Dryadales
2 Caçada 2: Garoto da floresta.
Notas iniciais
Horas já se passaram, Mika está esperando Akira próxima a casa da idosa. Ela está encarando a floresta com um olhar triste. Ao perceber uma grande sombra se aproximar fica em guarda, ao olhar com mais atenção vê Akira com a rouba manchada de sangue, e o grande animal em suas costas, também sujo de sangue. Estava mancando. Mika corre para socorre-lo, mas quando chega perto ele desmaia.
— Akira! — gritou Mika com lágrimas nos olhos.
Mika empurra o corpo da grande fera para o lado, o apoia seu braço, e começa a tentar acorda-lo.
— Akira! Acorda! AKIRA!!!
Enquanto MIka gritava, Akira estava era atormentado por seus pesadelos. Akira estava em meio as trevas. Akira flutuava na escuridão sem fim, até que encontrou alguem.
— Com licença. — disse Akira ao se aproximar — Quem é você? Onde estou?
A entidade se vira. Ele era idêntico ao Akira exceto pela cor do cabelo, que era branco, e do olho, que era vermelho.
— O que você está fazendo aqui? — O desconhecido diz sério com um tom de ódio.
— Desculpa a intromissão — Disse olhando para o chão.
— Você sempre foi assim! — Disse bravo. Akira não o entende — Por que? Por que só eu sou amaldiçoado? Porque você não sofre por causa daquele dia?
— Está falando daquela noite?
— Sim! O dia em que perdemos algo precioso!
— E o que nós perdemos?
O desconhecido abaixa a cabeça. E quando finalmente a levanta de novo está com um olhar zangado.
— Você! VOCÊ ME IRRITA!!! — O desconhecido estica o braço esquerdo para o lado — Gladius umbra! — Uma espada volta a cobrir seu braço — Saia do único lugar que é meu por inteiro! — O desconhecido ataca Akira.
Akira acorda desespero olhando para os lados, estava com rosto assustado e coração batendo forte. Mika que estava perto o acalma.
— Fique tranquilo, estamos em Opdium, para ser mais exata, na minha casa.
— E a missão? Dormi por quanto tempo?
— Quase 2 dias. Já a missão terminamos — Mika dá um sorriso, mas logo fica pensativa.
— Mika, o que houve?
— Pela força que você apresentou na missão... — Ela para de falar.
— "Algo a está incomodando" — Pensa
Ambos ficam calados, até que Mika resolve continuar.
— Você... você foi promovido para Rank-D direto! Parabéns... — disse triste.
— Por que não está feliz? Somos D agora!
— Não. Só você virou D.
— Por que só eu?
— viram a condição de nossos corpo e do senibus. Constataram que só você lutou.
Akira abaixa a cabeça pensativo e triste. Mika se dirige até a porta.
— Se arrume. Fizeram uma roupa pra você com o pelo do senibus, está em cima da mesa. quando terminar, estarei te esperando lá em baixo. — Ela fecha a porta.
Akira se levanta, ainda estava com a calça manchada de sangue. Por causa dos curativos estava sem sua camisa. Pega sua nova roupa e se dirige para um banheiro do quarto.
Enquanto isso, Mika termina de corta uma carne, estende a mão sobre um vaso, e algumas plantas começam a nascer. Ela pega alguns temperos nessas plantas e os coloca na carne.
Akira termina de se arrumar. usava uma camisa branca com detalhes dourados, a manga direita era curta, já a esquerda era longa, mas não chegava a passar de seus dedos. Sua calça também era branca com detalhes dourados. Depois de pegar uma pedra branca que estava na mesa se dirige para a porta.
Quando Mika começa a colocar a comida na mesa, Akira chega mostrando a pedra.
— O que seria isso?
— É uma pedra mágica. É usada para fazer runas que amplificam o poder mágico.
— Como a uso?
— Recebi uma por te ajudar na missão. Podemos ir fazer juntos um pouco antes da sua promoção. Considere isso um presente de despedida.
— Tudo bem. — Falou lento e triste.
— Sente-se, para que possamos comer.
Akira senta. Mika coloca um pouco de arroz e carne refogada em um prato de madeira, o entrega para Akira e ele pega.
— Obrigado.
— Disponha — Ela dá um pequeno sorriso, apronta um prato com comida para si mesma e comenta: — Vamos demorar até nos vermos novamente.
— Verdade — Diz Akira triste.
— Então, hoje vamos passar o dia juntos. Que tal?
— Perfeito!
Os dois começam a comer.
