Drunk

4 Escolhas


Notas iniciais
Demorei dessa vez, mas aqui estamos nós, enfim!
Antes de tudo, gostaria de agradecer mais uma vez á todos que tem acompanhado minha história, mesmo os que continuam no anonimato. Agradecimentos especiais á namikdt por ter me dado a minha primeira recomendação. Vocês não sabem como fiquei feliz ao ver isso. Obrigada mesmo, fofa ^^
Agora sobre o quarto e último capítulo. Ele contém cenas pervas EXPLÍCITAS; quem não gosta desse tipo de coisa, sugiro que não o leia. Á quem gosta ou ao menos não se sentem ofendido ao ler esse tipo de material, desejo uma boa leitura 0/

[...] A ruiva encostou a testa contra a sua, sem quebrar o contato visual. Os lábios dela roçaram em seu rosto, indo em direção á orelha, causando-lhe arrepios intensos. A voz baixa e cheia de desejo então sussurrou:


– Me leva pro quarto.


E pela primeira vez, Zoro não contestou a ordem que lhe fora dada.

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Nenhum dos Chapéus de Palha deitados sob as mantas se mexeu quando o espadachim passou á centímetros de onde estavam, segurando Nami pelas coxas, as pernas dela firmes ao redor de sua cintura. Quase corria em direção ao corredor que dava para os quartos, na afobação de chegar ao seu destino o mais rápido possível. Mas era difícil prestar atenção no caminho á sua frente, estando sua visão parcialmente ocultada pelos seios da ruiva, e a boca dela atacando vorazmente a sua. O calor daquele corpo e a doçura daqueles lábios pioravam seu estado de excitação, fazendo-o se sentir mais perdido que uma barata tonta. O que não era nada convencional para o dono de um senso de direção pavoroso.


– É pra lá, idiota, pra lá! – Nami sibilou, apontando para uma porta de madeira pela qual Zoro passara reto.


– Você é a culpada! Não estou conseguindo ver nada desse jeito! – Ele se justificou, o rosto ruborizado pela raiva, pela vergonha e pela excitação. Aquela expressão no rosto dele dissipou toda a exasperação da ruiva. Com um gemido baixo, ela se atirou contra ele mais uma vez, beijando-o com desespero.


– Merda... – O espadachim grunhiu, quase perdendo o equilíbrio quando suas pernas fraquejaram. Retrocedeu alguns passos, e concentrado como estava na boca carnuda da navegadora, precisou tatear até encontrar a bendita maçaneta. Entreabriu a porta, para logo depois chutá-la com violência. Entrou no quarto aos tropeços, fechando a porta com mais um chute antes de prensar o corpo de Nami contra a parede.


O quarto das garotas era ligeiramente menor que o dos homens, embora fosse indiscutivelmente mais limpo e bem organizado. Havia duas camas, uma de cada lado, e uma penteadeira no centro. Um baú de joias estava postado aos pés da cama da ruiva, e um perfume de flores e laranjas rescendia no ar. Mas Zoro não prestou atenção em nenhum desses detalhes á não ser o perfume, que atiçava os seus sentidos aguçados. Concentrava-se em beijar sofregamente a boca da companheira, para depois atacar o pescoço delgado com mordidas e lambidas, fazendo a navegadora gemer e suspirar. Prendeu os braços dela acima da cabeça, e Nami sentiu-se totalmente encurralada, submetida ás vontades dele, o que inacreditavelmente aumentou ainda mais sua excitação. Ele agora se esforçava para arrancar sua blusa ensopada, que havia se grudado em sua pele. Manteve os braços esticados para facilitar o trabalho, e logo seus seios saltaram livres diante do olhar faminto do espadachim. As duas mãos grandes e calejadas se fecharam sobre os montes volumosos, ao que a ruiva ofegou em alto e bom som. A língua úmida e quente traçou círculos na pele cálida e latejante, até alcançar o mamilo enrijecido pelo frio e pelo desejo. Nami precisou morder a língua para conter um gemido particularmente escandaloso. Enganchou os dedos nos cabelos esverdeados, fazendo com que Zoro quase sufocasse ao ter o rosto comprimido entre os seios. Mas ele foi incapaz de reclamar. Estava se deliciando com os gemidos dela, com o sabor da pele macia, com aquele perfume cítrico que tinha o poder de embriagá-lo mais do que qualquer saquê.


