Notas iniciais
O primeiro capítulo será narrado pela própria Laurel, já o resto da história será em terceira pessoa...

Acordo com Gayle sacudindo meus ombros enquanto Amy abria as cortinas, quando Gayle percebeu que já estava acordada, parou no mesmo momento de me sacudir, e voltou a sua postura perfeita de sempre.

– Desculpa ter acordado vossa alteza assim, mas sua prima Violet, quer conversar com você, segundo ela, é urgente. – fala Gayle, ditando as ordens de Violet.

Esfrego meus olhos tentando me acostumar a claridade que entrava pela janela.

– Bom dia vossa alteza! Trouxe seu café da manhã, como a senhorita gosta! – Exclamou uma Amy sorridente.

– Pela milésima vez... Me chamem de Laurel apenas, e Amy, que sorriso é esse logo de manhã? – Amy ficou vermelha e se encolheu, como sempre fazia quando ficava envergonhada, logo soube o motivo – Quem é o felizardo agora?

– Ah Laurel, nome dele é Will, guarda do corredor norte, me convidou para ir ao campo hoje à tarde – Amy soltou um suspiro apaixonado e se jogou ao meu lado na cama.

Um sorriso bobo cresceu em meus lábios, comecei a acariciar seus cabelos, Gayle apenas continuava em perfeita postura no canto do quarto. Elas eram minhas criadas a apenas um mês em que eu habitava o castelo, mas desde então eram minhas melhores amigas.

– Não vá sofrer de novo! – nesses dias que fiquei aqui, Amy já se “apaixonou e sofreu” por pelo menos sete guardas.

– Laurel, vou me permitir apaixonar e sofrer quantas vezes precisar, estou apenas esperando a pessoa certa. – Falou com um tom sonhador.

Eu gosto do jeito de Amy, ela consegue gostar de tantos homens, se apaixonar por eles, mas eu ainda continuo com a ideia de que se algum homem fosse gostar de mim, seria apenas pelo poder.

– Senhoritas o papo esta divertido, mas a princesa Violet ainda precisa conversar com você. – interrompeu meus pensamentos Gayle.

– Ah sim, perdão – falei, pegando uma torrada da mesa posta em minha cama, Amy no mesmo momento se levantou de minha cama. – mande-a entrar.

Gayle foi até a porta e a abriu, Violet estava esse tempo todo ali?!

Logo vejo a mesma Violet de sempre: Com sua cabeleira loira cacheada bem firme em um penteado, vestidos cheios que vão até o chão e com cores chamativas. Como ela conseguia estar assim naquela hora da manhã? Eu era idêntica a Violet, só que meu cabelo era liso, e invés de ter seus olhos azuis chamativos, os meus eram de um verde sem graça igual os de meu pai.

Entrou como sempre, ativada em modo furacão, olhou para Gayle e Amy com certa prioridade e ordenou em tom severo:

– Nos de licença!

As duas que até então apenas nos observavam, cumprimentaram Violet se abaixando um pouco e marcharam de cabeça baixa até a saída.

Apenas quando a porta se fechou, Violet se virou em minha direção com um sorriso de orelha a orelha e soltou um de seus gritinhos.

– Você não vai acreditar! – segurou minhas mãos empolgada, fazendo-me largar a torrada que até então estava em minhas mãos.

– O que? – perguntei de boca cheia.

– Tenha modos, é feio uma princesa que fale de boca cheia e...

– Fale logo! – interrompi mais uma de suas reclamações.

– O príncipe Daniel virá aqui! – soltou um suspiro – semana que vem.

– Quem é esse? – perguntei desinteressada, existiam milhões de príncipes, e vários já vieram ao castelo, mas nenhum deles aguentou Violet por muito tempo, não sei porque esse interesse todo por Daniel.

– Você não o conhece? – fiz com a cabeça negativamente – Você veio de onde? Marte?! Ele é apenas o príncipe mais desejado do mundo, e ele vai ser meu... – sorriu vitoriosa.

– Ok. E você só liga para a beleza e status dele? Ele deve ser um panaca e idiota igual aos outros. – comentei tirando seu sorriso vitorioso.

– Nossa, eu venho até aqui toda empolgada compartilhar essa notícia com você, e é isso que você me fala? Você não tem jeito mesmo!

– Verdade... Agora deixe eu tomar meu café. – respondi olhando o que comeria, aquela mesa era enorme.

