Notas iniciais
Esse capítulo vai ficar meio curtinho, mas prometo tentar fazer os próximos maiores... :)

Logo após o jantar de hoje à noite – o qual foi bem insipido – cada um foi para seu quarto.

Quando Laurel chegou ao seu quarto, com o propósito de tirar aquele vestido que a torturou o jantar todo por ser tão apertado a ponto de incomodá-la cada vez que engolia a comida. Retirou o vestido com dificuldade e logo o pôs em perfeito estado em um cabide, não queria desvalorizar o trabalho de Amy e Gayle. Foi até seu closet e pegou uma de suas camisolas que iam até o chão, podia ser verão, mas as noites no reino eram gélidas.

Depois de tirar a maquiagem e desfazer o penteado – os quais duraram o jantar todo em perfeito estado – se deitou em sua cama e fechou seus olhos. Mas mesmo se esforçando o máximo para conseguir dormir, Laurel não conseguiu parar de pensar, o que mais a assustava é que volta e meia seus pensamentos eram sobre Daniel.

Resolveu que não iria ficar ali se lamentando e pensando em coisas bobas, se levantou calmamente e vestiu seu roupão que estava ao lado de sua cama e suas pantufas. Isso era um ato bastante comum para Laurel, sempre quando estava com insônia passava a noite perambulando pelo castelo, procurando o que fazer. Geralmente lia um livro sobre história ou terminava algum trabalho do reino para sua tia. Hoje resolveu apenas caminhar pelo grande quintal que ficava na parte de trás do reino.

Enquanto Laurel caminhava pelo gramado bem aparado e molhado pelo sereno, respirava fundo o ar gélido ali presente. Avistou Daniel sentado em um dos bancos de madeira perto da fonte com a escultura em forma de anjo. Era uma de suas preferidas. Caminhou lentamente até ele preocupada. O que estava fazendo ali? Perguntou–se a garota curiosa. Daniel estava escondendo seu rosto entre as mãos, parecia cansado.

– Oi – Interrompeu a paz de Daniel, sentando–se calmamente ao seu lado.

– Oi Laurel – cumprimentou Daniel, retirando suas mãos e as posando sobre as pernas. – uma bela noite, não?

Laurel concordou com a cabeça e perguntou em tom preocupado:

– O que está fazendo acordado há essa hora?

– Não consegui dormir, pode parecer infantil, mas estou com saudades de casa. E de meus pais, não sou acostumado a ficar longe deles.

Laurel logo pensou o contrario, achou extremamente fofa a preocupação de Daniel. Deu um sorriso sem graça e pôs suas mãos encima das de Daniel, logo percebeu o quanto o mesmo estava gelado, notou que estava apenas com um calção de pijama e uma blusa regata, se sentiu envergonhada por também se encontrar de roupão.

– Você não está com frio? – perguntou afagando os braços do garoto.

– Devo admitir que está bem desconfortável esse vento batendo em minhas pernas e braços. – brincou Daniel – Por quê? Quer me esquentar?

Laurel sorriu e retirou seu roupão, colocando– o sobre os ombros nus de Daniel.

– Você não precisa? – perguntou se aquecendo.

– Essa camisola já basta – respondeu Laurel sorrindo.

Um longo silencio dominou o local, cada um pensando em suas próprias vidas e tirando suas conclusões. Daniel pegou Laurel de surpresa quando perguntou.

– Não querendo ser metido... Mas como seus pais e o rei Clark? – perguntou sem graça.

– Violet ainda não te contou? – perguntou Laurel, recebendo um sinal de negativo logo em seguida. A garota respirou fundo e prosseguiu – A um mês o rei Clark e meus pais estavam viajando para a América, pois teria uma reunião mundial. A rainha Eleanor ficou aqui para tomar conta do reino, e claro, cuidar de mim e Violet.

“Enquanto passavam de avião pelo oceano atlântico ouve uma tempestade e o avião caiu, morreu o piloto, junto com minha família e alguns ajudantes e criados. Desde então lutamos para continuar nossas vidas, mas como todos sabemos, é impossível ignorar o passado, Violet vem tentando achar um marido para assim ver se consegue um herdeiro ao trono e que possa comandar o país.”

Daniel apenas olhou para frente e assentiu, não comentou nada, nem sentiu muito, Laurel não deixou de ficar feliz com a atitude do garoto, já ouvira lamentações demais sobre a morte de seus pais e nenhuma delas os trouxe de volta.

– Laurel? – perguntou fazendo a garota olhar para ele – Sei que deves me achar um completo estranho e babaca, mas quero que saibas que pode confiar em mim, sempre.

– Obrigada – sorriu tímida – olha, acho que aqui está começando uma amizade, não?

– Tenho percebido isso... – sorriu Daniel.

Conversaram sobre assuntos aleatórios até que o sol começou a nascer atrás das arvores, resolveram ir para seus quartos, pois não conseguiam nem manter os olhos abertos direito.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.