Drunk

1 Drunk - Capítulo único


Notas iniciais
Sempre imaginei esses dois protagonizando mais momentos cômicos. Em virtude disso, escrevi sobre eles. Não, eu não os shippo; só os acho divertidos mesmo.

Bêbados, os dois gargalharam juntos o mais alto que puderam antes de beberem mais vinho pelas bocas das garrafas. Naquela noite, o dono do bar mais frequentado em Magnolia estava ganhando muito além das próprias expectativas. E a razão era simples: Cana Alberona, que acompanhada de um amigo muito curioso, esvazia em poucos minutos o estoque de bebidas do estabelecimento.

— Hoje eu vou beber até me acabar... — Cana soluçou, dando uma risadinha logo em seguida. — Eu mereço, né?

— Merece. — Bacchus, mago da Quatro Cerberus, tomou outro drinque. — Cê arrebentou nos Jogos... Aquela parada com o MPF... Como você...?

— Eu te contei, não? — Cana fez uma careta divertida que denunciava a embriaguez. — A Primeira me emprestou uma magia... Uma pra gente ganhar aquilo lá, o tal Pandemonium...

Bacchus gargalhou, girando o copo no balcão.

— Mas deu a Erza no fim. Cem monstros... Quem diria... Ops! — Relaxou os ombros, despreocupado com o vidro quebrado. — O copo caiu.

— Daí usamos um Medidor de Poder Mágico... Mas não importa, deu Fairy Tail nos dois mesmo. — Cana deu longas goladas direto da boca da garrafa. Bacchus arqueou a sobrancelha, um pouco impressionado.

— A Fairy Tail tem bons magos — comentou. — Em todos os sentidos.

Cana cuspiu na hora, tossiu antes de olhar risonha para o companheiro de bebidas.

— Pela sua cara — ela falava melosa —, dá pra ver que você quis dizer “magas”, não “magos”, né? Você é um tarado, Bacchus! — Riu.

— Ora, por que diz isso? — Ele a puxou para si, envolvendo os ombros dela com um dos braços enormes. Cana achou graça.

— Na luta contra o Elfman... Você apostou, não foi? — Olhou-o provocativa. — Você queria passar uma noite com a Mira e com a Lisanna... O que me diz disso?

— Digo que adoro fazer a três, principalmente quando tem uma mais nova no meio... — E riu da feição tediosa de Cana. — Mas e você?

— Eu?

— É... — Bacchus aproximou o rosto do de Cana, encarando-a. No fim, ele não estava bêbado realmente, mas se aproveitou do momento. — Tem se divertido ultimamente?

Cana gargalhou alto.

— Putz!, eu não! Não, não, não, não, não! A última vez que fiz algo que chegou perto de um divertimento foi quando saí com um cara que a Lucy dispensou...

— Lucy? Aquela loirinha das chaves?

— É, essa daí! Pois bem, ela tava doida pra ficar com alguém, aí encontrou um idiotazinho meio lerdo, você tinha que ver! Nem sei o que ela viu naquele cara... Ela tem o Natsu à disposição só pra ela, e o Gray, se bobear...

— Quem era o tarado mesmo, Cana? Eu?

— Me deixa terminar a história, seu... — E esvaziou outra garrafa, pegando e abrindo outra que estava sobre o balcão amarronzado. — Tá, só sei que a Lucy fez o cara aguardar até altas horas. No fim, eu fiquei com ele.

— E foi isso?

— Né? O cara beijava mal demais! Parecia... Sei lá, seu pai! — Voltou a beber.

— Cê nem conhece meu pai, Cana. — Bacchus riu.

— É que tenho um gosto por esta palavra, sabe.

— Tsc. Olha só, Cana ainda é uma menininha que ama os pais... Eu posso te ajudar, então. Já que sua última vez foi uma droga... — A mão dele escorregou para o elástico do meio do sutiã de Cana, puxando-o e remexendo-o devagar; Bacchus, malicioso, olhava e sorria para a mulher que tinha ao lado. — Só você e eu, hoje mesmo. Topa?

Cana bufou, remexeu os lábios embriagados, murmurou algo impossível de entender e, com os olhos semicerrados, se voltou para Bacchus.

— Uma noite, é?

— É. Vamos brincar só nós dois mesmo, parceira.

— Hum... — Cana pôs a própria mão sobre a que Bacchus tinha no sutiã dela. Depois negou vagarosamente com a cabeça, fazendo bico com os lábios carnudos. — Não vai rolar, eu sou mais difícil do que aparento, parceiro.

— Tá bancando a difícil agora? — Bacchus deu uma risadinha. — Certo, vou jogar também. E aí? Que tarefa eu vou ter que fazer pra você aceitar?

Cana, rindo à toa, encheu uma caneca inteira com cerveja.

— Falar com meu velho. — Bebeu tudo de uma vez. — Só isso. Fácil, não?

— Rá! Só isso?! — Bacchus deu uma risada gostosa que quase o derrubou do assento. — E eu pensando que você tava se fazendo de difícil, Cana Alberona! Falar com seu coroa? Isso é mole! Diz aí, qual é o nome do velho?

Cana mexeu com a cabeça em um gesto provocativo, olhando para Bacchus com certa malícia. Longe da Fairy Tail, sair para beber e zoar com ele e os demais magos da Quatro Cerberus era o passatempo preferido de Cana. Ela se sentou de lado, ficando de frente para o mago, e cruzou as pernas, inclinando o corpo para frente de forma que os seios ficassem parcialmente expostos sob o tecido preto do sutiã. Umedeceu os lábios um no outro e, olhando fixamente para Bacchus, respondeu com um sorriso travesso.

— Gildarts Clive. — Quase gargalhou da feição pálida e surpresa do fiel companheiro de bebidas. — Mas você disse, né? Isso é mole pra você!

Enquanto Bacchus estava boquiaberto ainda encarando a filha do mago mais forte da Fairy Tail — abaixo apenas do mestre Makarov —, Cana, tranquila, encheu outra caneca com cerveja além de misturar em outra vinho, sakê e vodca; riu da própria invenção.

— Saúde! Galanteador. — Estendeu as duas canecas a Bacchus, bebendo-as ao mesmo tempo em seguida.

Bacchus suspirou desanimado.

— O gosto pela palavra “pai”. Saquei.

Notas finais
Obrigado por ler!

Até mais o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!