A cabeça da navegadora rodava. Sua vista estava ficando embaçada, completamente zonza pelo prazer que a boca do espadachim lhe proporcionava. A língua atrevida brincava com o bico rosado, e ela só conseguia gemer e rebolar no colo dele, toda manhosa. Suas coxas roçaram no volume nas calças dele, que crescia e pulsava de forma quase dolorosa. Zoro parou com as carícias no mesmo instante, e foi incapaz de conter um gemido rouco. Nami viu que aquela era a sua chance de tomar as rédeas da situação. Afastou-o um pouco para que pudesse firmar os pés no chão, e arrancou as próprias sandálias o mais rápido que pode. Zoro entendeu o recado, livrando-se de seus coturnos com alguma dificuldade e depositando gentilmente suas três espadas no chão, encostadas contra a parede. Terminado o “ritual”, a ruiva mais que depressa se atirou em seus braços, beijando-o sofregamente enquanto suas mãos ágeis passeavam pelos ombros largos, pelo peito forte e dourado de sol, tentando abrir apressadamente as braguilhas do sobretudo verde-escuro. A vestimenta por fim caiu, embolando-se sobre seus pés. Tanto o espadachim quanto a navegadora chutaram-na para longe. Zoro sentia-se aliviado por se ver livre da roupa longa, molhada e pesada. Agora ele podia sentir o corpo de Nami, quente, macio e curvilíneo, os seios comprimidos contra seu peito, a boca dela espalhando beijos molhados por sua pele, fazendo seu olho se revirar involuntariamente. Suas mãos apertaram com força as nádegas redondas e firmes, e desejou ardentemente sentir aquela pele sob seus dedos.


As mãos da ruiva repentinamente o empurraram para trás. Zoro não entendeu no início, até perceber que ela o guiava em direção á cama próxima ao baú de joias. Por ele, prensaria a navegadora de novo contra a parede e a teria ali mesmo. Mas estava curioso quanto ao que ela pretendia fazer. Por isso deixou-se ser empurrado em direção ao leito sem oferecer qualquer resistência, o que surpreendeu e excitou a moça. Com um sorriso travesso, ela apoiou as mãos em seus ombros e deu um último empurrão, fazendo-o cair de costas sobre os lençóis. Engatinhou até pairar sobre o tronco musculoso, sentindo que iria explodir de tesão ao encontrar o olhar malicioso, instigando-a á dar o próximo passo. Sem poder mais esperar, ela atacou o pescoço longo e com veias saltadas, lambendo e sugando de um jeito que fazia o espadachim tremer e ofegar. A boca macia ia descendo mais, explorando os ombros, o peito, o abdômen. Calor, força, virilidade e cicatrizes. Era aquilo que definia o corpo formidável daquele homem. Deliciava-se com o sabor de sol e mar, e também com os suspiros longos e roucos com os quais ele a presenteava.


Estava tudo girando. Zoro não conseguia focalizar o olhar em mais nada. Seus sentidos se concentravam única e exclusivamente em Nami; o corpo da Nami, a boca da Nami, os seios da Nami, as mãos, dedos, língua, a pele incandescente e macia. Seu poderoso corpo, seus trabalhados músculos dos quais tanto se orgulhava pareciam extremamente frágeis aos toques fogosos daquela mulher. Seus nervos respondiam ás carícias com espasmos de prazer, que ele inutilmente tentava conter. E a alucinada ruiva só queria mais e mais. Os lábios macios como pétalas de rosa por fim pousaram sobre o cós da calça. Os dedos hábeis retiraram facilmente o haramaki felpudo, que foi jogado displicentemente ao lado do sobretudo e da camisa ensopados. Prendeu o zíper entre os dentes e foi abrindo-o lentamente, mantendo o contato visual com o espadachim extático. Sorrindo, levou as mãos ao cós folgado e arriou a peça num só puxão, junto com a roupa de baixo. Zoro respirou fundo, aliviado ao sentir-se livre daquela calça apertada. E Nami passou a língua pelos lábios carnudos ao se deparar com o pênis ereto, duro e pulsante, que parecia implorar por seus toques. E como ela poderia negar os apelos daquela tentação? Agarrou a carne quente com ambas as mãos, e serpenteou a língua por toda a extensão. Sugou a glande rosada com uma força comedida, e logo após deixar seus ouvidos se deleitarem com um longo suspiro enrouquecido ela deu fim á seção de tortura, abocanhando o membro todo de uma vez e sugando-o com vontade.


