Dsert e o Mundo dos Huns

2 HUN_002: Quase fui o alimento.



Pela manhã, quando saí do meu abrigo, enfrentei um velho inimigo. Não falo da atmosfera ainda fria da noite, nem encontrar a capa de baixo para ser aceito para trafegar na sociedade. Aliás, por que os Huns dividiram a capa em duas partes?

Mesmo andando como um ser normal pelo parque, que estava começando a ser bem iluminado pelo astro solar e onde me abrigava secretamente em um lugar secreto, espirrei de súbito. Sinal claro de que eles estavam por perto. Verifiquei o perímetro com a máxima atenção, mas não havia nada além do verde exagerado da flora desse planeta.

Tudo isso já sendo tenso, ainda fui surpreendido e tive que usar o melhor das capacidades de duas pernas de Huns para fugir. Não que minha coordenação motora seja adequada com o passar dessas poucas semanas. Possivelmente a situação foi vergonhosa demais para registrar com detalhes... Mas a pequena criatura laranja tinha orelhas pontudas e uma voz esganiçada, claramente faminta com sua boca aberta e berrante enquanto tentava me predar em alta velocidade.

Os Huns no meu caminho riram. Por qual razão? Talvez porque não era com eles. Mesmo minúsculo, aquele Fel possuía unhas, dentes, bigodes e pelos!

Alguém pequeno gritou que não precisava ter medo em meio às gargalhadas, mas só mesmo esses Huns para acreditarem na falsa inocência dos olhos amarelos e brilhantes. Foi aí que tropecei nos meus próprios pés — ou talvez tenha sido uma nova habilidade psíquica dos Fels da Terra ainda desconhecida. Sem demora, senti as agulhas de suas patas de centímetros nos meus calcanhares, escalando. Virei-me ouvindo seus grunhidos famintos e desesperados, possivelmente até chamando ajuda de sua tribo escondida.

Antes de sentir-me sendo devorado ali mesmo, sobre o concreto de uma trilha, contra-ataquei segurando seu minúsculo corpo e jogando-o no gramado com um grito de horror escapando. Um par de Huns antigos, que praticavam seus exercícios matinais leves por conselho de seus especialistas de biologia humana — os médicos -, me olharam feio e proferiram coisas que não dei atenção, mas estavam infelizes com minha ação de repulsa e terror com o que chamaram com tom amável de gatinho bebê. Preocupei-me em ganhar tempo e salvar pela minha própria existência com essa vida levantando e correndo loucamente. Estrategicamente esperando que os humanos se tornassem a nova presa da fera e sua tribo.

Obs.: Devo reconsiderar minha localização de abrigo. Aparentemente é área de caça farta para os Fels, e errei quando pensei que, por esse motivo, estariam satisfeitos e ignorariam minha composição exótica — apesar da aparência quase idêntica à dos Huns.

Notas finais
Comente algo! um emoji. Viu meus rabiscos???? Agora vou ver se faço um desenho para cada capitulo! Aceito encomenda também, caso queiram ver mais instagram: elizamon.arts
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.