Notas iniciais
É isso aí pessoal, mais um cap! Sorry pela demora! Juro que o cap estava na metade pronto, só que a outra parte confiei à um amigo que pisou na bola e eu tive que fazer o cap todo sozinha. E GRAÇAS À DEUS é Férias! Só irei no colégio terça feira por que é meu inter-sala de futebol! Pois é, jogo futebol feminino e simplesmente AMO! xD Vou dar o meu melhor nessas férias pra postar o mais rápido possível e terminar a estória ainda nessas duas semanas! Quem é fã da fic se prepare, pois estou com o final todo pronto na minha cabeça já! Beijos!!!

22/07, Sexta, às 14:50 — Casa.



Voltei! Mas caramba! Caramba, caramba, caramba! Não, você não sabe o que eu acabei de escutar agora! Eu nunca, mas nunca na minha vida imaginei escutar isso! Quer dizer, pra mim isso só conticia naqueles filmes! Only Shit! Tá que estavam bebâdos (nem todo mundo...), mas haja sangue de cristo pra limpar essa burrada hein!!! Calma, calma, vou começar a contar! Fui lá atender o portão e era Patrick, procurando por Drika. Vendo que ela não estava aqui, acabou entrando e me contando tudo.



– Por que tá procurando ela? — Perguntei.



– Ah amiga, eu estou perdí-dinho! — Disse Patrick.



– Hamn, isso diz tudo. — Disse eu, irônica.



– Sorry! É que estou bem nervoso...! Foi numa sexta, acho, que cheguei lá em casa e vi muitas latas de cervejas por todo o lado na sala.



– Aham. — Disse eu, mostrando que estava prestando atenção.



– Tinha vindo da casa do meu amor pra ver se podíamos reatar sabe, mas terminou que discutimos mais ainda do que da ultima vez que nos encontramos. Aquilo de sempre, ele não quer dar mais espaço pra mim na sua vida, fica todo ocupado com a faculdade. — Disse ele, fazendo caras e boca enquanto contava. — Chamei o nome do meu pai, do meu irmão, e nada. Até que subindo as escadas, ouvi umas vozes tanto de homem como de mulher também. Fui abrindo os quartos pra ver se as vozes vinha dali, e quando cheguei no do Danilo...



– Quando chegou na do Danilo... E...? — Perguntei, impaciente, não querendo esperar a pausa Dramática de Patrick.



– Drika estava... — Pausou ele denovo.



– Conta homem!



– Drikatavasentadanocolodele! Pronto, falei! — Confessou ele, na velocidade da luz.



– Han? Sentada? Uffa! — Suspirei aliviada.



– Uffa?! — Perguntou Patrick, parecendo estar perplexo.



– Sim ué! Porque bem, ela poria ter feito coisa pior!.



– E fez amiga! Aliás, todos nós fizemos.



– Conta então né!



– Entrei lá e vi Drika, sentada, no "colo" do meu irmão... — Disse Patrick, dando enfâse nessas palavras grifadas.



– Isso eu já entend- OWWW!! — Exclamei, finalmente entendendo que estavam transando na posição de "cavalinho".



– Meu Deus! Então a bebedeira deu nisso... — Concluí.



– Ah amiga, quem dera. Quando entrei no quarto, interrompendo os dois, Drika levantou do colo do Danilo e veio até mim, tentando ME seduzir! Amiga, ela ME seduziu! Veio até mim, nua, toda se querendo!



– Sério?! O que a bebida não faz com uma pessoa!



– Não é só isso Carol! Ela me beijou, e o pior é que eu retribuí!



– Mas Patrick, por que você fez isso? — Perguntei.



–Eu... E-eu... Aff, meu coração estava doendo. Antes de entrar em casa, tive que recolher o meu choro. E quando vi Drika, se oferecendo pra mim, apenas me deixei levar, como que descontando a minha raiva e dor...



– Patrick! — Exclamei, indo abraçar o meu amigo. — P-era aí... E o Danilo?



– Bem, eu, ele e Drika transamos juntos. — Disse ele, rápido, parecendo com medo de assumir o que fez.



– MEU DEUS! M-mas O QUE? PUTZ! CARAMBA! MEU DEUS! MEU DEUS!!!!!!



– Eu sei...



– Ow, a Drika não sabe ainda! — Disse eu.