— Nossa! — exclama Akira surpreso. — Está delicioso.
— Fico feliz em ouvir isso. — Ela dá um pequeno sorriso.
Terminando de comer, eles saem da casa de Mika. A primeira coisa que fazem é a runa.
— Chegamos! — Diz Mika.
— É aqui que se fazem as runas?
— Isso mesmo!
— Bom o que estamos esperando? Vamos entrar então!
— Espera.
— O que foi?
— Não que decidir o desenho que vai fazer antes?
— Runas são um tipo de desenho?
— Quase isso. Na verdade são tatuagens que influenciam no fluxo de mana de nossos corpos
— E por que é tão importante escolher o desenho antes?
— Para não ficar algo ridículo.
— ... Já sei!
— Quero que seja surpresa. Então não me conte.
— Tudo bem!
Ambos fizeram suas runas, sem falar o que ia ser um para o outro. Akira fez uma branca, era parecida com uma tatuagem tribal de Sol com várias outras linhas, que cobria todo seu braço direito. Era branca por causa de sua pedra. Mika fez uma flor, o caule se enrolava em toda sua coxa, e era toda verde.
— Um Sol? Combinou bastante com você.
— Uma flor também combina muito com você.
— Bom, temos muito tempo. O que vamos fazer agora?
— Você poderia me mostrar a cidade, já que, é minha primeira vez aqui.
— Verdade, é sua primeira vez em uma cidade. Muito bem, vou te mostrar a cidade.
Andaram por toda a cidade. Akira a viu por inteira. Já estava anoitecendo, e Mika começa a ficar cada vez mais triste. Akira percebe, mas não sabe, exatamente, o que falar, pois também estava triste.
— Já está anoitecendo — Disse Akira olhando para o céu
— Sim. Você tem que ir para a sua promoção — Akira fica com a cabeça baixa ao ouvir isso — Não se preocupe, vou estar lá.
— Obrigado! — Ambos dão um sorriso para esconder a tristeza.
Os dois começam a andar bem devagar, pensando no pouco tempo que passaram juntos. Não disseram uma única palavra nesse longo caminho. Chegando no Domi, Geki estava assinando alguns papeis com uma pena e tinta. Percebendo a chegada dos dois ele larga a pena sobre a mesa e vai comprimentá-los.
— Olá, crianças! — Ambos ficam calados com olhares tristes. — Aconteceu algo?
— É que... — Akira para de falar.
— Ele pulou de Rank, ele vai direto pro Rank-D. — Explica Mika.
— Acho que posso ajuda-los.
— SÉRIO?! — Gritam os dois surpresos.
— Sim, eu sou contra alguém pular um Rank, mesmo que seja talentoso. Além do mais, vocês formam um belo casal.
— I-Isso foi brincadeira, né? — Diz Mika gaguejando e com rosto corado.
— O que seria isso?
— É uma amizade com mais "proximidade".
— Então, eu e a Mika somos... — No meio da fala recebe um golpe forte e desmaia novamente.
— "Não sei se ele tem sorte ou azar" — pensa Geki. — Não se preocupe eu vou convencer o rei, até lá, pode ir fazendo hunts com ele.
— Ótimo, tem alguma no momento?
— Mas ele está inconsciente.
— Até eu chegar no lugar ele já vai estar acordado.
Geki pega um papel e entrega para ela.
— Está aqui. Boa em carrega-lo até essa cidade.
— Não é tão longe — Diz olhando o papel da hunt.
— Antes de você ir quero te dar uma coisa.
Passam algumas horas depois dessa conversa. Akira acorda. Estava sendo arrastado por Mika.
— Onde estamos? — Fala Akira, Mika o solta e ele levanta.
— Bom dia!
— Você me deixou inconsciente e tem coragem de fala isso quando eu acordo? — Falou com tom bravo.
— Sim!
Akira fica sem palavras, até que olhando ela melhor percebe algo diferente.
— Legal essa sua nova roupa.
A nova roupa de Mika era uma camisa verde com desenho de raízes amarelas, as mangas eram compridas. Usa uma saia que não comprida, nem curta, era verde com detalhes amarelos e botas de couro.
— Gostou? Foi o Geki que me deu. — Diz Mika dando um pequeno giro.
— Claro! Você ficou linda. — Se lembrando da conversa de mais cedo volta a ficar corada
Akira fica quieto por pouco segundos, percebendo que ela não ia responder sua pergunta, indaga novamente
— Repetindo, "onde estamos?"
— Na metade do caminho para a cidade de Arce.
— Você estava me levando para uma hunt ainda inconsciente?