Zoro afundou a cabeça nos travesseiros, suas costas se arqueando sobre os lençóis e seu olho bom se revirando um pouco. O prazer que a boca da ruiva lhe proporcionava não poderia ser descrito. Suas pernas ficavam bambas e moles à medida que poderosas descargas elétricas eram enviadas para os pontos mais sensíveis do seu corpo. Seus dedos se embrenharam pelos cachos cor de fogo, segurando-os com firmeza enquanto procurava ditar o ritmo do sobe e desce da boca dela, e Nami se vangloriava ao vê-lo tão entregue. Era maravilhoso ter aquele homem que era o verdadeiro epítome da força totalmente submisso aos seus carinhos, e ela não poderia fazer nada mais além de atender aos pedidos mudos dele. Sugou com ainda mais força, apertando entre os dedos o que não conseguia engolir, até que ficou impossível para o espadachim conter os gemidos roucos e lascivos. Achou que acabaria perdendo a cabeça se deixasse aquilo continuar. E com um enorme esforço, puxou Nami pelos cabelos até que o rosto dela estivesse novamente acima do seu. Voltaram a se beijar desesperadamente, as poderosas mãos masculinas apertando com força o bumbum avantajado, ao que a ruiva gemia e ria.


Sem aviso, Zoro agarrou-a pelos ombros e inverteu as posições, deixando que o próprio corpo prensasse o dela sobre a cama. Não deu chances para que ela começasse á reclamar. Atacou a pele branca do pescoço com a língua e os dentes, e voltou á dar atenção aos seios fartos e empinados. Capturou o mamilo direito entre os lábios e sugou-o demoradamente, sorrindo consigo mesmo ao ouvi-la gemer. Desceu a boca pelas curvas arredondadas, deixando um rastro de saliva na pele ainda molhada, mas agora de suor. Nami se contorcia sobre a cama, o corpo inteiro se arrepiando ao toque da boca dele. Gemeu e virou a cabeça para o lado ao sentir um dedo atrevido acariciar a sensível região entre as suas pernas por cima de sua calça jeans. Começou á odiar a dita peça de roupa, antes uma de suas preferidas. Levou os dedos ao botão metálico, decidida á se livrar das calças, mas a mão de Zoro na sua a impediu.


– Deixa. Eu mesmo faço isso.


A ruiva assentiu sem retaliar, excitada como estava com os toques dele. Queria sentir muito mais, e estava disposta á ficar em silêncio se isso fizesse com que o espadachim se dispusesse á retribuir tudo o que ela fizera com ele de forma satisfatória. Satisfeito ao vê-la dócil daquela maneira, ele voltou á sua exploração torturante. Circulou o umbigo com a língua enquanto apertava as coxas dela com força, mas para Nami a ideia de reclamar era impensável. Estava adorando aquelas carícias brutas; não poderia esperar outra coisa de um homem rude como ele, e a selvageria do ato a excitava. Os dedos habilidosos mais que depressa abriram o botão e desceram o zíper, e logo a ruiva sentia a peça sendo retirada rispidamente de seu corpo. A única peça que restara fora a minúscula calcinha, preta e com rendas vermelhas. A delicadeza e sensualidade da lingerie eram verdadeiros estimulantes. Lambendo os lábios com a visão, Zoro aproximou sua boca da intimidade ainda protegida pela vestimenta, o que fez a ruiva ofegar de expectativa. Prendeu entre os dentes a tira finíssima, e num só puxão a rasgou. Nami arregalou os olhos, embasbacada com a ousadia dele.


– Ah! Eu gostava dessa calcinha! – Ela exclamou, fingindo aborrecimento. Zoro lhe lançou um sorriso diabólico.


– É? Pois eu não.


– Vou acrescentar o prejuízo á sua dívida!


Zoro grunhiu, embora a menção da dívida não o tivesse aborrecido nem minimamente.


– Hunf. Até num momento como esse você não se esquece dessa dívida? – Seu olho bom se estreitou maliciosamente – Ah, tudo bem. Vou fazê-la parar de pensar nisso num instante.


