Drysteyn
2 Drysteyn Capitulo 1 parte 1
Notas iniciais

Capitulo 1 parte 1
Ouço batidas na porta acordo com um salto da cama, me levanto e vou abrir a porta, não me surpreende ver Chryshayla na porta me encarando de cara fechada.
— Derza, quantas vezes já falei para você levantar cedo?
— Incontáveis vezes... – digo bocejando
— Anda logo vai se arrumar, estamos atrasadas.
Me deito novamente.
— Eu não vou a aula hoje.
— Você já “ não foi a aula hoje” há duas semanas. – diz ela me puxando da cama- e hoje você vai.
— Por quê? Me dê um bom motivo para mim sair daqui.
— Bem... é que hoje temos alquimia e você é melhor nisso do que eu, e como faremos um trabalho disso hoje eu queria que você fosse a minha dupla.
Ela olha pra mim com uma cara de criança mimada que não resisto e caio na tentação.
— Tá bom, eu vou.
— Eba... – ela diz me abraçando com empolgação.
Depois de me arrumar, fomos ao refeitório tomar nosso café da manhã.
— Derza, é sério. Por quê você começou a agir assim? Eu não entendo, você adorava estudar...
— Shayla realmente eu adorava, mas eu estou entediada é como se... eu não sei explicar...
— Tudo bem. Eu deixo você sair daqui, depois da aula de alquimia.
— Certo. – digo com um sorriso nos lábios.
Apesar de tudo Shayla compreende o “Por quê” de eu agir assim, se você tivesse que estudar as mesmas coisas a 300 anos para se esconder, também seria alguém de mau humor como eu. Nos sentamos para saborear nossas panquecas e conversamos até o sino soar.
Após a aula eu e Shayla vamos até os dormitórios, ela insistiu em me acompanhar.
— SHAYLA! – alguém grita atrás de nós.
Nós viramos para ver um Dilan ofegante. Seus cabelos marrons estavam grudados em sua testa, e suas bochechas estavam coradas; não sei se era porque ele havia corrido até nós ou se foi por ver Shayla.
— Você esqueceu isso. – diz estendendo o caderno de anotações de Shayla.
— O... Obrigada. – diz ela corando.
Sim ela tem uma queda por ele, e ele por ela mais nenhum deles admite isso.
— Shayla, eu lembrei que eu tenho algo importante a fazer, até depois. – eu saio correndo.
Ouço ela berrando meu nome, mais não paro, não quero segurar vela e outra, eu realmente tenho algo a fazer. Continuo correndo até me esbarrar com alguém, derrubo meu livro no chão.
— Me desculpe – digo- eu não te vi.
Me levanto e olho na pessoa que esbarrei, é um garoto com cabelos negros como a noite, e seus olhos azuis pareciam como duas safiras; ao seu lado está uma diretora zangada.
— Preste mais atenção tigresa. – diz ela.
— Me desculpe Haicha. – falo olhando em minhas mãos.
Ela me analisa por um momento e diz enfim:
— Onde a tigresa estava indo? – Ela me chama assim porque quando me treinava, ela disse que eu pareço um tigre atacando sua presa.
Hesito um pouco antes de responder, então digo finalmente:
— Buscar um livro em meu dormitório.
— Não será mais necessário. – diz ela sorrindo- gostaria de te apresentar Kylle – ela aponta para o garoto- e também gostaria que você mostra-se o colégio a ele, tenham um bom dia.
— Mas... – tento dizer algo a ela, mas ela já desapareceu, deixando apenas nós dois no corredor.
Me viro para encarar o novato Kylle, ele está fitando o chão dou um leve soco em seu ombro.
— Bom... onde vamos primeiro? – digo tentando ser o mais animado possível.
— Não precisa fingir que está contente com isso. – diz ele friamente- De qualquer modo eu prefiro conhecer este lugar sozinho.
Estou boquiaberta, como alguém pode ser tão arrogante no primeiro dia? Quero espanca-lo mais eu me seguro um pouco.
— Tudo bem. – digo finalmente- de qualquer forma eu não queria servir como guia.
Acho que ele não esperava está resposta; acho que ele pensou que eu fosse ser gentil como qualquer garota, mas ele estava muito enganado. Me viro e continuo indo em direção ao dormitório.
Logo que entro em meu dormitório me esparramo sobre minha cama, nem me dou conta de pegar no sono.
“Quando Nemamiah foi expulso do paraíso, alguns anjos o perseguiram por sentir tamanha inveja dele, mesmo sendo um renegado era um dos amigos de Gabriel e sempre visitava o reino de Deus; os anjos invejosos o perseguiram por toda a Terra até o encurralarem em uma floresta. Os anjos eram covardes, pois sabiam que Nemamiah era poderoso, o derrubaram e o castigaram de várias maneiras possíveis até ele estar incapacitado de se mover, estacaram flechas em seu corpo e o arremessaram no rio pare que desaparecesse de vez, eles sabiam que com tanto sangue perdido e ainda se perdendo, até para Nemamiah seria difícil se recuperar; mas Nemamiah foi encontrado por uma linda jovem de cabelos brancos longos que alcançavam seus tornozelos e tinha olhos escuros e brilhantes como a noite, vestia uma túnica feita de pétalas rosa, essa linda moça era Sylthal.”
Acordo com um pulo, por algum motivo estou segurando a cruz de madeira de meu colar; foi um presente de minha mãe antes de morrer Kassandra me disse, também disse meu nome e que um dia eu saberia o que significa.
