinete corada. – Eu conheci ele quando estava vindo para escola, acabei esbarrando nele, ele foi muito gentil em me trazer aqui.
—Nossa que romântico, foi algo predestinado.- Dizia Rose animada.
—Entendo, mas e melhor tomar cuidado, você ainda e um estranho.- Dizia Juleika timidamente como num sussurro.
—— Eu concordo com a Juleika, e melhor tomar cuidado, ele pode ser perigoso.- Mylene falava mansamente e com seu quê de ansiedade causado pelo medo que normalmente sentia em situações adversas.
—Sabe para mim e bom que ela vá conhecer mais ele, ele me pareceu uma boa pessoa, além disso pode ser que certa pessoa fique com ciúme –Dizia a confiante Alix ao mesmo tempo que ela piscava a Marinete.
Marinete ficava corada e acuada devido o interesse em suas amigas, então Alya interrompe a conversa de suas amigas falando:
— Essa decisão não e nossa, então de um tempo para a Mari respirar e pensar.- Dizia Alya, assim fazendo as meninas se dispersarem para a aula que iria começar em pouco tempo.
Banheiro feminino da escola Colégio Françoise Dupont, hora do intervalo
Marinete se encontrava sozinha no banheiro lavando seu rosto e pensando no que suas amigas diziam e no estrangeiro charmoso, então ele decide pedir um conselho da pessoa mais sabia que conhecia:
—Tikki, que faço em relação ao Aurélio? — Perguntava Marinete ao ver que não tinha ninguém no banheiro.
Então sua Kwami sai da bolsa no qual Marinete sempre a carregava e abraça o nariz da Marinete. Então se afasta e fala:
—Normalmente falaria para tomar cuidado com estranhos, mas eu sinto algo de bom nele, não sei ao certo como explicar, porém, no final você tem que decidir com sua própria consciência.— Dizia a Sabia e fofa Kwami.
—Este certo-Dizia Marinete depois de suspirar e pensar.- Vou me encontrar com ele mais uma vez, nem mesmo que seja só para pedir desculpas
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