Dizendo isso, atirou por sobre o ombro a calcinha inutilizada, que foi cair sobre a tampa do baú de joias. Entreabriu as pernas torneadas, sentindo sua boca salivar ao se deparar com a feminilidade de sua “bruxa”. A carne rosada e lisinha parecia convidá-lo a experimentá-la toda. Sorriu de canto ao ver o belo corpo estremecer, sem saber ao certo se fora de ansiedade ou apreensão. Na verdade Nami sentia uma mescla intensa de ambas as sensações. Se por um lado o seu corpo quase implorava pela boca dele em seu ponto mais sensível, por outro tinha receio de que ele acabasse machucando-a na afobação de satisfazê-la. Os toques dele até então não tinham sido muito gentis. Mas no instante em que ele afundou o rosto entre suas pernas, toda a preocupação da ruiva foi para o espaço. A língua quente e úmida era firme, porém trabalhava cuidadosamente na sensível região, e ao senti-lo lambê-la de forma languida e intensa, ela precisou morder a própria língua para sufocar o grito de prazer.


O espadachim abriu um sorriso vitorioso. Agora aquela mulher presunçosa estava sentindo na própria pele o que era ser torturado daquela forma. Mas não perdeu tempo se vangloriando; queria arrancar reações ainda mais escandalosas de sua bruxa. Entreabriu os lábios com os dedos e introduziu sua língua na abertura úmida, sentindo-a pulsar descontroladamente. A ruiva arqueou as costas sobre os lençóis, soltando um gemido que era quase um choro desesperado, causado pelo prazer agonizante. Lambeu a carne quente e macia sem pressa, e logo depois concedeu a mesma atenção ao clitóris, sugando-o com preguiça, fazendo a navegadora ver estrelas. Foi só quando Nami já estava quase desmaiando de tanto tesão que ele decidiu dar fim ás preliminares. Não aguentava mais esperar. Queria estar dentro dela, ouvindo-a gemer e gritar o seu nome até que ambos enlouquecessem. Fez o caminho inverso de sua boca pelo corpo dela, até que seus rostos estivessem próximos novamente. Os olhos castanhos estavam escurecidos pelo desejo, as pupilas dilatadas. Beijou-a com fervor, e Nami sentiu o próprio gosto nos lábios dele. Ela também não aguentava mais esperar.


– Zoro, eu não aguento mais... – Ela sussurrou, afastando as pernas para recebê-lo – Não me faça mais esperar. Eu quero você agora.


– Não precisa nem pedir, bruxa.


E dizendo isso, penetrou-a numa única e vigorosa estocada, fazendo-a gritar de surpresa e prazer. A sensação de ser pressionado pela carne quente e tenra era simplesmente maravilhosa, e por muito pouco ele não se desfez num orgasmo violento só por saber que estava dentro da mulher que amara por tanto tempo, e sem se dar conta. Segurou-a firmemente pelos quadris e deu início ao vai e vem de maneira suave, querendo deleitar-se ao máximo com aquele prazer esmagador que fazia sua cabeça girar.


A fricção do membro duro contra as paredes de seu íntimo era mais deliciosa do que ela um dia poderia ter sonhado. Agarrou-se aos ombros do espadachim, gemendo loucamente ao senti-lo se mover daquela maneira lenta. Agora ela queria de todas as maneiras a brutalidade que era tão natural dele; queria que ele a fizesse sua da maneira mais intensa e apaixonada possível. Agarrou os lençóis sob seu corpo e ondulou os quadris, tentando acompanhar as arremetidas. Aquilo foi o suficiente para instigar Zoro á ser mais ousado. Segurou-a pela cintura e foi gradualmente aumentando o ritmo das estocadas, até que as molas do colchão rangessem e a cabeceira começasse á bater contra a parede, e os gemidos da navegadora evoluíssem para gritos deliciados.