— Sim!
— Mais quanto tempo de viajem? — Fala após uma breve pausa inconformado.
— Agora que não estou mais te carregando, uns 40 minutos andando
Akira coloca as mãos nas costas e atrás do joelho de Mika, e a levanta no colo
— O que você está fazendo? — Diz envergonhada.
— Você me carregou matade do caminho, vou te carregar nessa outra metade. — A perna de Akira começa a brilhar — Celeritas lucis!
Akira começa a correr extremamente rápido, chegando na cidade em 5 minutos.
— Nunca mais faça isso! — Falou extremamente vermelha. — Mas uma magia de velocidade? Estou impressionada — Mika diz enquanto Akira a coloca no chão. — É a primeira vez que vejo uma. Em todo caso temos que ir até a casa do contratante.
— Então vamos. Onde é a casa do contratante?
— Deixa eu ver — Mika olha o papel — É a casa atrás de você.
Akira olha para trás e vê uma casa a poucos passos de distância.
— Sorte!
Os dois se aproximam da casa e Akira bate na porta. Um casal os atende, sendo, a mulher humana e o homem elfo.
— Por favor, me digam que são caçadores — Diz a mulher desesperada.
— Nosso filho foi para a floresta sem seu animal suporte e não volto até agora.
— Isso faz quanto tempo? — Diz Akira
— Foi ontem de noite.
— Vários casos parecidos já aconteceram nessa cidade. — Diz a mulher.
— Vamos Akira! Temos que salvar esse garoto.
Um pequeno grifo sai de trás do casal e pula no colo de Mika, ela o segura.
— Quem é esse?
— É o animal suporte de nosso filho, ele se chama Gryphs. — Diz a mulher.
— Que fofinho! — Diz Mika abraçando-o.
— O que seria um animal suporte? — Indaga Akira.
— Meu filho é um mago do tipo domador. — Diz o homem. — Por esse motivo ele não consegue lutar sem que Gryphs esteja perto.
— Vou salvar seu filho. — Diz Akira finalmente.
Akira começa a andar em direção a floresta, Mika o segue com Gryphs em seu colo.
— Akira, me espera!
Já tinha escurecido faz 2 horas quando eles entraram na floresta, e logo de cara encontraram um rastro de sangue.
— Akira isso é... — A voz de Mika apavorada e Gryphs esconde os olhos nos braços de Mika.
— Mika, talvez ele não esteja mais vivo, mas não perca as esperanças! — Ela apenas acena com a cabeça.
Os três começam a seguir o rastro de sangue com cautela. Chegando no final do rastro encontram seres chamados Aprum. Javalis de 2 metros considerados perigosos aos humanos e elfos. Tinham 10 deles. estavam bem próximos um do outro e entre eles estava um adolescente que aparentava 14 anos. O garoto estava muito ferido nas pernas, mas da cintura para cima estava ileso.
— Aquele deve ser o filho do casal! — Disse Mika, mas quando olhou pro lado procurando Akira ele não estava mais lá.
Mika olha para frente e vê Akira já com uma esfera de luz na mão e com Apruns a sua volta.
— Sphaera lucis! — A esfera de luz de Akira acertam chão fazendo 3 Apruns voarem contra as árvores e desmaiarem.
Mika concentra um pouco de mana em suas mangas, delas saem uma lâmina cada. Ambas eram lâminas do tamanho de adagas. Ela corre para perto de Akira.
— Não precisa se preocupar com eles. Eles são perigosos. Devemos mata-los.
— Entendido.
Akira dessa vez começa a disparar as esferas diretamente nos animais, abrindo assim buracos em seus corpos. Normalmente no peito.
Mika começa a cortar na região do pescoço, fazendo-os sangrar até a morte no chão.
Depois de matar todos, Mika e Akira vão salvar o garoto. Gryphs o lambe e ele acorda.
— Quem são vocês?
— Eu sou Mika, e meu amigo aqui se chama Akira.
— Você é o mago domador desse grifo, certo?
— Sim, sou eu. Me chamo Yuzo.
— Vamos voltar. — Disse Akira — Já fizemos o que tinhamos que... — No meio da fala uma adaga feita de sombra perfura seu braço direito.
Todos olham para trás, lá estava um soldado com armadura negra montado em um Aprum, que também usava uma armadura negra. Akira entra em choque ao vê-lo. A lâmina que perfurou seu braço some fazendo o sangue começar a sair do ferimento. Em seguida, o soldado sai de cima do Aprum e tira o elmo.
Fale com o autor