– Não? — Perguntou ele, não entendo.



– Não! Ela não consegue lembrar de nada daquela noite.



– Oh Lord! Graças a Deus! Assim eu não conto, você não conta, ninguém conta, ela não fica sabendo e tudo fica bem! — Exclamou Patrick.



– M-mas isso não seria errado? Sabe, ela desconfia que alguma coisa aconteceu, então você teria que mentir pra ela.



– É... Mas é melhor do que contar a verdade, hehe!



– Patrick! — Repreendi.



– Affêe, Carol! Ela não precisa saber!



– Precisa assim! Quer saber, eu vou chamar ela aqui pra resolvermos essa história. — Decidi, indo pegar o telefone.



– Nowww!!! — Gritou ele, se colocando na minha frente. — Não hoje... sabe, não que eu seja inoscente, mas com que cara olharei pra ela? Amiga, eu nunca transei com ninguém!



– OMG! Nunca? Mas você e Luciano....



– Nunca, brigamos antes de chegar nessa etapa. — Confessou-me ele, com suas bochechas rosadas.



– Então você perdeu a virgindade com a Drika?! — Perguntei, chocada.



– É-eah...



– Gente, que babado!



– É complicado amiga! Perdi a minha virgindade com ela, mas não a amo! Só que ela me ama, sendo que meu irmão gosta dela! — Disse Patrick, com uma mão na cintura e outra na testa.



–Pois é... Vou conversar com ela e veremos oque dá pra fazer então...



Patrick veio aqui procurando por Drika, querendo acabar logo com a confusão, mas quando eu disse que ia chamá-la, arregou! Pufft! Agora que você sabe o que aconteceu, nem dá pra acreditar não é? Meu Deus! Eles fizeram um menáge (sexo a três), e o Patrick ainda perdeu a virg! Gente, não é pra qualquer um não! Ahh, agora eu vou terminar de contar o que estava contando (?). Onde eu parei... Ah, sim. Achei!



– Que foi Will? Agora você também vai aceitar isso? — Perguntou a minha sogra.



– N-não, mas aconteceu Magda. — Respondeu o Senhor William, obviamente mentindo. Pois é claro que ele já aceitou a situação toda.



– Infelizmente, não? — Disse Magda, a minha sogra, com uma cara de nojo, olhando para a barriga de sua filha.



– Minha querida, você quer fingir que isso não aconteceu? — Perguntou Seu afonso.



– T-talvez. — Respondeu a minha sogra, não o olhando nos olhos.



– De novo mãe? — Disse Fanny, levantando do sofá e se colocando a frente de todos, encarando a mãe.



– De novo o que garota?



– É só a Esthefanny não é? Quem liga?! — Disse Fanny, com dor nos olhos e sacarmo na voz.



– D-o que você está falando? — Perguntou Dona Magda, não entendendo.



– Estou falando daquela noite... Mandou eu e o meu irmão pra cama, deu-nos um "boa noite" seco, engasgado e virou as costas. P-oxa, faz um tempão... Mal sabíamos que era a nossa "mãe" dando Adeus.



– E-esthefanny! — Gritou Ângelo, alternando o olhar, da mãe para a irmã, com medo.



– Me deixa Ângelo, sei que você também tem isso engasgado aqui na garganta! E não faz essa cara mãe! Você lembra que eu sei! Você tr-



– Cala a boca! — Gritou agora a Dona Magda, com os olhos arregalados.



– Que foi? A verdade dói, não é mesmo? Você trocou agente por aquele cara! VOCÊ NUNCA QUIS AGENTE! NUNCA QUIS! — Gritou Fanny, finalmente deixando as lágrimas cairem.



– NÃO FALA O QUE VOCÊ NÃO SABE GAROTA! — Gritou agora Magda.



– QUE EU NÃO SEI? Ahh, vai dizer que nos abandonou porque nos amava tanto que tinha que ir embora? — Perguntou Fanny, irônica.



– N-não...



– QUEM É VOCÊ PRA FALAR DE MIM? ME DIZ!! NÃO SEI QUE TIPO DE MÃE SEREI, MAS SEI QUE VOU SER MUITO MELHOR DO QUE VOCÊ FOI! — Disse Fanny, chorando, como que cuspindo na cara da mãe.



– Filha! — Exclamou seu William, não sabendo o que fazer.