Nami prendeu a cintura dele com as pernas, fazendo-o gemer roucamente ao se sentir ainda mais comprimido dentro dela. Estocou ainda mais violentamente para puni-la, e a ruiva gritou seu nome como se estivesse agonizando. O membro dele a acertava continuamente no seu ponto mais fundo, enviando descargas elétricas para todo o seu corpo e fazendo sua vista se embaçar com as lágrimas de prazer e felicidade. Só ver a expressão transtornada dela já era o suficiente para levar o espadachim á loucura. Apertou os seios entre as mãos e acariciou os mamilos com os polegares, e a ruiva sentia que novamente estava á ponto de perder os sentidos. Mas já estava cansada de deixar todo o trabalho para ele, afinal, ela tinha o direito de brincar também. Cerrou brutalmente as pernas em torno dos quadris fortes, e Zoro quase gritou ao sentir-se ser esmagado daquela maneira. E Nami aproveitou o seu momento de descuido para inverter as posições, ficando sentada sobre o colo dele.


Zoro ia reclamar, mas ao senti-la cavalgar sobre seu membro com uma intensidade insana, o protesto que formulava simplesmente morreu em sua garganta. Limitou-se a segurá-la pela cintura e ajudá-la á se mover, se deliciando com a visão daquele corpo tão bonito, dos seios balançando, do rosto angelical corado. Naquela posição, o membro parecia atingi-la ainda mais fundo, e o prazer que lhe percorria o corpo quase a fazia perder o equilíbrio. Inclinou-se sobre o dorso suado e beijou a boca do espadachim sofregamente, e ele retribuiu sem hesitar. O sobe e desce do quadril da ruiva ficou mais intenso, fazendo uma torrente de palavrões escapar da boca dele. Não conseguia mais parar. A intensidade das descargas elétricas chegou ao auge, e a navegadora gritou em alto e bom som ao atingir um orgasmo intenso e totalmente inesperado. Zoro arregalou o olho bom, surpreso ao perceber que ela havia gozado, e ao mesmo tempo vangloriando-se por saber que fora capaz de fazê-la se descontrolar daquela maneira. Mas ele ainda não havia se satisfeito. Sentou-se com ela em seu colo e beijou-a amorosamente, para logo depois deitá-la novamente sobre a cama e recomeçar as estocadas.


Logo Nami já se sentia excitada de novo. As estocadas firmes e fundas, o corpo musculoso colado ao seu, a boca dele devorando a sua; era simplesmente impossível se cansar daquilo. Era como a maré agitada, as ondas poderosas que iam e voltavam, retrocediam e se quebravam umas sobre as outras, como numa tempestade. E ela, ao invés de lutar contra aquilo, de querer se ver livre das forças da natureza, simplesmente deixava-se levar pelo sabor do vento e das ondas, lançando-se ao mar revolto de calor e prazer, tendo como salva-vidas o corpo formidável do seu espadachim. Ela o guiava no meio da tempestade, como o farol que sinaliza a terra firme e segura para o veleiro perdido. Não importava quantas vezes ele se perdesse, ela sempre o guiaria de volta para casa.


O espadachim já havia perdido o controle das próprias ações. As estocadas eram tão violentas que Nami chegava á sentir pontadas de dor, mas o prazer era tanto que era fácil ignorá-las. Sentia que estava se aproximando do auge novamente, e dessa vez queria que Zoro á acompanhasse. E ele, completamente zonzo, sentia suas forças irem se esvaindo junto com o aquele resquício de sanidade que ainda permanecia. Em meio á névoa de lascívia que toldava sua visão, ele viu quando a ruiva, ainda gemendo manhosamente, estendeu os braços para cima em sua direção. Ele sabia muito bem o que ela queria, e enlouquecido como estava á instantes de atingir o ápice, ele não poderia lhe negar nada. Passou os braços ao redor do tronco curvilíneo e apertou-a com toda a força junto ao seu peito, no instante que levou para todo o seu controle se acabar e para que milhares de estrelas pipocassem diante de seu olho são. Nami gritou mais uma vez ao atingir o segundo orgasmo, e dessa vez o espadachim a acompanhou, se derramando todo dentro dela e urrando de satisfação.


Ainda abraçados, ambos desabaram sobre a cama; ela de barriga para cima e ele deitado sobre seu corpo, o rosto escondido na curva de seu pescoço. A exaustão e a satisfação a impediam de reclamar do peso dele sobre si; sentir o calor da pele de Zoro contra a sua era tudo o que mais queria naquele momento único. Em completo silêncio, quebrado apenas pelas respirações ofegantes, ficaram por alguns minutos trocando carícias preguiçosas. Nami acariciava as costas largas e suadas com as pontas dos dedos, enquanto ele beijava carinhosamente seu pescoço, seu rosto. Aquela delicadeza vinda dele era totalmente incomum, mas Nami sabia que, depois de tudo o que haviam feito, ela poderia esperar por muito mais coisas incomuns. A relação entre Zoro e ela havia mudado completamente, e da maneira pela qual sempre ansiara. E era inacreditável pensar que foram engradados de saquê que acabaram unindo-os definitivamente. Sorriu consigo mesma. Eram dois bêbados, mesmo...