Me levanto e vou até a janela, vejo uma figura diferente rondando os dormitórios, entre os carvalhos está uma espécie de tigre branco, mas não um tigre qualquer ele é bem maior e seu corpo parece ser meio que composto por raios, azuis; eu nunca tinha visto uma criatura tão deslumbrante como essa. Observo ela mais um pouco até que ela desaparece completamente na noite.
No dia seguinte antes que todos acordem vou até onde vi o tigre, mas não há nenhum sinal de que alguma criatura passou por ali. Entro na floresta, atravesso a floresta de carvalhos e um campo coberto por hortênsias, até chegar em uma linda cachoeira os únicos seres que vivem aqui são alguns animais de tamanho pequeno e as dríades (as ninfas das árvores).
Um pequeno coelho se aproxima de mim, eu me aproximo e acaricio suas orelhas.
— Olá pequenino. – digo em um tom amigável- Por acaso está noite você viu uma criatura diferente?
O coelho faz que não em minha resposta, talvez as dríades saibam de alguma coisa.
Me aproximo de um pinheiro e coloco minha mão sobre ele até a figura de uma mulher de longos cabelos verdes, olhos azuis aparecer.
— Derza! — diz a mulher.
— Lilian. – digo a ela.
— Que surpresa boa, o que te traz ao bosque das dríades?
— Preciso de informações. – digo indo direto ao assunto. –Ontem a noite vi uma criatura que nunca tinha visto em lugar algum.
— Que tipo de criatura? – pergunta Lilian curiosa.
— Um tigre! – exclamo – Não um como vimos por aí, este é bem maior e sua forma é composta por raios.
— Raios?
— Sim. Eu o avistei perto dos dormitórios, me pareceu que ele está procurando algo; fiquei curiosa e perguntei aos animais se sabiam de algo a respeito mais eles não sabiam de nada.
Lilian pensa por um momento e por fim diz:
— Eu também não vi, mas irei conversar com a mãe dríade e colocar toda ilha em alerta só por precaução.
— Obrigada Lilian.
Dito isto ela faz um gesto e volta para dentro de sua árvore.
Depois de atravessar o bosque das dríades eu chego a uma cachoeira, eu dou a volta e entro em sua caverna; aqui é meu local secreto, onde a uma cama de folhas e alguns livros empilhados e em um canto uma grande poça d’agua, há aproximadamente 150 anos eu encontrei esse lugar em uma tentativa de me esconder de Haicha após um treinamento de armas, mas no final quando saí da caverna ela acabou me encontrando.
Quando o sol se põe é hora de voltar ao dormitório, saio da caverna e entro no bosque, Lilian me chama:
— Derza aqui! – ela acena.
Vou até ela.
— O que foi, a mãe dríade disse algo?
— Sim. – diz ela ofegante e prossegue – Ela contatou as dríades dos carvalhos, mas por alguma razão elas não se lembram de ontem, é como se elas tivessem adormecido o dia todo. E tem mais, onde você viu o tigre havia animais adormecidos que só despertaram quando nós o acordamos. Seja o que for essa criatura é melhor tomar cuidado com ela.
— Obrigada Lilian. – digo e ela se vai.
Seja lá o que for essa criatura tenho que avisar a diretora.
Quando entrei na sala da diretora não havia ninguém, muito menos nos dormitórios por sorte Shayla havia me deixado um bilhete dizendo que a diretora havia convocado a todos no ginásio.
No ginásio todos os alunos e professores se encontravam presentes. A diretora estava falando:
— Como sabem todo Kaymer tem seu Dimon, ou seja, a outra metade de sua alma; alguns alunos já os invocaram, outros ainda não é por isso que amanhã todos os que não tem seus Dimons serão obrigados a participar. Como podemos nos chamar de Kaymer sem uma alma completa? Dispensados.
Essa não, eu odeio esse teste, eu sempre reprovei nele, sou uma aberração em invocar. A diretora está descendo do palco, vou dizer a ela sobre a criatura misteriosa que anda rondando os dormitórios.
— Derza?
— Ah?? – Shayla está segurando meu ombro.
— Tenho certeza que você vai conseguir desta vez.
Ela deve estar falando sobre o teste.
— Creio que não... já vai ser a 222º vez que eu tento e não consigo. — digo
— Ora... não se preocupe eu também vou estar lá desta vez.
— Mais será sua 1ª vez e você tem grande chance de conseguir isso, todos conseguem de 1ª menos eu.
Alguém se aproxima rindo.
— Ha ha ha... que idiota... – diz Kylle gargalhando.
Eu o desafio:
— Nem você pode conseguir invocar um Dimon, um sujeitinho mesquinho como você jamais conseguiria um.
— A é? – diz ele se bajulando- Fafner. – ele estala os dedos.
Uma fênix dourada aparece e pousa em seu braço.
— Esse é meu Dimon. – diz ele mostrando a fênix – Fafner é seu nome.
Todos que estavam em volta ficaram maravilhosos, pois uma fênix está na lista de Dimons raros; Exceto eu, se eu conseguisse conjurar todos meus poderes agora eu matava esse garoto imediatamente.
Shayla me puxa pelo braço.
— Vamos Derza, não ligue para esse exibido.
— Derza... – sussurra Kylle.
Por um momento ele me encara como se eu me chamasse “Derza” fosse algo que não poderia ser.
Chryshayla me puxa para fora do ginásio me levando aos dormitórios.
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