Droga de Vingança!
21 Capítulo XVII
Notas iniciais
Magrí acordou em um cômodo com iluminação fraca, ainda meio zonza pelo ocorrido.
Logo sua visão foi se acostumando mais á aquela falta de luz, então, pôde ver que estava deitada em uma cama um pouco dura, como a de um hospital, os lençóis brancos, sem nenhuma mancha se quer, não diria que estava em um cativeiro se não tivesse sido trazida com tal brutalidade.
Aos pouco Magrí foi recuperando os sentidos e novamente estava raciocinando como um kara. Não conseguia entender como havia sido tão inocente em não perceber que Ricardo estava tentando enganá-la.
“ Como fui burra! Não deveria ter confiado nele! Esse tempo todo ele estava apenas esperando a oportunidade perfeita para me pegar desacompanhada e desprevenida! Ai, karas! Será que vocês vão me encontrar?”
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—Já chega! Eu vou atrás dela! –disse Crânio depois de um tempo.
—Espera Crânio! Vamos esperar...vai ver ela está apenas conversando com aquele colega dela e acabou se atrasando...
—Esse é meu medo Calú, eu não confio naquele cara, não fui com a cara dele.
—Tem certeza de que você não está apenas com ciúmes? –provocou Calú – aposto que Miguel também não foi nem um pouco com a cara dele.
Todos os três olharam pra Miguel quem com um gesto fez com que todos se calassem.
—Concordo com o Crânio, vamos atrás de Magrí...até agora ela não deu noticia, pode ser que tenha acontecido alguma coisa...
—Todos nós? –perguntou Chumbinho –e se ela aparecer e vir nos procurar aqui?
—Então deixaremos um bilhete avisando-a para ela entrar em contato conosco. Escutem bem: Calú e Chumbinho, procurem em volta do colégio e perguntem por ela na casa dela, Crânio e eu iremos ligar para algumas colegas de classe dela usando a desculpa de que ela disse que estava doente e ficamos preocupados porque não vimos ela na escola, quem souber de algo vem ao esconderijo e liga avisando. Estamos combinados karas?
—Certo kara!- disseram Calú e Chumbinho em uníssono enquanto saiam pelo alçapão.
—Miguel...-disse Crânio após um tempo.
—Diga kara.
—Já sei por quem começar...e nem precisaremos usar o telefone.
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Ricardo saía do Colégio Elite com a maior naturalidade do mundo, estava com a mesma cara ‘inocente’ de sempre como se não tivesse feito nada de errado.
“Essa foi moleza! Nem precisei sujar minhas mãos...Que garota ingênua...”-seus pensamentos foram interrompidos por um puxão forte em seu braço, alguém o puxara para um canto deserto do colégio.
—Eu só vou perguntar uma vez, cadê a Magrí?
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