– Ei, Nami... – Zoro á chamou de repente, a voz baixa e rouca. Ele se ergueu um pouco sobre os cotovelos, e a navegadora passou a mão direita por seu rosto, sorridente.


– Sim?


– Você... Você estava falando sério quando disse que ia acrescentar o prejuízo da calcinha á minha dívida? – Ele perguntou, parecendo sinceramente preocupado. A ruiva o encarou, desacreditada com a pergunta. E depois simplesmente desatou á rir.


– Sim, eu estava! – Ela confirmou. O espadachim bufou, olhando-a com desagrado.


– Mesmo depois de nos acertamos dessa maneira você não vai deixar essa droga de dívida pra lá?! – Ele exclamou, indignado. A moça abriu seu famoso sorriso convencido.


– E como eu posso deixar pra lá? Se tem dinheiro envolvido, eu não posso simplesmente esquecer. – Respondeu, atrevida. E rindo da cara furiosa que ele fazia, voltou a acariciar a pele morena e corada do rosto anguloso – Mas não se preocupe. Eu acabei de decidir que posso te fazer uma concessão.


– Concessão?


– Exato! – O sorriso dela era tão radiante que ele só conseguia ficar olhando, espantado – A dívida se manterá de pé. Mas você não precisa me pagar com dinheiro. – Com uma expressão sedutora, ela se ergueu um pouco para sussurrar em seu ouvido – Me pague com a sua exclusividade. Vamos ficar juntos, sermos só um do outro. E sua dívida comigo se manterá, digamos, “quitada”.


O olho são de Zoro estava estatelado como um ovo frito. Um rubor causticante subiu ao seu rosto. Era uma chantagem clara, do tipo que só Nami sabia fazer. Mas era uma chantagem diferente de qualquer outra que ela já fizera. Ela estava propondo que os dois, enfim, ficassem definitivamente juntos. E se aquele era o preço pela “quitação” de sua dívida, ele estava mais que disposto á pagar. Abriu para ela o meio-sorriso que era sua marca registrada.


– Huunn... Está bem. Vou aceitar sua concessão.


A ruiva soltou uma exclamação radiante. Atirou os braços ao redor do pescoço do espadachim e o beijou apaixonadamente. Embora surpreso com o rompante, Zoro não hesitou em retribuir. Sabia que teria que se acostumar com a espontaneidade quase constrangedora de Nami, mas também sabia que o sacrifício valeria e muito a pena. Voltaram á se deitar na cama, sem pararem o beijo. Afastaram-se para recuperar o fôlego, e Zoro fechou o olho bom e se espreguiçou, sentindo que a noite não poderia ter terminado de uma maneira melhor. Nami encostou a cabeça em seu peito, igualmente satisfeita. Havia tantas coisas em que pensar, e tantas outras que queria dizer... Acabou dando uma risadinha, o que chamou a atenção do companheiro.


– Qual é a graça? – Ele quis saber. Nami balançou a cabeça, de olhos fechados.


– Só estava pensando. – Ela murmurou, dedilhando a enorme cicatriz diagonal no peito musculoso – Quando eu ainda estava zangada com tudo o que tinha acontecido, eu amaldiçoei as circunstâncias por sempre me empurrarem pra você. Mas depois de tudo o que nós conversamos, eu entendi que não foram simples circunstâncias. Acho... – Um sorriso acanhado brincou em seus lábios – Acho que, no final das contas, eu sempre estive destinada á ser empurrada para os seus braços.


Zoro não disse nada por um momento. Encarava o teto do quarto com uma expressão insondável, sua mão afagando de leve a cintura delgada da navegadora. Depois de uns poucos minutos, ele fechou o olho e balançou a cabeça.


– Eu não acredito nesse tipo de coisa. – Murmurou, roubando a atenção da companheira – Esse papo de destino é uma tremenda bobagem. Acho que o que aconteceu entre nós não foi nada mais que uma consequência das nossas escolhas.