Violet me olhava incrédula, acho que não gostou de ser ignorada. No mesmo momento pegou um bolinho de minha mesa e o tacou no chão.

– Você esmagou meu bolinho? – gritei.

Ela apenas deu mais um de seus sorrisos vitoriosos e saiu desfilando até a porta. Ah, legal! O bolinho era a minha parte preferida do café, por isso estava guardando-o para o final.

Logo Amy e Gayle entraram em meu quarto com as sobrancelhas arqueadas e eu apenas comento:

– Ela amassou meu bolinho... De framboesa ainda – faço cara de decepcionada.

As duas apenas sorriram enquanto aguardavam eu terminar o café.

Enquanto estavam retirando a mesa do café, fui diretamente ao banheiro, teria um longo dia pela frente.

***

Depois do banho, vesti uma calça jeans preta com uma regata branca, junto com as minhas botas de couro, Gayle fez uma trança em meu cabelo e Amy passou uma pequena quantia de maquiagem em meu rosto, como eu gostava.

– Obrigada – agradeci as duas antes de ir ao estabulo, meu lugar preferido naquele castelo entediante.

Quando cheguei John já estava lá, como sempre.

– Olá princesa – falou com um sorriso provocativo.

– Vá se ferrar! – ele sabia que não gostava que me chamassem de princesa.

John era meu melhor amigo, ou até mais que isso, era loiro, olhos azuis, forte e alto, o sonho de todas as mulheres, mas como trabalhava no estabulo não tinha muita “importância”.

A maneira como conheci John e o estabulo foi até engraçada... Estava em um almoço ao ar livre com a família real, quando vejo John passar com um cavalo, na hora eu me apaixonei, pelo cavalo, claro. Então John percebeu que eu estava os observando, e jogou uma piscadinha para mim, na hora eu o olhei sem jeito, e logo ele sorriu e continuou seu caminho, saindo de vista.

E como sou muito curiosa (com aquilo que me importa) o segui.

Fui seguindo-o escondida até o estabulo, até que tinha perdido John, comecei a analisar o local até que ouço sua voz.

– Olá? – falou com a voz sedutora.

Levei um susto tão grande que tropecei no vestido boboca e cai dentro de uma poça, e John apenas ficou rindo de minha cara.

– Sou John, prazer – falou estendendo a mão para me ajudar.

– Laurel – falei sem graça enquanto aceitava a sua ajuda.

Desde então o ajudo todos os dias no estabulo.

– A pata de Rick está melhor? — Rick era o cavalo do rei, quando o rei morreu e Rick percebeu sua falta, fugiu do estabulo e acabou quebrando sua pata.

– Sim, houve uma melhora, aquele remédio que você indicou surtiu mesmo o efeito. – falou sorrindo de lado.

– Ah, bom- sorri para John.

Sentei-me em meu banco de madeira e John sentou no outro em minha frente.

– Trouxe a sua geleia – falei entregando um pote de geleia de amoras, preferido de John.

Juro que vi seus olhos brilharem, John agarrou o pote como se fosse algo precioso e o guardou em sua bolsa.

– Obrigado Laurel, obrigado mesmo.

– Nada – o encarei.

Ficamos um tempo nos encarando, olho no olho, John foi se aproximando de mim e logo senti seus lábios nos meus. Não, não foi um beijo, apenas um toque nos lábios para eu me lembrar que o que eu estava fazendo não era o correto. John e eu já ficamos várias vezes, mas não posso me permitir apaixonar por ele.

Me distanciei de John bruscamente e fui em direção ao outro canto do estabulo, cuidar de Rick.

– Tenho uma surpresa para você – John surgiu atrás de mim, falando normalmente, como se nada tivesse acontecido.

– O quê? – perguntei sem graça.

John colocou uma venda em meus olhos e me guiou até onde treinávamos os cavalos, quando tirei a venda, em minha frente se encontrava uma égua branca.

– Que linda! – comentei analisando-a, caminhei até a mesma e comecei a acariciar sua cabeça.

– É para você. – Falou John sorrindo.

– Sério?! Obrigada!

Fui até John e o abracei forte.

Notas finais
Heey, chegaram até aqui? Obrigada!!!
No próximo capitulo as coisas já vão começar a ficar legais! Haha
Se vocês gostaram, ou acharam um lixo, deixem um comentário... Vai me deixar muito feliz e vou saber se estão gostando ou não.
É isso... até o próximo capítulo.
Kisses ♥