– Esthefanny...! — Disse o meu namorado, também assustado, segurando Fanny pelo braço, tentando fazer com que ela sentasse no sofá novamente e se acalmasse.



– ME SOLTA! Alguém tem que dizer pra ela isso!



– Deixa ela falar! — Gritou Magda, olhando para a filha, com lágrimas caindo, surpreendendo a todos.



– É, deixa ela falar! "Esthefanny não está sendo uma boa criança", "É claro que Esthefanny ia querer estudar numa escola imunda dessas", "Esthefanny, mas que vestido é esse?! Parece as "inhazinhas" que encontramos na esquina", "Esthefanny, porque você traz essas crianças pra dentro de casa?!", "Não Esthefanny, você tem é que ficar perto daquele tipo de pessoas, são eles que te dão futuro!", "Esthefanny, isso não pode", "Esthefanny, aquilo também não pode", "William, por que sua filha não está agindo direito?!", "Esthefanny, por que você não cala a boca?! Eu não quero saber de você e seus amiguinhos pobres!". Na verdade, tudo isso era: "Esthefanny, por que você não é do jeito que eu quero?!", "Esthefanny, PORQUE VOCÊ NÃO É IGUAL À MIM?!" — Disse Fanny, com uma cara de nojo que tando vi nela, imitando sua mãe, gritando essa ultima parte, deixando um silêncio horroroso no lugar. — Esthefanny, Esthefanny, Esthefanny! CHEGA!



– V-você acha que eu disse tudo isso, que fiz tudo isso, pra você ser igual à mim? Não minha filha, não! -



– O que mãe?! Agora você me diz que eu não deveria ser assim? Todos esses anos, que eu passei, tentando tirar notas altas, tentando me vestir bem, desistindo das amizades, tudo pra parecer com você! — Confessou Fanny, com dor em sua voz.



– E-sthefanny... — Miou a minha sogra, entre soluços e lágrimas.



– Tudo pra chamar a sua atenção! Tudo pra que você finalmente olhasse pra mim como sua, filha! Que se referisse à mim como "sua" filha, e não somente do William! E não só mais um número nessa casa!



– F-filha! Você não sabe como eu me arrependo e tenho sofrido desde que tomei a decisão de deixar vocês! Só Deus sabe o quanto eu... O quanto eu amo vocês e temi que ficassem parecidos comigo! Eu nunca quis que vocês, nem que fosse só um pouquinho, tivessem algo de mim! Quando cheguei nessa casa no dia seguinte, não sabendo com que cara olhá-los, vi que não os merecia... Nenhum de vocês. — Confessou a minha sogra, chorando, soluçando, de joelhos no chão e de cabeça baixa.



– Magda... — Foi só o que Seu William conseguiu dizer, assustado, olhando a mulher como se não a conhecesse.



– M-me perdoem! P-or... POR FAVOR, ME PERRRDOOEM!! POR FAVOR! — Implorou Dona Magda, chorando, fitando o chão, não tendo coragem de nos olhar.



E aconteceu o que menos esperávamos: Fanny se agachou do lado da mãe, levantando a cabeça dela, para que seus olhos se encontrassem. Minha cunhada asentiu, perdoando a mãe. Começaram a chorar, juntas, sorrindo ao mesmo tempo. Seu Afonso se reúniu às garotas, escondendo o rosto no ombro da mulher para que não o vissemos demonstrar esse sentimento. Olhei para Ângelo, que estava parado estático, chorando silênciosamente. Poxa, estamos namorando já faz alguns meses, transamos, vamos fazer faculdade juntos, viajar juntos e nunca o vi derramar uma lágrimas sequer. Refleti, rápido, naquele momento. Até que Ângelo não conseguiu se segurar e foi até a familia, chorar com eles. Olhei para o meu irmão, que não tinha expressão nenhuma em sua face, obviamente ainda assustado. Ele acabou de entrar pra uma familia que aparentemente é fina, normal, elegânte, mas que no fundo é um desastre total. Fui pra perto dele, segurar-lhe a mão, fazendo compania. Enquanto via essa familia ali no chão abraçados, fiquei pensando na minha. A gredeci à Deus, por ela ser do jeito que é. E posso jurar que Felipe também pensou o mesmo.



Notas finais
Indicação?! Please.