– Escolhas?


– Sim. – Ele virou a cabeça para poder olhá-la nos olhos – Você escolheu que não iria desistir de mim. E isso te levou a bolar aquele plano maluco de tentar me embebedar, nos levou á discutir, á conversar e finalmente te levou á aceitar nossas diferenças e se entregar para mim. Não teve nada á ver com destino. Você escolheu estar comigo, e isso nos levou á onde estamos agora.


Nami sentiu suas bochechas arderem. Embora estivesse constrangida com aquelas divagações, não poderia negar que tudo aquilo fazia sentido. Ergueu-se um pouco nos lençóis, apoiando-se nos cotovelos para poder enxergar melhor o rosto dele.


– E você, Zoro? O que você escolheu?


A expressão dele repentinamente tornou-se terna.


– Eu escolhi beber.


Nami arqueou uma sobrancelha, sem entender.


– Você veio até mim, me oferecendo bebidas com aquela desculpa esfarrapada de “oferta de paz”. – Ele explicou – E eu, na hora da raiva, escolhi aceitar beber com você. Isso nos levou á ter aquela conversa maluca, e á brigar. E me levou a compreender toda a confusão em minha cabeça, e aceitar o que estava acontecendo entre nós. E isso me levou á procurar você, á tentar me explicar e finalmente á me fazer engolir o orgulho e aceitar... Tudo o que eu estava sentindo. Escolher beber me fez compreender o que você significa pra mim. E acabou sendo a melhor escolha que eu já fiz em muito tempo.


Nami ficou encarando o rosto que se enrubescia, espantada. Nunca teria esperado uma frase como aquela saída justo da boca dele... Mas afinal, em que sonho ela teria esperado uma noite como aquela? Tudo naquele dia á havia surpreendido. Embora aquelas palavras de Zoro tivessem sido, de longe, o maior ápice. Abriu um sorriso luminoso, sentindo o coração se aquecer de alegria.


– Isso foi uma declaração?


Zoro bufou, virando-se de modo á ficar de costas para ela.


– Interprete como você quiser...


– Ah, que fofo! – A navegadora cantarolou, abraçando-o por trás e encostando o queixo em seu ombro – Eu nunca imaginaria um gorila mal-educado feito você dizendo algo desse tipo! Não foi exatamente do jeito que eu esperava, mas vindo de você é uma grande coisa!


– Que seja...


– Ou será que tudo isso é pra tentar me amolecer e conseguir uma redução da sua dívida?


– Sua bruxa desconfiada...


Nami riu. Curvou-se e tascou um beijo estalado na bochecha do espadachim, que corou e se encolheu um pouco. No entanto, não pode deixar de sorrir. Estendeu a mão para pegar uma mecha do cabelo ruivo entre os dedos, enquanto se lembrava de outro detalhe que, durante os momentos de excitação, lhe passara batido.


– Acho melhor eu sair, ou irmos para outro lugar. – Ele murmurou para a navegadora – Já está tarde, logo Robin virá para poder dormir...


Mas antes que Zoro pudesse completar a frase, três batidas surdas soaram no silêncio do quarto. Ambos congelaram, surpresos.


– Ro... Robin? – Nami chamou, hesitante. Foi quando a voz suave respondeu, do outro lado da porta.


– Só queria lhe avisar que passarei a noite fazendo vigília, junto com Franky. Não vou voltar para dormir, portanto pode se sentir á vontade para trancar a porta, se assim quiser. – Mesmo que não pudessem ver para confirmar, era evidente que a arqueóloga sorria. Foi então que outra voz, mais alta e possante exclamou:


– Só tentem não fazer muito barulho dessa vez, sim? Seus bêbados...


E às risadinhas, Franky e Robin afastaram-se da porta, enquanto lá dentro o casal de bêbados trocava um olhar abismado.



# FIM #



Notas finais
Bem, é isso. Depois de muita confusão e vários desentendimentos, esses dois conseguiram se entender. E quem maneira de se entender, hein! xD
Obrigada á todos que acompanharam e elogiaram essa história. Foi graças á vocês que eu consegui chegar até aqui. Não fiquem tristes pelo fim; esse não foi meu último trabalho. Podem esperar muitas outras histórias escritas por mim.
Beijos e até uma próxima vez! 0/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!